sexta-feira, 6 de abril de 2018

O DESFECHO EXPLOSIVO DA FODÁSTICA SÉRIE ESPANHOLA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

La Casa de Papel - 2ª Parte.
Produção espanhola de 2017.

Direção: Álex Rodrigo, Alejandro Bazzano, Javier Quintas e Jesús Colmenar.

Elenco: Úrsulo Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Paco Tours, Pedro Alonso, Alba Flores, Miguel Herrán, Jaime Lorente, Esther Acebo, Enrique Arce, Maria Pedraza, Darko Peric, Kiti Mánver, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Netflix) em 06 de abril de 2018.

Cotação

Nota: 9,3 (2ª parte) / 9,5 (série completa).

Sinopse: Oitenta horas após a invasão à Casa da Moeda espanhola, o clima está tenso entre os membros da quadrilha, e mesmo assim, e com alguns imprevistos, o plano continua. Do lado de fora, a polícia, liderada pela determinada inspetora Raquel Murillo (Ituño), prossegue na luta contra o tempo para chegar a um desfecho, sem que ela saiba que o seu love, é o genial Professor (Morte) é o arquiteto do crime que ela tenta solucionar.

Comentários: Conseguir resistir bravamente e esperei que a segunda e última parte da fodástica série espanhola La Casa de Papel chegasse oficialmente na Netflix. Final e felizmente, a espera acabou. E valeu a pena esperar, pois, a série continua mantendo o mesmo altíssimo nível fodástico, com um excelente enredo que envolve e prende a nossa atenção do começo ao fim, mesmo com uma ligeirinha queda de qualidade em relação à primeira parte, decorrente de alguns tropeços no roteiro. Nada que atrapalhe o resultado final e tire da série espanhola o mérito de ser uma das melhores de todos os tempos. Inesquecível e deixando sua marca na teledramaturgia mundial, já estamos com saudades destes personagens tão carismáticos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

A MAIOR ALIENAÇÃO DE TODOS OS TEMPOS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Nada a Perder - Contra Tudo. Por Todos.
Produção brasileira de 2017.

Direção: Alexandre Avancini.

Elenco: Petrônio Gontijo, Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, André Gonçalves, Eduardo Galvão, Leonardo Franco, Pedro Henrique Moutinho, Marcello Airoldi, Nina de Pádua, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Kinoplex Maceió em 04 de abril de 2018.

CotaçãoCoco do Cachorrão

Nota: 0,5.

Sinopse: Cinebiografia inspirada no primeiro livro da trilogia autobiográfica homônima do Bispo Edir Macedo. A trama se passa entre os anos 1960 e 1990, e conta a trajetória de Edir Macedo (Gontijo), um homem simples, com muita fé, que luta contra tudo e todos, para evangelizar um monte de gente e salvar almas, encarando um monte de adversidades, tendo o apoio principalmente da esposa Ester (Mesquita).

Comentários: Desde que fiquei sabendo que estava sendo produzida essa cinebiografia, eu realmente, caguei, e disse por várias vezes, que não iria assistir. Mas, na manhã de ontem, fui surpreendido no WhatsApp por uma ex-aluna que me convidou para assistir o filme, dizendo que tinha um ingresso guardadinho para mim. Depois de uma pequena insistência da parte dela, admito que a curiosidade mórbida falou mais alto dentro de mim, e acabei aceitando o presente de grego, porém, bem intencionado da parte dela. E lá estava eu, no meio de aproximadamente vinte pessoas humildes (numa sessão que deveria está lotadona) que estavam marcando presença na sala. Não nego que. como cinéfilo apaixonadão, até que é emocionante ver algumas pessoas simples, sobretudo uma senhora idosa e também uma família muito fofa, claramente com pouco grau de instrução, admiradíssimas com uma sala de cinema, algo que, creio eu, só devem ter ido duas vezes na vida (provavelmente, na primeira vez, também "patrocinada" pela Universal). Nada contra em levar pessoas humildes ao escurinho do cinema, isso é realmente louvável. Muito menos em se fazer uma cinebiografia do seu líder, afinal, católicos, espíritas e o protestantismo têm filmes sobre suas figuras notáveis. O problema aqui é justamente a vergonhosa má intenção por trás do gesto, que na verdade é a desonesta e mais picareta tática de forçação de barra em tornar o filme um fenômeno de bilheterias, algo nunca visto história da sétima arte. E esse acaba sendo o menor dos problemas.

