quinta-feira, 6 de outubro de 2016

INTERESSANTE DRAMA REAL E COMÉDIA TUPINIQUIM ABESTALHADA NO CORUJÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.  


Jornada Pela Justiça (The Wongred Man).
Produção estadunidense de 2011.

Direção: Tom McLoughilin.

Elenco: Julia Ormond, Mahershala Ali, Tonea Stewart, Lisa Arindell Anderson, Bruce McKinnon, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) em 04 de outubro de 2016.

Cotação

Nota: 7,5.  

Sinopse: Baseado em um fato que foi uma das maiores injustiças do judiciário estadunidense. Calvin Willis (Ali), é um pacato cidadão que vive de boa com a esposa (Anderson) e filhos, que ver sua vida mudar de uma hora para outra, quando ele é acusado e condenado por um estupro de uma garota de doze anos, mesmo sem provas concretas que ele cometeu o ato. A assistente jurídica Janet Gregory (Ormond) está convicta da inocência de Calvin e dedica vinte anos de sua vida, para provar isso.

Comentários: Como diz o ditado popular, a justiça dos homens é falha. Um bom exemplo é o fato narrado nesse interessante filme, que tem um roteiro bem desenvolvido, que nos envolve, cativa e prende a nossa atenção do começo ao fim. Temos aqui um filme que merece ser descoberto, principalmente, por ter sido baseado num vergonhoso tropeço do judiciário estadunidense que custou vinte anos da vida de um homem inocente. Fica a lição que injustiças não são apenas cometidas por nós brasileiros, e que falta em nosso mundo, principalmente, em nosso país, mas gente como Janet Gregory para tentar corrigir erros imperdoáveis como o narrado neste filme. 



Casseta & Planeta - Seus Problemas Acabaram!!!
Produção brasileira de 2006.

Direção: José Lavigne.

Elenco: Beto Silva, Bussunda, Claudio Manoel, Hélio de La Peña, Hubert, Marcelo Madureira, Reinaldo, Maria Paula, Murilo Benício, Juliana Paes, Luana Piovani, Marcos Pasquin, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) em 04 de outubro de 2016.

Cotação

Nota: 4,0.  

Sinopse: O advogado Botelho Pinto (Benício) está obstinado para detonar com as Organizações Tabajara, e para isso, move uma ação na justiça, como fortíssimas chances de ganhar a causa. Mas, o inesperado acontece, e testemunhas primordiais, consumidores de produtos das Organizações que tiveram algum efeito colateral, estão misteriosamente partindo desta para uma melhor.


Comentários: É inegável que o grupo Casseta & Planeta é um dos melhores do nosso país, reunindo um timaço de humoristas realmente criativos e engraçados. Mas, infelizmente, o talento dos caras estava de férias nas duas inclusões do grupo nas telonas. E bem verdade que este segundo e último filme do grupo, é bem melhor que o primeiro, é engraçadinho e diverte até certo ponto. O problema está no roteiro, em especial, na segunda metade em diante, quando os caras forçam a barra em enfiar desnecessariamente no filme, alguns personagens marcantes, que na época eram sucesso na TV, o que acabou estragando o resultado final, que tinha tudo para ser a volta por cima do grupo nas telonas. Uma pena, pois o grupo merecia pelo menos um bom filme nas telonas, o que acabou não acontecendo, já que aqui não vai mais além de um engraçadinho besteirol. Vale para ver Murilo Benício mandando bem na comédia, as poucas piadas que realmente são engraçadas e para matamos a saudades do saudoso Bussunda (25/06/1962 - 17/06/2006) em seu último trabalho. 



Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

MESMICE ABESTALHADA E NADA ASSUSTADORA DE SEMPRE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.  


Possessão de Deborah Logan (The Taking of Deborah Logan).
Produção estadunidense de 2014.

Direção: Adam Robitel.

Elenco: Jill Larson, Anne Ramsay, Michelle Ang, Ryan Cutrona, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (HBO Plus) em 02 de outubro de 2016.

Cotação

Nota: 2,0.  

Sinopse: A jovem universitária Mia (Ang) está elaborando uma tese sobre o mal de Alzheimer. Para conhecer melhor a doença e fundamentar melhor sua tese, ela vai até a propriedade de Deborah (Larson) e sua filha Sarah Logan (Ramsay), para acompanhar o dia-a-dia da primeira, portadora da doença em sua fase inicial, documentando tudo em vídeo. Porém, Mia e sua equipe descobrem que não é somente a doença que atormenta Deborah, mas, uma misteriosa força maligna sobrenatural.

Comentários: Ainda bem que, aparentemente, a modinha do formato found footage, finalmente, está acabando, pois, com raríssimas exceções, foi um total desperdiço de uma ideia interessante em uma porrada de filmes ruins que só jogaram o gênero do terror na merda. A Possessão de Deborah Logan, filme que eu só vim saber da existência ao me deparar com ele na telinha de um dos canais HBO, é mais uma dessas merdas desnecessárias. O filme até tem um enredo interessante, apesar de não trazer porra nenhuma de novidade, e até consegue começar bem. Mas, ironicamente, o problema é justamente quando a personagem central começa a ficar possuída, quando o filme vai se perdendo gradativamente, como se não houvesse mais roteiro, mas, uma colcha de retalhos de vários clichês do gênero. E tudo isso só piora pois é prejudicado bastante pelo formato, afinal, convenhamos que ninguém é tão tapado que fica com a porra de uma câmera na mão ligada 24 horas, sem sombra de dúvida, a maior falha dos filmes no formato. E o tiro de misericórdia é cometer o pecado mortal do gênero: não é assustador em nenhum momento. Totalmente descartável e esquecível. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

RECORDAR É REVER: O ÚLTIMO BOY SCOUT - O JOGO DA VINGANÇA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.  


