terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

OUSADIA CRIATIVA NUMA BELÍSSIMA HOMENAGEM A SÉTIMA ARTE.

Filmes.
Ousadia criativa numa belíssima homenagem a sétima arte.

Em tempos em tempos somos presenteados com algumas obras primas cinematográficas onde o próprio cinema é homenageado. Foi assim em 1985, com Woody Allen e seu melhor filme, na minha opinião, A Rosa Purpúra do Cairo e agora com O Artista, filme francês e belga, que conquistando merecidamente vários prêmios, que eu conferi no dia 14 deste mês, na sala 4 do Complexo Kinoplex. Numa época onde o 3D vem sendo usado frequentemente e na maioria das vezes de forma desnecessária, um filme a la cinema mudo - preto-e-branco e sem diálogos e som - além de ser uma ideia criativa e ousada, foi um risco e tanto, para uma indústria que vive de lucros das bilheterias do público. Ainda bem que existem iniciativas ousadas como esta, onde a arte do cinema é valorizada em detrimento ao lucro, pois somos presenteados com uma belíssima e tocante obra prima como esta.

Com um roteiro muito bem escrito, injustamente não premiado com o Oscar, que dosa perfeitamente todas as emoções, a trama de O Artista se passa em 1927 e gira em torno do astro fictício do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin, numa atução explêndida), que em pleno auge de sua carreira é supreendido com o surgimento do cinema falado, invenção que ele ridiculariza e acha que trata-se de um modismo passageiro. Muito orgulhoso, Valentin a la Chaplin, resolve prosseguir sua carreira fazendo filmes mudos. Mas, ao contrário do genila criador do inesquecível Carlitos, Valentin não cede e acaba fracassando, vendo sua carreira decaí à ruína. Paralelamente, acompanhamos a ascensão da jovem atriz Peppy Miller (Bérénice Bejo, também com atuação excepcional), que de figurante num filme de Valentin passa a ser um estrela hollywoodiana de primeira grandeza. Ambos nutrem uma paixão um pelo outro, mas devido aos rumos opostos de suas carreiras e, principalmente, ao orgulho de Valentin, complicam a concretização desta paixão.

Com atuações excepcionais, até mesmo do cachorrinho Uggy, o grande ladrão de cena, um roteiro excepcional e uma trilha que além de dar o tom da trama e divide o protagonismo, ainda nos envolve e nos conduz para dentro da trama, neste filme que é uma belíssima homenagem à sétima arte. Sensível e nostálgico, O Artista prende atenção, nos envolve e emociona, fazendo o público viajar no tempo, durante quase uma hora e quarenta minutos de projeção. Depois de vários anos, finalmente temos um favorito ao Oscar de Melhor Filme que realmente merece, pois o filme é excelente*. Em síntese, uma obra-prima excepcional, tocante e envolvente, que agrada a todos os cinéfilos. Nota 10,0 é pouca para um filmaço tão belo. Imperdível!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

* Nota: Apesar desta postagem ser publicada dois dias após a entrega do Oscar, mantive o que foi escrito anteriormente, precisamente no dia que assistir este filmaço.

FALANDO EM FRASER, THE ROCK E MUITA AVENTURA...

Filmes.
Falando em Fraser, The Rock e muita aventura.

Dwayne Johnson substituiu Brendan Fraser na continuação de Viagem ao Centro da Terra, mas, curiosamente, fez o seu dêbute nas telonas em 2001 num filme estrelado por Fraser. Em O Retorno da Múmia, continuação da divertida aventura A Múmia, de 1999, Fraser, junto com praticamente todo elenco do filme anterior, interpretando o carismático aventureiro Rick O'Connell, dez anos depois da primeira aventura, vivendo quase tranquilamente em Londres, com sua esposa Evelyn (Rachel Wisz, ótima), cada vez mais obsecada em desvendar os mistérios do Egito antigo. Mas, por outro lado a bandidagem também não dar trégua já que ressuscitam o velho (literalmente falando) inimigo a múmia Imhotep (Arnold Vosloo). Além do velho inimigo e seus seguidores, a família O'Connell, que tem mais um novo membro o corajoso Alex (Freddie Boath), filho do casal, terão que impedir que outra múmia, o Escorpião Rei (The Rock) e seu exército, sejam ressuscitados e dominem o mundo. Dirigido mais uma vez pelo competente Stephen Sommers, o filme consegue ser tão bom que o divertido original, com sequências eletrizantes recheadas com muita ação, suspense e humor, bem característico da série. Em síntese, uma aventura divertidíssima e empolgante. Nota 9,5.

