Diretor de O Senhor dos Anéis, surpreende com um emocionante suspense de temática espírita.
Dizer que Peter Jackson é um dos melhores e mais geniais diretores da atualidade não é novidade. E quando este talentoso diretor se une com ninguém mesmo que o mago Steven Spielberg o resultado não poderia ser mais do que extraordinário, mesmo com um material que não estejam à altura dos dois. Um Olhar do Paraíso, curiosamente o primeiro filme que assistir na tela do Complexo Centerplex (precisamente na sala 05), e que revi na madrugada de hoje no canal Fox, nas mãos de outros diretores e produtores, tinha tudo para ser um filminho chato de temática espírita. Evidente que não tão chato e didático como as produções nacionais com esta temática, mas, tinha todos os elementos para ser mais um filminho que não sairia do lugar comum. A diferença aqui, sem sombra de dúvida, é o toque de midas dos dois gênios, que transformaram uma ideia pouco original num filmaço emocionante e criativo, provavelmente, um dos melhores já produzidos sobre a temática.
Dosando perfeitamente o suspense e a emoção, a trama deUm Olhar no Paraíso é centrada em Susie Calmon (a talentossísma Saoirse Ronan, numa atuação tocante) ou melhor dizendo, no espírito da garota, assassinada pelo maníaco pedófilo George Harvey (Stanley Tucci, irreconhecível e com uma atuação excepcional que lhe valeu indicações a Melhor Ator Coadjuvante e, injustamente, não ganhou), quando voltava para casa. Presa numa espécie de limbo, Susie, que também serve de narradora para nós, tem que tomar a importante decisão de expulsar o sentimento de vingança contra o seu assassino, aceitar a sua morte e partir para o céu. Enquanto isso, Susie testemunha o sofrimento de seus pais (interpretados por Mark Wahlberg e Rachel Weisz) e a desconfiança de sua irmã (Rose McIver), que o misterioso vizinho solitário George seja o assassino de sua irmã.
Jackson pega um roteiro muito bem escrito e nos presenteia com um filmaço sensível e cativante, que ao mesmo tempo emociona e prende a nossa atenção, com um suspense muito bem desenvolvido. Além disso, arranca do seu elenco atuações explêndidas, principalmente de Tucci que dá um show na melhor e mais inesquecível interpretação de sua carreira. Outro ponto positivo é sua trilha que ajuda-nos a sermos conduzidos pela trama. Por fim, e não menos importante, o filme tem efeitos especiais e visuais excepcionais que enchem os olhos e tornam este filme ainda mais interessante.
Tocante, sensível e com a dosagem perfeita de suspense, Um Olhar do Paraíso é um filmaço surpreendente e emocionante. Não chega a ser uma obra-prima como a trilogia O Senhor dos Anéis, muito menos é o melhor filme de Jackson. Mas, serve para mostrar que nas mãos de um talentoso diretor, uma ideia a priori nada original é transformada num filmaço cativante e envolvente. Nota 8,5.
Divertida produção do gênero traz o encontro histórico entre Jet Li e Michelle Yeoh.
Quem curte filmes de artes marciais terá a oportunidade de (re)ver na próxima terça, na sessão Cine Espertacular, um divertido filmaço do gênero. Trata-se da produção chinesa Batalha de Honra, estrelada por Jet Li, que conta com parceira de cena ninguém menos que Michelle Yeoh, mais conhecida por aqui por sua atuação no premiadíssimo O Tigre e o Dragão, por ter sido bond girl no divertido 007 - O Amanhã Nunca Morre e vista recentemente no remake de Karate Kid. Li é Jumbao, um monge criado desde de criancinha nas artes marciais, sempre se metendo em apuros com seu amigo Tienbao (Siu-hou Chin). Quando os dois são expulsos do mosteiro, cada um segue seu rumo na vida sendo que Tienbao torna-se um mercenário, enquanto que Jumbao acaba se envolvendo com um grupo de rebeldes, liderados por Siu Lin (Yeoh).
Com um roteiro razoável, muito acima da média das produções do sub-gênero, sobretudo chinesas, Batalha de Honra é um filmaço divertido e empolgante, com Li bem a vontade, dando um show não somente nas sequências de lutas, mas esbanjando muito bom humor, num personangem divertido e carismático bem a sua altura. A química entre ele e Yeoh é perfeita e rende momentos hilários e inesquecíveis. Com sequências de ação muito bem coreografadas, o filme pode ser considerado um clássico do gênero, e serviu de inspiração para vários filmes ocidentais, como por exemplo a trilogia Matrix.
