sábado, 28 de janeiro de 2017

INDO ALÉM DA "REENCARNACÃO".

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog's Purpose).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Lasse Hallström.

Elenco: Josh Gad, Dennis Quaid, Britt Robertson, K. J. Apa, Bryce Gheisar, John Ortiz, Juliet Rylance, Luke Kirby, Logan Miller, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 6 do complexo Cinesystem Maceió em 28 de janeiro de 2017.

Cotação

Nota: 8,0.  

Sinopse: Baseado em um best seller homônimo. Bailey (dublado por Gad) é um cachorro esperto que ama e é muito ligado ao seu dono, Ethan (Gheisar). O tempo passa, com a ligação cada vez mais forte, Bailey terá que partir desta para melhor, deixando seu melhor amigo, Ethan (Apa), desconsolado. Mas, Bailey volta outras vezes, sempre como um canino, cumprindo sua missão, mas, sem esquecer seu primeiro dono, que ele tem esperança de reencontrar numa dessas idas e vindas a este mundo.

Comentários: Acredito que, com exceção daqueles que como este blogueiro foram bombardeados exaustivamente com o trailer, ninguém sabia da existência desse filme, mais uma adaptação de um best-seller, até que na semana passada, "vazar" um vídeo onde um dos cães usados na produção é forçado a entrar na água para filmar uma cena, resultando no adiamento do filme nos States. Polêmica à parte, vamos falar do filme, que tem uma premissa ao mesmo tempo interessante e bobinha. E para nossa agradável surpresa o lance da "reencarnacão" é apenas mera desculpa para mais um filme canino, feito sob medida para causar emoções variadas em nós, principalmente, naqueles que têm um cãozinho em casa. Com um roteiro satisfatório trazendo uma história convincente, o diretor, que já é expert no assunto, já que dirigiu o futuro clássico da Sessão da Tarde Sempre ao Seu Lado, nos presenteia com um filme leve, cativante e envolvente, que consegue ser tão bom quanto o citado filme estrelado por Richard Gere. Merece ser conferido, e os mais emotivos, não esqueçam de levar o lenço, pois o choro livre é garantido.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

GAME OVER COM CHAVE DE OURO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil: The Final Chapter).
Produção estadunidense, alemã, australiana, canadense e francesa de 2016.

Direção: Paul W. S. Anderson.

Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Iain Glen, Shawn Roberts, Ruby Rose, Eoin Macken, William Levy, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 27 de janeiro de 2017.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: Último filme da franquia Resident Evil. Após sobreviver a uma emboscada em Washington, a fodona Alice (Jovovich) acorda num mundo ainda no meio do caos, prestes a extinção total da humanidade, já que a perversona Umbrella Comporation, planeja um ataque final para ferrar de vez com os seres humanos. Para evitar o pior, Alice e alguns amigos precisam voltar a Raccoon City, onde tudo se iniciou, pois é justamente lá que a Umbrella esconde a cura para o T-vírus que transformou a maior parte da humanidade em zumbis esfomeados.

Comentários: Adaptações de games ainda continuam sendo uma sina, já que, até agora, não passam do primeiro filme. Exceção a regra apenas a franquia Resident Evil, que não somente conseguiu este feito, como também emplacou cinco filmes, mantendo o mesmo alto nível (exceto o terceiro, mas, ignoremos), com algumas melhores, principalmente, a partir do quarto filme, quando o maridão da nossa eterna Alice voltou a assumir a batuta da franquia. Quando a franquia já começava apresentar sinais de desgaste, os pombinhos anunciam este novo filme como o encerramento da franquia, após um hiato de quase cinco anos do último filme. O resultado é um filme que mantém o nível da franquia, com um roteiro satisfatório, sem novidades, as sequências de ação empolgantes que estamos bastante acostumados com a nossa heroína toda fodona. O único ponto que deixa a desejar é justamente o 3D, que nos dois últimos filmes da franquia era o ponto alto, desta vez, praticamente não o percebemos, já que a maioria das sequências são escuras. Fora isso, temos um encerramento com chave de ouro da franquia. E que seja mesmo o final, já que o final dar uma puta deixa para um sétimo filme, e, por mais que gostemos da fodona Alice, zumbis, monstros e companhia, a franquia tem a chance de ouro de encerrar no momento certo.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A ESPERADA VOLTA POR CIMA DE MEL GIBSON?

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Até o Último Homem (Hackshaw Ridge).
Produção australiana e estadunidense de 2016.

Direção: Mel Gibson.

Elenco: Andrew Garfield, Sam Worthington, Luke Bracey, Teresa Palmer, Hugo Weaving, Rachel Griffths, Vince Vaughn, Ryan Corr, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Kinoplex Maceió em 26 de janeiro de 2017.

Cotação

Nota: 9,5.  

Sinopse: Baseado em fatos. Desmond T. Doss (Garfield) é um jovem ingênuo,  cristão autêntico, que inventa de se alistar no exército, com um único objetivo: salvar vidas, sem sequer segurar uma arma. Tarefa nada fácil em seguir seus princípios no meio de um ambiente tão desumano e cruel que é uma guerra, e logo de cara terá que encarar o primeiro desafio, ainda no treinamento, onde por causa de suas convicções, bate de frente com seus superiores e colegas de farda.

Comentários: Hollywood é implacável e não perdoa com seus astros e estrelas que fazem merda na vida real. Porém, de tempo em tempo, a vida oferece uma segunda chance de se limpar das cagadas que fez e dar uma volta por cima. Se você acompanha ou está só de visita ao nosso blog, saiba que sou um dos caras que torço demais para que ocorra isso com alguns astros, principalmente, com Jean-Claude Van Damme e Mel Gibson, que ao contrário do baixinho belga, tem em mãos agora a maior oportunidade da reviravolta em sua carreira, e em grande estilo, dirigindo este épico de guerra que teve indicações ao Globo de Ouro e agora ao Oscar, não somente na parte técnica, mas, também como Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator para Andrew Garfield, que cada vez mais firma sua carreira livre da responsa de ser o cabeça-de-teia na controversa franquia que não passou de dois filmes.

A primeira parte de Até o Último Homem gera uma certa desconfiança, pois lembra bastante um filme do sub-gênero gospel. Mas, a partir da segunda parte, quando começa as sequências, logo de cara percebemos que estamos diante de um espetáculo épico de encher os olhos, que Gibson, como em seus outros trabalhos na batuta, conduz com maestria (o cara sabe unir sequências com uma ótima trilha, para nos emocionar). Com uma parte técnica impecável, feita à moda antiga, com muita explosão real e praticamente nenhum C.G.I., e anda contando Contando com um excelente elenco e um roteiro muito bem escrito e desenvolvido, o filme supera as mais otimistas expectativas, e simplesmente, somos presenteados com mais um filmaço épico que simplesmente engrossa a lista dos melhores filmes que se passam na Segunda Guerra Mundial de todos os tempos. Uma pena que está sendo ignorado tanto pela crítica e também pelos distribuidores e salas de exibição por aqui, que estão mais preocupados em bajular a merdinha açucarada La La Land. Mas, se pelo menos a indicação servir para colocar Gibson de novo no rol dos grandes nomes hollywoodianos, me darei por satisfeito. Mas, é inegável que Até o Último Homem tem cacife para ir bem mais além. Uma pequena obra-prima que merece ser descoberta e valorizada. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.