sexta-feira, 24 de outubro de 2014

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Na Quebrada.
Produção brasileira de 2014.

Direção: Fernando Grostein Andrade.

Elenco: Felipe Simas, Jorge Dias, Daiana Andrade, Domenica Dias, Gero Camilo, Jean Amorim, Emanuelle Araújo, Monica Bellucci, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 8 do complexo Cinesystem Maceió em 22 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: Baseados em fatos ocorridos com jovens e seus familiares em uma das comunidades mais pobres de São Paulo. Entre eles, Zeca (Simas), que quase perdeu a vida numa chacina, seu amigo de Gerson (Dias), adolescente que desde de criança visita o pai na cadeia, enquanto no lado de fora é assediado pelo tráfico para entrar no mundo do crime. Já Júnior (Amorim), se apaixona por eletrônica, mesmo desde criança sendo desastrado e pifando os aparelhos, levando o pai (Camilo) à loucura, enquanto que Joana (Andrade), é uma jovem infeliz, que não conheceu sua mãe, e come o pão que o diabo amassou. Esses e outros jovens, poderiam ter um destino trágico, como milhares em nosso país, se não fosse o surgimento de uma ONG na comunidade que despertar neles o amor pelo cinema.

Comentários: Nosso cinema, desde sempre, ama retratar a dura realidade dos moradores das periferias da grande cidade, que encaram vários desafios, sendo o maior deles a convivência com a violência. Tendo um dos produtores, o mala sem alça do apresentador Luciano Huck, Na Quebrada é mais um representante desta tendência que recebe o apelido favela movie. Com um roteiro que deixa um pouco a deixar, por resumir bastante as histórias narradas em menos de uma hora e meia, o que acabou prejudicando a maioria delas. Em compensação, as poucas que se salvaram, conseguem nos emocionar e até nos divertir, como a do figuraça Júnior, graças principalmente a Gero Camilo, que dar um show de atuação e rouba a cena como o também figuraça pai do adolescente. No geral, fica a mensagem que nem tudo está perdido e que, por mais que a realidade seja dura, iniciativas ousadas, conseguem reverter a vida de muita gente, algo que se confirma nos créditos finais, quando alguns das pessoas reais retratadas no filme, aparecem dando micro-depoimentos. Enfim, o título desta postagem é duplo, pois, tanto retrata a mensagem do filme, bem como nosso cinema não é apenas comédias abestalhadas. Vale a pena conferir!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 



A PIOR SESSÃO DUPLA DO ANO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Fúria (Rage).
Produção estadunidense e francesa de 2014.

Direção: Paco Cabezas.

Elenco: Nicolas Cage, Rachel Nichols, Danny Glover,  Max Ryan, Michael McGrady, Peter Stormare, Pavel Lynchnikoff, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 7 do complexo Cinesystem Maceió em 19 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 2,0.  

Sinopse: Após anos envolvido num organização criminosa, Paul Maguire (Cage) só quer ter uma vida honesta e pacata. Prestes a fazer uma festança para sua filha, a vida pacata é interrompida quando a jovem é sequestrada. Paul chuta o pau da barraca, e com ajuda de Kane (Ryan) e Danny (McGrady), amigos e ex-parceiros na organização criminosa, bota pra foder em cima de mafiosos russos, principais suspeitos do sequestro da sua filhota.

Comentários:  Acredito que Nicolas Cage ainda tem seus trabalhos lançados na telonas e não diretamente em home vídeo, pelo fato de ser um astro membro de uma poderosa família hollywoodiana, a Coppola. Afinal, há anos que o cara só faz tranqueiras de décima quinta categorias, que se fossem estreladas por Steven Seagal, Dolph Lundgren e Van Damme, só citando alguns, iriam diretamente para as prateleiras. Fúria é mais bom exemplo disso. Um filminho de ação classe C, ruim, com péssimo roteiro, que poderia ser mais um filme estrelado por um dos astros de ação supracitados, mas, que chegou aos cinemas, só pelo fato de ser estrelado por Cage, aqui com sua canastrice habitual elevada ao extremo. Em síntese, um filme tão ruim que não consegue agradar nem mesmo os fãs dos filmes de ação classe C, muito menos de Cage. Fuja desta merda!