Se uma cinebiografia costumeira já peca bastante por deixar de lado os fatos e exagerar nas dosagens de licença poética, imagina uma feita sob medida para enaltecer a figura do controverso líder. E realmente pegam pesado, pois, absurda e vergonhosamente, transformam o cara praticamente num super-herói, um Rocky Balboa gospel numa versão exageradamente tosca, praticamente uma figura bíblica contemporânea, um novo Paulo apóstolo, sem a fase do Saulo perseguidor. Difícil de acreditar que tudo que é vomitado em nós durante as absurdas mais de duas horas de duração, tenha rolado de fato, pois, tudo é apresentado com um patético maniqueísmo, onde de um lado está o coitadinho, inocente, injustiçado, que todo mundo odeia sem nenhuma explicação, mas determinado profeta, homem de Deus, o dono da verdade, Macedo; e do outro, todos os malvados, que sem nenhuma explicação perseguem e odeiam o nosso herói, seja a Igreja Evangélica tradicional na figura de um pastor que vomita absurdos preconceituosos, a Igreja Católica na figura de um bispo malvadão, invejoso e perseguidor implacável, praticamente, um anticristo, e o cunhado e ex-parceiro de igreja, R. R. Soares, que aqui é apresentado aqui como um sujeito egocêntrico, invejoso e mesquinho. Não basta ser desonesto na forçação de barra nas bilheterias, mas, também em todo seu conteúdo.

Realmente, gostaria de está errado, até em consideração a minha ex-aluna, que lembrou de guardar um ingresso para mim, sem eu nunca sequer ter mencionado que sou cinéfilo. Mas, realmente, é impossível gostar um filme tão ruim e irritantemente ofensivo a outras crenças, que tem um péssimo roteiro que tão de ridículo beira à paródia de si próprio, provocando inevitáveis gargalhadas de quem tem um pouquinho de discernimento e percebe que está diante de uma obra alienante. O filme traz uma trama claramente fantasiosa, brega ao extremo, rasa, repleta de furos e incoerências, que só existe como veículo de enaltecer a figura de Macedo, atacar e ridicularizar sem explicação instituições e pessoas que ele já demonstrou por várias vezes ter um ódio mortal (o que acaba sendo um contra-testemunho para um líder religioso que se diz ser um homem de Deus), e fazer uma puta lavagem cerebral, com intenção de iludir e atrair novos fiéis. E nesse ponto, Nada a Perder é o filme mais alienantes que já assistir em minha vida, uma verdadeira afronta à inteligência do espectador, algo que nem o vexatório Lula - O Filho do Brasil, e nem mesmo os filmes produzidos na época da Alemanha nazista, tenham sido tão descarados. De quebra, ainda transforma nossos cinemas numa micro-reunião da Universal, com direito a ter um membro da igreja na porta das salas onde estão exibidos distribuindo um lencinho "ungido", que não é para enxugar as lágrimas (afinal, em nenhum momento o filme emociona), mas, porque antes dos créditos finais, o próprio Macedo aparece para fazer uma oração, e explica a utilidade do tal tosco artefato feito de TNT.

Como obra cinematográfica, Nada a Perder é um desastre. Não funciona como cinebiografia, muito menos como filme do sub-gênero gospel, já que a mensagem cristã é ofuscada pela bajulação e massagem ao ego do controverso líder. O mais grave é que falta empatia pelos personagens e, como já foi dito, emoção. As atuações são constrangedoramente canastronas. Não sei se isso aconteceu por exigência do diretor, ou graças as péssimas falas do texto e caracterizações maniqueístas das personagens, mas, o fato é que a maioria dos atores, principalmente, os ótimos que atuam como coadjuvantes, estão constrangidos ou com má vontade em atuar. Único ponto positivo, responsável pela nota não ser um zero redondinho, é a excelente reconstituição de época. Realmente, os responsáveis pela direção de arte, figurinos, cabelos e cenários estão de parabéns pois nesse ponto, o filme nos leva numa viagem no tempo.

Enfim, a desleal e picareta tática adotada pela Universal até chega a ser compreensível. Só mesmo distribuindo ingressos para Deus e o mundo, disponibilizando transporte em ônibus caindo aos pedaços, é que alguém sai de casa e vai ao cinema assistir um filminho tão ruim e cinicamente pretensioso. Pois, se fosse para concorrer honestamente, como qualquer produção cinematográfica do mundo faz, seria um fiasco, sem direito a continuação que, infelizmente virá, já que além dos números absurdos que fez nas bilheterias, o filme traz uma ridícula cena antes dos créditos finais que anuncia o segundo filme. O ditado popular afirma que "de graça, até injeção na testa". E Nada a Perder é a injeção mais cavalar.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


Vídeo do youtuber Nando Moura que vale mais a pena assistir que o filminho picareta.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MERDA DO MÊS: MARÇO/2018 (RETIFICADO).


