segunda-feira, 7 de outubro de 2019

REGISTRO HISTÓRICO DOS QUADRINHOS BRASILEIROS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

A Turma do Pererê.doc.
Produção brasileira de 2018.

Direção: Ricardo Favilla.

Elenco: Ziraldo, Maurício de Sousa, Jaguar, Laerte, Ota, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Cinesystem Maceió em 05 de outubro de 2019.

Sinopse: Documentário que traz a trajetória da Turma do Pererê, personagens criados pelo mestre Ziraldo, que protagonizaram a primeira revista em quadrinhos colorida do Brasil, sendo pioneira em trazer temas bem atuais com ecologia e inclusão, e inspirando outros desenhistas, como o mestre Maurício de Sousa.

Comentários: Numa época em que as histórias em quadrinhos são fontes de inspirações para as demais artes, em especial, o cinema e a televisão, onde estão chovendo adaptações, um documentário como este que resgata a história da trajetória de um marco dos quadrinhos tupiniquins é muito bem-vindo. Pena que, além de ser de um gênero que o grande público não curte, por uma triste ironia do destino (ou falta de noção dos produtores e distribuidores, chega aos cinemas no mesmo fim de semana de uma aguardadíssima adaptação do gênero (uma pena que encarei na tarde de hoje mais uma solitária sessão exclusiva para mim). Mas, nada disso sejam motivos para não conferir A Turma do Pererê.doc, já que temos aqui um precioso registro de parte da história dos quadrinhos brasileiros, focando na criação e trajetória destes personagens exclusivamente nos quadrinhos. Enfim, obrigatório para os fãs e leitores de quadrinhos de todos os gêneros e recomendado para todo o público, um documentário padrão interessantíssimo. Cotação / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 6 de outubro de 2019

JORNADA DE AVENTURA COM MAIS UM MONSTRINHO FOFINHO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Abominável (Abominable).
Produção estadunidense de 2019.

Direção: Jill Culton e Todd Wilderman.

Elenco: Chloe Bennett, Tenzin Norgay Trainor, Albert Tsai, Joseph Izzo, Eddie Izzard, Sarah Paulson, Tsai Chin, Michelle Wong, Rich B. Dieti, James Hong, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 8 do complexo Cinesystem Maceió em 06 de outubro de 2019.

Sinopse: Uma mítica criatura Yeti (Izzo), escapa das instalações da empresa do magnata Burnish (Izzard), onde estava aprisionada sob supervisão da zoóloga Dra. Zara (Paulson), e acaba indo se esconder no terraço de um prédio. Ele acaba sendo encontrado por Yi (Bennett), uma solitária adolescente de Shanghai que se vira nos trinta para arrumar grana e realizar o sonho do seu falecido pai de viajar pela China. YI resolve levar o Yeti, que ela passou a chamar de Everest, para o lar dele no monte homônimo, arrastando na sua jornada seus vizinhos, os primos Peng (Tsai) e Jin (Trainor).

Comentários: Sempre que o Cinesystem aqui de Maceió trouxer uma animação no idioma original, algo que até então nunca tinha acontecido por aqui antes, faço de tudo para marcar presença, até para que essa iniciativa não acabe. Mesmo que desta vez, ao contrário das outras duas vezes que isso aconteceu, seja com uma animação que, com toda sinceridade, não estava nem um pouquinho de assisti, principalmente, por ser exibido legendado aqui apenas no formato convencional. E acabei me deparando com uma costumeira divertida e fofa animação, com roteiro satisfatório, que mesmo trazendo mais do mesmo consegue cativar e envolver. Enfim, mais uma divertida aventura animada com amigo monstrinho fofinho indicada para todas a crianças de todas as idades. Cotação / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 5 de outubro de 2019

BIZARRICES DE RICAÇOS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Clube dos Canibais.
Produção brasileira de 2018.

Direção: Guto Parente.

Elenco: Ana Luíza Rios, Tavinho Teixeira, Zé Maria, Pedro Domingues, Breno Baptista, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 7 do complexo Cinesystem Maceió em 05 de outubro de 2019.

Sinopse: O casal da classe alta, Otávio (Teixeira) e Gilda (Rios), tem um hábito bizarro de matar e devorar seus caseiros. Hábito bizarro que Otávio também pratica fora do casório, já que participa de um clube com homens da alta sociedade cearense, que também são adeptos do canibalismo. A porra ficar séria pra valer quando numa bela noite, Gilda descobre acidentalmente um segredo bem cabeludo de Borges (Domingues), um poderoso parlamentar, que é o chefe do tal clube. o que acaba colocando o casal numa tremenda roubada.

Comentários: Eu só observo a cara de pau e cinismo de alguns jornalistas e críticos que fazem um maior mimimi e descem o cacete em Rambo: Até o Fim e Coringa, denunciando-os como ultra-violentos e blá, blá, blá, mas, fazem vista grossa e até elogiam esta produção tupiniquim, que rodou e arrancou elogios em festivais, que também trazem cenas violentas (tanto que, na única sessão em que está sendo exibido aqui em Maceió, nesta noite de sábado éramos apenas em três, e acabei ficando sozinho na sala, já que o distinto casal de meia-idade, se mandou antes da metade do filme). É o tal dos dois pesos e duas medidas, que vergonhosamente, só afundam ainda mais na merda a credibilidade de boa parte da nossa imprensa. Mas, não vou polemizar, nem encrencar mais, pois, pelo menos, O Clube dos Canibais é um filme tupiniquim fora dos gêneros habituais.  Mesclando humor negro, trash, com pitadas de suspense e terror à la Jogos Mortais, que inclusive, tem o poster copiado descaradamente aqui, temos um filme que, realmente não é para qualquer gosto, com roteiro satisfatório, que traz uma trama direta e sem aprofundamento, utilizando-se das bizarrices para alfinetar a elite. No fim das contas, é um filme que não é essas coisas todas, mas, também não é ruim, ficando no meio-termo. Ao menos, eu rir muito mais aqui do que em muita renomada comédia tupiniquim atual, que arrastou multidões aos cinemas. Cotação / Nota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.