Grandalhão sueco paga um micaço estrelando uma típica tosca continuação sem o astro original.
Colegas do dream team dos astros de filmes em Os Mercenários e na aguardada continuação, Jason Statham e Dolph Lundgren dividem, separadamente, o estrelato numa mesma franquia. O carequinha inglês se saiu bem melhor, estrelando o interessante Em Nome do Rei, e foi subustituído pelo seu colega brucutu no segundo filme, uma típica tosca continuação que, além de não contar com o astro principal, não tem nenhuma relação com o original. Com um péssimo roteiro e dirigido pelo mesmo diretor do filme original, Em Nome do Rei 2 - Entre Dois Mundos traz Lundgren como Granger, um ex-soldado das forças especiais, que um belo dia é transportado para a Idade Média, com a finalidade de cumprir uma profecia. É incrível como alguém com um QI tão alto como Lundgren aceita fazer essa merda de filme, pagando um micaço numa das piores atuações de sua carreira. Um trashão horrível que só ganha a nota 1,5, porque de tão ruim, arranca gargalhadas (a cena do ataque do dragão é uma das coisas mais toscas e ridículas de todos os tempos). Disparado um dos piores filmes de Lundgren. Assista essa merda apenas se tiver a mórbida curiosidade de conferir algo tão ruim.
Aproveitando a moda de adaptação de livros adolescentes para as telonas, Percy Jackson e o Ladrão de Raios é um Harry Potter melhorado.
Com o estouro nas bilheterias no mundo inteiro de Harry Potter e A Saga Crepúsculo os produtores hollywoodianos foram buscar na literatura recente, principalmente à voltada para o público infanto-juvenil sua fonte de renda. Em 2010, os estúdios Fox contratou o diretor Chris Columbus, responsável pelos dois primeiros filmes do bruxinho cabuloso e lançou toda as suas fichas em Percy Jackson e o Ladrão de Raios, filme que acabei de assistir no canal Fox, utlizando praticamente a mesma fórmula: um trio de jovens protagonistas estreantes auxiliados por um elenco coadjuvante de astros e estrelas, efeitos especiais caprichadísismos que só tornam reais aos nossos olhos um roteiro muito bem escrito. Pena que o tiro saiu pela culatra e fracassou nas bilheterias norte-americanas. Felizmente, fez um relativo sucesso munda à fora, o que animou o estúdio a se animar e engantilhar uma continuação, atualmente em fase de produção.
A fonte original é bem interessante. Ao contrário de J. K. Rowling, que criou todo universo de Harry Potter, o escritor Rick Riordan foi buscar na mitologia grega a inspiração para criar o universo de Percy Jackson. É inegável que a idéia, além de criativa, é também educativa, um prato cheio para os professores de história e filosofia despertarem o interesse dos alunos pela mitologia grega. Não li nenhum dos livros, mas, impossível depois de assistir Percy Jackson e o Ladrão de Raios, não querer ir agora mesmo numa livraria e adquirir os livros da série. Curiosidade pelos livros à parte, vamos ao que interessa que é os comentários sobre o filme.
Na trama, Zeus (Sean Bean), vem à terra, puto da vida por terem roubado o seu raio, louquinho para chutar o pau da barraca e provocar uma guerra. Sua suspeita cai sobre o filho do seu irmão Poseidon (Kevin McKidd), o adolescente Percy Jackson (Logan Lerman), que sequer consegue superar a dislexia e déficit de atenção, quanto mais saber que na verdade ele é um semideus ou herói. Até que um dia, após ser atacado por uma criatura mitológica, descobre a verdade da sua origem e que seu melhor amigo, Grover (Brandon T. Jackson) é um sátiro (metade homem, metade bode) que tem a missão de protegê-lo. Após enfentar um gigantesco minoutaro, Grover e Jackson chegam ao acampamento dos meio-sangues, lugar onde outros semideuses/heróis são treinados por Quíron (Pierce Brosnan). Ao saber que sua mãe (Catherine Keener) não morreu no ataque do minotauro e está sendo aprisionada por Hades (Steve Coogan), e também querendo provar sua inocência, Percy parte do acampamento, sendo acompanhado pelo fiel protetor Grover e pela belíssima Annabeth (Alexandra Daddario), filha da deusa Atena (Melinda Kanakaredes). O trio enfrenta corajosamente os mais variados perigos, incluindo um encontro com a Medusa (Uma Thurman, surpreendentemente convicente e hilária) antes de chegar ao Mundo Inferior, onde habita Hades e sua esposa Perséfone (Rosario Dawson).
