sexta-feira, 23 de julho de 2010

O BEM AMADO.

Hoje estreia no cinema de todo Brasil, O Bem Amado, o terceiro filme que eu estava, desde do ano passado, ansioso para ver (os outros dois são Os Mercenários, e o remake de Karatê Kid, que deveria se chamar Kung Fu Kid). Não me contive e corri, literalmente falando, para assistir a primeira sessão no cinema próximo da minha casa. Infelizmente, ao chegar lá, pela morosidade de sempre do Cine Maceió (uma bilheteria, com uma atendente apenas), fui obrigado a comprar ingresso para a segunda sessão. Enquanto esperei, comprei minha primeira camiseta do Pânico, voltei para casa, tirei um cochilo e voltei ao cinema.

Enfim, depois de uma fila imensa para comprar a obrigatória pipoca com Coca Cola, finalmente, entrei no cinema, para ver o tão esperado filme para mim. Após assistir vários trailers, entre eles, de dois filmes brasileiros (400 x 1: a história do Comando Vermelho e Tropa de Elite 2), O Bem Amado começou a ser exibido. Confeso que tiver que contei a emoção, ao ver a primeira cena, filmada justamente no Centro da Cidade de Marechal Deodoro, onde por várias vezes estive em missão, com o meu irmão e parceiro de missão Paulo Avatar Carioca.

Acabei de chegar do cinema e vim logo aqui para fazer os meus comentários sobre este filme. Na verdade os farei sobre pontos de vista diferentes. No geral, o filme me agradou em vários aspectos, mas também me decepcionou em vários, o que me fez sair do cinema um pouco fustrado, e preocupado com os outros dois filmes que estou ansioso para assistir, me fustrar também. Vamos aos comentários.

O filme como critíca a classe política e conscientização para abrirmos o olho com a nossa classe política é perfeito. Cabe muito bem em ano eleitoral. Esse filme precisa ser exibido em praça pública, para o povão ver como é enganado pelos péssimos políticos. Com certeza, é o melhor filme brasileiro que já fizeram criticando a classe política. Superou a cena clássica do final da novela Vale Tudo, onde o personagem corrupto de Reginaldo Faria vai embora do Brasil dando uma bela banana. O mais incrível é que um filme tão satírico e conscietizador político tenha como um dos produtoras, a Globo Filmes. Mesmo com a história se passando nos anos 60, no período pré-ditadura, impossível não reconhecemos que as maracutais de Odorico e do seu rival de oposição, o esquerdista Vladimir, que inclusive no filme, usa o seu jornal até para inventar histórias para prejudicar o seu rival (uso da imprensa nas mãos de político? acho que postei algo sobre isso esta semana. rsssss...). Em síntese, em questão de satírica política, o filme é nota 10.

Sobre o roteiro é razoável. Além da já citada critíca, tem também diálogos interessantes e engraçados, e uma criativa junção de ficção com fatos reais (no caso o período pré-golpe). Uma falha do roteiro foi ter alongado demais o filme, explorando a exaustão a mesma situação cômica, tornando estas muitas vezes repetitivas e sem graça. Outro ponto fraco do roteiro foi a valorização exagerada ao personagem Odorico, perfeitamente interpretado por Marco Nanini, deixando de lado os demais personagens, e consequentemente não aproveitando o elenco de excelentes atores.
  
Sobre o elenco, todos estão de parabéns, apesar de serem mal aproveitados, desperdiçando feras como Matheus Nachtergaele, que fez um Dirceu Borboleta bastante limitado e  inferior ao seu talento, totalmente diferente ao clássico personagem interpretado magistralmente por Emiliano Queirós, na TV. O casalzinho Caio Blat e Maria Flor (aliás, ela está tão estupidamente linda, que quase me apaixonei por ela), mostraram uma química excelente, só que mal aproveitados num roteiro, que devia ter explorado melhor, resumindo-se ao romacinho barato, na belíssima Praia do Gunga, deixando-se com saudades de outros casalzinhos dos filmes do Guel Arraes, como Chicó e Rosinha (O Auto da Compadecida) e Leléu e Lisbela (Lisbela e o Prisioneiro).

Em compesação, mesmo com os personagens limitados, José Wilker e Edmilson Barros, roubam a cena, interpretando Zeca Diabo e o bêbado/coveiro Chico Moleza. Interpretações tão perfeitas, que chegam a ofuscar o brilhante Nanini, que domina todoo filme. Apesar da super-valorização ao seu personagem  Odorico, as clássicas Irmãs Cajajeiras interpretadas pelo trio de excelentes atrizes Drica Moraes, Zezé Polessa e André Beltrão, são bem aproveitadas no roteiro. Em relação ao elenco, outra nota dez. Todos estão perfeitos, mesmo com as limitações que eu já mencionei.
Apesar de toda essa qualidade de elenco e roteiro, particularmente, achei o filme sem graça, rindo em poucas cenas, mesmo sendo  uma comédia pasterão com roteiro inteligentemente engraçado e bem interpretado. Faltou uma direção mais enérgica e criativa, que explorasse melhor o casamento perfeito roteiro engraçado e excelentes atores, algo que o próprio Guel fez perfeitamente nos engaçadissimos O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. O Bem Amado tinha tudo para superar estas clássicas comédias.

Outro ponto fraco, e comum aos filmes produzido pela Paula Lavigne (leia-se Sra. Caetano Veloso), é a trilha musical, a pior de todos os outros filmes da dupla Lavigne/Arraes. Deviam ter utilizados as gravações originais, ao invés de regravá-las. Estas novas versões chegam até ser mais bosta que as versões insossa  de de Espumas ao Vento e Você não me ensinou a te esquecer, ambas da trilha de Lisbela.

