segunda-feira, 1 de julho de 2013

RECORDAR É REVER: MÁQUINA MORTÍFERA (QUADRILOGIA).

Custou, mas, finalmente, depois de vários adiamentos, comentaremos a quadrilogia Máquina Mortífera. O adiamento foi proposital, afinal, trata-se de uma franquia onde todos os filmes são fodásticos, com o mesmo alto nível, complicando bastante fazemos uma avaliação individual e determinar uma ordem de preferência. Este alto nível se dar principalmente graças a um trio engajadíssimo na franquia, formado pelo diretor Richard Donner e os atores Mel Gibson e Danny Glover. No decorrer da franquia, o trio ganhou o reforço de peso de Joe Pesci (do segundo filme em diante), Rene Russo (terceiro e quarto) e ao final, ainda abriu-se um considerável espaço para o figuraça comediante Chris Rock e para o astro marcial Jet Li fazer seu debute em Hollywood, brilharem e deixarem suas marcas na franquia. Com enredos muito bem desenvolvidos onde a ação rola solta, elencos carismáticos, afiadíssimos e entrosados com uma química perfeita, fazem da quadrilogia uma das mais melhores franquias da história do cinema, que acabou ditando regras e modas no gênero policial, fazendo pipocar até hoje, inúmeros filmes no gênero, trazendo principalmente policiais inter-raciais. É bem verdade que, a medida que os filmes foram lançados, a franquia foi ficando um pouco mais leve (da cena inicial do primeiro filme, onde uma lindíssima e gostosinha prostituta chapada se joga de um prédio para a cena final do último filme, num climão bem família, ao som de uma música tosca). Mesmo assim, é inegável que os filmes são excepcionais e, até hoje, a quadrilogia Máquina Mortífera, continua insuperável.

Tudo começou em 1987, quando o primeiro Máquina Mortífera pintou nas telonas. Na trama, o policial Roger Murtaugh (Glover) completa cinquenta anos e recebe o duplo presente de grego a investigação do suposto suicídio da filha de um amigo (Tom Atkins) dos tempos da guerra do Vietnã e o porra-louca psicótico suicida Martin Riggs (Gibson, numa das melhores atuações de sua carreira) como parceiro. À medida em que vão investigando, descobrem que o assassinato da moça tem a ver na verdade como o pai dela está envolvido num esquema de tráfico de heroína formado por ex-militares. Com um roteiro muito bem escrito que dosa perfeitamente a ação e o suspense, e de quebra ainda nos apresenta os carismáticos e fodásticos personagens, Máquina Mortífera é um divisor de águas do gênero policial, um filmaço envolvente e empolgante que prende a nossa atenção do começo ao fim, com sequências eletrizantes (destaque para a sequência de Riggs, saindo na porrada com o vilão psicótico vivido por Gary Busey, onde Gibson, aliás, foi treinado por um professor de capoeira brasileiro para atuar nesta sequência). Apesar do alto nível da franquia, havendo um empate técnico entre as quatro produções, para mim, o primeiro filme é disparado o melhor. 

Com o merecidíssimo sucesso do primeiro filme, inaugurou-se a franquia. Em 1989, Riggs e Murtaugh estão de volta, no fodástico Máquina Mortífera 2, considerado pela crítica e pela maioria dos cinéfilos superior ao primeiro. Com ação frenética do começo ao fim, o filme já começa com tudo, com a dupla e metade dos policiais de Los Angeles numa perseguição eletrizante. Após o estrago, eles descobrem em um dos carros uma fortuna em moeda de ouro sul-africana. As investigações os levam a descobrir que a bandidagem da vez são sul-africanos que traficam drogas para os Estados Unidos, escondidos pela imunidade diplomática. Neste meio-termo, Riggs e Murtaugh recebem a missão de cuidar do figuraça Leo Getz (Joe Pesci), que irá dedurar um monte de gente graúda envolvidos em podres, entre eles, os próprios sul-africanos vilões da vez.  O roteiro aqui valoriza muito mais a ação, como também as atuações de Gibson e Glover, cada vez mais a vontade em seus personagens, num perfeito entrosamento, assim como Pesci, roubando cena com uma excelente atuação, somando forças com o protagonistas. Enfim, não é a toa que é considerado uma das melhores continuações não somente da franquia, mas, de todos os tempos. Filmaço.