Com um enredo muito bem escrito e criativo Percy Jackson e o Ladrão de Raios é um filmaço de aventura com ótimas sequências de ação, que prende a nossa atenção do começo ao fim. Somado com um elenco competente e os efeitos especiais de encher os olhos o resultado é uma agradabilíssima surpresa que consegue ser melhor e mais eletrizante e empolgante que a série Harry Potter (me desculpem os fãs do bruxinho, mas, essa é a minha opinião). Em síntese um filme excelente, com todo potencial e moral para inaugura com chave de ouro uma franquia que tem tudo para se tornar tão inesquecível e marcante na história do cinema quanto a saga do bruxinho. Nota 10,0.
Jet Li estreia como protagonista em Hollywood ao lado da saudosa cantora Aaliyah.
O astro das artes marciais Jet Li leva um ligeira vantagem sobre o seu compatriota Jackie Chan, quando o assunto é filmes realizados fora da China. Depois de estreia em grande estilo em Hollywood, como vilão de Máquina Mortífera 4, Li estreia como protagonista em 2000, ao lado da também estreante nas telonas, a saudosa cantora Aaliyah (morta precocemente em 2001, num trágico acidente de avião) em Romeu Tem Que Morrer. A trama se passa em São Francisco, onde dois chefões do crime, o chinês Ch'u Sing (Henry O) e o afro-americano Isaak (Delroy Lindo, que viria a trabalhar com Li novamente em O Confronto) travam uma guerra. A coisa fica ainda mais complicada quando um dos filhos de Ch'u Sing é assassinado, e todas as suspeitas caem sobre Isaak. Quando o irmão do rapaz, Han (Li), fica sabendo da morte do irmão, chuta o pau da barraca e foge de uma prisão em Hong Kong, onde cumpre pena injustamente. Logo que chega a São Francisco para investigar e vingar a morte do rapaz, Han conhece Trish (Aalihay) que é filha de Isaak. Os dois se unem e passam a investigar o que de fato está acontecendo, enfrentando vários perigos no meio da sangrenta guerra.
Anunciado como o Romeu e Julieta das artes marciais, na verdade o único fato que possa remeter o filme ao clássico shakesperiano é a briga acirrada de duas famílias, já que o romance entre Han e Trish praticamente não decola, logo, não convencendo nem empolgando ninguém, mesmo com um perfeito entrosamento entre o casal de protagonistas. O roteiro é fraquinho, só serve de desculpa para a ação correr solta e Li fazer o que sabe de melhor em excelentes sequências muito bem coreografadas, inclusive, com direito a contar com a saudosa cantora junto com ele em uma das lutas. É justamente o perfeito entrosamento entre Aalihay e Li, suas peripécias marciais nas ótimas e o figuraça, e geralmente coadjuvante, Anthony Anderson, salvam o filme do fiasco total. Curiosamente, Anderson, e DMX, dois anos depois, voltaram a trabalhar com Li no empolgante Contra o Tempo, outra produção hollywoodiana estrelada pelo astro chinês.
Romeu Tem Que Morrer é, até agora, o filme estrangeiro mais fraco da filmografia de Jet Li. Um ideia bem interessante que, infelizmente, deixando o filme apenas na promessa. Mesmo assim, é um filme de ação bem acima da média, que cumpre a sua missão de divertir os fãs do gênero, que, em sua maioria, não see importam com o roteiro, mas, apenas com a porrada correndo solta. Uma produção que sempre está sendo exibida, precisamente, na telinha do SBT e do TNT. Vale a pena conferi só para ver Li em ação. Nota 7,0.
Emissora do SBT sai na frente e exibe dois sábados seguidos duas engraçadíssimas comédias oitentistas.