O Homem Mais Procurado (A Most Wanted Man).
Produção estadunidense, alemã e do Reino Unido de 2014.

Direção: Anton Corbijn.

Elenco: Philip Seymour Hoffman, Rachel McAdams, Grigoriy Dobygin, Willem Dafoe, Robin Wright, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 19 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 4,0.  

Sinopse: Após um atentado em Hamburgo, as polícias alemães e estadunidenses que atuam no local ficaram em alerta, para qualquer atitude suspeita. E o sinal de alerta é acionado quando um imigrante islâmico vindo da Rússia (Dobygin) chega clandestinamente a cidade, pedindo asilo, sendo auxiliado pela advogada Annabel Richter (McAdams). Inicia-se uma mega operação, liderada por Günther Bachmann (Hoffman) a fim de investigar e saber quais são as reais intenções do carinha.

Comentários: Após uma sessão torturante com a nova merda de Cage, foi a vez de conferir estre thirlley de espionagem, último trabalho do talentoso Philip Seymour Hoffman (23/07/1967 - 02/02/2014). O filme até que mantém o climão de suspense, mas, o problema é o ritmo lentíssimo, devagar quase parando que acabou gerando um filminho entendiante, chatíssimo e arrastado. As ótimas atuações ainda dão uma dignidade, mas, o roteiro e a longa duração (mais de duas horas e dez minutos) só atrapalharam um filme que prometia. Enfim, nem todas as vezes que vamos ao cinema, iremos encarar bons filmes. Domingo passado não foi o meu dia de ir ao cinema. Rsss... 


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

ROUPA SUJA LAVADA EM CASA E NO TRIBUNAL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

O Juiz (The Judge).
Produção estadunidense de 2014.

Direção: David Dobkin.

Elenco: Robert Downey Jr., Robert Duvall, Vincent D"Onofrio, Vera Farmiga, Billy Bob Thorton, Dax Shepard, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do complexo Kinoplex Maceió em 18 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 8,0.  

Sinopse: Hank Palmer (Downey Jr.) é um excêntrico advogado conhecido como fodão para inocentar quem realmente é culpado, afinal, segundo ele, os inocentes não podem pagar pelos seus serviços. No meio de uma audiência, ele recebe a ligação de seu irmão mais velho (D'Onofrio), avisando que a mãe deles faleceu. Diante da notícia Hank parte para a cidadezinha para o velório e o enterro da mãe, com intenção de ficar poucas horas e voltar, já que ele e seu pai, o durão juiz local Joseph Palmer (Duvall) não se falam. Mas sua estadia durará um pouco mais do que planejado já que seu pai é acusado de atropelar e matar um desafeto, criminoso que o velho juiz condenou. Hank permanece para defender o pai, tarefa nada fácil, já que o pai é teimoso e até contratou um advogado inexperiente (Shepard) para defendê-lo.

Comentários: Dois sub-gêneros que geralmente rendem bons filmes, dramas familiares e de tribunais, se encontram neste O Juiz, estrelado por Robert Downey Jr., também um dos produtores do filme e pelo veterano Robert Duvall, num papel que antes foi considerado para os também veteranos Jack Nicholson e Tommy Lee Jones. O filme é uma agradável surpresa, já que conte com um excelente roteiro, muito bem elaborado, que consegue prender a atenção, envolver, cativar, emocionar e até divertir em alguns momentos. Somado a isso, temos um elenco inspiradíssimo, com ótimas atuações, com destaque aos protagonistas Roberts. Em síntese, um ótimo filme que casa bem os sub-gêneros supracitados.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.