Dois filmaços excepcionais são responsáveis por uma ida agradabilíssima ao cinema.
Depois da fraquíssima sessão dupla encarada por este blogueiro no começo deste mês, uma sessão dupla de deixar qualquer cinéfilo feliz da vida, fazendo até esquecer a contrariedade que teve em encarar uma fila longa e lentíssima para comprar o indispensável combo formado por pipoca e refrigerante, que fez este cinéfilo perder os primeiros minutos de exibição dos primeiros. Um ponto negativo que, mesmo superado por dois excelentes filmes, deve ser salientado para que a direção do Complexo Kinoplex Maceió tenha mais respeito e atenção pelos seus clientes, e, neste período de férias escolares, contrate mais funcionários para agilizar no atendimento. Contrariedade à parte e protesto devidamente registrado, vamos falar do que é interessa, que é justamente dos filmaços que fizeram a melhor sessão dupla do ano.
Depois do calvário só para comprar um lanchinho, entrei na sala 3 do citado complexo de cinemas para conferir em 3D As Aventuras de Pi, baseado num best seller de grande sucesso e dirigido por Ang Lee, que apesar de ser bajuladísimo pela crítica após seu estouro com o interessante O Tigre e o Dragão, é um cara imprevisível, igualmente aos seus colegas de batutas Joel Schumacher e John G. Avildsen. Afinal, tirando o citado filme de artes marciais indicado, a filmografia do cara inclui a decepcionante adaptação dos quadrinhos Hulk, e filmes bundas que a crítica, os membros da Academia e os cinéfilos com gosto mais refinados adoram como Razão e Sensibilidade e o lixo boiola O Segredo de Brokeback Mountain, que, inexplicavelmente ganhou o Oscar de Melhor Filme. Mas, em seu novo filme, finalmente, o diretor acertou em cheio, nos presenteando com um filmaço envolvente e emocionante, que conta a história do personagem título, que quando adolescente sofre um naufrágio e fica perambulando à deriva no meio do Oceano Pacífico, tendo a companhia de um feroz tigre de bengala. Com um roteiro muito bem escrito, que além de dosar aventura, drama e uma pitadinha de suspense nos dar belíssimas mensagens de fé em Deus, atuações inspiradíssimas de um elenco desconhecido, mas afiadísismo, e, principalmente, efeitos especiais de última geração, que em 3D encantam e nos trazem para dentro da história (o cenário e, principalmente, o tigre de bengala criado em computador impressionam pelo realismo incomparável), As Aventuras de Pi é disparado o melhor filme do diretor. Uma obra-prima que, merecidamente, tem tudo para ser indicada a várias estatuetas, incluindo Melhor Filme. Nota 10,0.
Após um pequeno intervalo de vinte minutos, tempo suficiente para comprar meu lanche, desta vez na Subway, foi a vez de entrar na sala 4 para assistir o tão esperado Argo, escrito e dirigido por Ben Affleck, que chega a Maceió com quase dois meses de atraso e apenas numa única sessão, às 20:50. Um absurdo, já que trata-se de um filmaço exepcional que é aposta certa de figura entre os indicados ao Oscar do próximo ano. Não sei se a direção do Complexo Kinoplex ou alguém ligada a ele costuma navegar na internet e ler as opiniões dos cinéfilos alagoanos, mas, deixo a sugestão de abrir novas sessões do filme, pois é claro que uma sessão e num horário tão inconveniente para alguns não dar conta do público para o filme. A sessão de hoje que acabei de marcar presença estava lotadíssima e a satisfação do público com este filmaço, vai com certeza repecutir e atrair mais pessoas. Dirigido e esrelado por Ben Affleck, o filme é baseado em fatos reais, mostra o resgate mirabolante e arriscadísismo, de seis estadunienses que escaparam da invasão da embaixada do país no Irã, e se refugiaram na casa do embaixador do Canadá. Com o passar dos dias, e prestes a serem descobertos, as autoridades precisam tirar urgentemente os seis compatriotas da panela de pressão que se tornou o Irã. Várias ideias absurdas e ridículas de resgatá-los, entre elas, a proposta pelo especialista em exfiltrações Tony Mendez (Affleck), onde ele e os seis reféns se passarão por membros de uma equipe de filmagem de uma produção a la Star Wars, que busca no Irão locações. Para a farsa ficar ainda mais convicente, Mendez conta com a valios ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que armam direitinho como se a produção fosse mesmo sair do papel.
Affleck está cada vez mais surpreendendo, deixando de ser o canastrão de outrora, tornando-se não somente um ótimo ator, como também um excelente diretor. Argo é um filmaço de primeira, que prende a atenção e nos faz suar frio e torcer pela missão quase impossível, graças ao excelente roteiro, um elenco com excelentes interpretações, e, a direção precisa de Affleck. Ah, e não tenha pressa de sair do cinema, pois no começo dos créditos finais, mostram imagens reais dos reféns e de fatos mostrados no filme, com direito a voz do presidente da época, Jimmy Carter. Merecidamente as apostas feitas para brilhar no Oscar. Imperdível. Nota 10,0.
Em sua quinta missão nas telonas, Bond corre contra o tempo para evitar a terceira guerra mundial.
