quinta-feira, 4 de maio de 2017

RECORDAR É REVER: FUGA DE NOVA YORK.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Fuga de Nova York (Escape From New York).
Produção estadunidense e britânica de 1981.

Direção: John Carpenter.

Elenco: Kurt Russell, Lee Van Cleff, Ernest Borgnine, Donald Pleasence, Isaac Hayes, Season Hubley, Tom Atkins, Charles Cyphers, Harry Dean Staton, Adrienne Barbeau, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT), em home vídeo (VHS) e no notebook.

Cotação: 

Nota: 10,0.
  
Sinopse: A trama se passa no futuro, precisamente, em 1997, e a cidade de Nova Iorque foi emurada e transformada numa prisão há nove anos, onde vivem os piores bandidos dos States. É um lugar que ninguém dar a mínima, até que o avião do presidente dos Estados Unidos (Pleasence) é abatido e cai na cidade-prisão, onde a bandidagem o captura. Sem colhões para encarar o terrível local, os caras pedem arrego para o fodão Snake Plissken (Russell), ex-militar condecorado, mas, que andou pisando na bola, tornado-se um malfeitor, que é forçado a entrar na perigosíssima selva de pedra e resgatar o mandatário da nação.

Comentários: Mais um filme que eu acreditava que já tinha comentado aqui, mas, não sei por qual motivo, causa e circunstância isso não tinha acontecido. Aqui temos um clássico fodástico oitentista do gênero de ficção, que apesar de ligeiramente datado, continua sendo um filmaço eletrizante e empolgante, afinal, clássico é clássico. Em sua segunda parceria com Kurt Russell, que arrebenta com o personagem mais inesquecível de sua extensa carreira, o mestre John Carpenter conduz com maestria esse filme que claramente tem limitações orçamentárias, e nos presenteia com um filmaço excepcional, com um excelente roteiro, que ganha forças com um ótimo elenco que embarca numa boa na trama. Disparado um dos melhores filmes do gênero como também de todos os envolvidos. Para ser visto e revisto infinitas vezes. Imperdível.

Curiosamente, quinze anos depois, Carpenter e Russell realizam a desnecessária e horrível continuação, Fuga de Los Angeles, com a trama se passando em 2013, com Snake Plissken (Russell) mais uma vez sendo convocado para entrar numaa cidade-prisão, desta vez em Los Angeles, para resgatar um dispositivo que pode foder com o mundo, que a Patricinha mimadinha Utopia (Langer), filha do presidente dos Estados Unidos (Robertson), acabou roubando e levando para o macho dela, o bandidão projeto mal-sucedido de Che Guevara Cuervo Jones (Corraface). Praticamente copiando e colando o roteiro do filme original, mas, sem o mesmo brilho e os personagens cativantes (a única personagem que prometia ser interessante, interpretada pela belíssima e sumidona Valeria Golino, não chega a durar dez minutos em cena), num péssimo roteiro (por incrível que parece, escrito por Carpenter, Russell e a produtora Debra Hill), sequências patéticas a ponto de irritar. Nada funciona nessa bosta de filme, que desperdiça tempo, grana e um bom elenco numa bomba homérica, que encerra mal a excelente parceria entre Carpenter e Russell. Sem sombra de dúvida, é uma das piores e mais desnecessárias continuações da história do cinema. Totalmente esquecível, não perca tempo assistindo essa merda nem mesmo por uma mórbida curiosidade.

Fuga de Los Angeles (Escape From L.A.).
Produção estadunidense de 1996

Direção: John Carpenter.

Elenco: Kurt Russell, Stacy Keach, Steve Buscemi, Cliff Robertson, Valeria Golino, Peter Fonda, Pam Grier, Michelle Forbes, Georges Corraface, Bruce Campbell, A. J. Langer, Robert Carradine, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo), em home vídeo (VHS) e online (YouTube).

Cotação: Coco do Cachorrão

Nota: 0,0.  

Sinopse e Comentários: parágrafo acima.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

DRAMALHÃO ENFADONHO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Além das Palavras (A Quiet Passion).
Produção britânica e belga de 2016.

Direção: Terence Davies.

Elenco: Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Keith Carradine, Jodhi May, Emma Bell, Sara Vertongen, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 03 de maio de 2017.

Cotação: 

Nota: 2,0.
  
Sinopse: Cinebiografia da poetisa Emily Dickinson. Considerada uma das maiores poetisas de todos os tempos, a estadunidense Emily Dickinson (Nixon) ficou marcada também por ser uma das mais reclusas da história. A frente do seu tempo e reconhecendo seu inegável talento e potencial, Emily lutou em vão com todas as forças para ter seu talento conhecido e ter suas poesias, tendo, inclusive, abrindo mão da sua vida pessoal para se dedicar a sua obra.

Comentários: A galera cinéfila mais intelectualizada pode relaxar e festejar, já que no mesmo fim de semana que chegou aos cinemas tupiniquins o aguardadíssimo blockbuster fodástico Guardiões da Galáxia Vol. 2, também pipocaram alguns filmes, digamos, mais cabeça, como este filme que me despertou a curiosidade de conferir quem foi a cultuadíssima poetisa Emily Dickinson, depois de ouvir algumas dondocas rasgarem elogios ao filme em um dos espaços da Herbalife onde tomo meu shake. E com toda sinceridade, vou continuar sem entender as preferências dessa galera que curte filmes, digamos, mais cabeças. Aqui temos um filme chato pra caralho, morgadão, enfadonho a ponto de ser torturante (devo ter batido meu recorde de olhadas no relógio do celular ansioso pelo fim do filme), com um roteiro que exagera no dramalhão. Só não chega a ser uma merda total pela competência do elenco com ótimas atuações e da galera da parte técnica que nos presenteia com uma excelente reconstituição de época. Mas, como gosto não se discute e não sou um crítico de cinema, mas um cinéfilo que prefere a porra-louquice desenfreada em ritmo frenético de Velozes & Furiosos 8, então, se tiver interesse, assista e tire suas próprias conclusões.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

À PROCURA DA PATROA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Elon Não Acredita na Morte.
Produção brasileira de 2016.

Direção: Ricardo Alves Junior.

Elenco: Rômulo Braga, Clara Choveaux, Lourenço Mutarelli, Grace Passo, Silvana Stein, Germano Melo, , entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 01 de maio de 2017.

Cotação: Coco do Cachorrão

Nota: 0,5.

Sinopse: Conforme combinado, Elon (Braga) foi buscar sua esposa, Madalena (Choveaux), no trampo. Mas, para surpresa dele, a patroa não somente não está mais lá, mas, tomou um chá de sumiço misteriosamente. A partir de então, ele passa a fazer uma busca obsessiva e implacável para encontrá-la.

Comentários: Pode um filme ser entediante, enfadonho, chato e arrastado mesmo só tendo uma curta duração que não passa de uma hora e dez minutos? Infelizmente, sim, e quem comprova isso é este filme, mais um que rodou festivais e só agora chega ao grande público graças ao projeto Sessão Vitrine Petrobrás. Com uma premissa até interessante, o problema é que o filme não sai do ponto morto, passando a impressão que é esticado desnecessariamente, com direito até enfiar uma cena de sexo explícito que nada acrescenta, só aumenta os argumentos dos preconceituosos que defendem que o nosso cinema é sinônimo de putaria. Em síntese, mais um filminho ruim do projeto, que tem a ousadia de dizer que os filmes que o compõem são clássicos atuais do nosso cinema (Porra, fala sério!). Elon não acredita na morte e eu não acredito que perdi tempo e grana assistindo essa merda.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.