 

Apesar de aparecer pouquíssimo, The Rock e seu personagem ganharam um filme solo, no ano seguinte. Contando com os mesmos produtores da trilogia A Múmia e trazendo o experiente Chuck Russell, que já havia nos presenteados com os divertidos A Hora do Pesadelo 3, O Máskara com Jim Carrey e Queima de Arquivo com Arnold Schwarzenegger, O Escorpião Rei é uma aventura divertídissima que não se leva a sério em nenhum momento, o que acaba sendo o grande mérito da produção. Acompanhamosa saga do arcárdio Mathayus (The Rock), um guerreiro mercenário contratado para dar um fim na vida da belíssima feiticeira Cassandra (a estonteante e sensual Kelly Hu, um colírio para os olhos), que serve de amuleto da sorte para o cruel Memmon (Steven Brand), que vem conquistando e devastando todo mundo antigo. Com sequências de ação empolgante e divertidas, embaladas por uma trilha que mescla heavy metal com música clássica, O Escorpião Rei é diversão garantida e descompromissada e faz jus a franquia A Múmia. Nota 9,5.

 

Curiosamente, o filme acabou ganhando duas continuações fraquinhas lançadas diretamente em home vídeo. A primeira, O Escorpião Rei 2: A Saga de um Guerreiro, de 2008 somos supreendidos com o personagem franzino e bem mais jovem e franzino, interpretado pelo esforçado Michael Copon. Após a morte do seu pai, Mathayus ainda moleque entra para o exército do rei Sargon (Randy Couture, como ator um ótimo ex-lutador de UFC), assassino do seu pai. Após longos anos de treinamento, Mathayus retorna a sua terra e em busca de vingança, vai literalmente falando até o inferno, para recuperar uma lança mitológica, única arma capaz de detornar seu quase indestrutível inimigo. Uma aventura razoável, sem o mesmo brilho do original, mas que chega a divertir em alguns momentos. Nota 6,5.

 

Mais recentemente, chegou por aqui O Escorpião Rei 3: Batalha pela Redenção, trazendo o personagem bombadão, de volta a sua fase adulta, com uma trama passada anos depois da aventura do primeiro filme. Após a morte da sua esposa Cassandra (a lindíssima Kelly Hu reaparece rapidamente em flashback), Mathayus (o bombadão e canastrão Victor Webster) chuta o pau da barraca, abandona o seu reino e volta a ganhar a vida como guerreiro mercenário, sendo contratado pelo rei Hórus (Ron Perlman, o eterno Hellboy) para acabar com a festa do seu irmão (Billy Zane, que desde de Titanic, sempre é escalado para viver vilões em filminhos menores), que vem conquistando meio mundo. Com um enredo bastante parecido com o do filme original, mas sem o mesmo brilho e criatividade, o filme faz jus a regra que um terceiro filme de uma franquia é o mais fraco. Diversão tosca e descartável. Nota 4,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

SESSÃO DUPLA EM 3D.

Filmes.
Sessão dupla em 3-D.

Mais uma semana e mais uma sessão dupla encarada por este blogueiro. E desta vez, propositalmente em 3D. O primeiro foi a animação A Bela e a Fera que acaba de ser relançada no formato. e que eu conferir na sala 5 do Complexo Kinoplex. Primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, o filme é uma versão bem ao estilo clássico Disney para o célebre conto infantil onde um princípe bonitão por fora, mas feioso por dentro, é transformado numa fera por uma feiticeira que ele humilhou por causa de sua aparência física. O feitiço só será quebrado, quando a Fera mudar sua feiúra interior. Vivendo recluso em seu castelo, a esperança surge um belo dia quando a Bela, pinta na área à procura de seu pai, aprisionado por ele. A moça pede e fica no lugar do pai, como prisioneira da terrível criatura. Aos poucos, ela vai conquistando o coração dela, ao mesmo tempo que é conquistada por ele. Apesar de ser produzido em 1992, A Bela e a Fera tem todos os elementos de uma clássica animação dos estúdios Disney e acaba engrossando a lista destes excepcionais e inesquecíveis filmes. Não tinha ainda assistido a esta animação tão bem feita, que só ganhou brilho no conversão para o 3D. Sensível e emocionante, um filmaço que agrada as crianças de todas as idades. Nota 9,0.



