Na dosagem certa, clássico oitentista do sub-gênero terrir, nos assusta e ao mesmo tempo nos leva as gargalhadas facéis.
Final de domingo me faz lembrar da saudosa Sessão das Dez exibida no SBT. Bons tempos onde após o dia inteiro do Programa do Silvio Santos, éramos presenteados com ótimos filmes, e ainda, que eram reprisados logo após sua exibição normal. Nesta época natalina, um filme fora das convencionais comédias famíliares sempre pintava na telina da emissora do sorridente e carismático apresentador: Gremlins, clássico oitentista do sub-gênero terrir, que misturava terror com comédia, dirigido pelo competente e atualmente sumidíssimo Joe Dante, e produzido por ninguém menos que o meste Steven Spielberg. O roteiro muito bem escrito, trazia um enredo simples, mas, que dosava perfeitamente os sustos e as gargalhadas que nos proporciona. O atrapalhado inventor Rand Peltzer (Hoyt Axton) traz de presente de natal para o seu filho Billy (Zach Galligan) um Mogwai, um bichinho raro bonitinho e fofinho, comprado de forma não-oficial numa misteriosa loja em Chinatown. O bichinho recebe o nome de Gizmo e com ele vem junto apenas três instruções: não colocá-lo diante da luz forte, nunca molhá-lo e, principalmente, não alimentá-lo após a meia-noite. Evidente que para fuder tudo e o enredo do filme desenrolar, as regras são quebradas e a pequena cidade é atacada por um batalhão dos asquerosos e terríveis criaturas. Filmaço excepcional, que, infelizmente, anda sumidíssimo das telinhas brasileiras. Disparado, o melhor filme do sub-gênero terrir de todos os tempos. Nota 10,0.
O filme fez um enorme sucesso, gerando várias imitações (a mais conhecida por aqui, a quadrilogia Criaturas), e em 1990, o inevitável aconteceu, e Dante e boa parte do elenco principal voltam em Gremlins 2: A Nova Geração (não me pergunte porque no cartaz está escrito o tosco sub-título A Nova Turma, pois não faço a mínima ideia). Após exatos cinco anos dos fatos ocorridos no primeiro filme, os pombinhos Billy e Kate (a lindíssima Phoebe Cates, outra musa da minha infância e adolescência, fora das telonas, porque, absurdamente, seu marido, o também ator Kevin Kline a proibiu de atuar) estão em Nova York, trabalhando no moderníssimo prédio das empresas do milionário Daniel Clamp (John Glover, o Lionel Luthor da série Smallville, num personagem que descaradamente satiriza Donald Trump). Com a morte do velho chinês, seu proprietário, o fofinho Gizmo vai parar no laboratório do prédio, e acaba sendo descoberto por Billy, que o resgata e o esconde. Como já era de se esperar, Gizmo mais uma vez é molhado acidentalmente, e posteriormente, as outras duas regras são quebradas, e novas espécies dos monstrinhos surgem, e passam aterrorizar o imenso complexo. Não chega a ser um péssimo filme, muito pelo contrário, já trata-se de uma ótima continuação. O problema foi errarem feio na dosagem, onde o humor supera o terror, transformando o filme praticamente numa comédia rasgada, ao invés de um ótimo terrir. Apesar disso, Gremlins 2 é um ótimo filme, que encerra a curta, mas inesquecível trajetória de Gizmo e companhia nas telonas. Nota 7,5.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
O fofinho e inesquecível Gizmo.
Quem diria que uma criaturinha tão bonitinha poderia gerar
criaturas tão horríveis e perigosas.
Recebendo o "carinho natalino" de um dos seus "filhos".
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