Na época da guerra-fria, o mundo vivia apreensivo, com receio dos Estados Unidos e a antiga União Soviética viessem as vias de fatos e inicia-se a 3ª Guerra Mundial.. E o cinema, em especial os filmes do agente secreto mais conhecido do mundo, 007, deitaram e rolaram sobre o tema. Caso, por exemplo, de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, de 1967, quinta aventura do espião de Sua Majestade nas telonas, interpretado aqui por Sean Connery, que se despedia pela primeira vez do personagem, voltando a interpretá-lo em 1971 em 007 - Os Diamantes São Eternos e extra-oficialmente em 1983 no tosco Nunca Mais Outra Vez. Na trama, naves espaciais, norte-americanas e soviéticas, passam a ser raptadas e sumirem em plena órbita. Ambos os países se acusam e com o desentendimento, a 3ª Guerra Mundial está preste a estourar. Para evitar isso, a Inglaterra envia seu melhor agente secreto. Bond vai até o Japão e nas investigações, descobre que a terrível organização SPECTRE, comandada pelo super-vilão Blofeld (o saudoso Donald Pleasence, ótimo), que quer mais que o mundo se exploda, para poder dominá-lo.
Com um roteiro bem escrito, apesar de cometer erros gravíssimos nos absurdos (Bond sendo transformado em japonês, foi a ideia mas tosca e desnecessária de toda série, que fazem as peripécias super-heroicas do personagem, principalmente nas produções recentes estreladas por Pierce Brosnan e Daniel Craig serem possíveis), o filme dosa perfeitamente a ação e o suspense, algo bem típico nas produções antigas de Bond. Connery, está cada vez bem a vontade no personagem, assim como Pleasence, que rouba a cena como o vilão Blofeld, que, depois de aparecer em outros dois filmes anteriores da série, apenas com sua mão afagando um gato branco, finalmente mostra sua cara feia nas telonas (o vilão ainda aparecia no filme seguinte, 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade, interpretado pelo saudoso e eterno Kojak Telly Savalas (1924-1994), em mais dois filmes oficiais da franquia e no lixo extra-oficial já mencionado acima). Não é o melhor filme de Bond (se sucedido pelos quatros excelentes primeiros filmes o prejudicou bastante), mas, também não é o pior, e ainda tem uma das música-tema mais memoráveis, cantada por Nancy Sinatra. Um ótimo filme da Bond, que pode até entediar os fãs da nova geração acostumado com o ritmo frenético das produções atuais, mas que merece ser descoberto, visto e revisto. Nota 8.0.
Filme retrata de forma realista uma impressionante luta pela vida na tragédia do tsunami da Ásia.
Na manhã de 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami na costa asiástica afetando sete países e vitinando mais de 2 milhões de pessoas, entre mortos e desabrigados. Uma dessas histórias é retratada em O Impossível, filme que assisti ontem a tarde na sala 2 do Complexo Kinoplex Maceió. Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) é um casal de norte-americanos que reside no Japão, que junto com seus três filhos vão passar as férias de final de ano num balneário tailândes. Mas, a família é brutalmente separada pelo terrível tsunami. De um lado, a mãe e o filho mais velho Lucas (Tom Holland) e do outro o pai e os dois filhos menores Thomas (Samuel Joslin) e Simon (Oallee Pendergast), todos lutando pela vida, sem saber se os outros membros da família sobreviveram a terrível tragédia. De forma impressionantemente realista, não somente na eletrizante sequência do tsunami como também nos fatos ocorridos , o diretor espanhol Juan Antônio Bayona nos presenteia com um filme muito bem realizado, inclusive utilizando sobreviventes reais como figurantes, que envolve, emociona e prende a nossa atenção até o fime. A história real por si só é emocionante, e ganha mais força com o ótimo roteiro e um elenco afiadíssimo (que no Festival de Toronto os protagonistas e os meninos puderam conhecer a família que é retratada no filme), com ótimas atuações, dos dois astros protagonistas e principalmente dos novatos atores mirins que dão vida aos filhos, meninos muitos talentosos. Sensível, cativante e muito emocionante, O Impossível é uma exceente surpresa, por isso mesmo merece ser conferido. Nota 9,0.
Atualmente numa impressionante decadência física e de qualidades de filmes, o mestre de seis artes marciais e canastrão já protagonizou bons filmes de ação.
A garotada de hoje em dia que ver as merdas que Steven Seagal protagoniza pode não acreditar, mas, o atual rei momo dos filmes de ação já arrebentou no gênero, com ótimos filmes e em plena forma, principalmente seus primeiros filmes, apesar do seu desempenho como ator sempre ter sido limitadíssimo (exceção apenas para Machete, onde o diretor Robert Rodriguez, conseguiu o impossível ao tirar uma boa e divertida atuação de Seagal). Trago agora a lista, em ordem cronológica que foram produzidos, daqueles que, na minha humilde opinião, são os melhores filmes do mestre em seis artes marciais e canastrão Seagal. De uma filmografia de mais de quarenta filmes, apenas dez merecem destaque, onde realmente o cara arrebenta, portanto, que valem a pena serem descobertos, vistos e revistos. Confira!