Com o perfeito entrosamento com Gibson e Glover, Pesci ganhou moral e seu lugar na franquia. E seu figuraça e tagarela Léo Getz volta a encher o saco em 1992, em Máquina Mortífera 3, onde faltando oito dias para se aposentar, Murtaugh é rebaixado junto com Riggs, por ir na onda dele e juntos mandarem pelos ares um prédio inteiro. Mas, o rebaixamento sequer começa pois logo no primeiro dia de patrulha, os dois encaram assaltantes de carro forte e acabam descobrindo que eles utilizam balas especiais que furam colete. As investigações colidem com outra paralela feita pelos assuntos internos e a dupla precisa unir forças com a oficial Lorna Cole (René Russo), já que o vilão da vez, Jack Travis (Stuart Wilson),  é um ex-policial recém-afastado. A partir daqui a dosagem de humor aumenta, mas, sem deixar a ação de lado. Com o trio Gibson, Glover e Pesci cada vez mais a vontade nos personagens e entrosados, a franquia ganha o reforço de peso de Rene Russo, com ótima atuação e uma química perfeita com Gibson, que viria a se repetir no filme seguinte da franquia e também no fodástico O Preço de Um Resgate. Para mim, bem ligeiramente o mais fraquinho da franquia,  mas, sem perder o alto nível, nem o padrão de qualidade. Filmaço empolgante e envolvente tanto quanto os demais.

A bem sucedida franquia encerra-se com chave de ouro em 1998 com o também fodástico Máquina Mortífera 4. A filha mais velha de Murtaugh, Rianne (Wolfe) está grávida, assim como Lorna (Russo), namorada de Riggs. A dupla, junto com o tagarela Léo (Pesci), estão curtindo uma tranquila pescaria noturna, quando um navio cheio de refugiados chineses, provavelmente, importados para trabalho escravo, cruza seu caminho. A dupla passa investigar e descobre que o chefão do crime em Chinatown, Tio Benny (Kim Chan), está associado a Tríade, a máfia chinesa, liderada pelo misterioso e frio Wah Sing Fu (Jet Li). Com a dosagem de humor ainda mais elevada e, mais uma vez, sem deixar a ação de lado, o quarto e último filme da franquia consegue a proeza de manter o mesmo padrão de qualidade dos anteriores, e ainda superando ligeiramente o terceiro, empatando com o segundo. Os veteranos na franquia mais uma vez arrebentam, estando cada vez mais a vontade em seus personagens, apesar de Rene Russo está um pouquinho avulsa na trama, mas, sem comprometer.  E os novatos não ficam atrás e mesmo dando as caras apenas no último filme, deixam suas respectivas marcas na franquia. Enquanto Chris Rock arrebenta no humor, responsável por boa parte das melhores piadas do filme e de quebra ainda faz uma dobradinha perfeita com Joe Pesci, Jet Li arrebenta tanto nas sequências de lutas como na atuação nos presenteando com o vilão mais fodão da franquia, conseguindo a proeza de superar Gary Busey, vilão do primeiro filme e até então o mais memorável. Uma memorável e excelente estreia do astro chinês em produções hollywoodianas. Enfim, um filmaço tão bom que até se perdoa os dez minutos  finais de xaropada piega ao som de uma música tosca e chatinha.

= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco.

Máquina Mortífera (Lethal Weapon).
Produção estadunidense de 1987.

Direção: Richard Donner.

Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Gary Busey, Mitchell Ryan, Tom Atkins, Darlene Love, Traci Wolfe, entre outros.

Blogueiro assistiu no extinto Cinema Ideal, em Maceió, em home vídeo (VHS e DVD) e na TV aberta (Globo).

Cotação:

Nota: 10,0.

Sinopse:e comentários nos parágrafos acima


Máquina Mortífera 2 (Lethal Weapon 2).
Produção estadunidense de 1989.

Direção: Richard Donner.

Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Darlene Love, Traci Wolfe, ,entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (VHS e DVD) e na TV aberta (Globo).

Cotação

Nota10,0.

Sinopse:e comentários nos parágrafos acima


Máquina Mortífera 3 (Lethal Weapon 3).
Produção estadunidense de 1992.

Direção: Richard Donner.

Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Rene Russo, Stuart Wilson, Darlene Love, Traci Wolfe, entre outros.

Blogueiro assistiu no extinto Cine Iguatemi (Maceió), em home vídeo (VHS e DVD) e na TV aberta (Globo).

Cotação

Nota10,0.

Sinopse:e comentários nos parágrafos acima


Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4).
Produção estadunidense de 1998.

Direção: Richard Donner.

Elenco: Mel Gibson, Danny Glover, Joe Pesci, Rene Russo, Chris Rock, Jet Li,  Darlene Love, Traci Wolfe, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (VHS e DVD) e na TV aberta (SBT).

Cotação

Nota10,0.

Sinopse:e comentários nos parágrafos acima

 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

CULTURA ALAGOANA EM LUTO.

