sábado, 23 de fevereiro de 2013

AMARGO PESADELO.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco.      

Indomável Sonhadora. (Beasts of the Southern Wild).
Produção estadunidense de 2012.

Direção: Benh Zeitlin

Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Jonhshel Alexander, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do Complexo Kinoplex Maceió, em 23 de fevereiro de 2013

Conceito:  

Nota: 3,0

Sinopse: Num lugar miserável da Louisiana apelidado de Banheira, ameaçado a qualquer momento de ser inundado, vive a pequena Hushpuppy (Wallis), junto com seu pai Wink (Henry), que  está muito doente. Junto com outras as famílias que residem de forma sub-humana na localidade resistem, Wink resiste em sair do lugar, ao mesmo tempo que, sabendo da gravidade da sua doença ensina a garotinha a sobreviver.

Comentários: E a maratona com os indicados a Melhor Filme do Oscar deste ano chega ao fim. Diga-se de passagem a mais rápida desde que comecei a comentar os indicados aqui neste blog, graças aos distribuidores brasileiros que lançaram por aqui todos os indicados antes mesmo da cerimônia da entrega do Oscar. Aproveitando a oportunidade única e inédita, corri para assistir o  último indicado a chegar por aqui, adiando por dois dias minha ida ao esperadíssimo do novo Duro de Matar. Uma pena que Indomável Sonhadora não faça jus a sua indicação e junto com o também deprimente e bajuladíssimo pela crítica Amor, não consegue atingir o alto nível dos demais concorrentes deste ano na categoria.  É bem verdade que o filme tem os seus méritos, principalmente as atuações dos protagonistas, praticamente atores amadores da região onde o filme se passa, e por mostrar que nos Estados Unidos a miséria também existe. Mas, o ritmo ponto-morto e a história chata e tão baixo-astral torna o filme tedioso, sonolento. 

Salva-se apenas pelas excepcionais atuações do seu elenco praticamente amador, principalmente, da pequena atriz com nome tão invocado quanto da sua personagem, que surpreende e dar um show de atuação mesmo tendo pouquíssima idade e nenhuma experiência anterior. É a carismática e talentosa pequena atriz que torna suportável esse filme chatíssimo e a única causa que vale a pena ser conferido. Justíssima a indicação e mais justa se os membros da Academia premiasse amanhã a noite a garotinha, junto com a idosa e veteraníssima Emmanuelle Riva, do sofrível Amor. , dois filmes que sequer mereciam ser indicados, mas, ambos queridíssimos pela crítica e com um dos poucos méritos nos presentear com duas atuações excepcionais de atrizes de duas gerações diferentes. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.  



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ÓTIMA CINEBIOGRAFIA DE UM SANTO E FILÓSOFO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.     

Santo Augustine - O Declínio do Império Romano. (Sant'Agostino).
Produção italiana e alemã de 2010.

Direção: Christian Duguay.

Elenco:  Franco Nero, Alessandro Preziosi, Mônica Guerritore, Andrea Giordana, Matteo Urzia,  entre outros.

Blogueiro assistiu em DVD, no dia 19 de fevereiro de 2013.

Conceito

Nota8,0

Sinopse:  Baseado na história do filósofo cristão Santo Agostinho, o filme se passa em 430, em Hipona prestes a ser invadida por bárbaros Vândalos. Agostinho (Nero), bispo da cidade, recorda-se de fatos marcantes de sua vida, passando pela época em que era um arrogante e ambicioso orador à favor do império romano (Preziosi), sua conversão ao Cristianismo depois de tantas orações de sua mãe, Mônica (Guerritore), e sua luta como bispo contra as heresias da época. Ao mesmo tempo, Agostinho tenta negociar a paz com o governador romano da cidade e o rei invasor.

Comentários: Dirigido de forma competente pelo mesmo diretor de A Cilada, com Wesley Snipes e que já havia nos presenteado com outra super-produção que contava a vida de outro santo católico, Joana D'Arc estrelada por Leelee Sobieski, o filme tem um ótimo roteiro que aborda, de forma sucinta, alguns dos principais pontos da vida e mensagem do filósofo e santo, com uma boa dosagem de ficção, da tal liberdade poética que a maioria das cinebiografias não abrem mão. Cativante e envolvente, uma cinebiografia bem acima da média, portanto, um filme que merece ser conferido. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.  


OS MORTOS-VIVOS TAMBÉM AMAM.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco.      

Meu Namorado é um Zumbi. (Warm Bodies).
Produção estadunidense de 2013.

Direção: Jonathan Levine.

Elenco:  Nicholas Hoult, Teresa Palmer, Analeigh Tipton, Rob Corddry, Dave Franco, John Malkovich, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió, em 18 de fevereiro de 2013.

Conceito:

Nota: 8,0

Sinopse: Num mundo apocalíptico destruído por uma epidemia que transformou boa parte da humanidade em mortos-vivos, R (Hoult) é um zumbi, com consciência e crise existencial. Sua rotina de ficar zanzando pela cidade muda, quando num ataque a humanos, conhece Julie (Palmer), filha do líder dos humanos. À medida em que se aproxima da moça, R vai se humanizando e o relacionamento dos dois contagia outros zumbis. Mas, nem tudo será fácil para o inusitado casalzinho já que o pai da moça, o general Grigio (Malkovich) e os  terríveis Esqueléticos não vão gostar nadinha do estranho fenômeno.

Comentários: Os zumbis estão em alta. A franquia Resident Evil e o seriado televisivo The Walking Dead, são bons exemplos disso. Depois de avacalharem a mitologia dos vampiros, chega a vez dos mortos-vivos terem seus conceitos mudados para um romance. Confesso que fui assistir este Meu Namorado é Zumbi só com a vontade de descer a lenha. Afinal, o filme tem o enredo cagado e cuspido da série A Saga Crepúsculo (sai o vampiro, entra o zumbi, no lugar dos Volturi, os vilões da vez são os digitalizados Os Esqueléticos), que inclusive, sua autora elogiou o livro que originou esse filme de amor zumbi. Mas, fui surpreendido com um filme realmente muito bom, com um boa história que dosa perfeitamente ação, humor e, obviamente,  o romance meloso e estranho entre dois seres totalmente opostos, que inclusive, ganha de Bella e Edward, por um casal um pouco mais carismático e talentoso. 

A mensagem central que o amor, seja na forma de uma casalzinho de adolescentes ou entre as pessoas, sem sombra de dúvida, é a grande sacada do filme. Enfim, esqueça o tosco título nacional e o enredo a la Crepúsculo, e encare numa boa esse filme bobinho, meio meloso, mas muito divertido. Sem sombra de dúvida, até o prezado momento, a grande surpresa deste ano. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.