Em 1988, com Chuck Norris, o então novato Jean Claude Van Damme e outros similares arrebentando principalmente no mercado de home vídeo, a Warner resolveu investir em Steven Seagal, afinal, o cara tinha potencial que o diferenciava dos demais astros, por dominar seis tipos de artes marciais. Sua estreia foi no interessante policial Nico: Acima da Lei, pelas mãos de ninguém menos que Andrew Davis, que dirigiu vários filmaços do gênero, e que anos depois ganharia notoriedade com o fodástico O Fugitivo com Harrison Ford. Seagal estreia com pé direito como um policial durão e ex-agente da CIA (tipos que juntos com militar são personagens frequentes em sua filmografia) descobre uma rede de tráfico de drogas e bota para fuder em cima da bandidagem. Contando com a coadjuvante de luxo, Sharon Stone, em começo de carreira, o filme tem um roteiro razoável, que tem como ponto alto valorizar as habilidades marciais de Seagal que arrebanta nas sequências de ação, muito bem coreografadas. Seagal, além de protagonizar, escreveu o roteiro e foi um dos produtores junto com Davis. Clássico oitentista dos filmes de ação B, que de vez em quando aparece na telinha do SBT. Nota: 7,0.
Depois de uma boa estreia, Seagal volta às telonas em outro clássico oitentista que também dar as caras na telinha do SBT, Difícil de Matar, onde além de contracenar com sua esposa na época, a eterna dama de vermelho e mulher nota 1000, Kelly LeBrock, inaugura o seu tosco estilo de cabelos ensebados de gel com rabo de cavalo, que virou sua marca registrada na maioria de seus filmes. Seagal é o policial Mason Storm, que ao descobrir que um político está envolvido com a bandidagem, leva a pior, sofrendo um atentando bem na hora que estava na hora do chamego com sua esposa gostosa. Depois de sete anos em coma, o cara acorda do nada, e parte para cima da bandidagem responsável pela sua desgraça. Os comentários deste clássico filme de ação B oitentista você confere em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2012/06/seagal-detornando-em-alto-estilo.html. Vale a pela assistir para ver Seagal em ação, a belíssima e atualmente sumida LeBrock e para chorar de rir com a saída de coma de Mason, uma das sequências mais toscas e ridículas da história do cinema. Nota 7,0.
Porrada, vodu e reggae. Este poderia ser o título do fodástico Marcado para a Morte, terceiro filme e um dos melhores filmes do canastrão que dar vida a mais um policial, desta vez John Hatcher, que só quer ficar de boa, com sua família, no bairro que cresceu. Mal a aposentadoria começa e o cara volta à ativa, ao perceber que os traficantes jamaicanos estão dominando geral o seu pacato bairro. Além de está em perfeita forma, dando um show com uma ótima coreografia, com direito a um eletrizante combate de espadas com o assustador e ao mesmo tempo tosco vilão rastafári. E Seagal ainda arrisca soltar o gogó, ao lado do mestre do reggae Jimmy Cliff, algo que, graças a Deus, somos poupados de ouvir em cena. Os comentários estão em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2012/07/filmaco-de-seagal-perdido-na-madrugada.html. Nota 9,0.
Seagal atinge seu ápice no clássico dos saudoso e bons tempos da sessão Domingo Maior da Rede Globo Fúria Mortal, onde interpreta o seu personagem mais fodástico, que faria até Chuck Norris mijar nas calças. Gino Felino, é um policial (oh! Não diga!) descendente de italiano, nascido e criado no Brooklyn, que logo de cara coloca um cafetão covarde para dentro de um carro pelo para-brisa. A porra fica mais séria depois de 5 minutos de filme, quando um ex-amigo de infância, que agora é um traficante muito louco (William Forsythe), cheio de nóia na cabeça, mata seu parceiro e melhor amigo na frente de sua esposa e filhos, e de quebra, ainda uma mulher que fez a estupidez de buzinar para ele. Peidado, Gino inicia uma perseguição implacável para achar e ferrar o noieiro loucão, com direito a distribuir porrada para todos os lados, e ainda intimidar a família do doidão, incluindo o pai que tanto acreditou e incentivou Gino a trilhar um bom caminho na vida. Dirigido por John Flynn (1932-2007), o filme tem um roteiro razoável, que depois da primeira metade, diminui drasticamente o ritmo da ação, tornando-o um pouco chato e cansativo, apesar de ter menos de uma hora e meia de duração. Em compensação, oferece as melhores sequências de ação da carreira do canastrão, que arrebenta com a bandidagem até mesmo com uma bolinha de sinuca. Outro clássico dos filmes de ação B para ser visto e revisto. Nota 8,0.
Como seu contemporâneo (e dizem por aí, rival) Jean Claude Van Damme, Seagal atraiu a atenção para que os produtores investissem mais nele. Sua primeira super-produção foi a divertida A Força em Alerta, dec 1992, com Seagal mais uma vez dirigido pelo especialista Andrew Davis, responsável pela sua estreia nas telonas. Na trama, o lendário navio de guerra USS Missouri está realizando sua última viagem rumo a desativação. Aproveitando a festa surpresa do comandante, um grupo de terroristas, liderados por um sádico porra louca William Strannix (interpretado por ninguém menos que Tommy Lee Jones, que posteriormente, ganharia seu Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por O Fugitivo, dirigido por Davis). Mas, o caras não contavam que o chefe do cozinheiros, Casey Ryback (Seagal), não somente era bom de cozinha, mas, uma fera na arte de dar porrada e acabar com a festa de terroristas malas sem alça. Com ação na medida certa, e um enredo razoavelmente muito bem escrito, A Força em Alerta é um ótimo filme de ação, um dos melhores de Seagal e do mestre Davis. Nota 7,5.
