segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

O ESTRAGO FINAL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Kraven, O Caçador (Kraven: The Hunter).
Produção estadunidense, islandesa, canadense e britânica de 2024.

Direção: J.C. Chandor.

Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Arian DeBose, Fred Hechinger, Alessandro Nivola, Christopher Abbott, Russell Crowe, Yuri Kolokolnikov, Levi Miller, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 6 do complexo Cinesystem Maceió em 13 de dezembro de 2024.

Sinopse
: Baseado em personagens das HQs da Marvel Comics. Anos após sofrer um ataque de um leão e ser salvo por uma raríssima porção que, junto com o sangue do animal, lhe deu habilidades extraordinárias, Sergei Kravinoff (Taylor-Johnson) roda o mundo caçando e mandando mafiosos para o colo do capiroto. Mas, sua jornada vingativa passa para o lado pessoal, quando a bandidagem inventa de mexer com sua família.

Comentários
: Em 1994, para não perder os direitos que tinha do Quarteto Fantástico, o saudoso produtor e diretor alemão Bernd Eichinger se juntou ao lendário e também saudoso Roger Corman, e realizaram com um orçamento pífio um tosco filme do grupo, que sequer foi lançado oficialmente, já que foi barrado pelo então chefão da Marvel Comics, Avi Arad. Curiosamente, o mesmo cara que hoje é o (ir) responsável pelo bagunçado Universo Homem-Aranha da Sony, ironicamente sem o herói, que chega ao fim com Kraven, O Caçador, filme, que até prometia, em especial, por trazer um boa dose de violência que lhe rendeu uma classificação indicativa melhor, mas, que infelizmente, acabou sendo o estrago final de um grande potencial.

De nada adiantou o claro esforço do carismático Aaron Taylor-Johnson, que entrega aqui uma boa atuação e impõe moral como o personagem. O filme acaba sendo sabotado pelo seu péssimo roteiro, que não apenas arrasta a trama com muitas sequências de blá, blá, blá, mas, também recheado até o talo de furos, facilitações, incoerências (do tipo dizer numa cena "Eu sou o maior rastreador do mundo", para logo na seguinte pedir arrego a uma advogada para encontrar alguém), tudo isso, com uma profundidade de um pires. Se durante boa parte do ano, galera geral meteu o pau em Madame Teia, somos surpreendidos com a Sony dobrando a aposta, caprichando em dose cavalar no desperdiço de potencial. 

O estrago final foi feito e o universo "cocôpartilhado" da Sony fecha sem deixar saudades, mesmo que a trilogia de filmes do simbionte tenha agradado boa parte do público. Deixando em mim a certeza que de fato, o pessoal da Sony, comandados por Arad, ligaram o modo "foda-se!" para o planejamento e a criação de um universo compartilhado de verdade, e vamos lançando qualquer coisa, para não perdemos os direitos dos personagens do Teioso e sua galeria de personagens. Já foi tarde! CotaçãoNota: 4,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

RAINHA DA AMÉRICA LATINA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Guadalupe: Mãe da Humanidade (Guadalupe: Madre de la Humanidad).
Produção espanhola de 2024.

Direção: Andrés Garrigó (diretor geral) e Pablo Moreno (diretor da dramatização).

Narradores: Karyme Lozano e Pepe Alonso (em off). Elenco: Angélica Chong, Mario Alberto Hernández, Emilio Linder, Pepe Vaquero, Pedro Hernández, Alejandro Marquéz, entre outros. Com depoimentos de: Padre José de Jesús Aguilar, Monsenhor Efraín Hernández, Toño Infante, María Saavedra, Angela Pelliciari, entre outros. 

Blogueiro assistiu no streaming (Lumine) em 15 de dezembro de 2024.

Sinopse
: Baseado em fatos, o docudrama traz a história real das aparições de Nossa Senhora (Chong) em Guadalupe, no México, ao índio Juan Diego (Alberto Hernández). O filme mescla dramatizações com depoimentos de especialistas e também testemunhos de fé.

Comentários
: Produção mais recente da produtora espanhola católica Goya Producciones, que chegou a ser exibido nos cinemas por aqui, mas, apenas na versão dublada, algo que aparentemente é culpa da distribuidora por aqui Kolbe Artes, já que infelizmente, o filme chegou ao streaming apenas nesta versão. Em Guadalupe: Mãe da humanidade, a produtora mais uma vez fica na zona de conforto dos docudramas, subgênero que mescla documentário com dramatizações ficcionais. E se neste último, está caprichando cada vez mais, principalmente na parte técnica, por outro lado, acaba errando um pouco a mão na parte documental, o que acabou esticando o filme um pouco, a ponto de quase nos entediar, o que só não acontece pela força dos fatos apresentados. Mesmo assim, não deixa de ser mais um docudrama interessante da produtora, que vale a pena ser conferido. 
CotaçãoNota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

RECORDAR É REVER: LINDAS ENCRENCAS, AS GAROTAS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Lindas Encrencas, as Garotas (The Trouble with Girls).
Produção estadunidense de 1969.

Direção: Peter Tewksbury.

Elenco: Elvis Presley, Marlyn Mason, Sheree North, Edward Andrews, John Carradine, Anissa Jones, Nicole Jaffe, Pepe Brown, Anthony Teague, Dabney Coleman, Med Flory, Bill Zuckert, Robert Nichols, Pitt Herbert, Helene Winston, Vincent Price, Joyce Van Patten, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (CNT) e no streaming (Oldflix).

Sinopse
: Baseado num romance escrito por Day Keene e Dwight W. Babcook. Em 1927, Walter Hale (Presley) é o empresário artístico que comanda o badalada show itinerante Chautauqua. Quando o show está numa cidadezinha no Iowa, uma série de eventos desastrosos faz com que ele permaneça por lá mais do que o planejado.

Comentários
: Filme da fase final da carreira do saudoso ícone como ator. Elvis Presley já andava de saco cheio da sua carreira como ator, que acabou não acontecendo como ele esperava, e finalmente, conseguiu convencer o seu controverso empresário Tom Parker em encerrá-la, tendo apenas que cumprir o extenso contrato de sete anos com o estúdio MGM. E Lindas Encrencas, as Garotas acaba sendo o penúltimo filme de sua carreira. Lançado no ano que ficou marcado na história como o retorno triunfal do rei aos palcos em Las Vegas, de cara, ignore o título dado por aqui que remete a uma comédia musical costumeira do astro, pois, é algo que este filme não é. Seja por trazê-lo num personagem totalmente fora do habitual, o que acaba nos surpreendendo com uma ótima atuação, seja pela quase ausência de números musicais, estes rolando no terceiro ato. Com tudo isso, tinha tudo para ser um dos melhores filmes do rei, mas, acaba sendo um dos piores (que não me falhe a memória, de fato, é disparado o pior de toda sua filmografia).

Sem sombra de dúvida, o grande problema é o péssimo roteiro, que arrasta a trama e enche de personagens e situações chatas e sem graças, fazendo com que o filme, que só tem aproximadamente uma hora e quarenta minutos de duração, aparente durar o dobro de tão enfadonho.  Nem mesmo a curiosidade em ver o saudoso rei atuando de verdade como ator, vale o sacrifício de encarar um filminho tão ruim. Uma pena! CotaçãoNota: 0,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.