Por fim, a inevitável comparação entre a novela/série original e o filme. Fiz questão de deixar por último porque ambos tem a sua qualidades, apesar da primeira ser superior ao filme. Sobre a caracterização dos personagens, o filme acertou em fazer um Odorico mais canalha, safado, cara-de-pau (contribuição dos escandâlos dos nosss políticos que tornaram Odorico até santino em comparação a àqueles), com as Irmãs Cajajeiras, transformadas em peruas fogosas, ao invés das beatas fogosas do original, e com o Jornalista/opositor de Odorico, Vladimir, que para ser sincero eu não lembro no seriado. Erraram feio com a caracterização do jornalista Neco Pedreira, que no original era um jornalista investigativo e principalmente do  Zeca Diabo, que no original era um personagem bem mais engraçado, interpretado por Lima Duarte. Ainda bem que o José Wilker superou esta limitação do roteiro e fez um excelente personagem, sendo sem dúvida, o melhor ator de um elenco tão excepcional.
  
Em síntese, um filme acima da média, que merece ser visto e revisto, principalmente em ano de eleição, mas que deveria ter aproveitado melhor o elenco de primeira, como soube aproveitar as belíssima locações em Marechal Deodoro e Praia do Gunga. 

Rick Pinheiro.
Feliz e orgulhoso por ver Alagoas na tela do cinema.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DOSE DUPLA DE CINEMA DIVERTIDO.

Depois de quase um mês sem ir ao cinema, já que a saga Crepúsculo tomou conta da maioria dos cinemas aqui de Maceió, finalmente fui ao cinema hoje. E em dose dupla com Cameron Diaz (apesar que o segundo filme assistir na versão dublada).

Posso dizer, sem medo de errar, que voltei a frequentar ao cinema, com chave de ouro, pois assistir dois ótimosfilmes  e divertidos. Melhor que isso, só se eu tivesse ido acompanhado, algo que, na próxima semana, se Deus quiser, será compensado. Enfim, vamos aos comentários sobre os filmaços.


O primeiro filme que assistir foi Encontro Explosivo, estrelado por Tom Cruise e Cameron Diaz. Reparei que este ano, Hollywood investiu em filmes de ação com muito humor e sem apelar para a violência explícita, tendo como protagonistas casais de astros. O primeiro foi o ótimo Uma Noite Fora de Sério, estrelado por Steve Carell e Tina Fay. O outro, o mais fraco dos três, Caçador de Recompensa, estrelado por Gerard Butler e Jenifer Anstion. E este Encontro Explosivo é o melhor dos três. 

Nossa, que filmaço! Divertido, com uma química perfeita entre o casal de protagonistas, com um Tom Cruise supreendentemente ótimo, num personagem carismático e cínico. Cameron não fica atrás e faz uma mocinha divertida na dosagem certa.A mesma simpatia que o casal de astros demonstrou quando veio ao Brasil semana passada, eles passam na tela.

As cenas de ação são perfeitas, bem no estilo "Me engana que eu gosto!", típicas dos filmes do James Bond e do governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, amarradas a um excelente roteiro. A única falha neste, foi em alguns momentos mudar o tom de humor para um tom mais sério, o que tornou essas cenas um pouco tediosa. Fora isso, um filme ótimo, que merece ser visto. Pena que o público está mais interessado no lixo Crepúsculo, já que assistir este divertido filme, numa sessão que não tinha nem 10 pessoas. É o cinema modinha, aqui em Maceió, superando o cinema bom e divertido.

Depois de uma hora e quinze minutos, andando no Shoping Pátio (ainda bem que levei um livro e fiquei lendo após a primeira meia hora de espera, pois do contrário, morreria de tédio), fui assistir o segundo filme da minha jornada dupla no Centerplex: Shrek para Sempre. Assistir a sessão 3D, lotada de crianças e de pais, muitos indo pela primeira vez assistindo um filme neste formato, já que os flashes das máquinas não parou nem durante a exibição do filme. Lembrei muito do primeiro filme neste formato que assistir, o interessante Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton. Hoje só não foi melhor, porque não estava acompanhado com uma pessoa muito especial para mim.

Uma lição que aprendi hoje que um cinema lotado de crianças é bem mais comportado e menos barulhento, que qualquer um que esteja repleta de fãs fogosas da saga Gay... digo, Crespúculo. As crianças que estavam hoje na sessão das 16:15, deram um show de comportamento e educação. Aprendar adolescentes fogosas por Pattinson e cia. rssss...

Sobre o filme, posso dizer que, apesar do título ridículo, algo que a quadriologia adotou deste do penúltimo filme (ou alguém acha que o título Sherk Terceiro não é brega?), é um ótimo filme, divertido, engraçado, só superado mesmo pelos dois primeiros. Em compensação, este último filme tem a cena mais engraçadíssima de toda série, que eu faço questão de partilhar com vocês na postagem seguinte (a qualidade da filmagem é péssima, mas enquanto não sair em DVD, é o que eu conseguir para partilhar com vocês).

O grande mérito do filme, além de um ótimo roteiro, sem dúvida, é o efeito 3D. De todos os filmes que assistir neste formato, Shrek para Sempre é o melhor, com lindas imagens coloridas e reais que nos transportam para o Reino de tão, tão distante e sua versão alternativa.

Enfim, se de fato os produtores cumprirem a promessa deste ser o último da série (particularmente espero que seja, pois todas as ideias criativas relacionadas aos personagens, principais e secundários, já foram exploradas), encerrará com chave de ouro esta divertida franquia.

Foi uma tarde maravilhosa que, mesmo sozinho, curtir dois filmes ótimos. Ah, no ônibus, encontrei uma conhecida minha, que já me convidou a assistir Shrek para sempre. Se Deus quiser, vou de novo, rir com as peripécias do Ogro, Fiona, Burro e cia. Estou aceitando convite para assistir de novo Encontro Explosivo. rssssss...

Rick Pinheiro.
Feliz por voltar ao cinema e assistir dois filmes ótimos e divertidos.




O estranho garotinho desbancou o Burro e o Gato de Botas
como protagonista da cena mais engraçada de toda série.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

COMENTÁRIOS SOBRE O FILME CHICO XAVIER.

