segunda-feira, 14 de outubro de 2019

VIDAS AMARGAS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Greta.
Produção brasileira de 2019.

Direção: Armando Praça. 

Elenco: Marco Nanini, Démick Lopes, Denise Weinberg, Gretaa Star, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 11 de outubro de 2019.

Sinopse: A trama se passa em Fortaleza e acompanha o solitário Pedro (Nanini), enfermeiro setentão homossexual, que desesperado por ver sua melhor e única amiga, a transexual Daniela (Weinberg) com seríssimos problemas de saúde, e na falta de leito, resolve levar para sua casa, Jean (Lopes), cara claramente alterado, foi internado após se envolver numa treta onde acabou matando um homem a facadas. A convivência vai além do esperado e os dois acabam se envolvendo.

Comentários: Com toda sinceridade, mas, estava pensando seriamente em ignorar totalmente e não fazer os comentários desse film. E não por ser um filminho melancólico e pessimista, bem baixo astral, muito menos pelo fato de ser um filme de temática LGBT, que realmente não tenho nada contrário (do contrário, não teria nem saído de casa para assisti-lo). Minha bronca, acompanhada de um questionamento indignado é: um cineasta precisa apelar para nudez frontal e sequências praticamente de sexo explícito, boa parte realizada por figurantes, totalmente desnecessárias na trama? Pode me taxar de preconceituoso e careta mas, puta que pariu, tente entender o meu lado. São décadas que nosso Cinema Nacional tenta quebrar o velho preconceito de ser sinônimo de putaria e péssima qualidade, e hora ou outra, aparece um diretor que, aparentemente, por apenas puro fetiche e tara pessoal, vomita em nossas caras sequências repugnantes como essas, sem motivo nenhum para está ali. Fora isso, temos um filme, como já dito, bem melancólico, pessimista e baixo astral, com um trama simples, redondinha, que traz a triste realidade de pessoas solitárias e marginalizadas, com vidinhas de merda. As atuações satisfatórias, com destaque especial para o veterano Marco Nanini. Mesmo assim, não deixa de ser um daqueles filminhos que só reforçam os argumentos dos detratores do nosso Cinema Nacional, que complica ainda mais a defesa de nós, entusiastas Lastimável! Cotação / Nota: 2,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 12 de outubro de 2019

EU CONTRA MINHA CÓPIA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Projeto Gemini (Gemini Man).
Produção estadunidesne e chinesa de 2019.

Direção: Ang Lee.

Elenco: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen, Benedict Wong, Douglas Hodge, Ralph Brown, Linda Emond, Ilia Volok, E.J. Bonilla, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 12 de outubro de 2019.

Sinopse: Henry Brogan (Smith) é um assassino de elito fodão, o melhor na arte da mandar gente para a terra do pé junto. Após sua última missão, Henry decide se aposentar, e justamente ao descobrir algo sórdido desta missão, ele acaba se tornando persona non grata para alguns manda-chuva da agência que trabalha, que passam a querer mandá-lo comer capim para raiz A porra fica séria quando resolvem ativar o ultra-secreto Projeto Gemini, e ele acaba descobrindo que um tal assassino, tão fodão e implacável como ele,  que é enviado para matá-lo, na verdade, é uma versão mais nova dele.

Comentários: A primeira parceria do astro Will Smith com o aclamado diretor Ang Lee não está para brincadeira. Afinal, chega às telonas com uma tecnologia inovadora, num formato chamado de 3D +, que se por um lado é de encher os olhos, por outro, as sequências de ação mais frenéticas ficam quase impercebíveis pela rapidez que são exibidas, e também o formato traz  uma ligeira sensação que estamos diante de um programa televisivo exibido nas telonas. Mas, não deixe de conferir em 3D, na sala mais bem equipada e com maior tela (absurdamente, aqui em Maceió, o filme na versão legendada está sendo exibido no formato na sala mais bem equipada numa única sessão),já que vale a pena, principalmente, pela riqueza de detalhes dos efeitos especiais, em especial, no impressionante rejuvenescimento do astro Smith, que com exceção de uma pequena derrapada na última cena do filme, é praticamente impercebível que se trata de um retoque digital.

A parte técnica e o costumeiro carisma de Smith tornam o filme um pouco acima da média do gênero, já que o roteiro que traz uma trama simples, redondinha e genérica, sem aprofundamento, acaba deixando muito a desejar. Mas, a ação em ritmo frenético é garantida, e o resultado final é um filme legal e bem satisfatório. Cotação / Nota: 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

RECORDAR É REVER: GLADIADOR (2000).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Gladiador (Gladiator).
Produção estadunidense, britânica, maltesa e marroquina de 2000.

Direção: Ridley Scott.

Elenco: Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen, Oliver Reed, Derek Jacobi, Richard Harris, Djimon Hounsou, Richard Harris, David Schofield, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Telecine Premium) e em home vídeo (VHS).

Sinopse: A trama se passa por volta do ano 180 d.C., e mostra a trajetória de Maximus (Crowe), general competente e fidelíssimo ao Imperador romano Marco Aurélio (Harris). Quando o invejoso e ambicioso filho deste, Commodus (Phoenix), fica sabendo que seus pai pretende passar o trono a Maximus, ele matar o pai, assume o trono e ferra com a vida de Maximus, que perde seu posto e família, se torna escravo. Com o tempo, Maximus, se torna um gladiador, e sua trajetória de vitória, o leva as arenas de Roma, onde inevitavelmente, irá ter um acerto de contas com o imperador traíra.

Comentários: Filmaço épico que chegou hoje ao catálogo da Netflix, e que eu jurava já ter comentado. O mestre Ridley Scott nos presenteia com este filmaço épico, que levou cinco dos doze Oscars que foi indicado (incluindo Melhor Filme, sendo um daqueles cada vez mais raríssimo caso, de um filme que merecidamente vence na categoria). A parte técnica, premiada com três Oscar (figurino, som e Efeitos Especiais), é de encher os olhos, fazendo um impecável reconstituição de época, e de quebra, ainda ajudou o filme a contornar o falecimento de um ator que tinha papel importante na trama (o saudoso Oliver Reed faleceu de ataque cardíaco na época das filmagens, e teve seu rosto digitalizado e colocado num dublê, nas pouquíssimas cenas em que não chegou a gravar). Nem mesmo um desavisado da produção que, na sequência inicial, aparece ao fundo passeando com suas roupas contemporâneas, e outras pequenas falhas, tiram o brilho da impecável parte técnica do filme.

Além da parte técnica, outro espetáculo são as atuações de um elenco excepcional, e apesar de Crowe ter levado o Oscar de Melhor Ator (claramente, uma espécie de pedido de desculpas da  Academia, por não tê-lo premiado no ano anterior, por sua atuação em Uma Mente Brilhante), quem também deveria ter levado a estatueta careca para casa é o atual Coringa, Joaquin Phoenix, que simplesmente, rouba a  cena, assim como Scott com sua direção primorosa. Enfim, uma obra-prima épica, que como tal, deve ser vista e revista infinitas vezes. Cotação / Nota: 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.