sábado, 2 de outubro de 2021

A ÚLTIMA MISSÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

007 - Sem Tempo para Morrer (No Time to Die).
Produção britânica e estadunidense de 2021.

Direção: Cary Joji Fukunaga.

Elenco: Daniel Craig, Rami Malek, Léa Seydoux, Lashana Lynch, Ben Whishaw, Naomie Harris, Billy Magnussen, Ana de Armas, David Dencik, Rory Kinnear, Dali Benssalah, Jeffrey Wright, Christoph Waltz, Ralph Fiennes, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do complexo Kinoplex Maceió em 02 de outubro de 2021.

Sinopse
: Vigéssimo quinto filme baseado no icônico personagem criado pelo escritor Ian Flemming. Cinco anos após ter pendurado a pistola e ter tomado chá de sumiço a ponto de ser dado como morto, James Bond (Craig) retorna a convite do velho amigo Félix (Wright) para pegar um cientista traíra (Dencik) que desenvolveu uma terrível arma biológica e está com a SPECTRE.

Comentários
: Depois de vários empecilhos da produção conturbada com troca de diretor até os sucessivos adiamentos da estreia por causa da pandemia, finalmente, o novo filme da franquia do agente secreto mais famoso da cultura pop, que marca a despedida de Daniel Craig do personagem, finalmente, chega as telonas. E ao assistimos o filme, desperta a sensação que tudo isso, sem falar que Daniel Craig tinha declarado anteriormente que preferia cortar os pulsos a voltar a ser Bond, foram sinais do universo implorando para que estragos fossem evitados, algo que os envolvidos no projeto cagaram, entregando um filme que, já nos seus primeiros dias de exibição, vem dividindo extremamente a opinião dos fãs e da crítica. Se eram polêmicas que eles queriam, parabéns, conseguiram, para o bem ou para o mal.

É bem verdade que não temos um filme totalmente ruim. Tem boas e empolgantes sequências de ação (convenhamos, o mínimo que exigimos num filme da franquia, em especial da Era Craig), uma trilha que remete alguns filmes clássicos da franquia e outros ligeiros fan service, o que acaba sendo curioso vindo de um diretor que deu uma declaração grosseira e ofensiva com a versão do agente imortalizada pelo saudoso Sean Connery (Quem é esse bosta na fila do pão, que acaba de chegar substituindo outro cara  e já querendo sentar na janelinha?). O grande problema acaba sendo o roteiro, que arrasta e bagunça a trama, desperdiça o talento de todos os envolvidos (puta que pariu, que vilão mais bosta deram para o ganhador do Oscar, Rami Malek, sem falar que a melhor e mais carismática personagem desse filme, vivida por uma Ana de Armas que mesmo roubando rouba a cena, aparece pouquíssimos minutos), detonando com todos os elementos clássicos da franquia, culminando no insosso péssimo final, o pior de toda a franquia. 

Ao final da exibição, fica a sensação que a intenção aqui é realmente descontruir toda a quase sexagenária franquia,  dando tudo que foi estabelecido como perda total, recriando-a do zero, Deus sabe lá como. Um total desrespeito a todo o legado do personagem nas telonas e a todos nós fãs. Realmente uma pena que essa chatice da ditadura progressista, que vem cada vez mais tomando conta da cultura pop, avacalhando, desconstruindo e desmerecendo tudo que foi produzido no passado, ao invés de ser criativo e criar seus próprios personagens e franquia, tenha atingido com um golpe certeiro a mais longa e icônicas franquias da história. Sentiremos sua falta, Daniel Craig! Pena que tenha saído de cena na pior despedida de um ator da história da franquia. CotaçãoNota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

LAÇOS DE FAMÍLIA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Portugal... Minha Saudade.
Produção brasileira de 1973.

Direção: Pio Zamuner e Amácio Mazzaropi.

Elenco: Mazzaropi, Gilda Valença, Pepita Rodrigues, Dina Lisboa, Ana Luiza Lancaster, Elizabeth Harmann, Adelaide João, Júlio César, Marília Gama, Fausto Rocha Jr., David Neto, Jair Talarico, Paulo Aguilar, Jorge Pires, Rutenes Martins, Jefferson Barbosa, Jesuíno Gabriel, Augusto C. Ribeiro, Benedito Martins, Joaquim Martins,  entre outros.

Blogueiro assistiu on-line (Facebook) em 27 de setembro de 2021.

Sinopse
: Sabino (Mazzaropi) é um imigrante português que rala bastante para sobreviver. Vivendo com a esposa (Valença) na casa de um dos filhos (Rocha Jr.), quando o clima esquenta por causa da sogra (Lisboa), eles acabam indo morar num abrigo. O que Sabino não sabe é que seu irmão gêmeo, Agostinho (Mazzaropi), que mora em Portugal, está para vim o Brasil para o encontrar após quase cinquenta anos.

Comentários
: A tendência recente do nosso cinema nacional, em especial as comédias blockbusters, em contar com locações em outros países não é de hoje. Em 1973, já sendo um dos grandes produtores do nosso cinema, Mazzaropi resolveu modificar um pouco o cenário dos seus filmes, com locações internacionais, o que acabou rendendo Um Caipira em Bariloche, seguido de Portugal... Minha Saudade. Felizmente, ao contrário daquele, ao menos aqui o passeio em terras gringas pelo menos teve sentido e não como desculpa esfarrapada do roteiro como no filme. 

Trazendo as mesmas temáticas e  clichês de filmes anteriores do saudoso humorista, o filme consegue se sair muito bem, sendo ligeiramente acima da média, principalmente das suas produções setentistas, com um bom roteiro que traz uma trama cativante e envolvente. Apesar de ser totalmente sem graça, já que o drama é acentuado, é um filme que tem seu valor, sendo um dos melhores do impagável Mazza, que aqui tem uma de suas melhores atuações, dando vida a dois personagens totalmente diferentes, o que no mínimo, já é motivo suficiente para conferir. 
CotaçãoNota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

DE CARA NOVA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Darkman II: O Retorno de Durant (Darkman II: The Return of Durant).
Produção estadunidense e canadense de 1995.

Direção: Bradford May.

Elenco: Larry Drake, Kim Delaney, Renee O'Connor, Lawrence Dane, Arnold Vosloo, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Netflix) em 28 de setembro de 2021.

Sinopse
: Continuação de Darkman - Vingança Sem Rosto. Após os eventos do filme original, Darkman (Vosloo) passa atuar na calada da noite combatendo a bandidagem, e nas horas vagas, tentando desenvolver um tecido que esconda seu rosto deformado por mais tempo. O que ele não imaginava era que o mafioso Robert Durant (Drake), responsável por ter ferrado com ele, estaria vivo, voltando à ativa, o que lhe obriga a dar a sair da rotina para finalmente mandar o cara para a terra do pé-junto.

Comentários
: Sai Liam Neeson, entra Arnold Vosloo como o personagem criado pelo mestre Sam Raimi, nessa desnecessária continuação feita diretamente para home vídeo (curiosamente, Raimi é um dos produtores desta produção). Trazendo de volta o vilão do filme original, mais uma vez interpretado por Larry Drake, Darkman II é um típico filminho B de ação, com roteiro regular, com alguns furos. Serve para passar o tempo (se você não for exigente, é claro) e nada mais do que isso. Vale a mórbida curiosidade. 
CotaçãoNota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.