Com um enorme sucesso, a continuação seria inevitável. Em 1995, o fodástico Casey Ryback volta à ativa no também divertido A Força em Alerta 2. Mais uma vez, o cara está a bordo do transporte errado, na hora certa. Ryback só queria viajar a Califórnina com a sua sobrinha gatinha Sarah (Katherine Heigl, adolescente, atuando em seu segundo filme), que acabou de perder os pais num acidente aéreo.. Só que um grupo de terroristas, liderados pelo lunático Travis Dane (Eric Bogosian), invadem o trem onde Ryback e a lindinha estão viajado, com a intenção de manipular um satélite recém-colocado em órbita, projetado por Dane, a fim de ferrar com uma boa parte dos Estados Unidos. Só que, como os terroristas do filme original, Dane e sua coja não contava com o passageiro indesejável Ryback, para atrapalhar com seus planos. Mesmo não sendo dirigido pelo especialista Davis, substituído pelo estreante e ilustre desconhecido Geoff Murphy (que depois só dirigiu o frustrante A Fortaleza 2, com o zarolho Christopher Lambert), o filme supera as regras das continuações, com mais ação e menos xaropada, e consegue ser ligeiramente melhor que o original. Outro golpe certeiro de Seagal, que rendeu outro bom filme em sua filmografia. Nota 8,0.
A carreira de Seagal poderia tomar outro rumo, atuando em super-produções, mas, o cara inventou de entrar numa onda ecológica. Entre A Força em Alerta e sua continuação, estrelou e dirigiu o chatinho ecológico Em Terreno Selvagem, com direito a um tosco discurso ecologicamente correto, e posteriormente, na mesma época, voltaria ao tema nos péssimos Ameaça Subterrânea e Guerra Biológica. Mas, em 1996, entre estes e o primeiro filme "verde", Seagal estrelou dois bons filmes, O primeiro foi a eletrizante super-produção Momento Crítico, onde, apesar de dividir o cartaz original ao lado de Kurt Russell (como você pode ver na imagem ao lado, no DVD Seagal foi excluído), aparece menos de dez minutos, não luta nada e ainda ver o seu personagem partir desta para melhor da forma mais constrangedora e ridícula da história do cinema, com um tosco boneco voando pelos ares, numa sequência que consegue não convencer mais do que Seagal como ator. Na trama, um grupo de terroristas islâmicos (mais batido, impossível) sequestra um avião em pleno voo, exigindo a libertação de seu líder. Mas, o especialista David Grant (Russell) acha que é apenas pretexto para os caras pousarem o avião em Washington e detonarem uma bomba contendo um gás letal. Antes que isso ocorra, uma equipe militar, liderada pelo tenente-coronel Austin Travis (Seagal), é enviado em missão num tosco aviãozinho ultra-moderno para em pleno voo, entrarem no avião, desativarem a bomba e ferrarem com os terroristas. Mas, as coisas não ocorrem como previsto e o próprio consultor, acostumado a boa-vida burocrática, terá que partir para a porrada, a fim de cumprir a missão e salvar o dia. Contando também no elenco com John Leguizamo, Oliver Platt e Halle Berry, este filmaço de ação tinha tudo para ser o melhor de Seagal, se o personagem do mestre-canastrão não tivesse voado pelos ares tão rapidamente. Por isso, está entre os melhores de Russell. Nota9,5.
No mesmo ano, Seagal estrelou Glimmer Man - O Homem das Sombras, que a princípio parecia ser mais um filminho da época a pegar carona no sucesso. de Seven - Os Sete Crimes Capitais. Uma série de assassinatos em série, onde as vítimas são crucificadas, vem assombrando Los Angeles. O misterioso policial Jack Cole (Seagal) transferido recentemente de Nova Iorque chega no pedaço e assume a investigação junto com o detetive Jim Campbell (Keenen Ivory Wayans, o menos conhecido dos irmãos Wayans, que dirigiu os dois primeiros Todo Mundo em Pânico, As Branquelas e O Pequenino). O filme até que começa bem e prometia, só que o roteiro tosco, onde a trama que inicialmente era de um serial killer, acaba desaguando no lugar comum dos filmes de Seagal, frustrando bastante no resultado final. E para piorar, a partir daqui, Seagal já começa a ganhar uns quilinhos a mais, e se não convencia como ator, passou a não convencer também nas sequências de luta. Mesmo com todas as deficiências, o filme ainda consegue ser melhor do que boa parte da filmografia de Seagal. Nota 6,0.
Depois da promessa não cumprida Glimmer Man, vieram os dois filminhos esquecíveis citados acima. Todos três fracassos total nas bilheterias, o que começou a ser o começo do fim para o mestre canastrão. Mas, o cara ganhou uma chance de reerguer sua carreira em 2001 comRede de Corrupção, último filme estrelado por ele que chegou às telonas por aqui. Claramente, Seagal deve feito um dieta e perdeu uns quilinhos (apesar da maioria das cenas vemos claramente a cara do dublê) para viver o policial (Sério?) durão e encrenqueiro de Detroit, Orin Boyd, que adorar agir por conta própria, sem seguir regra nenhuma. O cara acaba de ser rebaixado, por ter jogado do alto de uma ponte o vice-presidente da república ao salvá-lo de um mirabolante atentando. Enviado para o 15º Distrito, o mais barra-pesada, não demora muito e o cara já está envolvido em confusão, onde seus próprios colegas podem está mergulhados na podridão do submundo do crime. Com um roteiro razoável, que dosa ação e humor, o filme é um dos mais divertidos da filmografia de Seagal, que conta no elenco com o rapper DMX, os comediantes Tom Arnold e Anthony Anderson Michael (estes três voltaram a atuar juntos no ano seguinte, ao lado de outro ícone dos filmes de ação, Jet Li, no também divertido Contra o Tempo), Isaiah Washington (visto recentemente no filme brasileiro Área 51), Michael Jai White (que deu vida ao herói dos quadrinhos Spaw, e foi o rival de Jean Claude Van Damme em Soldado Universal - O Retorno), Bill Duke (coadjuvante nos clássicos oitentistas Comando Para Matar e O Predador, ambos estrelados por Schwarzenegger). Disparado, um dos melhores filmes do mestre-canastrão. Nota 8,5.
