terça-feira, 5 de dezembro de 2023

LIBERDADE AMEAÇADA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Deus Não Está Morto: O Próximo Capítulo (God's Not Dead: We the People).
Produção estadunidense de 2021.

Direção: Vance Null.

Elenco: David A.R. White, Antonio Sabato Jr., Francesca Battistelli, Judge Jeanine Pirro, Isaiah Washington, William Forsythe, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming on demand (Google Play) em 05 de dezembro de 2023.

Sinopse
: Quarto filme da franquia Deus Não Está Morto. Apoiado pelo pastor da sua igreja, o reverendo Dave Hill (White), um casal (Sabato Jr. e Battistelli) educa seu filhos (Matt Anspach e Tatum Hatfield, e o filho (Grayson Palumbo) de uma viúva (Amanda Jaros) irmã da igreja. Mas, a rotina acaba sendo interrompida quando o Estado mete o bedelho e inventa de embaçar. A partir de então, eles, juntamente com a irmão e o pastor David vão ao Washington, a fim de defender seus direitos na comissão de educação do Congresso.

Comentários
: Uma das franquias gospels mais populares da atualidade, Deus Não Está Morto chega ao seu quarto filme entrando com dois pés na porta na atual guerra cultural, com direito até usar as mesmas armas das produções da cultura woke, dando umas lacradinhas (obviamente conservadoras) em alguns diálogos. Abordado uma temática polêmica atual sem avançar e aprofundar, devido ao velho e frequente problema desde do primeiro filme da franquia de um roteiro regular que estraga uma boa temática permanece, assim como as subtramas insossas, que claramente só estão no filme apenas para que se aproxime de uma hora e meia de duração. Mesmo com essas problemas que, infelizmente, já viraram marca registrada da franquia, Deus Não Está Morto: O Próximo Capítulo é um filme satisfatório, que consegue se destacar dos seus antecessores a ponto de ser, pelo menos na minha humilde opinião, o segundo melhor filme da franquia. Sendo o mais pé no chão da franquia, provavelmente, por ter sido inspirado em vários casos jurídicos reais sobre o tema abordado, pelo menos é eficiente em provocar a discussão. Por isso mesmo, vale a conferida! 
CotaçãoNota: 6,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 3 de dezembro de 2023

PAGUE PARA RIR, RECEBA PORRADA IDEOLÓGICA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Ó Paí, Ó 2.
Produção brasileira de 2023.

Direção: Viviane Ferreira.

Elenco: Lázaro Ramos, Luciana Souza, Dira Paes, Tânia Toko, Érico Brás, Lyu Arisson, Edvana Carvalho, Luis Miranda, Clara Buarque, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Kinoplex Maceió em 26 de novembro de 2023.

Sinopse
: Sequência de Ó Paí, Ó. Quinze anos após os eventos do filme original, Roque (Ramos) acaba de gravar uma música que promete ser um hit. E no meio da expectativa, ele e a galera do Pelourinho acaba tendo que unir forças para ajudar Neusão (Toko) a recuperar seu tradicional bar que acabou de perder.

Comentários
: Antes de comentar sobre o filme, deixa só eu fazer um esclarecimento, caso você tenha visitando o blog pela primeira vez e não venha me cancelar, me chamando de nerdola, lançando mão de um vocabulário inteiro de palavras com os sufixo "ista" ou "fóbico", ou se for do outro lado, me chamar de isentão ou pedir para fazer o L. Não tenho nada contra os realizadores de uma obra a utilizem para fazer sua militância ideológica, contanto que não a estraguem, o que infelizmente vêm ocorrendo nos últimos anos com essa forçação de barra da ditadura da cultura woke. Por outro lado, também sou contra a campanha de boicote por qualquer motivo que seja. Não gosta dos realizadores ou da mensagem que eles querem passar, não assista, Simples! Vale lembrar que uma produção é fruto de dedicação, tempo e grana de quem a realiza. E quem deve decidir assisti-la ou não é o público, sem interferência nem de quem a produz, nem de quem se opõe. Como um cara simples do povão, tudo que eu quero ao ir ao cinema é gastar meu suadíssimo dinheiro num programa tão caro que é cinema, e meu valiosíssimo tempo assistindo um bom filme. Quer usá-lo para fazer sua militância, fique à vontade. Mas, faça de forma criativa e, principalmente, não seja desonesto com seu público.

