segunda-feira, 25 de abril de 2016

FORTÍSSIMO REVIGORANTE DA FÉ.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

Milagres do Paraíso (Miracles From Heaven).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Patricia Riggen.

Elenco: Jennifer Garner, Kylie Rogers, Martin Henderson, Queen Latifah, Brighton Sharbino, Courtney Fansler, John Carroll Lynch, Bruce Altman, Eugenio Derbez, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 25 de abril de 2016.

Cotação: 

Nota: 9,0.  

Sinopse: Baseado em fatos ocorridos com a família Beam, que viu a rotina feliz ser interrompida por uma doença incurável no aparelho digestivo da filha caçula, Annabel (Rogers). Cristãos convictos, o fato acaba mexendo com sua fé, da mãe, Christy (Garner), que aproveita uma derrapada de alguns fiéis, como uma desculpa para não ir a igreja. Após o tratamento, sem nenhuma chance de cura, num dia em casa brincando com uma das irmãs (Sharbino), Annabel acaba sofrendo um acidente, caindo de um árvore. Inexplicavelmente, a menina tem seu problema de saúde após a queda, o que intriga os médicos, e reaviva a fé abalada da família.  

Comentários: Quando digo que 2016 não é somente o ano dos filmes de super-heróis nos cinemas, mas, também, dos filmes gospeis, não estou exagerando. Baseados em fatos, Milagres do Paraíso é o quarto filme do sub-gênero, lançado nos cinemas brasileiros no curtíssimo período de um mês. O filme pega pesado na dramaticidade do começo ao fim, feito sob medida para arrancar lágrimas até de Chuck Norris, com roteiro satisfatório, recheado de momentos dramalhões impactantes, acompanhado de um trilha funcional, feita exatamente para esse fim. Como filme do gênero drama, exagera na dose, e acaba saindo um dramalhão a la novela mexicana, daqueles que são exibidos exaustivamente na atual fase decadente da Sessão da Tarde. Mas, em compensação, o filme é perfeito para o sub-gênero gospel, ditando algumas regras importantíssimas, que deveria se seguida, mas, que infelizmente, não seguem: Não há o típico maniqueísmo, nem súbitas conversões, nem o Deus milagreiro que enche o fiel de bens materiais. Nem sequer há uma citação desnecessária de um versículo bíblico (aliás, não há nenhuma citação), mas, a mensagem de fé é passada de forma clara, objetiva, sem blá, blá, blá. O resultado é um filme gospel consideravelmente bem acima da média, que emociona, cativa, envolve, diverte e provoca risadas em alguns momentos, principalmente, com a pequena participação de Queen Latifah, que entra na hora certa para que o público dê um tempo no chororô. Os mais emotivos levem um estoque de lenço. Uma agradabilíssima surpresa. Vale a pena conferir, principalmente, para dá uma revigorada na fé.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 


GRANDE ELENCO, GRANDE BOSTA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate).
Produção estadunidense de 2004.

Direção: Jonathan Demme.

Elenco: Denzel Washigton, Liev Schreiber, Meryl Streep, Jon Voight, Jeffrey Wright, Kimberley Elise, Vera Farmiga, Anthony Mackie, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (TNT e Universal) e na TV aberta (Globo).

Cotação: Coco do Cachorrão

Nota: 0,5.  

Sinopse: Refilmagem de um filme homônimo de 1962. A trama se passa anos depois que o suposto herói na guerra do Golfo, o deputado Raymond Shaw (Schreiber), é praticamente empurrado pela mãe dominadora, a senadora Eleanor Prentiss Shaw (Streep), a ser o candidato a vice-presidente do partido. O problema é que o comandante da operação que Raymond teria sido herói, Ben Marco (Washington), começa a ter pesadelos, flashes de memórias, que o leva a suspeitar que na verdade, o esquisito político dominado por mamãe, não é herói de porra nenhuma, e o pior: ele e todo pelotão foram submetidos a uma lavagem cerebral.

Comentários: Reprisado na última madrugada de sábado para domingo no Corujão da Globo, tentei rever este filme para tentar achar alguma coisa que preste nele. Mas, só acabei confirmando e ficando sem resposta ao questionamento como o cara que dirigiu o fodástico O Silêncio dos Inocentes, reúne um puta elenco talentoso num filminho tão ruim. Como já havia dito alguns anos atrás, num comentário deixado no site Adoro Cinema em 2010, o filme tinha tudo para ser um filmaço: uma premissa interessante (o que evitou o filme de ganhar um zero bem redondinho), elenco estrelar de grandes atores, mas, acabou ficando só na promessa, sendo uma grande bosta, desperdiço total dos talentos de todos os envolvidos, manchando suas respectivas filmografias. O roteiro é fraco demais, mal elaborada, que torna o filme previsível, muito chato e enfadonho. Um micaço na filmografia de todos os envolvidos. Fuja desta merda ou só encare, se sofrer de insônia, já que o filme é um excelente sonífero, pois, nem pela mórbida curiosidade de ver Meryl Streep, perdidona num personagem mal escrito, na pior atuação de sua carreira, merece que percamos nosso valioso tempo com ele. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 


quinta-feira, 21 de abril de 2016

GUERREIRA ALAGOANA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

Nise - O Coração da Loucura.
Produção brasileira de 2015.

Direção: Roberto Berliner.

Elenco: Glória Pires, Simone Mazzer, Julio Adrião, Claudio Jaborandy, Fabrício Boliveira, Roney Villela, Flavio Bauraqui, Bernado Marinho, Augusto Madeira, Georgiana Góes, Fernando Eiras, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 21 de abril de 2016.

Cotação: 

Nota: 7,8.  

Sinopse: Cinebiografia que conta a história de vida da médica psiquiatra alagoana Dr. Nise da Silveira (Pires), que após um tempo impedida de exercer sua profissão, decorrente de uma prisão, tem a coragem de inovar o tratamento psiquiátrico, humanizando-o, indo de encontro aos tratamentos brutais e perversos da época, batendo de frente com os colegas de profissão, que não concordam com as inovações implantadas por ela, no tratamento dos seus pacientes.

Comentários: O problema do nosso cinema é que, na maioria das vezes, é oito ou oitenta. Quando não está vomitando um montão de comédias abestalhadas, lança a maioria dos filmes de outros gêneros em festivais no país e mundo a fora, e só depois que dá uma volta ao mundo, muitas vezes arrastando prêmios, é que tem o seu lançamento comercial. É o caso desta cinebiografia de uma ilustre conterrânea que desde que fiquei sabendo da sua produção ansiava para assistir, tanto que não perdi tempo e fui correndo a primeira sessão exibida em nossa capital. O filme tem um roteiro bem elaborado e simplificado, sem perder tempo com aprofundamento da trama, focando na atitude corajosa desta guerreira alagoana que revolucionou para sempre a história da psiquiatria mundial. O roteiro básico e simples que poderia resultar num filme regular ganha forças graças a um elenco coadjuvante inspiradíssimo, em especial, todos que dão vida aos pacien... Ops! Digo, os clientes da Dra. Nise da Silveira. Já Glória Pires está numa atuação apenas burocrata, mas, sem comprometer. O resultado final é um filme simples, mas, tocante, envolvente e muito emocionante. Vale a pena conferir para conhecer um pouco dessa alagoana arretada.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.