E a faxina no porão da emissora do patrão Silvio Santos continua e quem ganha são cinéfilos. No sábado passado, depois de anos sem dar a caras, o clássico oitentista Loucademia de Polícia pintou na telinha da emissora paulista. Na trama, o prefeito de Los Angeles resolve abrir as portas da academia de polícia para que todos que desejem ser policiais possam ingressar e fazer o curso, decisão que não agrada a todos. Entre os vários aloprados que vão fazer o curso, estão Manhoney (Steve Guttenberg, ótimo) e Jones (o figuraça e talentoso Michael Winslow, que veio ao Brasil a pouco tempo), dois deliquentes com várias passagem pela polícia, e que vão aprontar todas, principalmente para cima do razinza Cap. Harris (G.W. Bailey, ótimo, no melhor e mais marcante papel de sua carreira). Dirigido pelo competente Neil Israel, o filme de 1984 foi ponta-pé inicial de uma divertida franquia que todo ano chegava às telonas, totalizando sete filmes, alguns excelentes (o 3º, 4º e 5º) e outros decepcionantes. Mas nenhum dos filmes consegue superar o primeiro filme, com o enredo mais adulto, repleto de piadas de duplo sentido e putaria. Um clássico oitentista da comédia inesquecível, para ser visto e revisto, e que estava fazendo um grande falta na telinha. Nota 10,0.
Hoje é a vez da também divertida comédia oitentista Férias Frustradas, com o figuraça e hilário Chevy Chase como Clark, o aloprado chefe da família Griswold, que planeja cruzar os Estados Unidos de carro, com a patroa Ellen (Beverly D'Angelo, ótima) e os filhos Rusty (Anthony Michael Hall, ícone teen dos anos 80, em seu filme de estreia) e Audrey (a lindinha Dana Barron, atualmente sumidíssima), rumo a um parque de diversão. Só que nada ocorre como o planejado e a figuraça família cai nas maiores e divertidas roubadas. Dirigido por Harold Ramis (conhecido como o Egondos Caça-Fantasmas) e com roteiro do saudoso mestre John Hughes, eo primeiro filme da divertida franquia, com quatro filmes oficiais e dois spin-offs inédito para este blogueiro, é muito bem escrito, como sequências hilárias bem feitas, que até hoje nos arranca gargalhadas facéis. O elenco competente, com destaque para os figuraças Chase, Randy Quaid e as rápida aparições de Eugene Levy (o eterno pai do Jim da série American Pie) e do saudoso John Candy (1950-1994) só elevam o grau de diversão deste engraçadíssimo filme, que também estava fazendo muita falta na telinha. Outro clássico oitentista da comédia para ser visto e revisto várias vezes. Nota 10,0.
Em sua segunda aventura como o agente mais famoso do cinema, Daniel Craig melhora, mas ainda não convence este blogueiro.
Não sou um bondmaníaco, mas, tenho a graça de ter assistido todos os filmes da série do espião inglês mais famoso das telonas. Particularmente, prefiro os primeiros filmes, principalmente os estrelados por Roger Moore, meu Bond favorito. Ontem a noite foi a vez de rever no canal por assinatura TNT o vigéssimo segundo 007 - Quantum of Solace, que traz Daniel Craig como Bond. Com um roteiro bem trabalhado, que diminue um pouquinho a ação, resgatando ligeiramente o climão de espionagem das primeiras produções, o filme faz uma quase rara ligação com o filme anterior (007 - Cassino Royale), com Bond e sua poderosa chefona M (Judi Dench, ótima como sempre), interrogando Sr. White (Jesper Christensen), que aprontou todas na última aventura do espião. Só que uma inesperada traição, interrompe o interrogatório. Bond então parte para o Haiti, não somente em missão, mas para descobrir e acertar contas com quem matou sua amada Vesper e acaba descobrindo um perigoso esquema, liderado pelo todo-poderoso Dominic Greene (Mathieu Amalric), que pretende ajudar num golpe ao presidente boliviano. Como de costume, Bond parte com tudo para cima do bandido e seus comparsas, contando com a ajuda da também vingativa de Camille (Olga Kurylenko, linda), que está envolvida com Dominic, com intuito de detornar o General Medano (Joaquin Cosío), responsável pela morte de sua família.