Em síntese, Batalha de Honra é um divertidíssimo filme de artes marciais que, com certeza, deve agradar até mesmo os fãs de ação que não são apreciadores do sub-gênero. Merece ser conferido, por ser uma diversão descompromissada e boba, e principalmente, pela presença marcante e carismática de Li e Yeoh, que dão um show no auge de suas respectivas formas físicas. Nota 7,5.
Filme que usa de figuras e eventos reais em enredo ficcional não cumpre o que prometia e acaba frustrando.
Antes de fazer meus comentários sobre o filme Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, quero deixar registrado o meu protesto indignado contra as grandes redes de cinema que atuam em Maceió, principalmente a Kinoplex, que merece duplo zero que além de exibir o citado filme apenas na versão dublada, exibe-o apenas no formato convencional, um total desrespeito ao espectador alagoano e que nos visita. Ao menos desta vez, este desrespeito me poupou de economizar um bom dinheiro, já que o filme, produzido por Tim Burton e dirigido por Timor Bekmambetov (que havia dirigido o eletrizante O Procurado), que acabei de assistir online e que prometia por uma premissa interessante ao misturar a figura histórica do presidente norte-americano com uma trama totalmente ficcional envolvendo vampiros.
Na trama, a mãe de Lincoln é morta por um vampiro quando ele ainda era um garoto. Anos depois, o jovem Lincoln (Benjamin Walker, canastrão) estava prestes a consumar sua vingança, mas, descobre que o asssassino é um morto-vivo, e só não se ferrou porque foi salvo pelo misterioso Henry (Dominic Cooper, idem), caçador de vampiro que o recruta e o treina para a profissão. Enviado para um pequeno vilarejo para colocar o que aprendeu em prático, Lincoln vai trabalhar numa bodegazinha, onde acaba conhecendo Mary Todd (Mary Elizabeth Winstead). Entre uma caçada na calada da noite e outra, o futuro 16º presidente dos Estados Unidos, arruma tempo para dá uns pegas na namorada e ainda começar a dar seus primeiros passos na política, carreira que seguirá após consumir sua vingança. Anos depois, já presidente, Lincoln constatará de forma trágica que precisará sair da aposentadoria e encarar os sanguessugas.
Com um roteiro péssimo, sem nenhuma criatividade, nem traz nenhuma novidade e péssimas atuações Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros é um filme decepcionante, insosso, sem emoção. Uma ideia interessante, mal desenvolvida, jogada no lixo, que gerou mais um filminho medíocre como vampiros. Salva-se apenas os efeitos especiais e pouquíssimas sequências de ação. Bobinho e descartável. Nota 3,5.
Filme baseado em fatos reais, traz Brad Pitt com gerente de beisebol que revolucionou o esporte.
Tinha tudo para ser rápida, com o tempo recorde de filmes assistidos, se dois filmes - o aparentemente entediante A Árvore da Vida e o que prometia ser interessante O Homem que Mudou o Jogo, coincidentemente ambos com Brad Pitt no elenco - não tivessem interrompido a nossa maratona de filmes indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme. Mas, após a longa pausa de mais de quatro meses, foi a vez de retornar com O Homem que Mudou o Jogo filme que não chegou aos cinemas alagoanos, que online só encontrei dublado e que recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Jonah Hill e, para Pitt. Agora, só falta ter oportunidade e a coragem para encarar a produção do bajuladíssimo Terrence Mallick, para finalmente encerrar a nossa maratona. Antes tarde do que nunca. Sem perder mais tempo, vamos aos comentários do penúltimo filme da nossa maratona.
Baseado em fatos reais, O Homem que Mudou o Jogo traz Pitt como Billy Beane, gerente do time de beisebol Oakland Athletics, que sofre com sérias restrições orçamentárias. Numa tentativa de tentar arrumar um bom jogador para o seu time, ele conhece o jovem Peter Brand (Hill), um jovem CDF, recém-formado em economia que desenvolveu um método de obter bons jogadores, porém, desacreditados, com base em suas médias estatísticas. Billy resolve comprar a arriscadíssima e surreal ideia de Peter, e juntos vão encarar o desafio, enfrentando não somente a desconfiança e resistência de todos do clube, como também colocar em prática uma tática inédita e tão arriscada.
Incrível como um filme tão comum, insosso, sem emoção, com atuações nada excepcionais foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar. Mais incrível é como a crítica do nosso país, colocou o filme em alta. Na minha opinião ignorante, de um mero cinéfilo com preferências bem populares, O Homem que Mudou o Jogo até que tem um enredo interessante, que foge bastante da maioria dos filmes sobre o esporte típico dos gringos norte-american e passa muito bem mensagens de liderança, ousadia, coragem, força de vontade e determinação. Mas, os elogios e, principalmente as indicações de Melhor Filme, de Ator para Pitt e de Ator Coadjuvante para Hill foram exageradas. Tudo bem que ambos os atores estão bem em seus personagens, mas, suas atuações não são nada excepcionais. Em síntese, O Homem que Mudou o Jogo nada mais é que um bom filme que retrata um fato real. Nota 6,5.
