sábado, 20 de julho de 2013

RECORDAR É REVER: O ÚLTIMO DRAGÃO.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco.

O Último Dragão (The Last Dragon).
Produção estadunidense de 1985.

Direção: Michael Schultz.

Elenco: Taimak, Vanity, Julius Carry, Christopher Murney, Faith Prince, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV Aberta (Globo).

Cotação:

Nota: 10,0

Sinopse: Leroy Green (Taimak) é muito mais que um aplicadíssimo discípulo de artes marciais, super-fã de Bruce Lee. O cara, que é conhecido como Bruce Leroy, é tão fanático a ponto de se vestir e agir com um chinês. O cara busca a aura, nível final do seu treinamento para se tornar tão fodão quanto seu ídolo. Para isso, irá encarar um desafio e tanto, já que no pedaço, existe um figuraça e tosco líder de uma gangue, Sho'nuff (Cary) que autodenomina o shogun do Harlem e vive metendo o terror na redondeza.

Comentários: Sinceramente, sinto muita pena mesmo da nova geração que não terá futuramente na memória boas lembranças dos lixos exibidos hoje em dia na Sessão da Tarde. Sou de um tempo, não tão distante assim, que filmaços divertidíssimos ao extremo como O Último Dragão, eram exibidos exaustivamente exibidos e jamais deixavam de perder o brilho. Este clássico oitentista dos bons e saudosos tempos da Sessão da Tarde é uma verdadeira e merecida homenagem ao saudoso ícone Bruce Lee (uma das sequências é um clipe com sequências memoráveis dos seus filmes), com um enredo muito interessante recheado de muito bom humor e sequências memoráveis, tanto de ação como de humor, em especial pelo figuraça vilão interpretado pelo saudoso Julius Carry (12/03/52 - 19/08/08). É bem verdade que tem muita coisa tosca ao extremo que remete as breguices dos anos 80, sobretudo no quesito pop-musical. Mas, nem isso tira o brilho deste filmaço muito divertido que dificilmente será superado.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



ENCONTRO HISTÓRICO.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco.

O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom).
Produção estadunidense de 2008.

Direção: Rob Minkoff.

Elenco: Jackie Chan, Jet Li, Michael Angarano, Colin Chou, Liu Yifei, Li Bingbing, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV Aberta (Globo) e por assinatura (TNT).

Cotação:

Nota: 9,5.

Sinopse: Fã de artes marciais, o jovem Jason (Angarano) encontra um bastão numa loja de antiguidades chinesas e vai parar na China Antiga, onde é tido como o cumprimento de uma profecia de um viajante que libertará o rei macaco (Li) e derrotará o déspota de Jade (Chou). Na sua jornada, Jason contará com a ajuda e treinamento de dois mestres: o figuraça pinguço Lu Yan (Chan) e do monge silencioso (Li) e também de Pardal Dourado (Yifei), uma linda jovem em busca de vingança contra o tirano e que irá balançar o coração de Jason. 

Comentários: Encontro histórico das lendas vivas dos filmes de artes marciais, o filme tem um ótimo roteiro que ao mesmo tempo que homenageia e brinca com os dois ícones, que embarcam numa boa na brincadeira, e também valoriza os inegáveis talentos artísticos dos dois. E o fraquinho, mas esforçado Michael Angarano, só colabora para que os dois verdadeiros astros do filme brilhem tanto em sequências eletrizantes de lutas e também interpretações bem humoradas. Os dois estão totalmente a vontade nos personagens e esbanjam simpatia, carisma e, obviamente, talentos marciais. Particularmente, esperava ver este encontro histórico entre as duas lendas numa produção chinesa e com um enredo muito mais interessante e bem menos infantil. Mas, em agradável compensação, O Reino Proibido surpreende, sendo um excelente filme que cumpre direitinho a missão de trazer lado a lado os dois astros que, na minha opinião, ao lado do lendário e saudoso Bruce Lee são os melhores astros de artes marciais de todos os tempos. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 

NÃO MEXA COM O MEU ELEFANTINHO.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco. 

O Protetor (Tom Yum Goong / The Protector).
Produção tailandesa de 2005.

Direção: Prachya Pinkaew.

Elenco: Tony Jaa, Petchtai Wongkamlao, Xing Ling, Nathan Jones, Bongkoj Khongmalai, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD).

Cotação:

Nota: 8,5.  

Sinopse: O jovem Kham (Jaa), mora numa vila tailandesa no meio do mato. Desde criança, Kham aprendeu a tem uma afeição e amizade pelos elefantes. Quando um filhote de elefante é roubado por uns maloqueiros, Kham, fica puto da vida chuta o pau da barraca e vai até a Austrália atrás da bandidagem, tentar recuperar o bichinho.
Comentários: Um dos últimos candidatos a ícone de filmes de artes marciais, o tailandês Panon Yeerum mais conhecido como Tony Jaa ainda não estourou por completo, provavelmente, por ainda não ter feito algum trabalho em Hollywood. Praticante de todos os estilos do Muay Thay tradicional, o cara arrebenta nas sequências de lutas, em especial na trilogia Ong Bak e neste O Protetor, até agora, seus filmes mais conhecidos, Além de ser um bom lutador, Jaa até se sai bem também como ator. O Protetor, ao meu ver, traz o melhor do talento duplo do ator. Com um enredo simples apenas como justificativa para Jaa arrebenta, o filme é uma produção um pouquinho mais caprichada que a dos filmes que compõem a trilogia Ong Bak, apesar do altíssimo nível tosco, tão comum as produções tailandesas, permanecer. O filme agrada principalmente aos fãs da artes marciais e consegue a proeza de até emocionar rapidamente, algo raríssimo em filmes de ação, principalmente do sub-gênero das artes marciais. Serve para comprovar o talento do jovem ator de 37 anos. Na minha opinião, até agora, um dos melhores filmes de Jaa, que no ano passado atuou na continuação, que, até onde estou sabendo, ainda não chegou por aqui.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.