Em abril deste ano, milhões de pessoas, infelizmente, a maioria católicas (até porque o número dos espíritas praticantes não é tão grande assim), correram aos cinemas para assistir ao tão comentado filme (tática de divulgação da Rede Globo) sobre a vida do médium brasileiro Chico Xavier. Como cinéfilo que sou e também para ter embasamento para poder contestar os valores do espiritismo propagado na tela, caso alguém viesse comentar, eu fui assistir. Afinal, não sou daqueles que vão metendo o pau em algo sem conhecer. Isso é atitude de fanáticos e não de uma pessoa consciente da sua fé. Sem falar que tenho convicção na minha fé e nada, nem mesmo um filme bem realizado, vai me fazer deixar de ser católico apostólico romano.

Levei um susto logo na porta do cinema. Calma, não vi o Elvis Presley, nem o Michael Jackson, nem o  Gasparzinho, nem nenhum outro fantasma! Mesmo indo quase um mês depois da sua estreia, enfrentei uma fila imensa, tendo até mesmo alguns membros de grupos e movimentos da Igreja, que não foram com a mesma intenção que a minha, mas porque simpatizam com a doutrina espírita, que, ao contrário que muitos divulgam por aí, não é mais um ramo do Cristianismo. Digo isso eu conheço bem essas pessoas e sei o quanto são católicos em cima do muro. Pregam e tentam viver apenas aquilo que lhes convêm. Enfim, deixando de falar mal do povo, vamos aos comentários deste filme tão badalado pela mídia (leia-se Rede Globo), que no final deste mês chega as locadoras e lojas de todo país, sendo mais badalado ainda. Durmam com uma vuvuzela dessa!  

Irei comentar sobre duas óticas: como cinéfilo e como defensor da minha fé. Primeiramente, os comentários do Rick cinéfilo.

O filme é bem dirigido, com excelentes interpretações. Angêlo Antônio brilha fazendo o protagonista em boa parte do filme. O cara é um excelente ator, fazendo uma interpretação excepcional. Com certeza, será premiado em muitos festivais. Nelson Xavier, que o interpreta mais velho também, apesar de está muito limitado, pois a maioria das suas cenas foram num programa de entrevista. Mas quando sai deste ambiente, arrebenta, como na engraçada cena do desespero do personagem a viajar de avião pela primeira vez, fazendo uma dobradinha perfeita com o grande ator Aílton Graça. Sem falar nas semelhanças físicas entre os Xavier, ator e biografado, que supreende. Quem acredita no Espiritismo vai jurar que o médium incorporou no ator. Mas o fato é que Nelson Xavier é um grande ator. Quem assistiu, por exemplo, a minissérie Lampião e Maria Bonita, sabe muito bem disso.

Ao contrário dos protagonistas, os demais atores decepcionam. Os sempre excepcionais Tony Ramos e Christiane Toloni desta vez não convenceram com os seus personagens, provavelmente pela limitação destes, mal elaborados e encaixados no roteiro. Pedro Paulo Rangel como o padre amigo de Chico Xavier, exagerou no sotaque, sendo cópia idêntica do seu personagem na novela A Indomada. Já Cássio Gabus Mendes exagerou na dose e acabou fazendo do padre, que parece que foi criado para ser o grande vilão do filme, uma figura caricata e patética. Aliás, vai ver que a intenção dos realizadores do filme era essa mesmo, fazer mais um personagem que riducaliza a figura do sacerdote. Para um produto da Rede Globo não seria supresa, nem muito menos novidade. Se foi mesmo essa intenção, então, Cássio conseguiu fazer um bom personagem.

O filme, em geral, é bom, apesar que arrastaram muito a história, principalmente as tediosas cenas da entrevista no programa de auditório, a choradeira da personagem da Christiane Toloni e as sessões espíritas, tornando o filme mais longo  do que merecia. Nota-se que os roteiristas fizeram o máximo para enaltecer a figura de Chico Xavier, transformando-o praticamente em um herói injustiçado, o que levanta dúvida sobre a veracidade dos fatos, limitando o filme a velha formula de bonzinhos e malvados, tornando o filme em muitas cenas, até bobinho, quase infantil.

Em síntese, um filme regular, que se segura principalmente pelas boas interpretações dos protagonistas que dividem o personagem e por algumas boas cenas de humor (a do bordel, onde o jovem Chico coloca as "primas"  para rezar é hilária), prendendo a atenção do expectador médio. Como cinema, merece nota 5,0.

Agora meus comentários no ponto de vista religioso.

É visívelmente claro o que está por trás deste filme: difundir, de forma sutil a doutrina espírita e atacar o catolicismo. Cenas como as das procissões da padroeira da cidade e o padre intolerante interpretado por Cássio Cabus Mendes são disfarçadas com humor, mas acabam sendo ofensivas aos praticantes da fé católica. Particulamente, me sentir tão ridicularizado em alguns destes momentos, que pensei em várias vezes me retirar do cinema. Mas permaneci porque queria ver até aonde aquela palhaçada sem graça iria. Ainda bem que foram prudentes e pararam de atacar antes de entortar o caldo, e vim a torna as reais intenções.

A ideia mais perigosa difundida no filme, é que Espiritismo e Catolicismo é praticamente a mesma coisa. Evidente que os inteligentes roteiristas não falam isso abertamente, mas colocam muitos elementos da nossa fé católica em momentos espíritas, como as várias Ave Maria rezadas no filme.  Nunca fui a uma sessão espírita e não sei se elementos como esta oração católica encontra-se também no espiritismo. Mesmo assim, no filme foram exaustivamente difundidas essas ideias. Sem falar no padre bonzinho, interpretado por Pedro Paulo Rangel, que muitas vezes, aparentava ser um simpatizante do espiritismo.

Como comentei acima, Chico Xavier é transposto para tela como o coitadinho, injustiçado. Com certeza deve ter sido muito perseguido, até porque naquela época a intolerância religiosa era pior que hoje. Mas percebi um certo exagero no filme, como se os roteiristas quissessem transformá-lo em um santo, e o mais grave, num novo Jesus. Pode até ser que essa não tinha sido intenção, mas é o que aparenta.