Baseada em fatos reais, comédia francesa surpreende e emociona.
Mesmo lançada no mesmo dia do aguardado por boa parte do grande público Os Mercenários 2, a comédia dramática francesa Intocáveis, foi o filme mais paparicado e recomendado pela crítica, que o tratou como o grande lançamento do fim de semana. Confeso que o filme não tinha me despertado o menor interesse, pois além das minhas preferências serem consideravelmente opostas à crítica e dos cinéfilos mais cabeça, não sou muito fã do cinema francês, provavelmente, pelo idioma afrescalhado que eu tanto detesto. Ainda bem que a curiosidade falou mais alto e fui conferi no começo da tarde de ontem, na sala 1 do Complexo Kinoplex Maceió esta produção francesa campeã de bilheteria, sendo o segundo maior sucesso da história do cinema francês, já que fui surpreendido com um filme realmente bom, ao mesmo tempo divertido e emocionante.
Com um roteiro muito bem escrito, baseado em fatos reais, a trama gira em torno da improvável amizade entre um cara rico tetrapélgico e um pobretão encrenqueiro, sem papas na língua e nenhum bom senso. Tudo começa quando o milionário Phillipe (François Cluzet, excelente) está entrevistando candidatos para contratá-lo como seu assistente particular. Driss (Omar Sy, ótimo e hilário), um ex-presidiário desempregado, que só quer mesmo que Phillipe assine um documento que atesta que ele foi à entrevista de emprego e não foi contratado, a fim de garantir o seu seguro-desemprego. Para a sua surpresa e de todos os familiares e empregados do milionário, Driss é contratado para a função, por experiência de duas semanas. O início é complicado, principalmente, pelo temperamento explosivo do rapaz e sua falta de experiência. Mas, aos poucos, dois homens vindos de classes sociais e mundo totalmente opostos vão se aproximando, aprendendo um com o outro e fortalecendo um grande laço de amizade.
O ótimo roteiro ganha ainda mais força graças a ótima dupla de protagonistas, que além de ter ótima atuação, tem um excepcional entrosamento entre eles. Em tom leve, o filme é uma agradável surpresa, prendendo a nossa atenção, arrancando gargalhadas facéis e ao mesmo tempo que emociona. Intocáveis consegue a proeza de ser um filme divertido, mesmo com um tema tão delicado, e ainda nos ensinando o valor da amizade. Ah, falando nisso, no começo dos créditos finais, aparecem os amigos reais, cuja a história este filme foi baseada. Sensível e ao mesmo tempo divertido, um filmaço que merece ser visto e revisto várias vezes. Nota 9,0.
Com enredo se passandos nos últimos dias da humanidade, comédia romântica sem graça é estrelada por Steve Carell e Keira Knightley.
O fim do mundo sempre será fonte de inspiração para a sétima arte, seja para produção de blockbusters fodásticos e até mesmo de filmes mais cabeça, que carinhosamente chamo de "bundas", pois acho uma merda. Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo, comédia romântica sem graça que eu conferi na noite de quarta na sala 2 do Complexo Kinoplex Maceió, está mais para este gênero, já que faz parte do movimento cinema indie que transforma qualquer tema, por mais pesado que seja, em algo leve, intimista e afetuoso. Desta vez, o fim do mundo é o pano do fundo para o personagem Dodge (Steve Carell, em outra atuação mais contida que o habitual, como aconteceu em Um Divã para Dois) viver a tal aventura-cabeça. O cara é um zero à esquerda e pouco está se lixando se um meteoro em poucas semanas vai colidir e acabar com o nosso planeta, pois está mais preocupado com um pé na bunda que levou da sua esposa. Sem se abalar com o caos generalizado pelo destino fatal da humanidade, o cara vai trabalhar normalmente na sua corretora de seguros e mantém a rotina entediante de sua vidinha medíocre. Até que numa bela noite de fossa, Dodge conhece Penny (Keira Knightley, convicente numa personagem um pouco irritante), sua vizinha igualmente na fossa pela miléssima e tanta briga com o namorado. Os dois se aproximam e Penny lhe entrega algumas correspondências que foram postas por engano na sua caixa de correio, uma delas, uma declaração de um antigo amor do cara. Dodge resolve ir em busca da moça, sendo acompanhado por Penny, que resolve ajudá-lo.