Infelizmente, depois do divertidíssimo filme, a carreira de Seagal declinou, e o cara começou a fazer adoidado um montão de filminhos classe "Z" (só em 2005 foram quatro filmes, fato que se repetiu em 2009), alguns raríssimos bonzinhos, outros assistiveis e a maioria lixo total, que foram lançados diretamente em home vídeo, comprovando na prática o ditado popular que diz que quantidade não é qualidade. Recentemente, em 2010, ganhou uma segunda chance de reerguer sua carreira, pelas mãos do talentoso diretor Robert Rodriguez, que conseguiu o inimaginável ou seja, tirar uma boa e divertida atuação de Seagal em Machete. Seagal aparece pouco, mas, incrivelmente rouba a cena e nos faz cair na gargalhada como o figuraça mega traficante Torrez. Rodriguez não somente deu a chance de ouro para Seagal, como também, intencionalmente ou não, rendeu uma homenagem ao ícone, ao colocá-lo para manejar uma espada, travando um duelo memorável com o herói Machete, interpretado pelo também canastrão Danny Trejo. Em sua concepção, o filme é divertidíssimo, e a presença de Seagal, por incrível que pareça, o torna ainda melhor. Os comentários deste filmaço nota 10,0 estão em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2011/06/trashao-de-luxo.html.
Mais uma vez, após abraçar a chance de ouro, Seagal voltou a fazer os mesmos lixos de sempre, permanecendo até agora. E anda esquecendo que não é todo dia que terá outra chance, principalmente devida a sua tosca forma física que não condiz para um faixa preta em seis artes-marciais, quanto mais para um astro de filme de ação, já que andou dizendo que recebeu o convite de Stallone, mas, no momento não estaria interessado em atuar em Os Mercenários 3 (a foto ao lado, obviamente, é uma montagem feita por algum fã). Quem sabe se a Rede Globo o contratar e o colocar no quadro do Fantástico "Medida Certa", e vindo a aceitar o convite feito pelo eterno Rambo, Seagal volte a ser o cara fodão do começo de carreira e a fazer bons filmes. Por enquanto, só nos resta ver e rever os bons e velhos filmes do mestre-canastrão, principalmente, os comentados nesta postagem e evitar ao máximo as tranqueiras atuais.
Na dosagem certa, clássico oitentista do sub-gênero terrir, nos assusta e ao mesmo tempo nos leva as gargalhadas facéis.
Final de domingo me faz lembrar da saudosa Sessão das Dez exibida no SBT. Bons tempos onde após o dia inteiro do Programa do Silvio Santos, éramos presenteados com ótimos filmes, e ainda, que eram reprisados logo após sua exibição normal. Nesta época natalina, um filme fora das convencionais comédias famíliares sempre pintava na telina da emissora do sorridente e carismático apresentador: Gremlins, clássico oitentista do sub-gênero terrir, que misturava terror com comédia, dirigido pelo competente e atualmente sumidíssimo Joe Dante, e produzido por ninguém menos que o meste Steven Spielberg. O roteiro muito bem escrito, trazia um enredo simples, mas, que dosava perfeitamente os sustos e as gargalhadas que nos proporciona. O atrapalhado inventor Rand Peltzer (Hoyt Axton) traz de presente de natal para o seu filho Billy (Zach Galligan) um Mogwai, um bichinho raro bonitinho e fofinho, comprado de forma não-oficial numa misteriosa loja em Chinatown. O bichinho recebe o nome de Gizmo e com ele vem junto apenas três instruções: não colocá-lo diante da luz forte, nunca molhá-lo e, principalmente, não alimentá-lo após a meia-noite. Evidente que para fuder tudo e o enredo do filme desenrolar, as regras são quebradas e a pequena cidade é atacada por um batalhão dos asquerosos e terríveis criaturas. Filmaço excepcional, que, infelizmente, anda sumidíssimo das telinhas brasileiras. Disparado, o melhor filme do sub-gênero terrir de todos os tempos. Nota 10,0.
O filme fez um enorme sucesso, gerando várias imitações (a mais conhecida por aqui, a quadrilogia Criaturas), e em 1990, o inevitável aconteceu, e Dante e boa parte do elenco principal voltam em Gremlins 2: A Nova Geração (não me pergunte porque no cartaz está escrito o tosco sub-título A Nova Turma, pois não faço a mínima ideia). Após exatos cinco anos dos fatos ocorridos no primeiro filme, os pombinhos Billy e Kate (a lindíssima Phoebe Cates, outra musa da minha infância e adolescência, fora das telonas, porque, absurdamente, seu marido, o também ator Kevin Kline a proibiu de atuar) estão em Nova York, trabalhando no moderníssimo prédio das empresas do milionário Daniel Clamp (John Glover, o Lionel Luthor da série Smallville, num personagem que descaradamente satiriza Donald Trump). Com a morte do velho chinês, seu proprietário, o fofinho Gizmo vai parar no laboratório do prédio, e acaba sendo descoberto por Billy, que o resgata e o esconde. Como já era de se esperar, Gizmo mais uma vez é molhado acidentalmente, e posteriormente, as outras duas regras são quebradas, e novas espécies dos monstrinhos surgem, e passam aterrorizar o imenso complexo. Não chega a ser um péssimo filme, muito pelo contrário, já trata-se de uma ótima continuação. O problema foi errarem feio na dosagem, onde o humor supera o terror, transformando o filme praticamente numa comédia rasgada, ao invés de um ótimo terrir. Apesar disso, Gremlins 2 é um ótimo filme, que encerra a curta, mas inesquecível trajetória de Gizmo e companhia nas telonas. Nota 7,5.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
O fofinho e inesquecível Gizmo.