Chico Xavier como pessoa foi especial. Teve muitos sofrimentos no decorrer de sua vida, mas buscou forças em sua fé. Viveu plenamente o que acreditava e não tinha malícia em seus atos. Tudo que ele fez foi para o bem das pessoas. É inegável o ser humano abençoado que ele foi, até por conta da sua ingenuidade e pureza de coração. Temos que reconhecer isso.  Não devemos cair no discurso farisáico que só existem pessoas boas e santas em nossa Igreja. Chico Xavier, Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela são exemplos de pessoas que não eram católicas (apenas os dois últimos são cristãos protestantes) mas fizeram diferença no mundo, levando, ao seu modo valores idênticos aos do Evangelho. Evidente que estas pessoas precisam ser conhecidas e admiradas por nós. Repito: as pessoas, não a fé que eles professavam. É necessário o discernimento para fazemos esta distinção, separarmos o joio do trigo.

A vivência da fé em que Chico Xavier acreditava é admirável e serve até de exemplo para vivermos também a nossa fé com o mesmo empenho. A pureza e ingenuidade dele fez com que vivesse radicalmente a doutrina da sua crença. Mas esta crença, a doutrina espírita, jamais pode ser admirada e copiada por nenhum cristão, independente que seja católico ou protestante. A verdade é esta: por trás de tanta bondade, elementos da religião católica e versículos soltos da Bíblia, principalmente do Evangelho de São João, algo que seduz os cristãos desavisados, encontra-se uma doutrina filosófica que nega cerca de 40 pontos de vista da fé cristã. E se nega a Cristo, não podemos ficar em cima do muro, mas também negamos  a tudo aquilo que rejeita o nosso Deus amado e a Sua Palavra para nós.


Rick Pinheiro.
Teologo, professor de Ensino Religioso, acadêmico de Direito e coordenador da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió.

domingo, 11 de julho de 2010

FALANDO EM NELSON MANDELA...

No ano passado, assistir ao filme Mandela: Luta pela liberdade, estrelado por Joseph Fiennes e por Dennis Haysbert, ator que interpretou o primeiro presidente negro dos EUA, David Palmer, na seriado 24 horas, interpretado neste filme, o primeiro presidente da África sem apartheid, Nelson Mandela.  Na época, fiz uma pequena resenha deste filme no blog Evangeliza Juventude, que eu transcrevo abaixo. Assim que eu assistir o tão comentado Invictus, dirigido por Clint Eastwood eu posto aqui os meus comentários.
DICA DE FILME: MANDELA: A LUTA PELA LIBERDADE.

Minha dica de um bom filme para assistir em grupo e depois fazer uma reflexão e debater sobre o tema é Mandela: A Luta pela liberdade.

O filme conta a história real de James Gregory, um típico branco sul-africano, que enxerga os negros como seres inferiores, assim como a maioria da população branca que vivia na África do Sul sob o apartheid dos anos 60. Crescido no interior, ele fala bem o dialeto Xhosa. Exatamente por isso, não é um carcereiro comum: atua, na verdade, como espião do governo com a missão de repassar informações do grupo de Nelson Mandela para o serviço de inteligência. Mas a convivência com Mandela cria um forte laço de amizade entre eles e o transforma em um defensor dos direitos negros na África do Sul.

Sempre tinha ouvido falar do regime apartheid, mas fiquei impressionado o quanto desumano era. Este regime anticristão ignorava totalmente o Mandamento dado pelo Senhor Jesus do amor ao próximo. O mais chocante para mim, é ver os personagens brancos do filme tratar os irmãos negros como se fosse a pior criatura da face da Terra e comentasse sobre isso da forma mais natural, como se estivesse trocando uma receita de bolo. E o pior, que repassava essas idéias nojentas do racismo para seus filhos.

Mas nem só de racismo esse excelente filme aborda. Ele mostra a conversão, não no sentido religioso, mas ideológico do carcereiro que, aos poucos, vai eliminando o seu pensamento racista. Um verdadeiro exemplo que as pessoas, por mais cruéis que sejam, podem sim mudar.
Vale a pena assistir esse filme. Bem interpretado, totalmente fiel à sociedade sul africana da época. Retrato de uma triste realidade que nós como cristãos jamais devemos aceitar.


Rick Pinheiro
Teólogo, professor de Ensino Religioso, Bacharel em Direito e coordenador da equipe arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maceió.

Sinopse retirada do Site Adoro Cinema.
Disponível em: 
http://www.adorocinema.com/filmes/goodbye-bafana/goodbye-bafana.asp 

Artigo publicado originalmente no blog Evangeliza Juventude.
Disponível em: http://evangelizajuventude.blogspot.com/2009/04/dica-de-filme-mandela-luta-pela.html 


terça-feira, 6 de julho de 2010

STALLONE: UM LUTADOR, CAMPEÃO DOS CAMPEÕES.

Hoje é aniversário de um ator que eu sou muito fã: Sylvester Stallone, um astro hollywoodiano, que muitos não sabem, mas tem uma história de vida repleta de sofrimentos e superação.

Stallone nasceu em 06 de Julho de 1946. Dificuldades no parto fizeram que ele tivesse paralesia facial. Cresceu num seio de uma família humilde e, desde de criança, teve que ralar muito, pela sobrevivência da sua família.

Através do esporte, conseguiu uma bolsa de estudos numa renomada Universidade, onde se esforçou nos estudos e lutou pelos seus sonhos.

Como o seu personagem mais conhecido, Rocky Balboa, Stallone é um guerreiro. Casado, com dois filhos, fez de tudo para sustentar a sua família: limpador de jaula de leões, segurança de boate e, até mesmo, um filme pornô, que depois do seu sucesso foi relançado por mundo todo.