Já no seu título, percebemos que o filme em foco não prometia ser grande coisa. Mas, até que Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo tem um roteiro regular, muito bem escrito, com uma história até certa altura interessante. O problema é o resultado final, um filme chatíssimo, entediante, com um casal insosso de protagonistas, apesar do esforço dos seus intérpretes, e que comete o maior pecado de uma comédia, ou seja, é totalmente sem graça. Em síntese, um filme bobinho e bonitinho, e nada mais do que isso, que consegue ser tao entediante, que não se sinta culpado se cochilar em alguns momentos. Nota 3,5.
Aguardada reunião dos astros de ação fica um pouquinho abaixo do esperado, mas, cumpre sua missão de divertir o público.
Final dos anos 80, começinho dos 90. Entre uma brincadeira e outra, um grupo de pré-adolescentes amigos e vizinhos, entre eles, este blogueiro, conversavam sobre cinema, sobretudo os filmes de ação. Divergência havia quando o assunto era quem era o astro maior do gênero: de um lado, meus colegas achavam que era Arnold Schwarzenegger, do outro, este blogueiro e mais um defendiam corajosamente que Sylvester Stallone era o cara. O fato é que aquela garotada, hoje homens e mulheres feitos na vida, alguns casados, outros solteiros, curtiam os dois, como também Chuck Norris, Dolph Lundgren, Michael Dudikoff, os saudosos Bruce Lee e Charles Bronson, e os novatos da época, Jackie Chan (apesar de ter uma carreira longa desde da década de 1970, seus filmes chegaram por aqui apenas com advento do VHS), Bruce Wills, Steven Seagal e um certo Jean Claude Van Damme, tão fodástico, que fez este blogueiro e seus colegas o colocarem em segundo lugar na lista dos maiores astros do gênero, apenas perdendo para um dos reis.
Sonhavamos naquela época com algo impossível: Stallone e Schwarzenegger, lado a lado, num mesmo filme. Para nós um sonho tão alto e praticamente impossível de ser atingido que sequer ousamos sonhar com a presença dos demais. Particularmente, eu tinha uma pontinha de esperança, justamente por causa de outros durões, Clint Eastwood e Burt Reynolds, que reinavam no gênero nos anos 70, atuaram juntos numa produção oitentista. Afinal, se rivais das telonas setentistas um dia fizeram um filme juntos, porque não os brucutus reis do gênero? Esta era minha esperança que, confeso, foi se apagando aos poucos.
O sonho daqueles garotos começaram a se tornar realidade, em 2010, quando foi anunciado, ainda com Os Mercenários sendo exibido nos filmes, a presença dos nossos ícones juntos, ao lado de Wills, Norris, Van Damme, Lundgren e de astros do gênero mais recente Jason Statham e Jet Li na continuação. Ao menos para mim à espera do sonho terminou às 14:49 da tarde de hoje, quando começou a ser exibido na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió Os Mercenários 2. Provavelmente, por ser uma espera longa demais, criei expectativa demais e acabei me fustrando um pouco com o resultado final deste filme que tanto prometia.
A trama começa num pique só, quando o team dream do filme original vai até o Nepal resgatar um empresário chinês, numa sequência inicial de tirar o folêgo, principalmente de tanto rimos pelos absurdos apresentados na tela. Depois de uma abertura, literalmente falando, tão explosiva, o filme cai um pouco no ponto morto, com os caras se divertindo no bar, e com o novato Billy The Kid (Liam Hemsworth, único do elenco que não astro do gênero) pedindo ao chefão do time Barney Ross (Sylvester Stallone) para sair. Horas depois, Barney recebe a visita de Church (Bruce Wills), que incumbe o grupo de ir a Bulgária, para resgatar um artefatozinho de um avião caiu, que tem a localização exata de uma quantidade de plutônio que, caindo em mãos erradas, pode explodir todo o planeta. A missão estava cumprida e todos iriam para casa se não aparecesse um grupo de terroristas, liderado pelo cínico e cruel Vilain (Jean Claude Van Damme), que não somente leva o artefato, como desfalca o time. Putos da vida, secos por vingança, Barney e companhia partem com tudo para cima dos bandidões, a fim de recuperar o plutônio e acertarem as contas principalmente com Vilain e seu capanga Hector (Scott Adkins). No decorrer da missão, o grupo contará com a ajuda do próprio Church, do rival de Barney, Trench (Arnold Schwarzenegger) e do lendário lobo solitário Booker (Chuck Norris).