Quem diria que uma criaturinha tão bonitinha poderia gerar
criaturas tão horríveis e perigosas.
Recebendo o "carinho natalino" de um dos seus "filhos".
Will Smith interpreta um figuraça super-herói, com mais defeitos do que qualidades.
Desleixado, pinguço, boca suja, sem nenhum respeito para a vida alheia e por sim próprio. Defeitos comuns a qualquer ser humano, mas, impossíveis de serem encontrados em um super-herói. Mas, Hancock, interpretado por Will Smith no filme homônimo que será exibido hoje a noite na sessão Domingo Maior da Rede Globo, é tudo isso e muito mais. O que só desperta a antipatia e desprezo da população de Los Angeles que quer ver o figuraça anti-social bem longe, graças ao seus métodos nada convencionais de atuar, que somados ao seu comportamento anti-social. Mas, ao salvar o bondoso relação públicas Ray (Jason Bateman), isso irá mudar, já que o cara voluntariamente passa a cuidar da imagem do super-herói pinguço e arruaceiro, dando-lhe as orientações que poderão mudar a opinião pública e de quebra ainda conqusitar fãs. Relutando inicialmente, Hancock acaba aceitando, e inicia a maior missão da sua vida: salvar a si mesmo.
Com uma ideia muito interessante que foge do convencional, o filme tem um roteiro razoável, com a primeira metade boa e engraçada, mas, se perdendo um pouco da metade para o final, errando na dose exagerada de drama. Mesmo assim, o resultado final é um filmaço muito divertido, com Smith, mais uma vez, dando um show de interpretação, principalmente nas sequências cômicas, e um elenco competente que além do boa-praça Smith e de Bateman, conta também com a estupidamente linda e talentosa Charlize Theron, um verdadeiro colírio para os olhos, além de ser uma boa atriz. Divertido e inteligente. Nota 8,5.
Com a franquia Star Wars, George Lucas não somente revoluciona a sétima arte, como também criou um fenômeno pop nunca visto antes.
A partir de hoje e nos próximos dois domingos, a Band realiza mais uma vez o Festival Star Wars. Infelizmente, desta vez, só serão exibidos os filmes da última trilogia, que corresponde a primeira parte da maior saga épica intergalática de todos os tempos, deixando de fora a excepcional trilogia original. Criada por George Lucas nos anos 1970, que dividiu a saga em seis episódios, sabiamente, o genial cineasta resolveu realizar primeiro os três últimos epísódios por entender que estes teriam maior apelo comercial. E acertou em cheio, já que, até hoje, a trilogia original é insuperável, com filmaços inesquecíveis. Não que a trilogia mais recente, que será exibida no canal aberto, seja ruim, pois, tem enredo interessante, boas atuações e, principalmente, efeitos especiais excepcionais. Mas, em comparação a trilogia original, apanha feio e o resultado frustra e muito, até mesmo os fãs mais apaixonados. Aproveitando o meio-festival promovido pela Band, comento a partir de agora essa franquia épica que, ao meu ver, é a melhor de todos os tempos.
Hoje, a partir das 18 horas (horário de Brasília, aqui em Maceió, daqui a pouco, às 17 horas), será exibido Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma, de 1999, que inicia a saga do futuro Darth Vader, Anakin Skywalker. Com a maquiavélica Federação querendo começar a dominar tudo, o mestre Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson, com moral após A Lista de Schindler) e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor, incrivelmente parecido com Alec Guinness, que interpretou o personagem na versão mais velha na trilogia original) são enviados pelo chanceler Valorum (Terence Stamp) para tentar uma negociação, sem sucesso. Os jedis escapam da cilada e voltam a Naboo, que está sendo invadida, encontram por acidente o chatíssimo e tagarela ser híbrido Jar Jar Binks (personagem digital no original dublado por Ahmed Best) e salvam a rainha Padmé Amidala (Natalie Portman). Rumo ao planeta Coruscant, capital da República Galáctica, por um defeito no porpulsor da nave, os heróis são obrigados a parar no árido planeta Tatooine e acabam conhecendo o pirralho Anakin Skywalker (Jake Lloyd, que interpretou o filho de Schwarzenegger na divertida comédia Um Herói de Brinquedo) e o mestre Jedi acredita que o pirralho pode ser o escolhido que irá realizar uma antiga profecia.