Mesmo passando por todas essas humilhações, Stallone não desistia dos seus sonhos. Um belo dia, assistindo uma luta clássica de Munhamed Ali, teve a inspiração e criou o roteiro de Rocky, Um Lutador. Este roteiro, antes de ganhar o Oscar, Stallone ofereceu a vários produtores, que ofereceram milhões, mas não o queriam protagonizando. Mesmo em dificuldades financeiras, Stallone relutou e só vendeu aos produtores que aceitaram a sua condição de estrelar. Resultado: Rocky, Um Lutador, foi indicado a vários Oscars, ganhando três, sendo um deles, o de melhor filme.

A partir dali, sua carreira estourou, e como qualquer outro astro de cinema, passou por altos e baixos, tanta na carreira, como na vida pessoal. Hoje, Stallone é um pai de família, astro de cinema e prepara-se para lançar no próximo mês, o filme que para mim é o mais esperado do ano, onde sabiamente, ele escalou a maioria dos astros de ação da atualidade, inclusive, com uma cena, com o tão esperado encontro entre ele, Arnold Schwarzenegger e Bruce Wills.

Particularmente, eu sou fã de longas datas de Stallone. Cresci assistindo seus filmes, acompanhando sua carreira, desde dos filmes bons até um montão de bomba que ele fez nos últimos anos. Quando criança e adolescente, meus filmes favoritos dele eram a trilogia Rambo, Cobra, Tango & Cash: Os vingadores e Rocky 4. Hoje, já com um senso crítico mais apurado, os meus filmes favoritos estrelados são Rocky, Um Lutador e Falcão, o campeão dos campeões.

Estou ansioso pelo seu novo filme, Os Mercenários, só de juntar tanto atores que eu gosto e ter várias cenas filmadas no Brasil, sinto que vai engrossar a minha lista dos favoritos.

Desejo toda felicidade do mundo a este grande ator, muitas vezes desvalorizado e que Deus continue abençoando Sylvester Stallone e sua família.


Rocky Balboa:
último filme do personagem e que resgata todo clima do primeiro filme.

Falcão, o campeão dos campeões.
Para mim, o melhor filme do Stallone, empatado com primeiro Rocky.


Os Mercenários: para mim, o filme mais esperado do ano.


 
Que terá no elenco, a minha ex-namorada, a lindíssima Gisele Ité.


E várias cenas que foram rodadas no Brasil.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

QUEM NUNCA TEVE UMA GARIBALDA?


Sou fã do seriado "Todo mundo odeia o Chris". Engraçadissimas as situações que o Chris Rock passou na infância. Mesmo não sendo negro, nem morando na periféria de Nova York, quem ao menos não levou no mínimo uma dezena de trombas parecidas com as do Chris?

Hoje, coincidentemente, um dos episódios exibido foi justamente o que comentei ontem com meus irmãos da equipe arquidiocesana. Nele, uma adolescente se interessa pelo Chris. Ele até se interessa também por ele, mas tem vergonha dela, por ela ser o patinho feio da escola, recebendo o apelido de Garibalda.

Após fazer a merda de não defendê-la de uns idiotas Mauricinhos que tiraram onda da cara dela, Chris terá a desagradável supresa de vê-la, no dia seguinte, estupidamente linda e produzida, levando o maior toco. Para mim, de todas as vezes que ele se ferrou na série, esta foi a tromba das trombas.

Quem quiser conferir o tocão que a Garibalda dar no Chris é só linkar: http://www.youtube.com/watch?v=cXcPWIerSgg

Particularmente, eu já passei, por duas vezes, pelo meu momento Chris e Garibalda. Mas ao contrário dele, eu nem sequer dei uma chance as minas e depois da adolescência, encontrei as duas estupidamente lindas, e também ganhei os meus tocos, todos iniciando com: "você lembra quando..." Pelo menos não foi em vários idiomas como o Chris.

Desde então, bato na mesma tecla: "Beleza física não é o mais importante e é passageira!".

Se duvidas disso, cuidado! A feiosa, fisicamente falando, de hoje, é a gata estupidamente linda de amanhã. Uma colega de equipe disse ontem que as mulheres mudam. Se você continuar nessa de beleza física, correrá o risco de ganhar um belo toco, em vários idiomas, encerrando com a frase; "Saynora, Mr. Bobão!".

FINALMENTE UM FILME QUE VALE A PENA VER DE NOVO.

Nem tudo está perdido. Diante de tanta porcaria nos canais abertos, uma luz no fim de túnel. Depois de anos sem ser exibido, sendo trocado por lixos recentes com High School, filmes das irmãs Olsen, Diário de uma princesa parte 20, entre outros, o filmaço Indiana Jones e a Última Cruzada, deu as caras na telinha, mesmo com várias cenas sutilmente mutiladas. Voltei a minha infância e adolescência, quando Indiana Jones, Rocky Balboa, Os Trapalhões (os originais e não esses Didi e a sem graça canastrona filha Lili), Ferris Buller, Daniel San e Eudes.. ops, digo, Sr. Miyagi, Superman, Marty McFly e o Dr. Brown e tantos outros personagens clássicos e inesquecíveis dos filmes dos anos 70/80, animavam a nossas tardes de domingo. Mesmo sendo muito reprisados, esses filmes arrebetavam, por simplesmente serem bons, a ponto de, um cinéfilo como eu, sair mais cedo da praia para rever esses filmaços.

Lembro-me quando assistir esta terceira aventura do herói que usa um chapéu made in Brasil (isso mesmo galera, o chapéu do Indiana é fabricado no Brasil). Era 1989, e fui assistir no antigo Cinema Iguatemi 2, com uma menina muito mentirosa que eu só sair com nesta ocasião (depois eu posto um comentário sobre essa Pinóquia). Nossa, os adolescentes daquela época era menos barulhentos que as fogosas fãs da série Crepúsculo de hoje. Tinha zuada, mas para torcer pelo Indy e seu pai, na busca pelo Santo Graal. Nem as mentiras cara de pau da Pinóquia me tiraram a alegria de assistir Indiana Jones e a Última Cruzada, no cinema.