O filminho de terror padrão de casa encapetada, A Maldição da Casa Wnchester que mesmo sendo estrelado por Helen Mirren e Jason Clarke, reinou absoluto folgadamente como o filme ruim de março, e chegou a levar nosso título de Merda do Mês. Mas, foi salvo do nosso título fedido e nada honroso, horas depois desta postagem ter sido publicada pelo tupiniquim Nada a Perder - Contra Tudo. Por Todos, que na ocasião não tinha assistido e nem pretendia assistir. Como se não bastasse a desonesta e bizarra tática de forçar a barrar nas bilheterias, estreando nos cinemas com mais de dois milhões de ingressos vendidos, a cinebiografia que conta de forma maniqueísta e fantasiosa a história de Edir Macedo, tinha que ser um filme realmente muito ruim. Contrariando o título, na verdade, temos Tudo a Perder. Perde-se o tempo assistindo um filminho tão alienante, que descaradamente falta com a verdade para enaltecer e transformar em um herói bíblico contemporâneo o controverso líder religioso; perde a sétima arte com um filminho tão ruim que obtém sucesso sem sequer entrar na concorrência para valer; perde o nosso cinema nacional que mais uma vez tem um campeão de bilheterias fajuto; e perdem todos nós cinéfilos que deixamos de ver filmes realmente bons pelas nossas salas de cinema - até mesmo as mais bem equipadas em termos de telão e som - ocupadas por essa merda. Um dos piores e mais alienantes filmes de todos os tempos, que não poderia deixar de ficar com nosso desonroso título, nos forçando a corrigir uma injustiça. Parafraseando Ronaldo Fenômeno falando à torcida corintiana, quero pedir desculpas publicamente a Helen Mirren, a Jason Clarke, aos irmãos Spierig e a todos os envolvidos no filme de terror hollywoodiano, que com certeza tem mais compromisso com a realidade do que a picareta lavagem cerebral tupiniquim.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

FILME DO MÊS: MARÇO/2018.

Deu empate na nossa lista de filmes do mês, o primeiro do ano. No mês que tivemos uma interessante adaptação de uma graphic novel tupiniquim, mocinhas em apuros no fundo do mar, uma comédia tupiniquim que está bombando nas bilheterias, indicados ao Oscar, um aguardado filme bíblico, Jennifer Lawrence bancando a espiã fodona e a volta às telonas da musa dos games num reboot, o fodão Liam Neeson surpreendeu com o mais do mesmo, mas, sem deixar de ser empolgante, O Passageiro, que reinou absoluto como nosso filme do mês do março, até os últimos dias do mês, quando chegou o divertido e nostálgico Jogador Nº 1, onde o mestre Steven Spielberg prova que o ditado popular "quem é rei, não perde a majestade", se aplica muito bem a ele. Dois filmaços que, merecidamente, levam nosso título de Filme do Mês.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

terça-feira, 3 de abril de 2018

BOBAGEM FANTÁSTICA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Uma Dobra no Tempo (A Wrinkle in Time).
Produção estadunidense de 2018.

Direção: Ava DuVernay.

Elenco: Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Mindy Kaling, Storm Reid, Deric McCabe, Levi Miller, Zach Galifianakis, Chris Pine,Gugu Mbatha-Raw, Michael Peña, Helena Boham Carter, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do complexo Cinesystem Maceió em 03 de abril de 2018.

Cotação

Nota: 6,5.

Sinopse: Adaptação do clássico literário estadunidense sessentão. Há quatro anos, que o renomado cientista da NASA, Alex Murray (Pine), desapareceu misteriosamente, quando pesquisava a existência de outras dimensões. Seus filhos, Meg Murry (Reid) e Charles Wallace (McCabe), não se conformam com seu chá de sumiço. Até que um belo dia, um trio de misteriosas mulheres (Witherspoon, Kaling e Winfrey), aparecem, e acabando levando os dois, juntos com o amigo Calvin (Miller).

Comentários: É compreensível que com uma agenda tão apertada de lançamentos que chegam nos cinemas, alguns blockbusters aguardadíssimos acabam chegando na mesma data, o que acaba prejudicando alguns deles. Um bom exemplo é este filme que, além de chegar no mesmo final de semana de um blockbuster dirigido por Steven Spielberg, ainda teve que cede espaços de salas para que o pretensioso tupiniquim Nada a Perder, filme que, mesmo com o método picareta de forçada de barra nas bilheterias, não merecia tanto espaço. Infelizmente, aqui em Maceió, Uma Dobra no Tempo não chegou legendado em 3D, o que acabou me forçou a encarar o filme com um ótimo visual no formato convencional (nem fodendo assisto filme dublado). Uma pena já que temos um filme com forte apelo visual, com um roteiro satisfatório, que traz uma trama bobinha. O resultado é um típico filme de fantasia da Disney à moda antiga, legalzinho e bobinho, feito sob medida para agradar apenas a criançada.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.