O filme tem um roteiro interessante e muito bem escrito, ótimas atuações e efeitos especiais excepcionais. Mesmo assim, ao mesmo tempo é uma decepção. Vai ver que por causa da ansiedade que tivermos ao querer ver de novo a saga nas telonas. Além disso, tem o fato dos personagens não serem tão atraentes e carismáticos como os da trilogia original, sem falar que Lucas errou feio a dar destaque demais ao irritante Jar Jar Binks, que os fãs simplesmente odiaram a ponto de Lucas nos filmes posteriores colocá-lo no devido lugar, e matar o personagem mais interessante da nova trilogia, o vilão Darth Maul (Ray Parker), logo no primeiro filme. Enfim, não chega a ser um fiasco, já que suas qualidades superam suas deficiências, mas, em comparação aos demais filmes da série, o episódio que inagura a saga, e o quarto a ser filmado, é o mais fraco da série. Obviamente que, em se tratando de Lucas e a saga Star Wars, não deixa de ser um ótimo filme. Nota 9,0.
A saga continuou três anos depois, com o ótimo Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones, que a Band exibe no próximo domingo. A trama se passa dez anos depois do fatos ocorridos no filme anterior e começa com a dupla Jedi, o mestre Obi-Wan (McGregor) e seu aprendiz Anakin (Hayden Christensen) salvando a senadora Amidala (Portman) de um ataque. Logo após, Obi-Wan parte sozinho em missão, confiando ao seu aprendiz a tarefa de cuidar e proteger a ex-rainha de Naboo. O inevitável acontece e os dois acabam se apaixonando. Em comparação ao filme anterior, houve uma melhora bastante significativa, com um roteiro ainda mais bem elaborado, apesar de perder um pouco de tempo no brega romance do casalzinho. Mas, as sequências de ação, muito bem caprichadas, são um show a parte, o que tornam o filme, na minha opinião, um dos melhores da nova trilogia. Nota 9,5.
A nova trilogia foi encerrada em 2005, com o também ótimo Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith, o filme mais sombrio e baixo-astral de toda franquia, que será exibido na Band, no primeiro domingo de janeiro, dia 06. A trama se passa três anos após o filme anterior, com Anakin e Amidala casados secretamente. Mas, a lua-de-mel e a felicidade dos pombinhos será interrompida, já que a República e a Confederação estão em guerra, e Darth Sidious (Ian McDiarmid) está a um passo de dominar toda galáxia. O vilão, que na verdade é o chanceler Palpatine, finalmente consegue seduzir Anakin que acaba aderindo ao lado negro da força. traindo os jedis, e logo, de cara, matando um grupo inteiros de pirralhos, futuros jedis. No meio de toda batalha, o mestre jedi e seu ex-aprendiz irão travar um combate letal, onde o mestre se sai melhor e gravemente ferido e totalmente abraçado ao lado negro da força, irá se tornar o terrível Darth Vader, enquanto sua esposa morre ao dar a luz aos gêmeos Luke e Leia. Como no filme anterior, Lucas acerta em cheio e faz um filmaço épico, que faz jus a excepcional trilogia original, mesmo sendo o com enredo mais triste e trágico de toda franquia. Uma excepcional conclusão épica da primeira trilogia. Nota 9,5.
A saga Star Wars continua, justamente no filme de estreia, o excepcional Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança, de 1977 que foi lançado por aqui com o título Guerra nas Estrelas. e somente recentemente, com o lançamento em DVD, é que recebeu o título original. Na trama do filme em que somos apresentados a toda mitologia criada brilhantemente pelo mestre Lucas começa com a princesa Leia (Carrie Fisher) sendo capturada pelo fodástico Darth Vader (corpo de David Prowse e a voz marcane de James Earl Jones), mas, sem antes gravar uma mensagem no androide R2-D2 (Kenny Baker), contendo os planos para a destrutiva Estrela da Morte, enviá-lo pelo espaço, junto com seu parceiro mala, o tagarela C-3PO (Anthony Daniels). O módulo acaba caindo em Tatooine, onde são capturados pelos Jawas e vendidos posteriormente. Quando Luke Skylwalker (Mark Hamill), um jovem que sonha em lutar no espaço, está fazendo uma faxina geral nos robôs, descobre a mensagem de Léia e a mostra ao misterioso Obi-Wan Kenobi (Alec Guinness), que resolve partir em missão. Com a morte de seus tios, Luke se junta a Obi-Wan, e contratam o serviço dos mercenário Hans Solo (Harrison Ford, dando um show, roubando cena no personagem mais carismático de toda franquia) e ser fiel parceiro Chewbacca (Peter Mayhew). Não foi a toa que Lucas, brilhantemente, iniciou a saga com este episódio, que tem um enredo muito bem escrito que somados ao ótimo elenco e efeitos especiais excepcionais, que pegaram todo mundo de surpresa na época e ainda impressionam ainda hoje, resultaram num dos melhores filmes de todos os tempos, que não somente revolucionou a história da sétima arte, como também inaugurou um fenômeno pop, com milhares de adeptos no mundo inteiro, que permanece até hoje. Filmaço inesquecível que o tempo jamais apagará. Nota 10,0.
Três anos depois, em 1980, a saga Star Wars volta às telonas de forma magistal, surpreendentemente ainda melhor, no excepcional O Império Contra-Ataca, que a exemplo do primeiro filme, posteriormente ganhou por aqui o título Star Wars: Episódio V - O Império Contra-ataca, agora, sobre a batuta do diretor Invin Kershner (1923-1910), e com Lucas na produção. A trama se passa três anos depois da destruição da Estrela da Morte a Aliança Rebelde está perseguida implacavelmente pelos forças imperiais lideradas por Darth Vader. Com a base descoberta e atacada, os rebeldes se separam, enquanto Luke e seu dróide fiel R2-D2 vão ao pantanoso planeta Dagobah, para encontrar Yoda (Frank Oz), o mais fodástico mestre jedi, a fim de ser treinado por ele e aprender a controlar a força. Mas, o treinamento é interrompido quando Luke sente que seus amigos estão em perigo e parte em missão para salvá-lo. Com o roteiro mais bem elaborado de toda série, que inclusive, justifica bem a fisionomia ligeiramente diferente de Hamill, que sofreu um acidente de carro antes das filmagens, sem falar na revelação mais bombástica da história do cinema, um elenco ainda mais afiado e efeitos especiais ainda mais impressionantes, não é a toa que o filme agradou tanto a crítica quanto aos fãs, que o consideram o melhor de toda franquia. Obra-prima insuperável. Nota 10,0 é pouca.