É inegável que Os Mercenários 2 é um filme bastante divertido, com muita ação e humor, que praticamente tira onda com a cara de todos os principais participantes. Os fãs mais securentos como este blogueiro darão gargalhadas com Wills dando um fora em Schwarzenegger após dizer, pela segunda vez no filme, sua frase mais conhecida, e com Schwarzenegger respondendo com a expressão Yippee-ki-yah! imortalizada pelo John MacClane de Wills, as piadas fazendo referências ao grau elevado universitário de Dolph Lundgren (por incrível que pareça. desta vez é o grandalhão que arranca risadas, ofuscando Terry Crews, que tinha essa função cômica no primeiro filme). Mas, os mais novos também irão dá gargalhadas, graças a presença de Chuck Norris, que no filme faz valer as suas famosas verdades, com um personagem fodão, exército de um homem só. Sua presença no filme é marcante e hilária. Particularmente, fiquei muito feliz em revê-lo mais uma vez nas telonas, já que o tinha visto pela última vez, em 1990, quando assistir na tela do saudoso Cinema São Luiz Comando Delta 2.
Quanto ao elenco, cada um cumpre direitinho sua função, sem muito esforço interpretativo, exceto Van Damme e seu atualmente habitual parceiro Scott Adkins, que simplesmente, agarram com unhas e dentes o presentão dado por Stallone, e dão um show de interpretação, sendo os grandes destaques do filme. O baixinho belga faz o que não fazia há décadas, ou seja, sai do habitual piloto automático, luta e interpreta, mostrando que de todos os astros de ação, é um dos poucos que realmente sabe dar porrada e atuar. Seu confronto final com Stallone é mais uma cena inesquecível para sua carreira, e da sua atual fase, o mais bem coreografado e empolgante. Já Adkins, não tem o mesmo brilho do seu colega de cena, muito menos está longe da sua atuação em O Lutador, mas, mesmo assim consegue chamar atenção. Sua luta com Jason Statham é dos pontos altos do filme, tão empolgante quanto a de Stallone e seu colega Van Damme. Espero e torço para que a participação de ambos no filme sirva para abrir os olhos dos produtores hollywoodianos, reerguendo a carreira de um e alavancado a do outro.
O maior e mais sentido ponto negativo do filme é o desfalque no grupo de Jet Li, que só aparece na sequência inicial. Stallone tinha tudo para corrigir a injustiça cometida com o astro chinês no primeiro filme, dando-lhe mais destaque, mas, optou em diminuir ainda mais sua participação. Uma pena, já que a injustiça dupla dificilmente será reparada já que Li relutou inicialmente em participar deste novo filme, o que, provavelmente, foi o seu adeus a franquia. A falta de confronto entre Li e Van Damme, o restante dos mercenários sem tem muito o que fazer no filme e a pouca atuação juntos tão esperada do trio Stallone, Schwarzenegger e Wills são outros pontos negativos, que no geral, fizeram o filme ficar um pouco abaixo do esperado, fustrando um pouco os fãs que tanto esperavam ansiosamente por este filme.
Mas, o resultado final não é tão ruim assim, já que Os Mercenários 2 é um filmaço divertido, que cumpre direitinho sua missão de divertir, sem exigir que queimemos nossos neurônios. Pode encarar numa boa, sem muita exigência, que a diversão está garantida. Poderia ter sido bem melhor que o primeiro filme, ainda imbatível, mas, é comum do ser humano criar grandes expectativas com algo que não sai como deveria ser. Valeu a pena esperar pela festança que reúne doze astros do gênero de ação, pois a diversão está garantida. Nota:9,8.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
Norris brinca com sua fama de fodão
e arrebenta em pequena, mas marcante participação.
Encontro histórico e nunca imaginado:
Rambo e Braddock batendo um papinho.
Van Damme e Adkins (ao fundo, a sua direita).
Dupla repete a parceria e de quebra, roubam a cena como vilões.
Bruce Wills arrebenta numa das melhores franquias da história do cinema.
Encerrando com chave de ouro a maratona de um mês, comentando a cada dia um filme estrelado por um dos astros de ação presentes em Os Mercenários 2, nada como tecer alguns comentários sobre uma franquia fodástica, que está entre as melhores da história do cinema. Trata-se da quadrilogia (até agora, já que o quinto filme estreia no próximo ano) Duro de Matar estrelada por Bruce Wills que arrebenta na pele do fodástico John McClane, um personagem ícone do cinemão de ação que já figura entre os personagens mais inesquecíveis da sétima. Admito que desde que inaugurei este blog venho adiando os comentários desta quadrilogia composta de filmes tão excepcionais, praticamente um empate técnico entre eles, que fica difícil não me empolgar e cair no exagerismo. Mas, é inegável que Duro de Matar é um franquia, até agora, dura de ser superada, já que não tem sequer um filminho mediano, graças, principalmente, ao carisma de seu astro principal, que simplesmente, dá um show tanto de bom humor como também nas cenas de ação surreais, que a cada filme, arrancam involuntárias e inevitáveis gargalhadas.