O Último Boy Scout - O Jogo da Vingança (The Last Boy Scout).
Produção estadunidense de 1991.

Direção: Tony Scott.

Elenco: Bruce Willis, Damon Wayans, Chelsea Field, Noble Willingham, Taylor Negron, Daniele Harris, Bruce McGill, Eddie Griffin, Halle Berry, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT), em home vídeo (VHS) e na TV por assinatura (TCM) em 01 de outubro de 2016.

Cotação

Nota: 9,5.  

Sinopse: Joe Hallenbeck (Willis) é um ex-agente do serviço secreto que mesmo tendo salvo a vida do presidente, foi demitido por ter batido de frente com um senador, e ganha a vida atuando como detetive particular. Como se não bastasse está na merda na vida profissional, seu melhor amigo (McGill), está comendo sua mulher (Field), e por isso, lhe passa um serviço que consiste em proteger uma dançarina (Berry) que está ameaçada de morte por figurões. Mas, tanto o "muy amigo" como a dançarina são assassinados. Instigado por Jimmy Dix (Wayans), um ex-astro do futebol americano que estragou sua carreira por seu vício em pó, namorado da recém-finada, Joe  vai tentar desvendar quem está por trás dos crimes.

Comentários: Quando Bruce Willis estourou com o primeiro Duro de Matar, os produtores deste puta filmaço, que também são os mesmo de outro filmaço de ação oitentista, Máquina Mortífera, trataram logo de escalá-lo para um filme policial, ao estilo do último citado, tendo como companheiro de cena, Damon Wayans, que viria a estrelar a impagável sitcom Eu, a Patroa e as Crianças., e sob a batuta do saudoso mestre Tony Scott. O resultado não poderia ser outro: um filmaço policial, com um ótimo roteiro, sequências de ação com a marca do saudoso mestre, e um entrosamento perfeito entre os protagonistas. Uma pena que um filmaço tão fodástico ande esquecido nos porões do SBT, esteja sendo resgatado no TCM, mas, prestando o desserviço ao assinante em exibi-lo apenas na versão dublada (ao menos, é a dublagem clássica, com Willis na voz do saudoso Newton da Matta). Em síntese, um dos melhores filmes de Willis e também do mestre Tony Scott, que merece ser descoberto, visto e revisto infinitas vezes.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 


 
Lançado em DVD, que também 
tomou chá de sumiço.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

MERDA DO MÊS: SETEMBRO/2016.


Apesar da excelente safra de filmes que 2016 vem nos presenteando, sempre tem um ou outro tentando inutilmente embasar. Para ser sincero, suspeito que O Bebê de Bridget Jones seja a merda não somente do mês, mas, do ano. Mas, como sou justo e não dou minha opinião de um filme que não vi (e que nem vou assistir, já que, até hoje não conseguir assistir por mais que os cinco minutos iniciais os filmes anteriores e esse que não vou mesmo, depois de ter sido bombardeado durante todo mês com o trailer que só me fez ter repulsa pela franquia e pelo novo filme), infelizmente, nosso desonroso título vai para uma produção nacional. Ao contrário da comédia romântica irritante estrelada pela chatinha Renée Zellweger, estava animado com Mate-me Por Favor, afinal, trata-se de um filme que sai da modinha sem fim das comédias abestalhadas, aparentemente sendo um interessante suspense, o que acabou não se confirmando. Elogiadíssimo pela crítica, o resultado é decepcionante ao extremo, um filminho autoral chato, irritante, tedioso mesmo com uma curta duração, que simplesmente pega uma premissa interessante e manda para as picas. Merecidamente é a nossa merda do mês, com fortíssima chance de ser o pior filme do ano. Uma pena! 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

FILME DO MÊS: SETEMBRO/2016.


Chegamos ao final de mais um mês. E com ele mais uma vez a confirmação que 2016 é um dos anos mais fodásticos da sétima arte. Não faltaram ótimas surpresas chegando as telonas. Destas, o grande destaque foi o remake Sete Homens e Um Destino. Dirigido pelo competente Antoine Fuqua e trazendo Denzel Washington a frente de um elenco étnico e talentoso, o filme consegue o raríssimo feito de ser uma refilmagem superior ao original, que neste caso, é simplesmente um clássico do faroeste, que figura entre os melhores do gênero. Não desmerecendo o clássico que merecidamente ocupa esse posto, mas, o fato é que o remake é muito foda. Leva o nosso título de filme do mês e entra com tudo para briga deste ano tão produtivo para a sétima arte.

MENÇÃO HONROSA:


Figurando por um bom tempo com o nosso filme do mês, o excelente O Homem nas Trevas só perdeu nos acréscimos do segundo tempo. Mas, sem problema, pois, nós aqui, não vamos esquecer deste filme que é mais um que veio para salvar o gênero do terror da merda em que se encontrava. Pode não ter subido ao nosso pódio, mas, merece o nosso reconhecimento. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.