A saga de Anakin Skywalker, que até então, achavámos que era do seu filho Luke, se encerra três anos depois, no também excepcional O Retorno de Jedi, que a exemplo dos outros filmes da trilogia original, posteriormente, recebeu por aqui o títuloStar Wars:Episódio VI - O Retorno de Jedi. Dirigido por Richard Marquand (1938-1987), e mais uma vez com Lucas cuidando da produção e do roteiro, a trama dar continuidade ao filme anterior, com Luke libertando Leia e Hans Solo, do terríve mafioso do espaço sideral Jaba. Os rebeldes partem com tudo contra o império, que está construindo uma segunda estrela da morte. A batalha os leva ao primitivo planeta Endor, habitado pelos fofinhos Eworks. Apesar de ser um pouco infantilizado, o que torna o filme o mais levinho de toda franquia, o encerramento da primeira trilogia é um filmaço emocionante empolgante, envolvente, que não fica atrás dos seus antecessores e dar um pisa nos seus posteriores. Conclusão perfeita de uma saga. Nota 10,0.
Star Wars gerou inúmeros produtos, inclusive o longa dec animação Star Wars - The Clones Wars. Com a recente venda da Lucas Films para a Disney, já foi anunciado que a saga retornará às telonas, numa nova trilogia, que será lançada entre 2015 e 2020, contando fatos posteriores a trilogia original. Inclusive, rumores indicam que Harrison Ford estaria em negociações com os produtores para reviver Hans Solo. Particularmente, sem querer ser pessimista mas já sendo, não estou muito animado, já que mesmo com Lucas envolvido, a trilogia recente frustrou, imagina agora nas mãos e mentes de outros roteiristas. Torço para está enganado. Enquanto esperamos para ver o resultado da nova trilogia, podemos rever nas telonas, os filmes já produzidos, que estão sendo relançados em 3-D, na ordem cronológica dos fatos narrados.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
Trailer recente de Star Wars: Episódio I - A Ameça Fantasma.
Trailer de Star Wars: Episódio - Ataque dos Clones.
Trailer de Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith.
Depois de nove anos, Peter Jackson retorna com tudo à Terra Média.
Faltam palavras para descrever os filmes que compõem a trilogia O Senhor dos Anéis, simplesmente, a melhor da história do cinema, já que nem mesmo George Lucas com Star Wars e Coppola com O Poderoso Chefão conseguiram o feito heroíco do mestre Peter Jackson e sua equipe (elenco e técnica) de nos presentear com uma franquia onde todos os filmes são excepcionais, impossíveis de serem colocados em ordem de preferência. Quem mais se aproximou foi Cristopher Nolan com a trilogia, também épica, do homem-morcego, e mesmo assim, ainda conseguimos colocá-los em ordem de preferência. Depois de nove anos, Jackson e companhia iniciam em grande estilo uma nova trilogia épica habientada na Terra Média criada pelo saudoso escritor J.R.R. Tokien, utilizando os últimos recursos de tecnologia, recrutando outro bom elenco, e reaproveitando boa parte do elenco da trilogia épica, alguns como é o caso de Ian McKellen, com mais destaque na pele do divertido mago Gandalf, e pequenas e divertidas participações de Frodo (Elijah Wood), do figuraça Gollum (Andy Serkins), ainda mais divertido, entre outros personagens da inesquecível trilogia original.
Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, filme que conferi na última quinta, na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió, a trama se passa 60 anos antes da jornada de Frodo e companhia para destruir Um Anel. Seu tio Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, hilário e roubando cena), está de boa, relaxadão, na sua vidinha rotineira no Condado, quando um belo dia recebe a visita do mago Gandalf (McKellen), que o convoca na marra para uma jornada repleta de aventura e perigos, para ajudar os anões, que formam uma pequena milícia de apenas 13 componentes, para recupear seu reino que, alguns anos antes, foi invadido por um terrível dragão, que os colocaram para correr, deixando-os errantes pela Terra Média. Inicialmente relutando, Bilbo acaba integrando o grupo, que cai nas estradas da Terra Média para cumprir a missão quase impossível.
Mantendo o mesmo nível da trilogia O Senhor dos Anéis, apesar de ser ligeiramente inferior a inesquecível trilogia, O Hobbit tem um roteiro excepcional, elenco afiadíssimo e efeitos especiais de encher os olhos, que encantam ainda mais em 3D (um dos poucos filmes que obrigatoriamente devem ser assistidos no formato), de tal maneira que nem percebemos a longa duração de quase três horas. O resultado é mais um filmaço excepcional, que só nos deixa ainda mais ansisosos, prevendo que o raio cairá duas vezes no mesmo lugar, e Jackson mais uma presenteará a sétima arte com outra obra-prima épica, diviidida em três partes. E que venham 2013 e 2014 para a essa previsão se concretizar. Nota 9,8.