Primeiro filme da franquia a não receber uma tradução no título brasileiro, 007 - Quantum of Solace tem ótimas sequências de ação, um roteiro bem estruturado, que ainda homenageia outros clássicos da franquia e um elenco competente, com Craig mais a vontade no personagem, mas ainda não convencendo este blogueiro. Mesmo com seus inegáveis méritos, para mim é um dos mais fracos da franquia, e consegue ser um pouco enfadonho, mesmo sendo o filme mais curto da franquia. Em síntese, um bom filme de ação, mas, que em comparação a outros filmes da franquia, perde feio e fustra bastante. É esperar que a próxima missão de Bond, 007 - Skyfall que estreia em novembro, melhore. Nota 7,5.
Chuck Norris tenta provar que os brutos também têm seus traumas e medos.
Desde que estrelou o clássico O Vôo do Dragão, onde travou um duelo inesquecível com o saudoso Bruce Lee, até virar febre na internet, Chuck Norris tem sua imagem associada a personagens durões, sem sentimentos, sem remorsos, que não pensam e dão porrada. Isso graças a sua filmografia repleta de personagens fodásticos, praticamente indestrutíveis, que detornavam a bandidagem sem dó, nem piedade, muito menos sentimento de culpa. Provavelmente, o personagem que foge um pouco deste costumeiro seja o detetive Danny O'Brien de Um Herói e o Seu Terror (exibido na Globo, com o título O Herói e o Terror, tradução literal do original), de 1988, que junto com Comando Delta 2 é um dos últimos filmes do ator lançados em VHS por aqui pela saudosa distribuidora da capinha com a bandeira dos States. O detetive interpretado (força de expressão, obviamente) por Norris prende o cruel e caladão psicopata Simon Moon (Jack O'Halloran, que tem como personagem mais memorável outro vilão mudo, que fez parte do trio liderado por Zod em Superman II) conhecido como o Terror. Danny recebe pela mídia o título de Herói, mas, como prendeu o bandidão meio que na cagada, o policial tem um certo peso na consciência pelo título que a mídia lhe deu e um trauma pelo bandido quase ter lhe mandado desta para uma melhor.. Três anos depois, ao tentar fugir, o psicopata sofre um acidente e é dado como morto. Mas, Danny não se convence disso, e sua cisma acaba sendo comprovada quando vão pipocando vítimas, com o mesmo estilo de matar do Terror. Presionado pelas autoridades e pela midia, o policial corre contra o tempo para superar os seus traumas e prender Simon.
O filme tem um roteiro fraquíssimo, mostrando um Norris um pouco mais vulnerável do que estamos acostumados a ver, afinal, como dizia o crítico Rubens Edward Filho, em sua resenha sobre o filme na extinta e saudosa revista Vídeo News, "Dar chutes é o forte de Norris e não passar por aprofundamentos psicológicos". O resultado é um filme fraquíssimo, arrastado e um pouco tedioso. Salva-se do desastre total pelas pouquíssimas cenas de ação onde Norris faz o que gostamos de ver, ou seja, distribuir porrada na bandidagem. Curiosamente, temos no filme a presença do saudoso Steve James, o eterno Curtis Jackson da franquia American Ninja, que havia trabalhado com Norris no clássico fodástico Comando Delta, e do canastrão Billy Drago, que foi o vilão no filme seguinte, justamente a continuação de Comando Delta.
Em síntese, Um Herói e o Seu Terror é um filme morno e lento, que não faz jus a fama de durão imbatível que Norris tem hoje na internet. Uma tentativa fustrada de Norris de manerar na ação e tentar investir mais na atuação, com um resultado decepcionante. Vale conferir apenas para ver Norris em ação, mesmo que em pouquíssimas cenas. Nota 5,0.
Em seu novo filme, astro inglês dentona a bandidagem para proteger uma garotinha.
Não é novidade para ninguém que Jason Statham é o astro do cinemão de ação do século XXI. Até mesmo o ícone do gênero Sylvester Stallone demonstra sua predileção por ele, ao dar um destaque maior em Os Mercenários (pelo trailer do segundo filme, aparentemente é mantido este destaque) e ao escrever o roteiro do próximo filme que o pouca-telha vai estrelar em breve. E a cada filme, Statham vem se mostrando disposto a se firmar no gênero. Caso do seu último filme O Código, inédito nos cinemas brasileiros e que acabei de assistir online. O filme inicia com um ritmo lento e insosso, fazendo um paralelo entre os fatos a dupla central. Mas, depois de vinte minutos e com a dupla devidamente apresentada para nós e se encontrando, o filme acelera e lá está o bom e velho Statham fazendo o que sabe fazer de melhor, ou seja, detonar a bandidagem sozinho, seja na porrada direta ou dando tiros letais.
