terça-feira, 2 de outubro de 2018

MERDA DO MÊS: SETEMBRO/2018.

Infelizmente, mais uma vez, um filme nacional fica com nosso título nada honroso. Desta vez, o responsável foi a desnecessária continuação Crô em Família, que desperdiça um excelente elenco num filme ruim, com uma trama clichê, que até poderia render um boa comédia, mas, totalmente destruída pela péssima execução, cometendo o pecado mortal e imperdoável de uma comédia: ser totalmente sem graça. O decepcionante Um Pequeno Favor e sua propaganda enganosa até tentou, mas, o filme com Marcelo Serrado e grande elenco conduzidos por Cininha de Paula reinou absoluto o mês todinho, e não apenas leva nosso título fedido, mas, entrou com tudo para concorrer como pior filme do ano. Triste fim para o personagem figuraça de novela. Assim esperamos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

FILME DO MÊS: SETEMBRO/2018.

No mês que os aguardadíssimos O Predador e A Freira chegaram aos cinemas, deu surpresa em dose dupla no nosso melhor filme. Chegando timidamente, Hotel Artemis chama atenção por uma trama interessante, bem simples e sem nenhuma novidade, mas, que envolve e prende nossa atenção do começo ao fim. As ótimas atuações, em especial de Jodie Foster, e um Dave Bautista mandando bem, impondo moral, e a direção primorosa são as cerejas do bolo do filme que, sem sombra de dúvida, é um das grandes surpresas do ano, por isso mesmo, com todo mérito, é um dos melhores filmes do mês.

Ao contrário do seu colega de empate, Buscando... chegou ao cinema com muitos elogios por parte da crítica. E realmente, o filme é merecedor de tanto elogios, pois, simplesmente, é um dos mais criativos dos últimos. Sem um rosto estrelar no elenco, o filme é dirigido e escrito por um novato, que usa e abusa das novas mídias, nos transportando para dentro da trama simples, também sem nenhuma novidade, mas, que tão bem executada, acaba se superando e sendo uma pequena obra-prima, que tem tudo para ser percursor. Merecidamente, arranca um empate como um dos dois melhores filmes do ano, sendo também uma das grandes surpresas do ano.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

DRAMALHÃO SERTANEJO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Coração de Cowboy.
Produção brasileira de 2018.

Direção: Gui Pereira.

Elenco: Gabriel Sater, Jackson Antunes, Thaila Ayala, Françoise Forton, Thaís Pacholek, Guile Branco, Maurício Manieri, Chitãozinho & Xororó, Marcos & Belutti, Família Lima, Rick Sollo, Rio Negro & Solimões, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Kinoplex Maceió em 30 de setembro de 2018.

Cotação: 

Nota: 6,5.

Sinopse: Lucca (Sater) é um cantor de sertanejo universitário de enorme sucesso, que não está muito satisfeito com sua carreira. Cansado dos hits chicletes que canta, Lucca gostaria de ter um repertório sertanejo raiz, mas, sua empresária (Forton) barra qualquer iniciativa para esta vertente. Um belo dia, na gravação do seu novo disco, Lucca, chuta o pau da barraca, se mandando para o interior, em busca de inspirações para compor suas músicas. Em sua terra natal, ele aproveita para se reaproximar do seu pai (Sater), e acaba conhecendo Paula (Ayala), nova dona de um bar local que recebe atrações musicais e Lucca iniciou sua carreira.

Comentários: Uma velha discussão no meio sertanejo é a dualidade entre a música raiz e a moderna, hoje representada pelo chamado Sertanejo Universitário. A premissa do filme Coração de Cowboy parte justamente desta discussão. Mas, não a aprofunda, já que o filme limita-se a ser um dramalhão bastante piegas, com um roteiro raso. recheado de clichês, que traz uma trama simples que já vimos infinitas vezes, e atuações satisfatórias e nada brilhantes, com exceção apenas para Jackson Antunes, que rouba a cena, tirando leite de pedra de um roteiro que não o ajuda muito. 

Claramente visando tentar carreira no mercado estadunidense, o diretor debutante bem que poderia ter deixado na sala de edição algumas sequências (são absurdas quase duas horas, num filme que seria bem mais eficiente com pelo menos meia-hora a menos), em especial, todas as toscas sequências de brigas que de tão ridículas fazem as dos filmes dos Os Trapalhões serem lutas dos filmes do Bruce Lee, assim como boa parte dos números musicais sofríveis e deslocados com alguns nomes conhecidos do sertanejo e a Família Lima. Bonitinho, legalzinho, mas, consideravelmente brega, chegando ao ponto de ser até um pouco mais que a melosa música chiclete e meme Evidências, Coração de Cowboy é aquele típico filme bobinho que tem tudo para ser um futuro clássico da Sessão da Tarde. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

SETENTÃO PÁSSARO PENTELHO EM LIVE-ACTION.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Pica-Pau: O Filme (Woody Woodpecker).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Alex Zamm.

Elenco: Timothy Omundson, Thaila Ayala, Eric Bauza, Graham Verchere, Scott McNeil, Adrian Glynn McMorran, Jordana Largy, Emily Holmes, Jakob Davies, Chelsea Miller, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Telecine Play) em 01 de outubro de 2018.

Cotação: 

Nota: 6,5.

Sinopse: Baseado no clássico e cultuadíssimo personagem homônimo. Após ser demitido, Lance Walters (Omundson) resolve ir com a namorada dondoca (Ayala) e seu filho (Verchere) para o meio do mato a fim de construir uma casa. O que ele não contava é que um pentelho de um pica-pau (Baza) iria embasar seus planos, tocando o terror com suas travessuras.

Comentários: Por mais que o Pica-Pau tenha sido um dos personagens animados que marcaram a minha infância, tive que esperar por quase um ano que esse filme chegasse na plataforma streaming ou num canal da TV por assinatura, até para conferir a atuação da nossa Thaila Ayala debutando em Hollywood, num personagem coadjuvante até de destaque, mas que apenas marca presença  na meia-hora inicial. Evidentemente, a presença da atriz não é algo que atraiu o público brasileiro aos cinemas, tornando o filme um dos campeões de bilheterias do ano passado, mas, o personagem setentão com carisma próprio é responsável por isso.

Curiosamente, o filme foi lançado diretamente em home vídeo nos States e no restante do mundo, e provavelmente, os caras sacaram do carinho que nós brasileiros temos pelo personagem, e por isso mesmo, foi lançado nos cinemas. E não nega ser um filminho para ser lançado diretamente em home vídeo já que Pica-Pau: O Filme é a típica produção infantil, com roteiro rasinho, que traz a mesma trama de sempre que já vimos por milhares de vezes. Não chega a ser ruim, como parte da crítica disse, mas, é inegável que o personagem merecia um filme consideravelmente melhor, que não fosse mais do mesmo.

Ah! E sem pressa para desligar ou mudar de canal após o filme, e se assistir no streaming utilize o fast foward já que após os créditos finais temos a clássica animação de seis minutos Vamos às Cataratas, aquela engraçadinha que traz memoráveis descidas na cataratas, hoje tema de vários memes. Imperdível e consideravelmente melhor que todo filme live-action.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.