sexta-feira, 28 de junho de 2019

QUANDO OS WARREN SAEM DE CASA, OS CAPETAS FAZEM A FESTA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Annabelle 3: De Volta para Casa (Annabelle Comes Home).
Produção estadunidense de 2019.

Direção: Gary Dauberman.

Elenco: McKenna Grace, Madison Iseman, Katie Sarife, Michael Cimino, Vera Farmiga, Patrick Wilson, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 27 de junho de 2019.

Cotação

Nota: 7,0.

Sinopse: Sétimo filme da franquia Invocação do Mal e terceiro do spin-off Annabelle. Um ano após trancafiar a boneca Annabelle em sua sala repleta de objetos que foram encapetados, o casal Ed (Wilson) e Lorraine Warren (Farmiga) sai de casa, provavelmente para resolver algum caso, e deixa sua filha, Judy (Grace), aos cuidados da jovem babá Mary Ellen (Iseman). A amiga desta, Daniela (Sarife), inventa de entrar na sala dos objetos, e acaba soltando o capeta que se encontra em Annabelle, que a partir de então, atrai outros capetas e passa a tocar o terror.

Comentários: Entre os feitos inéditos do bem sucedido Universo Invocação do Mal, chama atenção o fato de um  spin-off, atualmente, ter um filme a mais que o título principal da franquia, e que traz o casal protagonistas deste. Mas, é bom salientar que Patrick Wilson e Vera Farmiga são apenas coadjuvantes de luxo, que aparecem no início e no final, mas, que cumprem direitinho a missão de dar uma moralzinha ao filme, sem roubar o protagonismo do filme, que tem como principal mérito ser um típico filme de terror residencial à moda antiga. O roteiro, que traz uma trama simples e redondinha, é satisfatório, favorecido por um elenco funcional. E o resultado é um filme de terror padrão, que agrada aos fãs do gênero menos exigentes.

Porém, é inegável que a franquia já começa a dar sinais de cansaço, principalmente, em relação à Annabelle, que mesmo trazendo um fato interessante em relação a ela, já não assusta. Se o Universo Invocação do Mal pretende continuar, é bom se reinventar no próximo filme (em 2020, finalmente, chega o terceiro Invocação do Mal) e dar mais espaço a outros seres encapetados, em especial, o Samurai e o Cão Negro, apresentados aqui rapidamente. Enfim, chega de Annabelle!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.



O IMPROVÁVEL QUE DEU CERTO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Casal Improvável (Long Shot).
Produção estadunidense de 2019.

Direção: Jonathan Levine.

Elenco: Charlize Theron, Seth Rogen, June Diane Raphael, O'Shea Jackson Jr., Ravi Patel, Bob Ondenkirk, Andy Serkis, Randall Park, Tristan D. Lalla, Alexander Skarsgård, Lisa Kudrow, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 27 de junho de 2019.

Cotação

Nota: 7,5.

Sinopse: Após o site em que trabalha ser comprado pelo magnata das comunicações Parker Wembley (Serkis), o jornalista investigativo Fred Flarsky (Rogen) chuta o pau da barraca e se demite. Para relaxar, vai com um amigo (Jackson Jr.) a uma festa e acaba reencontrando sua ex-babá, Charlotte Field (Theron), que agora é Secretária de Estado Americana, que está a um passo a concorrer à presidência do país. Sabendo que Fred está desempregado, ela resolve contratar Fred para lhe assessorar nos discursos, e o "inesperado" acaba acontecendo.

Comentários: Um caso raríssimo onde o título dado por aqui resume muito bem o filme. E  o improvável aqui não se limita apenas ao casal protagonista interpretado por Charlize Theron e Seth Rogen, mas, pelo fato de trazer o típico humor sarcástico deste numa comédia romântica que tem como pano de fundo os bastidores da política. Felizmente, o improvável acabou dando certo e a mistureba acabou rendendo um filme divertido, engraçado, com um roteiro satisfatório, que acaba ganhando forças pela química perfeita e o timing perfeito dos protagonistas. Em síntese, um filme divertido e engraçado, bem acima da média do gênero.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

O FINAL PRECOCE DE UMA GRANDE PARCERIA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Marvel - Jessica Jones: Terceira Temporada (Marvel's Jessica Jones - The Final Season).
Produção estadunidense de 2019.

Direção: Michael Lehmann, Krysten Ritter, Anton Cropper, Liesl Tommy, Mairzee Almas, Tim Iacofano, Larry Teng, Stephen Surjik, Jennifer Getzinger, Stanford Bookstaver, Sarah Boyd e Neasa Hardiman.

Elenco: Krysten Ritter, Rachel Taylor, Eka Darville, Benjamin Walker, Sarita Choudhury, Jeremy Bobb, Tiffany Mack, Carrie-Anne Moss, Rebecca De Mornay, Mike Colter, David Tennant, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Netflix) 19 e de 23 à 27 de junho de 2019.

Cotação

Nota: 7,5.

Sinopse: Baseado em quadrinhos da Marvel. Nesta última temporada, a detetive sabichona e durona Jessica Jones (Ritter) tem que encarar um frio psicopata (Bobb), que está obcecado por ela, e provar que ele é uma fraude. No decorrer da investigação, ela tem que engolir sapo e pedir arrego a sua irmã adotiva, Trish (Taylor), que assim como ela, agora também tem super-poderes.

Comentários: Foi bom enquanto durou, a parceria entre Marvel e Netflix, que rendeu seis séries, algumas excepcionais, outras nem tanto. Coube a Jessica Jones, que teve uma primeira temporada arretada, mas, que tropeçou e caiu um pouco de qualidade na temporada seguinte, a dura missão de fechar essa parceria que tinha tudo para ir mais adiante, mesmo com os altos e baixos. E não é o desfecho que gostaríamos, tanto por ser precoce, como também também pelo potencial e altíssima qualidade em boa parte da parceria. Mas, como diz o ditado popular, tudo que é bom, dura pouco.

Para ser sincero, não esperava muito desta nova temporada, principalmente, por esse clima de final de festa, que desmotiva qualquer um que tenha se dedicado a fazer a série, dentro e fora de cena. Mas, até que me surpreendi, e a despedida não foi tão melancólica e feita da qualquer jeito como eu temia. Com uma melhora significativa em relação a temporada passada, tem como pontos positivos a volta do clima noir, com direito a narração da protagonista, e principalmente, o aprofundamento dos conflitos pessoais de cada personagem, o que acaba rendendo ótimas atuações dos seus intérpretes. Porém, comete o mesmo erro corriqueiro das séries da parceria em se arrastar demais para chegar nos forçosos treze episódios.

Enfim, a missão ingrata de encerrar precocemente a rentável e histórica parceria foi dada, e até que Jessica Jones cumpriu satisfatoriamente. Já estamos com saudades. Fiquemos na torcida que a máxima "não se mexe em time que está ganhando" milagrosamente se torne realidade, e que futuramente tanto as séries e seus respectivos elencos sejam resgatados pela Marvel, mantendo, e quem sabe até melhorando o padrão de qualidade.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.