Para mim, toda quadriologia do personagem Indiana Jones, criada pelos dois gênios do cinema Steven Spielberg e George Lucas, é excelente. Quatro filmes marcantes, que entraram para história do cinema. Praticamente um empate técnico entre eles, onde apenas por ligeira vantagem, podemos classificá-los. O filme exibido ontem, para mim, é o segundo melhor, perdendo apenas para o primeiro Os Caçadores da Arca Perdida. Templo da Perdição e o recente O Reino da Caveira de Cristal (depois de tantos anos de espera e de ver outros aventureiros que pegaram carona no sucesso de Indy, o quarto filme deixou um pouquinho a deseja, o que não tira o mérito de ser um bom filme), ficam na terceira e quarta colocação, no meu ranking.

O roteiro é excelente, explicando a origem de algumas carcaterísticas do personagem, a menção rápida a Arca perdida do primeiro filme, ação e aventura eletrizante na dose certa, sem apelar para violência explícita, a coerência dos fatos, a implicita citação de passagens bíblicas  e um humor perfeito (as cenas do relacionamento entre Jones pai e Júnior, do velhinho bibliotecário carimbando os livros enquanto o Indy tente abrir um buraco no chão e o encontro dele com Hitler, com direito a um autográfo do diabólico ditador são hilárias). Enfim, um dos roteiros mais bem elaborados da história do cinema, que soube aproveitar um elenco de primeira, principalmente a química perfeita entre Harrison Ford e Sean Connery.

O elenco é um destaque a parte. Para mim, o melhor de toda a série. Logo no começo temos o saudoso River Phoenix (mais um jovem ator promissor, morto precocemente pelas malditas drogas), interpretando brilhantemente o Indy jovem, que se fosse feito hoje, íamos achar que era o Harrison Ford sendo juvenescido por computador. Até o famoso dedo levantado para alguém, típico de 99,99% dos filmes de Ford, foi perfeitamente reproduzido. Os vilões e os amigos do Indiana, dispensam comentário. Excelentes interpetações.

E Ford e Connery? Nossa!  Nunca mais vimos no cinema, uma química perfeita, entre dois grandes atores. Harrison Ford estava bastante a vontade com o personagem, depois de tê-lo feito por duas vezes (e imaginar que as escolha de Spielberg e George Lucas para o primeiro filme seria o tosco do Tom Selleck, que só não fez porque Caçadores seria filmado quando ele não estava de férias da série Magnum. Deus é justo). Muito carismático, passou para nós que dos quatro filmes, este foi o que ele mais se divertiu. Já o Sean Connery conseguiu, duplamente, fazer o que parecia impossível: fazer um personagem, que finalmente estivesse a altura do Indiana e, inesquecível como o seu James Bond dos anos 60. Pena que Connery se aposentou e no quarto filme, o seu personagem é falecido.  

Enfim, Indiana Jones e a Última Cruzada é um excelente filme, que merece ser visto e revisto várias vezes, sem se tornar chato e repetitivo. Uma prova que verdadeiros bons filmes marcam para sempre.  Fica a reflexão: Qual filme hoje em dia chega a este grau de perfeição? Nota: 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, apaixonado e saudosista dos bons filmes de verdade.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ESQUADRÃO "DIVERSÃO" CLASSE A & COMÉDIA PLANO B.

Hoje é quarta-feira! É o dia que aproveito a minha folga no trabalho e na faculdade para ir ao cinema. E nem venham inventar de fazer reunião no trabalho ou na missão da Igreja, e aula extra na faculdade, que eu não dou as caras. Se Deus descansou quando criou o mundo, quanto mais eu que sou filho dEle.
Hoje, fui assistir dois lançamentos do último fim de semana. Como sempre sozinho. Tenho que começar a me acostumar com esse "deja vu" da minha adolescência.
O primeiro que assistir foi Esquadrão Classe A, versão para o cinema do seriado telivisivo dos anos 80, que alegrou muito o patrão Silvio Santos, graça a boa audiência que o seriado norte-americano dava a sua rede de televisão. Particularmente não lembro do seriado pois na época em que ele era exibido, a TV Alagoas já tinha deixado de ser afiliada do SBT, sendo afiliada da extinta TV Manchete.
O filme é divertídissimo, com aquelas cenas de ação repleta de mentiras que tanto amamos, propagada esgotadamente nos filmes de ação dos anos 80 e 90, principalmente os estrelado pelo governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. Apesar de ser um filme de ação, Esquadrão Classe A, nos faz rir em muitas cenas e, o mais incrível, é um filme de violência leve, sem sangue jorrando para tudo que é lado como a maioria dos filmes de ação. O elenco destaca-se por está afiadíssimo e bem a vontade com os seu personagens. Com certeza, foi diversão para todos os envolvidos, que conseguiram repassar para nós. Lembra muito os dois filmes, também baseados em uma série de TV - As Panteras e As Panteras Detornando -, mas com roteiro mais interessante e cenas de ações mais empolgantes que as lindonas.
A trama gira em torno de um grupo de elite dos fuzileiros que em sua última operação no Iraque, pós-guerra, são traídos e são julgados e condenados injustamente. 6 meses depois que estão separados em prisões diferentes, cada um foge de forma mirabolante, surreal e engraçada, juntam-se novamente e vão em busca de limpar os seus nomes. O roteiro é meio sem lógica, o que justifica ser apenas uma desculpa para nos divertir bastante, com cenas de ações empolgantes e tiradas de humor hilárias de todos os personagens com destaque a medo de voar do personagem B.A., e as loucuras do Murdock, com direito a sátira aos Blue Men e ao filme Coração Valente.
Enfim, um ótimo filme, divertido, que prende a atenção da primeira aos créditos finais, que eu recomendo para todos que curte um bom filme de ação, sem grosseiria e violência extrema. Confiram!
Ah, o cartaz de Esquadrão Classe A diz que não existe Plano B. Na verdade existe sim. É uma comédia romântica bobinha, estrelada pela gatíssima Jennifer Lopez, que passo a comentar agora.

