segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

SENTADO NO BANCO ERRADO?

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Jurado Nº 2 (Juror #2).
Produção estadunidense de 2024.

Direção: Clint Eastwood.

Elenco: Nicholas Hoult, Toni Collette, J.K. Simmons, Chris Messina, Gabriel Basso, Zoey Deutch, Cedric Yarbrough, Leslie Bibb, Kiefer Sutherland, Amy Aquino, Adrienne C. Moore, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Max) em 30 de setembro de 2024.

Sinopse
: No último trimestre da gravidez de risco da sua esposa (Deutch), o jornalista Justin Kemp (Hoult) é convocado para participar de um júri de um midiático caso de um cara (Basso), acusado de ter matado a namorada (Francesca Eastwood). Mas, tão logo o julgamento começa e os fatos são expostos, Justin passa a suspeitar que ele mesmo pode ter sido responsável pelo homicídio culposo da moça.

Comentários
: Indiscutivelmente, Clint Eastwood é uma verdadeira lenda viva da sétima arte. Aos 94 anos, o icônico ator e diretor mostra um entusiasmo de adolescente, e acaba de entregar mais um filme que, absurda e desrespeitosamente por parte da Warner, lança diretamente em streaming. Conduzindo com maestria e a costumaz competência um elenco estrelar, Eastwood aproveita a ótima premissa para entregar mais um bom filme, tanto de tribunal como de suspense, que nos envolve e prende atenção do começo o fim. A derrapada no roteiro (problema que reino absoluto na maioria dos filmes lançados este ano), principalmente, do clímax para o final, acaba atrapalhando o filme de ser um dos melhores do diretor. Mas, nem isso tira de nós a satisfação de conferir mais uma trabalho na batuta do nonagenário Eastwood. 
Cotação: / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 29 de dezembro de 2024

REENCONTRO SEM GRAÇA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Auto da Compadecida 2.
Produção brasileira de 2024.

Direção: Flávia Lacerda e Guel Arraes.

Elenco: Selton Mello, Matheus Nachtergeale, Taís Araújo, Humberto Martins, Luis Miranda, Eduardo Sterblitch, Fabiula Nascimento, Virginia Cavendish, Enrique Diaz, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 29 de dezembro de 2024.

Sinopse
: Sequência de O Auto de Compadecida, inspirada na obra de Ariano Suassuna. Mais de vinte anos após os eventos mostrados no filme original, João Grilo (Nachtergeale) retorna à Taperoá, reencontrando seu grande amigo Chicó (Mello), e descobre que por causa dele, ganhou a fama de santo. Aproveitando a época das eleições municipais, onde a candidatura à prefeito está polarizada entre o coronel Ernani (Martins) e o comerciante Arlindo (Sterblitch), João Grilo resolve tirar vantagem dos dois, e para isso, conta mais uma vez com a ajuda do velho parça.

Comentários
: Sinceramente, não vejo necessidade nenhuma em se fazer uma sequência do merecidamente aclamado pelo público O Auto da Compadecida, filme baseado na obra-prima teatral do saudoso mestre Ariano Suassuna, que por sua vez, já era uma versão picotada de uma minissérie televisiva. Mas, com o estrondoso sucesso de bilheterias, era inevitável que isso acontecesse, e convenhamos, até demorou bastante, já que são absurdos vinte e quatro anos desde do lançamento do adorável e inesquecível filme. E meu ranço pela sequência que, realmente, eu não queria que rolasse, só aumentou quando saiu o trailer. Mas, enfim, como defendo que não devemos julgar obra nenhuma sem antes conferi-la, tentei deixar todas as minhas desconfianças de lado, e finalmente, fui encarar o filme.

Felizmente, o filme não é a merda que eu esperava. O estranhamento que eu tive ao ver no trailer que resolveram rodar tudo em estúdio, sem nenhuma locação numa cidadezinha nordestina, acaba não sendo o principal problema, e até certo ponto, a gente acaba se acostumando com a ambientação mais falsa que nota de R$ 3,00 do filme. Muito menos as atuações dos protagonistas Matheus Nachtergaele e Selton Mello, que parecem que nunca saíram dos seus icônicos e figuraças personagens. O grande problema está no fraco roteiro, que não apenas traz uma trama insossa, desinteressante (talvez se anunciarem que, como o primeiro, o filme seja uma versão picotada de uma futura minissérie, possa ser que esta traga uma melhora), mas, principalmente, resolve ficar na zona de conforto, não trazendo nada criativo e ainda apelando para repetições de situações do filme anterior, sem o mesmo brilho e humor. 
De fato, é muito triste ver uma sala de cinema lotada, principalmente de famílias inteiras, durante a projeção só rolarem algumas tímidas risadas em pouquíssimos momentos. Ficou clara ao final da sessão em que eu estava que a frustração com o filme foi geral. 

Enfim, O Auto da Compadecida 2 comprova que de fato é uma sequência desnecessária. Não chega a ser um desastre total, graças ao carisma de Mello e Nachtergaele, que garantem que a experiência ao menos seja nostálgica. Mesmo assim, apenas o fato de nos reencontramos nas telonas com Chicó e João Grilo não é o suficiente para termos pelos menos uma sequência satisfatória. Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! Cotação: / Nota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


ADVERSIDADES EM FAMÍLIA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Uma Canção de Gratidão (Unsung Hero).
Produção estadunidense de 2024.

Direção: Joel Smallbone e Richard L. Ramsey.

Elenco: Daisy Betts, Joel Smallbone, Kirrilee Berger, Jonathan Jackson, Lucas Black, Hillary Scott, Candace Cameron Bure, Terry O' Quinn, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Max) em 28 de dezembro de 2024.

Sinopse
: Baseado em fatos. Em 1991, após perder tudo devido a uma crise econômica, o produtor musical australiano David Smallbone (Smallbone) se muda com a família para os Estados Unidos a fim de começar do zero. É um início de uma jornada repleta de adversidades, que com fé e muito esforço a família enfrenta unida.

Comentários
: Uma interessante história real de fé e superação é o tema deste filme que chega no streaming nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo (para aluguel e compra digital, chegou alguns meses atrás). Dirigido e protagonizado por um dos filhos da família australiana que passou por várias dificuldades até se firmarem nos Estados Unidos, o filme conta com um ótimo roteiro, que traz uma trama envolvente e cativante do começo ao fim, que poderia ser mais do mesmo, se não fosse bem conduzida, o que acaba nos emocionando. Portanto, merece a conferida. 
Cotação: / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.