Na última terça-feira, nós alagoanos tivemos a triste notícia do fechamento definitivo do Centro Cultural SESI, motivado pela operação carnavalesca servindo a interesses nada público promovida pelo Ministério Público Estadual e o Corpo de Bombeiros que, tentando mostrar serviço após a tragédia em Santa Maria (RS), fez uma marcação cerrada em cima de duas redes de cinema que atuam em nosso Estado (Centerplex e Lumière) e do Centro Cultural SESI, enquanto bares, boates, shoppings e até prédios públicos, em notáveis situações bem mais arriscadas para a população, estão funcionando tranquilamente, sem nenhuma abordagem. Infelizmente, a corda estoura no lado mais fraco e quem se prejudicou foi o espaço lazer e cultural de nossa que há sete anos vinha ofertando teatro e cinema de qualidade.

Os amantes de sétima arte, em especial dos filmes mais cabeças, do teatro e da música estão em luto. Espero que os sebosos membros do Ministério Público e do Corpo de Bombeiros, à serviço de particulares ao invés do povo alagoano como determina suas respectivas funções, um dia sintam vergonha do desfavor que prestaram ao povo alagoano tão sedento de cultura e lazer de qualidade. Como alagoano e cidadão, tenho vergonha que pessoas inescrupulosas e mesquinhas como vocês estejam em duas instituições tão respeitosas e com inegáveis pessoas que levam à sério a função confiada, algo que vocês que promoveram a inquisição aos cinemas alagoanos estão provando que não são.

Quanto aos que fizeram acontecer o Centro Cultural SESI só tenho a agradecer por sete anos de inegável contribuição a nossa cultura. Rogo a Deus que ilumine os passos e a vida de cada um de vocês, e o mais breve possível, quem sabe retomando este já saudoso espaço de lazer e cultura, vocês possam voltar a mercado de trabalho, de preferência, atuando na área de entretenimento. Tenham certeza que nosso Deus é um Pai justo e misericordioso, e recompensará a cada um de vocês, por todos os serviços prestados ao povo alagoano. Muito obrigado! Deus abençoe a cada um de vocês!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, enlutado com o fim do Centro Cultural SESI - Pajuçara.

RESGATE DE HONRA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.

O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan).
Produção estadunidense de 1998.

Direção: Steven Spielberg.

Elenco: Tom Hanks, Tom Sizemore, Edward Burns, Matt Damon, Vin Diesel, Barry Pepper,  Adam Goldberg, Giovanni Ribsi, Ted Danson, Paul Giamatti, Dennis Farina, entre outros.

Blogueiro assistiu no extinto Cinema Iguatemi em Maceió, em home vídeo (VHS e Bluray) e na TV  Fechada (Telecine Premium) e aberta (Globo).

Cotação

Nota10,0.

Sinopse: Na Segunda Guerra Mundial, após a invasão e tomada da praia da Normandia, o capitão John H. Miller (Hanks) recebe a missão de ir com um pequeno pelotão em busca do soldado James Frances Ryan (Damon), para resgatá-lo, já que de uma família de quatro irmãos, ele é o único sobrevivente, e por isso, precisa ser dispensado e voltar são e salvo para sua família. Tarefa nada fácil para o grupo que terá que se infiltrar e encarar várias batalhas, apenas para resgatar o jovem.

Comentários: O genial Steven Spielberg é tão bom em nos presentear com inesquecíveis e fodásticos blockbusters de aventura e fantasia quanto em fazer emocionantes e também fodásticos dramas, principalmente, passados na Segunda Guerra Mundial, desde Império do Sol, passando pelo consagradadíssimo A Lista de Schindler, seu melhor filme sobre o tema, até mais recentemente o injustamente ignorado Cavalo de Guerra. O Resgate do Soldado Ryan sem sombra de dúvida é mais uma obra-prima do mestre Spielberg que se passa no período histórico. Com um roteiro excepcional, atuações de um elenco inspiradíssimo (ainda não engulo Hanks ter perdido o Oscar para o imbecil, mala sem alça do Roberto Benigni) que, conta, curiosamente, com a presença de Vin Diesel, antes do estouro, e uma perfeita parte técnica que reconstrói de forma realista ao extremo, que nos transporta para os tristes fatos da história mundial. A sequência de abertura da invasão da praia da Normandia é o ápice da genialidade de Spielberg e uma das sequências de abertura mais fodástica, eletrizante e inesquecível da história do cinema. Cativante, envolvente e eletrizante, uma verdadeira obra-prima e simplesmente uma dos melhores filmes de guerra de todos os tempos. Para ser visto e revisto infinitas vezes sem deixar de impactar e nos levar a pensar sobre a imbecilidade que é uma guerra.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Dominic Toretto vai à guerra.
Vin Diesel, em dos seus primeiros filmes,
 sob a batuta do genial Spielberg.