A estreia foi em grande estilo. Em Duro de Matar, de 1988, somos apresentados a John McClane, policial de Nova Iorque que vai a Los Angeles, na noite de natal, tentar reatar com sua esposa Holly (Bonnie Bedelia), vice-presidente de uma multinacional. Mas, um bando de terroristas, liderados pelo cínico e cruel Hans Gruber (Alan Rickman), invade o prédio e toma como reféns todos os que estavam confraternizando, inclusive Holly. Eles não contavam que seus planos iriam por água baixo, pela presença do penetra McClane, que sozinho, vai detonando com eles, um por um. Dirigido de forma explêndida por John McTiernan, o primeiro filme da franquia é um divisor de águas no gênero de ação, que até hoje bebe na sua fonte, originando vários similares.
O filme tem um roteiro excepcional, que ganha ainda mais força graças a competente direção e um elenco afiado. Wills está perfeito no filme que marcou o seu estouro como astro, com um personagem divertidíssimo, com senso de humor e um pouco mais humano (o cara termina o filme todo fodido, sangrado rios) que os durões de pouca palavras e quase idestrutíveis que na época pipocavam nas telonas. Mas, o grande destaque, sem sombra de dúvida, é Alan Rickman, que rouba a cena como o vilão, até agora, o melhor e mais inesquecível de toda carreira. Outro também que rouba a cena é Willian Atherton, como um jornalista sensacionalista e mala sem alça. Com ação frenética do começo ao fim, Duro de Matar é um filmaço excepcional, um inesquecível clássico do cinemão de ação, que para mim, continua sendo o melhor de uma franquia só com filmaços excepcionais. Nota 10,0 é pouca.
Evidente que o filme arrebentou nas bilheterias. E fazer uma continuação de um filmaço tão perfeito seria uma missão quase impossível. Desafio que o diretor Renny Harlin e o astro Bruce Wills toparam em 1990. O resultado foi supreendente já que Duro de Matar 2 consegue ser tão bom quanto o primeiro filme, perdendo para este, apenas por um pequeno detalhe chamado Alan Rickman. Com muito mais ação frenética que o filme original, a trama se passa mais uma vez no natal. Num aeroporto em Washington, McClane só queria recepcionar sua esposa e levá-la para casa para um tradicional natal em família. Só que ele percebe uma movimentação estranha de um grupo paramilitar no aeroporto, que resolve fazer um ataque terrorista no local, no intuito de resgatarem com segurança, um ditadorzinho de merda (Franco Nero), que foi preso e extraditado para os Estados Unidos. Mais um grupo de malvadões que se ferra por não contar com o elemento surpresa John McClane.
Duro de Matar 2 tem um roteiro bem mais caprichado e recheado que o original, com muito mais ação, que o diretor Harlin explorou muito bem, nos presenteando como sequências eletrizantes e excepcionais, que superam o filme anterior. Wills está bem mais a vontade no personagem e esbanja, ao mesmo tempo, simpatia, carisma e também aptidão para as sequências de ação. Outro clássico inesquecível do gênero, que como o primeiro, deve ser visto e revisto milhares de vezes, sem perder o impacto empolgante que nos causa. Outro filmaço fodástico, onde a nota 10,0 é pouca.
Dois filmaços tão excepcionais e únicos só aumentaram o desafio dos roteiristas em manter o clima. Em 1995, o diretor John McTiernan volta a franquia como o também surpreendente Duro de Matar - A Vingança, graças a um roteiro elaborado, que coloca McClane não somente para dá porrada, mas, também usar o raciocínio. Já devidamente apresentado nos filmes anteriores, Duro de Matar - A Vingança já começa no pique total, com um ataque terrorista em Nova Iorque, onde o responsável que se auto-denomina Simon (Jeremy Irons) exige e coloca o policial McClane, num joguinho repleto de charadas, a fim de descobrir onde estão as outras bombas a tempo de não serem detonandas. Correndo contra o tempo. McClane desta vez não está sozinho, contando com a ajuda de Zeus (Samuel L. Jackson), um comerciante do Harlem. Mas, por trás de uma suposta vingança, já que Simon é irmão de Hans, que McClane jogou pelos ares no final do primeiro filme, existe um roubo milionário de barras de ouro.
A partir deste filme, a franquia perde um pouco o status de clássicos inesquecíveis. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, Duro de Matar - A Vingança é um filmaço de ação de primeiro, com um enredo muito bem desenvolvido, que dosa perfeitamente a ação e o suspense. O perfeito e divertido entrosamento entre Wills e L. Jackson é o ponto forte deste filme que mantém o ótimo nível da franquia, e recebe também a nota 10,0. Filmaço de ação de primeira, que, como os demais da franquia, merece ser visto e revisto, sem perder o brilho empolgante.