Mei (Catherine Chan) é uma garotinha chinesa que tão logo é descoberta que é super-dotada, é sequestrada pela máfia chinesa e enviada aos Estados Unidos, para ser uma espécie de calculadora apurante da rede criminosa, despertando também o interesse dos rivais russos e dos policiais corruptos. Já Luke Wright (Statham) é um ex-policial de Nova Iorque, que está no fundo do poço, devido a uma maré de azar que vem atravessando. Os dois se encontram num metrô e Luke a salva da bandidagem russa que a persegue. A partir daí, a dupla corre contra o tempo para se proteger dos bandidos e contra-atacar, com Luke botando para pocar em cima deles.
Dos mesmos produtores de Bastardos Inglórios e Kill Bill, Safe tem um roteiro razoável, que não ousa muito, servindo apenas de pretexto para Statham arrebentar nas sequências de ação, algumas delas, como sempre, tão surreais que nos arranca alguns risos espontâneas. Não chega a ter o pique de um filme das franquias Adrenalina e Carga Explosiva, muito menos é o melhor filme do ator, mas cumprir a missão de divertir os fãs do cinemão de ação, principalmente os que gostam de ver o carequinha em ação. Nota 6,5.
Baixinho belga fez sua estreia nas super-produções hollywoodianas, interpretando dois personagens.
A garotada da nova geração só conhece Jean Claude Van Damme das reprises cada vez mais raras de O Grande Dragão Branco e das exibições de suas fraquíssimas produções mais recentes, lançadas diretamente em home vídeo. Uma pena, já que o astro tem excelentes produções na sua filmografia que absurdamente amargam nos porões das emissoras televisivas brasileiras, sejam abertas ou por assinatura. Caso de Duplo Impacto, filmaço de 1991, até onde estou sabendo ainda inédito em DVD por aqui e que marca a estreia do baixinho no rol do primeiro time dos astros de ação hollywoodianos. Dirigido por Sheldon Lettich, que escreveu O Grande Dragão Branco e o tinha dirigido em Leão Branco - O Lutador Sem Lei, o filme traz Van Damme, em papel duplo, dos gêmeos Chad e Alex, separados ainda bebê, após seus pais serem assassinados. Enquanto Chad, foi criado em Los Angeles, no maior conforto, pelo guarda-costas de seu pai, Frank (Geoffrey Lewis), Alex foi criado num orfanato em Hong Kong, tendo que aprender logo cedo a sobreviver nas perigosas ruas da cidade oriental. Sem saber da existência um do outro, os dois se encontram adultos, descobrem o que aconteceu com sua família e partem para cima da bandidagem, a fim de vingar a morte dos seus pais.
Com um enredo muito bem escrito, que mescla perfeitamente ação e humor, Duplo Impacto é um filmaço de ação de primeira, que conta com um Van Damme competente não somente nas cenas de ação, como também com ótimas atuações dos gêmeos. Destaque para o reencontro com o veterano Bolo Yeung, o vilão Chong Li de O Grande Dragão Branco. Destaque também para a mocinha interpretada pela líndíssima e então estreante Alonna Shaw, um verdadeiro colírio para os olhos. Com ação frenética do começo ao fim, Duplo Impacto é um filmaço eletrizante, disparado um dos melhores da filmografia do baixinho. Merece ser descoberto, visto e revisto. Nota 10,0.
Terceiro filme da franquia de terror espanhol inova a sair da mesmice.
Mais uma vez este blogueiro sai na frente e comenta um filme ainda inédito nos nossos cinemas. Sem data prevista de lançamento nas telonas brasileiras, o terror espanhol [REC] 3 - Gênesis já está disponível online. E novidades não faltam no novo filme da franquia que pega carona no estrondoso e inexplicável sucesso da franquia Atividade Paranormal. Desta vez, a trama sai do velho prédio dos filmes anteriores e se desenrola num salão de festas de uma igreja, onde está acontecendo uma cerimônia de casamento. Tudo ia na conforme a cafonice da ocasião, até que do nada, alguns convidados manifestam os sintomas zumbis de praxe, devorando os demais convidados. Separados pelo inesperado ataque, os pombinhos, junto com alguns pouquíssimos sobreviventes, lutarão para não serem comidos antes da lua-de-mel.