Após um primeiro filme que fez sucesso e uma série televisiva (que sinceramente, não assisti) Ó Paí, Ó retorna aos cinemas com um novo filme. Algo normal, mesmo com um tempo tão longo. O grande problema acaba sendo a mudança radical que é feita aqui. Em nome da militância, destrói-se completamente todo humor e todos os personagens carismáticos e hilários do filme original. Inclusive, o próprio protagonista vivido por Lázaro Ramos, que com um claríssimo ego inflamado, deixa de lado todo carisma que esbanjou como o Roque, para ser ele mesmo, ou melhor dizendo, o militante lacrador chato pra caralho, com direito até a quebra da quarta parede para vomitar frases clichês de militância, e ainda não poupar nossos ouvidos, soltado a voz em péssimos números musicais. Cara, talento você tem de sobra, poderia muito bem mandar o seu recado militante, sem destruir um dos seus personagens mais carismáticos de sua carreira.

O roteiro é péssimo, estragando totalmente uma trama que poderia ser boa e até engraçada, mas, infelizmente, prevaleceu a determinação em usar o filme para vomitar no público o lixo ideológico, praticamente em quase todas as frases. Erram  a mão e exageram na dose cavalar ideológica de uma forma nunca vista em nenhum filme ou série desta chatíssima cultura woke. Um tiro no pé até mesmo para a própria causa deles, pois acaba sendo um retrocesso homérico para a militância a mensagem ser vomitada sem nenhuma criatividade e simpatia, provocando indignação até para o espectador médio que está cagando para esse lance de guerra ideológica e só quer mesmo é se divertir.

Cometendo o pecado mortal imperdoável de uma comédia de ser totalmente sem graça (não falo só por mim, mas, de fato, nenhuma das cerca de doze pessoas que estavam na sessão que assisti, soltaram um risinho sequer em nenhum momento do filme, Inclusive, teve gente que saiu nos primeiros vinte minutos da projeção), Ó Paí, Ó 2 é o fundo do poço e até agora o maior exemplo de como a ditadura da cultura woke é tão perversamente danosa para a sétima arte. Chato, entediante e picareta, já que ao invés de entregar o que prometia, ou seja, uma comédia onde o espectador só quer dar boas gargalhadas, revendo seus adoráveis personagens, assiste decepcionado a destruição total deles, recebendo uma porrada de militância ideológica. Tão insuportavelmente irritante que por pouco não seria o terceiro filme da minha vida, que sair do cinema antes do seu término. Vergonhoso! CotaçãoNota: 0,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

O WATERLOO DE SCOTT.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Napoleão (Napoleon).
Produção britânica e estadunidense de 2023.

Direção: Ridley Scott.

Elenco: Joaquin Phoenix, Vanessa Kirby, Tahar Rahim, Mark Bonnar, Rupert Everett, Paul Rhys, Ben Miles, Riana Duce, Ludivine Sagnier, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Kinoplex Maceió em 25 de outubro de 2023.

Sinopse
: Baseado em fatos. A história de Napoleão Bonaparte (Phoenix). estadista e líder militar francês que entrou para a história por ser um grande estrategista que liderou inúmeras batalhas, chegando a governar a França por dez anos. 

Comentários: Quando fiquei sabendo que o mestre Ridley Scott contaria a história de Napoleão Bonaparte imediatamente me empolguei. Hype que só aumentou com o anúncio de Joaquin Phoenix como protagonista, repetindo a parceria com diretor responsável pelo seu estourou em Gladiador. Mas, como ensina o ditado popular "alegria de pobre dura a pouco", o balde de água fria veio com o anúncio que a versão que chegaria aos cinemas seria retalhada, e que a versão completa saíra em breve no streaming Apple TV+, produtora do filme. E para mim este anúncio acabou soando como uma espécie de desculpa antecipada por uma provável bomba que chegaria às telonas, aliás, algo cada vez mais comum hoje em dia.

Sendo bastante sincero, Napoleão não é uma bomba. O filme com uma parte técnica impecável tem seus bons momentos, destacando principalmente pelas sequências de batalhas. Mas, mesmo que o filme tenha uma extensa duração de mais de duas horas e meia (quase impercebíveis diga-se de passagem), fica a sensação que a trama é apressada, deixando lacunas e com várias figuras históricas mal aparecendo. O roteiro regular que deixa a desejar (ao menos nessa versão para os cinemas) somado com uma atuação apática, quase no piloto automático de Phoenix, acabam resultando num épico regular que não está à altura do mestre Ridley Scott, que entrega aqui um dos seus trabalhos mais fracos. Algo que pode mudar com a versão originalmente concebida de quatro horas para o streaming. Vamos aguardar! CotaçãoNota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.