Não me perguntem o porquê um cara sem namorada, ir sozinho ao cinema, assistir uma comédia romântica, pois nem eu mesmo sei. Deve ser a ociosidade, a vontade de matar o tempo e me preparar para o pior dia da minha semana que é quinta-feira, onde lenciono dois horários e ainda vou a faculdade a noite para assistir quatro aulas. Durma com um trauma deste!
Plano B é a típica comédia boba romântica, onde tudo termina num final feliz, ao contrário da realidade de um relacionamento homem e mulher que começo acreditar ser uma loteria misturada com roleta russa.

O filme conta história de Zoe, interpretada pela gostossísma Jennifer Lopez, uma mulher que sonha em constituir uma família, mas sem sorte nos seus relacionamentos. Então, ela resolve fazer um inseminação artificial. No dia em que faz esta, ao sair da clínica, conhece Stan. Depois de idas e vindas acabam se apaixonando, algo típico deste tipo de filme. Mas o filme chega a ser interessante, com várias cenas engraçadas, em especial a cena de parto de uma das personagens secundárias, participante de um grupo de ajuda intitulada "Mães Solteiras Felizes", os conselhos de um maluco pai de três filhos e as com cachorrinho da personagem da Jennifer que rouba a maioria das cenas que participa.
Apesar de ser diversão leve e boba, daquelas dispensáveis para quem não curte filmes como esse, o roteiro até que é interessante e aprofunda um pouco os protagonistas, algo raro em filmes deste tipo. Em certa cena, o namorado pergunta a Zoe porque ela não fala do pai, que responde que ele abandonou sua mãe tão logo ela ficou doente com um cancêr terminal, o que justifica a personagem de Jennifer ser insegura em relacionamentos amorosos. Em outra cena, idalgado pela até então pretendente a namorada, o mocinho diz que nunca pensou em casamento, pois em seu único casamento, sua ex-esposa o traiu.
Enfim, a química entre o casal de protagonistas, boas interpretações de todo elenco e algumas cenas engraçadas, fazem de Plano B é um comédia leve acima da média deste gênero de filme. Quem estiver só, como eu, pode ir assistir, mesmo que filmes como esse são feitos para ser assistido à dois, pois este filme é divertido e fará rir do mesmo jeito. Mas convenhamos que rir a dois e reconhecer na tela algumas atitudes dos protagonistas como sendo suas ou da pessoa amada, é melhor ainda.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

EU RECOMENDO: PRÍNCIPE DA PERSIA - AS AREIAS DO TEMPO.

Não costumo ir aos cinemas aos domingos, até porque, além de geralmente eu está em Missão pela PJ Arquidiocesana, o ingresso é mais caro. rssss... Mas ao perceber que a diferença entre o valor do ingresso de estudante do fim de semana e de segunda e quarta, dias que eu costumo ir, era apenas de míseros R$ 3,00, aproveitei que estava num raro domingo livre de compromissos da missão PJoteira, entrei nas costumeiras lentas e chatas filas dos Cinemas do Shoping Maceió e fui assistir o lançamento da semana Príncipe da Persia - As Areias do Tempo.
Nossa, que filmaço! Pagava dez vezes mais para assisti-lo. Valeu cada centavo gasto com ingresso, pipoca e coca-cola. Não lembro da última vez que fui a cinema e esqueci totalmente os problemas da vida, prendendo toda atenção a um filme, mesmo indo, como sempre, sozinho. E essa sensação não é exclusividade minha, mas, pelo menos, de todos que estavam ontem no Cine Maceió 2, na sessão das 18:30, principalmente muitas famílias, que me fez recordar nostalgicamente dos tempos que ia com meus pais assistir os filmes de férias dos saudosos Os Trapalhões e o inesquecível e um dos meus cinco filmes favoritos, ET - O Extra-Terreste, de Spielberg.
Também não lembro da última vez que vi o público vibrar com as cenas de ação e rir daquelas que a proeza do príncipe Dastan eram exageradas, sob-humanas; vibrar e aplaudir com o primeiro beijo dos mocinhos; nem muito menos aplaudir um filme após a sua exibição. Eu mesmo sair do cinema empolgadíssimo e com uma excelente sensação de bem-estar. Tanto que esperei pacientamente a mais lenta e chata fila do Bompreço para fazer umas compras que minha mãe tinha pedido e também o cara da barraquinha de sanduíche, que ao esquecer o meu pedido, atendeu 5 pedidos de um turma que chegou depois de mim. E confeso que somente hoje de manhã, ao acordar, é que vieram a torna os problemas da minha vida e minha irritação com a distração desastrosa do meu amigo Fábio, dono da barraquinha. rsss...
Príncipe da Persia consegue a proeza, em tempos que Hollywood se preocupa mais com os efeitos e ignora o roteiro, de fazer um excelente filme , com história interessante e efeitos especiais de última geração. Isso somado ao um elenco afiado, com destaque a química perfeita entre o casal de protagonistas Jake Gyllenhaal e Gemma Arterton e a interpretação inspirada do grande ator Ben Kingsley, interpretando um vilão cínico, fingido e manipulador.
Príncipe da Persia é o típico filme familiar: Muita aventura, ação, mas sem violência grosseira (tanto que não vemos uma gota de sangue na tela), com excelente e criativo roteiro que prende a nossa atenção da primeira à última cena, nos fazendo vibrar.
Não percam tempo, nem tão pouco esperem o lançamento em DVD e, principalmente, não assistam a versão pirata filmada dentro de algum cinema, que já deve está sendo vendida em algum camêlo. Assistam o quanto antes este filmaço num cinema perto de você e divirtam-se.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

RECONTANDO AS MESMAS HISTÓRIAS DE FORMA DIFERENTE.