O novo filme da franquia inova não apenas no cenário, mas também em abandona quase por completo a pseudo-verdade amadorista do footage, que já não convence ninguém, fazendo um terror convencional, como também em inserir um pouco de humor a trama. Decisões acertadas que tornaram o filme acima do esperado e superior ao seu antecessor, perdendo apenas para o primeiro filme (confira os comentários destes filmes em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2010/10/uns-faz-de-conta-que-entediam-e-pouco.html). Nota 6,5.
Continuação de clássico oitentista está entre as mais caras da história do cinema.
Em 1984, com orçamento limitadíssimo, o diretor James Cameron supreendeu o mundo com O Exterminador do Futuro, uma obra-prima até hoje insuperável, trazendo Arnold Schwarzenegger na única boa atuação de sua carreira, como o implacável exterminador T-800. Sete anos depois, e com orçamento infinitamente maior que aquele clássico oitentista (só o salário do brucutu foi US$ 15 milhões, num texto que fala pouquíssimas palavras), que fez do filme o primeiro a ter um orçamento acima de 100 milhões de dólares, Cameron volta a surpreende, nos presenteando com outra obra-prima do cinemão entretenimento. Se com um orçamento limitadíssimo de US$ 6,5 milhões, onde Cameron se virou nos trinta e usou toda a criatividade para contar um ideia original, o primeiro O Exterminador do Futuro faturou quase US$ 80 milhões no mundo inteiro, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, valeu cada centavo investido já que faturou cerca de US$ 520 milhões.
A trama deste que é segundo filme da, até então, quadrilogia (rumores de um quinto filme pipocam na internet, inclusive, confirmando a volta do ex-governador da Califórnia a franquia), se passa alguns anos depois dos fatos do primeiro filme, onde o futuro líder da resistência John Connor (Edward Fulong, convicente), é um adolescente rebelde que vive com mais uma família adotiva, já que sua mãe, Sarah Connor (Linda Hamilton, surpreendente tanto na atuação, quanto na forma física), vive internada num hospício. Com intuito de detornar o aborrescente e, assim, tirar a pedra do sapato, as máquinas enviam do futuro o exterminador T-1000 (Robert Patrick, excelente no personagem mais marcante de sua carreira). Mas, a resistência não fica atrás e enviar T-800 (Schwarzenegger, com uma atuação um pouco inferior ao primeiro filme, mas, sem perder o jeito) um exterminador do mesmo modelo que perseguiu Sarah no filme anterior, só que desta vez, programado para proteger o menino e sua mãe. Começa uma eletrizante perseguição onde não somente a vida do aborrescente está em jogo, mas, todo futuro da humanidade.
Tudo é mais grandioso neste segundo filme da franquia, do roteiro bem mais elaborado até a direção primorosa de Cameron que usa e abusa dos efeitos especiais de última geração. Com muito mais ação, distribuída em sequências eletrizantes, o resultado é que O Exterminador do Futuro 2 consegue a proeza de ser uma obra-prima dos blockbusters tão bom quanto o primeiro, a ponto de ser considerado por muitos como uma das melhores continuações de todos os tempos. O filme marca também a despedida de Cameron da direção dos filmes da franquia o que acabou refletindo na queda da qualidade do filme seguinte, O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, que só não afundou de vez a franquia, porque recentemente foi retomada no ótimo e surpreendente O Exterminador do Futuro: A Salvação, o primeiro sem Arnoldão no elenco.
É inegável que O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final é o filme bem mais ousado, em todos os sentidos, da franquia e com a produção bem mais caprichada, com os toques do genial James Cameron. Mas, apesar de todo esse luxo e grandiosidade, este blogueiro ainda prefere o primeiro filme que continua até hoje insuperável. Mesmo asism, esta super-produção não fica atrás, como obra-prima do entretenimento. Um clássico dos blockbusters que, obrigatoriamente, deve ser visto e revisto, sem deixar de impactar e empolgar. Imperdível. Nota 9,8.