Com a enxurrada de tanto ícones dos anos 80 voltando as telonas na segunda metade da primeira década do século XXI, John McClane não poderia ficar de fora. Coube ao diretor Len Wiseman, da franquia Anjos da Noite e atualmente em cartaz com o remake O Vingador do Futuro, tirar John MacClane em grande estilo, no eletrizante Duro de Matar 4.0. O roteiro, mais uma vez muito bem elaborado, coloca o velho McClane perfeitamente adaptado aos novos tempos, sem perder seu caráter fodástico, muito pelo contrário, só elevando o seu status, desta vez enfrentando um grupo de terroristas cibernéticos que causam o caos nos States. Como no filme anterior, McClane não está sozinho, já que tem que escoltar e proteger um jovem hacker (Justin Long), que irá ajudá-lo, com seus conhecimentos internauticos a impedir os malvadões da vez. Com ação frenética e as ações mais mirabolantes de toda série, o filme perde em comparação aos dois primeiros filmes da série e supera ligeiramente o filme anterior. Apesar disso, Duro de Matar 4.0 é outro filmaço de ação de primeira qualidade, que mantém a mesma nota 10,0 dos demais filmes da franquia.
John McClane voltará no próximo ano em um novo filme da franquia. De acordo com a sinopse divulgada na internet, o durão agirá fora dos Estados Unidos, na Rússia. Se no último filme, a filha de McClane foi raptada pelos terroristas, quem agora se mete numa fria é seu filho Jack (Jai Courtney, com muito mais destaque no trailer que o próprio Wills, como você pode conferir no final desta postagem), que será feito prisioneiro de um poderoso líder russo (Sebastian Koch). O pai fodástico irá resgatar o filhão e juntos irão detonar contra a bandidagem, lutando para salvar o mundo. Se o novo filme manterá o mesmo nível da franquia, a ponto de também receber a mesma nota altíssima dos seus antecessores, só saberemos em fevereiro do próximo ano, data prevista para a estreia. O certo é que só o fato de McClane ainda está na ativa, nos deixa muitos animados para conferir suas novas peripéciais fodásticas. Enquanto isso, vale a pena ver e rever infinitas vezes, os quatro filmes já produzidos.
Parceiro de Jean Claude Van Damme em seus últimos filmes, Scott Adkins se destaca na pele do lutador Yuri Boyka nas continuações de O Imbatível.
Dos astros de ação presentes em Os Mercenários 2, Scott Adkins luta, literalmente falando, a cada filme para se firmar com astro de ação. O inglês de 36 anos e 1.80m de alutra, estreiou nas telonas encarando Jackie Chan no divertido Espião por Acidente, apareceu irreconhecível encarando Wolverine no seu filme solo, e atualmente é figura presente nos últimos filmes estrelados pelo baixinho belga Jean Claude Van Damme, incluindo o citado acima comandado por Sylvester Stallone e o novo filme da franquia Soldado Universal. Até agora, destaque mesmo em sua carreira é o lutador russo Yuri Boyka, presentes nas duas continuações de O Imbatível. Mesmo com este personagem fodástico Adkins, ao meu ver, ainda não alcançou o estrelato, figurando no momento como aspirante a pelo menos, astro de filmes de ação B. Mas, é fato que ele pode ir além disso, pois cacife o cara tem de sobra, já que domina nada mais, nada menos que oito modalidades marciais, portanto, tem tudo para estourar com astro do gênero. Vamos ver se após a mega-reunião dos astros da porrada a carreira do cara decola. Vai depender muito de sua atuação no filme chamará atenção dos produtores hollywoodianos e também de suas escolhas. Enquanto isso, vamos aos comentários da atuação mais marcante do cara.
Para quem não lembra, O Imbatível é um filme de 2002 que traz Ving Rhames como o campeão mundial de box James "Iceman" Chambers que é enviado a uma prisão de segurança máxima, após ser condenado por estupro. O local é palco de lutas de boxes entre os detentos a cada seis meses, onde Monroe Hutchen (Wesley Snipes) é o campeão absoluto por dez anos. Os dois logo de cara se estranham, principalmente, pelo temperamento explosivo e encrenqueiro de Iceman. Sabendo desta tensão entre os dois brutamontes, percebendo, portanto, uma chance para faturar uma grana alta, um detento mafioso (o saudoso Peter Falk, o eterno Colombo da série televisiva homônima) resolve promover uma luta entre os dois. É incrível como este típico filminho "B" a la Rocky é dirigido por Walter Hill, o mesmo cara que nos anos 80 nos presenteou com alguns filmaços, principalmente, o fodástico e inesquecível Ruas de Fogo. O Imbatível tem um roteiro um pouco arrastado, com muita falação e pouca ação. Mas, vale conferir pelo confronto entre Rhames e Snipes, duas feras bons de briga. Nota 5,0.
