quinta-feira, 7 de novembro de 2024

RECORDAR É REVER: O JÚRI.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Júri (Runaway Jury).
Produção estadunidense de 2003.

Direção: Gary Fleder.

Elenco: John Cusack, Gene Hackman, Dustin Hoffman, Rachel Weisz, Bruce Davidson, Bruce McGill, Jeremy Piven, Nick Searcy, Stanley Anderson, Cliff Curtis, Nestor Serrano, Leland Orser, Jennifer Beals, Gerry Bamman, Joanna Going, Bill Nunn, Juanita Jennings, Marguerite Moreau, Nora Dunn, Guy Torry, Rusty Schwimmer, Luis Guzmán (não creditado), Dylan McDermott (não creditado), entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD) e no streaming (Disney Plus).

Sinopse
: Adaptação do romance escrito por John Grisham. Uma mulher (Going) move uma ação judicial histórica contra uma indústria de arma, após perder o marido (McDermott) num ataque, sendo defendida pelo competente advogado Wendall Rohr (Hoffman). Uma verdadeira luta de Davi contra Golias, já que além de nunca uma indústria de armas foi responsabilizada por um crime, a do caso está desembolsando uma bolada gigantesca contratando o inescrupuloso e famoso advogado fodão Rankin Fitch (Hackman). Mas, o que de nenhum dos lados da ação esperava era que um dos jurados, Nick Easter (Cusack), irá influenciar os demais colegas, e com isso irá barganhar para que o lado mais vantajoso para ele saia vitorioso na ação.

Comentários
: Duas grandes lendas do cinemas, ambas que viveram seu auge nos anos 1970, Gene Hackman e Dustin se encontram neste thriller de tribunal com um elenco estrelar, baseado em um dos romances do expert do gênero John Grisham. E se você, assim como eu na primeira vez, for assistir O Júri para ver os dois astros veteranos se enfrentando, com certeza, ficará frustradíssimo, já que isso só ocorre nunca cena bem rápida, e ainda fora do tribunal. Tentando deixar de lado essa frustração, encontrará aqui um bom filme, com roteiro regular que traz uma boa e interessante trama, só que um pouco arrastada. Pelo menos cumpre a missão primordial de uma adaptação literária que despertar em nós o interesse em ler a obra original. 
CotaçãoNota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 3 de novembro de 2024

PERSEGUIDO POR CAUSA DA JUSTIÇA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Santo de Todos: A Vida e Missão de Santo Antônio Maria Claret (Claret).
Produção espanhola de 2020.

Direção: Pablo Moreno.

Elenco: Antonio Reyes, Carlos Cañas, Alba Recondo, Marta Romero, Assumpta Serna, Scott Cleverdon, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Lumine) em 03 de novembro de 2024.

Sinopse
: Baseado em fatos. Nos anos 1930, o escritor Azurin (Cañas), ao receber um carta anônima, passa a investigar a história do arcebispo católico Antonio Maria Claret (Reyes), que no século XIX, por bater de frente com os poderosos, acabou sendo perseguido e difamado por eles. E mesmo assim, não deixou de levar adiante a sua missão.

Comentários
: Muita gente já ouviu falar dos Claretianos, tanto a ordem religiosa, como a instituição de ensino mantida por ela. Mas, são poucos que sabem quem de fato a fundou, Santo Antônio Maria Claret. Este filme é um bom ponto de partida para conhecê-lo melhor, já que faz uma síntese bem eficiente da vida e obra do sacerdote espanhol, canonizado pela Igreja em 1950, graças ao bom roteiro. Além disso, o filme conta com uma direção competente, boas atuações e uma impecável parte técnica, que entrega uma primorosa reconstituição de época. Com tudo isso, O Santo de Todos é uma boa cinebiografia, envolvente e emocionante, que vale a pena ser conferida. 
CotaçãoNota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 2 de novembro de 2024

MAIS UMA SALA DO GUERREIRO.

O guerreiro Centro Cultural Arte Pajuçara continua firme e forte encarando os mais diversos desafios para proporcionar aos maceioenses e quem nos visita um espaço de cinema e teatro alternativo. E no último dia 15 de outubro nos presenteou com uma nova sala de cinema que leva o nome do fotógrafo e cineasta Celso Brandão. Hoje, pude conferir a nova sala, que antes era apenas um teatro, e com a repaginada, ganhou projetor, sistema de iluminação e uma reforma nas poltronas. Confortável e acolhedora como a vizinha Sala Elinaldo Barros, o novo espaço só ampliar o espaço cultural, que eleva ainda mais seu padrão de qualidade. Parabéns a todos os que fazem o Centro Cultural Arte Pajuçara. E nosso muito obrigado!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, muito feliz com o crescimento do Centro Cultural Arte Pajuçara.

BAGUNCINHA FABULOSA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Megalópolis (Megalopolis).
Produção estadunidense de 2024.

Direção: Francis Ford Coppola.

Elenco: Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne, Talia Shire, Jason Schwartzman, Kathryn Hunter, Grace VanderWaal, Chloe Fineman, James Remar, Dustin Hoffman, entre outros.

Blogueiro assistiu na Sala Celso Brandão do Centro Cultural Arte Pajuçara em 02 de novembro de 2024.

Sinopse
: Na cidade de Nova Roma, Cesar Catilina (Driver) é um habilidoso engenheiro que sonha em modernizar a sua cidade, transformando-a em Megalópolis, o que acaba colocando em rota de colisão com o prefeito Cicero (Esposito), que prefere que a cidade permaneça como está. E no meio dessa treta, a filha do prefeito, Julia Cicero (Emmanuel) inventa de se aproximar de Cesar e o inevitável acaba acontecendo.

Comentários
: Ao mesmo tempo que é um dos maiores diretores da história da sétima arte, o mestre Francis Ford Coppola é determinado em dar vida a projetos autorais, nem que para isso corra o risco de falência, algo que ele bateu na trave por três vezes durante nove anos. Em sua nova empreitada, Coppola não economizou, bancando do próprio bolso Megalópolis, projeto que há décadas estava na sua cabeça. Uma premissa interessantíssima, boas decisões criativas, elenco estrelar que entregam boas atuações (neste quesito, o show à parte fica com Shia LaBeouf) e uma parte técnica impecável. Tinha tudo para ser um filmão espetacular, o que infelizmente, acabou não acontecendo.

O principal problema do filme é seu roteiro um pouco bagunçado, que arrasta exageradamente a trama e que ainda deixa várias pontas soltas. O resultado é que Coppola nos entrega um filminho chatínho, cansativo, que até tem alguns bons e interessantes momentos, mas, que acabam sendo apenas algo pontual dentro do conjunto. Coppola já presenteou a sétima arte com várias obras-primas e seu legado não será apagado. E por isso mesmo que considerar a aposentadoria não seja uma má ideia, e com certeza, é infinitamente melhor do que desperdiçar seu talento, boas ideias e tempo, entregando algo ruinzinho e esquecível como este. Lamentável! 
CotaçãoNota: 2,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.