Este ano Hollywood está refilmando várias histórias. Falta de criatividade? A primeira vista sim. Mas ao observamos com mais cuidado, veremos que não é bem assim. Quatro filmes, que assistir a pouco tempo, têm em comum, além de ser grandes sucessos de bilheterias e filmes caríssimos que abusam dos efeitos especiais, é justamente o fato dos quatro contarem a mesma história de forma diferente.

O primeiro que eu assistir da safra 2010 de remakes foi Alice no País das Maravilhas, do diretor Tim Burton, já conhecido pelo seus filmes com tom obscuro e histórias malucas com personagens mais pirados ainda. Para refilmar Alice não teria diretor mais perfeito. A novidade sem dúvida é a história. Ao contrário que muitos pensavam, Alice não é a garotinha que se aventura pela primeira vez no País que devia se chamado "País das Maluquices", mas uma jovem de 19 anos, prestes a contrair um matrimônio arranjado com um seboso mauricinho. Na verdade o título do filme deveria se chamar "Alice DE VOLTA AO País das Maravilhas". Mas o diretor e os produtores hollywoodianos preferiram manter o título do grande sucesso do cinema e da literatura, correndo o risco de fustrar os fãs de ambos os formatos.
Infelizmente, assistir a versão dublada e só ficou memorável para mim a chatíssima frase "Corte a cabeça!" dita repertinamente pela dubladora da Rainha de Copas. Mesmo dublado e com muita maquiagem, deu para perceber que ela foi bem interpretada por Helena Bonham Carter, ao contrário da sua irmã Rainha Branca, interpretada (se é que podemos chamar assim), de forma robótica, ridícula e sem sal por Anne Hathaway. Percebi também que Jonnhy Deep, interpretou da mesma forma afetada de sempre, o que tornaria o Rambo um Bambi, graças aos trejeitos exagerados e caricatos do talentoso ator. Chapeleiro Louco caiu como uma luva para um ator tão acostumado a interpretar tipos esquisitos.
A falha mais grosseira de Alice sem dúvida foi o pouco uso do recurso 3D, o que decepcionou um pouco. Mas que conseguiu superar, neste quesito, Fúria de Titãs, onde praticamente não se percebe esta tecnologia.
Enfim, com erros e acertos, Alice é um filme bom e divertido que podemos assistir em família.

O segundo foi o remake do clássico do terror dos anos 80 e um dos filmes mais assíduo da extinta Sessão das Dez do SBT, A Hora do Pesadelo. O roteiro muito interessante, mesclando cenas do original refeitas (numa clara homenagem ao original), com fatos e personagens ineditos. Se comparar com o original perde feio, até porque tiraram o carismático ator de todos os filmes anteriores Robert Englund e deram o papel do vilão-protagonista para um desconhecido, sem graça e sem talento nenhum. Isso sem falar que a maquiagem do personagem Freddy Krueger estava ridícula, não assustando ninguém, que nem mesmo os tradicionais "Alaursos" dos carnavais aqui em Alagoas, usaria. Para quem curte filme de terror é um ótimo filme, evitando comparar com o original de Wes Craven. Nota 8,5.
O outro filme desta onda de remake, e na minha opinião o melhor e mais criativo e original dos quatro, é Robin Hood, do grande diretor hollywoodiano, Ridley Scott. Confeso que não esperava grande coisa deste filme, até porque não gosto muito do chatérrimo e metido a merda, Russel Crowe. Mas fui supreendido com um excelente filme, como ótimas interpretações e um roteiro muito criativo e empolgante, já que, ao contrário de contar a tão manjada história do herói que rouba dos ricos para dar aos pobres, narra um Robin mais humano, sério, envolvido com causas políticas, antes de se tornar o lendário herói. As cenas de batalha recorda muito o grande filme Coração Valente, de Mel Gibson, mas não tira o mérito de Robin Hood ser um excelente, criativo e empolgante filme. Nota 8,5.

Por fim, Fúria de Titãs, refilmagem de um clássico tosco da antiga e saudosa Sessão da Tarde. Muitos efeitos especiais, mas o 3d é praticamente nulo, pois não percebemos a diferença entre assisti-lo neste formato e convencional. De fato, foi a maior decepção deste filme, já que a divulgação exaltava que "A fúria começa em 3D." Devia ter sido completado com a frase: "3D???? Aonde????"
O filme tem um roteiro mediano, com muita ação, mas com diálogos e coerência na história que deixaram a desejar, principalmente na cena de encontro dos talentosos Liam Neeson e Ralph Fiennes, respectivamente protagonista e antogonista de A Lista de Schindler, e o clímax , onde a tão esperada luta de Perseu contra o deus Hades, assassino de sua família, resumiu-se em apenas um golpe. Fora isso, também achei um bom e divertido filme, que também nos levar a reflexão e comparação com a nossa fé. Falarei mais deste filme, num artigo que escreverei comparado a mitologia grega com o Cristianismo.

Bem, a onda de remake não para. Esta semana estreia Esquadrão Classe A, versão para o cinema do famoso seriado dos anos 80, que alavancou a audiência do SBT. Em agosto, chega Karatê Kid, onde os produtores teimam em chamá-lo asssim, já que o filme, estrelado pelo filho do Will Smith, coloca o protagonista na China, aprendendo Kung-fu com o mestre Han, interpretado pelo grande ator e lutador Jackie Chan, ao invés de aprender Karatê, na ensolarada Califórnia, com o inesquecível Sr. Miyagi, interpretado magistralmente pelo saudoso Pat Morita. O ideal seria chamar o filme Kung Fu Kid, mas como os gananciosos e muitas vezes burros produtores hollywoodianos preferem o título original, será inevitável a comparação com o original outro clássico da saudosa Sessão da Tarde, o que correrá o grande risco de tornar esta versão um grande fiasco.

Falta de criatividade ou recontar a história de forma criativa? A dúvida permanece e não serei eu, um simples cinéfilo a esclarecê-la. Cabe a cada um analisar cuidadosamente cada um destes e outros filmes que foram e virão a ser refilmados.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.