É justamente no segundo filme, produzido em 2006, que Adkins dá as caras pela primeira vez com o seu personagem, até agora, mais conhecido. Curiosamente lançado por aqui com o título O Lutador, desta vez o campeão Iceman, agora interpretado por Michael Ja White (de Soldado Universal - O Retorno e Rede da Corrupção), está na Rússia para alguns contratos comerciais e vai parar de novo no xilindró, acusado injustamente de tráfico de drogas. Tudo armação para colocá-lo no ringue de uma espécie de UFC mortal entre detentos, tendo que encarar o fodástico e cruel Yuri Boyka (Adkins). Apesar de ter um elenco bem menos famoso que o filme original, a continuação tem muito mais ação que o primeiro, apesar do roteiro ainda deixar um pouco a desejar. Sem sombra de dúvida, O Lutador é o filme de Adkins, que rouba a cena e dá um show, tanto de atuação como na porrada, na pele de um vilão que faria o seu compatriota Ivan Drago se mijar de medo. Em síntese, um típico filme de artes marciais classe "B", com coreografias razoáveis e um vilão fodástico que os fãs do gênero tanto gostam. Nota 6,0.
Seu excelente desempenho em O Lutador fez com que Adkins ganhasse uma chance de protagonizar o próximo filme da franquia. Em O Imbatível III: Redenção, logo de cara somos surpreendidos por um Boyka com um visual tosco, literalmente falando na merda, trabalhando no esgosto da prisão, longe da fama de fodão do filme anterior, ferradíssimo após o Iceman ter detornado com um dos seus joelhos. Mas, dez minutos depois, e de forma surreal, só pelo desejo de voltar aos ringues, o cara arrumar o visual, entra no ringue e detona o atual campeão, ganhando a chance de particpar de um torneio, junto com oito prisioneiros do mundo inteiro, incluindo um tosco brasileiro de São Paulo (na verdade, interpretado por um gringo, que dá alguns saltinhos acobráticos se passando por capoeirista). Mais um filminho "B" de torneio, sem novidade nenhuma, com sequências de lutas regulares e um roteiro fraquinho, que tira todo brilho de Boyka, que de vilão fodástico no filme anterior passou a ser mais um heróizinho medíocre, tirando todas as chances de Adkins dá um show. Os fãs do gênero menos exigentes e criteriosos até quem curtem este filme que segue a velha e batida regra dos terceiros filmes de uma franquia serem os mais fracos. Nota 3,5.
Filme de 1999 traz Arnold Schwarzenegger lutando contra o próprio chifrudo para salvar o mundo.
As especulações do fim do mundo seja na virada de um milênio ou numa data profetizada, como no próximo 12 de dezembro, são bem aproveitadas pelo cinema, gerando milhões de produções algums boas, outras toscas. Fim dos Dias, de 1999, é mais uma destas produções apocaliptícas e coloca Arnold Schwarzenegger enfrentando o próprio diabo para salvar o mundo. O brucutu austríaco é Jericho Cane, um guarda-costas deprimido e sem fé após a morte de sua esposa e filha, que faltando poucos dias para a virada do milênio recebe a missão de proteger um banqueiro (Gabriel Byrne), sem saber que o cara foi possuído pelo próprio capeta. Quando o cara sofre um atentado cometido por um padre, Jericho resolve investigar e descobre que o chifrudo quer dá uns pegas na mocinha Christine York (Robin Tunner) e fazer um menino nela. Mesmo sem ter fé, Jericho luta contra o tempo para salvar a moça e de quebra o mundo.
O filme tem todo climão de filme de terror, com um roteiro regular, que viaja bastante na maionese, mas pelo menos dosa corretame o suspense e a ação. O elenco, que conta também com Kevin Pollack e o saudoso veterano Rod Steiger (desperdiçado), cumpre diretinho sua função, apesar de não contamos com grandes atuações. Exceção apenas para Schwarzenegger, com uma canastrice bem acima do habitual. O cara não convence em nenhum momento como um personagem deprimidão e sem fé. Mas, considerando que o que interessa aos fãs do gênero e do ator, não é seu talento interpretativo, até que podemos ignorar tranquilarmente sua péssima atuação.
Com um enredo batido, mas bem conduzido, somado a ótimos efeitos especiais, o resultado final de é um filme bastante divertido, que até prende atenção e empolga em alguns momentos. Ah, curiosamente, a nossa versão dublada conta com um festival de palavrões, já que os traduz literalmente, algo que na maioria das vezes não ocorre. Em síntese, Fim dos Dias é um filminho bobo, feito com o único intuito de divertir sem exigir do espectador queima de neurônios. Nota 9,0.