Depois de um considerável intervalo de mais de duas horas, foi a vez de conferi na sala 3, a aventura Viagem 2 - A Ilha Misteriosa, continuação de Viagem ao Centro da Terra - O Filme, já comentado neste blog (cf.:  http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/02/viagem-fantastica-de-encher-os-olhos.html), Como no filme original, a trama de Viagem 2 é baseada numa obra de Júlio Verne e também de Jonathan Swift  e sua  obra, As Viagens de Gulliver, e Robert Louis Steverson e sua obra A Ilha do Tesouro. O jovem Sean (Josh Hutcherson, único ator do filme original presente na continuação) recebe uma mensagem codificada do seu seu avô (Michael Caine, perfeito) onde alega que d. Com a ajuda do seu padastro (Dwayne Johnson, o The Rock, bem à vontade), a mensagem é decifrada e descobre-se que o velho descobriu a Ilha Misteriosa descrita por Verne em sua obra homônima. Os dois vão até uma ilha do pacífico e contratam o serviço do figuraça do piloto de helicoptéro Gabato (Luiz Guzmán, hilário) e sua lindíssima filha Kailani (Vanessa Hughes, apenas um colírio para os olhos). O quarteto se mete no meio de um furacão e vão parar na tal ilha misteriosa, onde encontram o velho figuraça e, evidentemente, muitos perigos.

Como no primeiro filme, o roteiro é razoável e serve apenas de mera desculpa para muita aventura e, principalmente, para privilegiar o formato 3D. O filme é ótimo e divertido, mas peca apenas em não mencionar o personagem de Brendan Fraser, protagonista do filme original. Fora isso, somos brindados como ótimas sequências de encher os olhos, divertidas situações como os hilários conselhos do padastro The Rock ao seu enteado de como conquistar uma mulher, como os mamilos dançantes do brucutu. Em síntese, Viagem 2 é uma aventura à moda antiga, muito divertida e com efeitos especiais de última geração. Nota 8,5.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

A MESMA MERDA DE SEMPRE.

Filmes.
A mesma merda de sempre.

Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça dos produtores hollywoodianos e principalmente do público que lotam o cinema para assistir péssimos filmes de terror, produzidos como se fosse documentário real. Particularmente, como já disse em outras ocasiões, com algumas raras exceções, não gosto deste sub-gênero que já demonstra claramente que não convence, muito menos assusta mais ninguém. Mas, a mórbida curiosidade de um cinéfilo somada a presença de uma brasileira num filme gringo, me fez ir ao cinema, no dia 06 deste mês, conferi na sala 1 do Complexo Kinoplex Maceió, para assistir o lixo Filha do Mal.novo filme neste formato e uma prova clara que a fórmula já está desgastada.

Fernanda Andrade estreia com o pé esquerdo no cinema, interpretando Isabella, uma jovem atormentada por uma tragédia familiar, Anos atrás sua mãe matou três pessoas, num ritual de exorcismo. A velha foi julgada e trancafiada num hospício na Itália, pelos "malvadões sem coração" do Vaticano. A moça e uma equipe de televisão (leia-se, absurdamente apenas um cameraman) vão a Roma encontrar a velha doidona e descobrir se fato ela é possuída pelo chifrudo ou se simplesmente é louca de pedra. 

Com todos os clichês do gênero, que vão do Vaticano como vilões, padre em crise de fé, os contorconismos muito louco de uma jovem possuída e um final patético e previsível, Filha do Mal é o primeiro e fortíssimo candidato a pior filme do ano. O resultado é mais fustrante por vemos uma linda atriz conterrânea pagando um King Kong numa merda como esta. Sinceramente, tentei encontrar algo que fizesse o filme ganhar uma notinha, mas não encontrei nada. Nota 0,0 bem redondo. Em síntese, não perca uma hora e vinte minutos da sua vida assistindo esta merda.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

PROPAGANDA ENGANOSA.

Filmes.
Propaganda enganosa.

Informa o serviço de utilidade pública deste blog: apesar de ser anunciada na capa como um filme estrelado por Jason Statham, 13 - O Jogador, lançado alguns meses atrás em home vídeo, o carequinha inglês é um mero coadjuvante, assim como seu colega de Os Mercenários, Mickey Rourke, e o rap Curtis 50 Cent Jackson. Este filminho com uma premissa interessante, mas que ficou apenas na pretensão é estrelado pelo iluestre desconhecido Sam Riley, que interpreta Sebastian, um jovem eletricista, com o pai no hospital, só aumentando as despesas familiares. Num belo dia de trabalho, o cara bisbolhota a conversa de um cliente sobre algo que vai lhe render muita grana. Mas, antes disso, o cara morre de overdose e Sebastian ocupa o seu lugar no tal lance que dar muita grana a quem participa. O que ele não sabia que se trata de uma surreal roleta russa, onde quem ganha é quem sobrevive. Uma ideia interessante que se perdeu num roteiro fraquíssimo e medíocre que desperdiça um bom elenco que além de Statham, Rourke e 50 Cent, conta também com o recém falecido Ben Gazarra. O mais espantoso é que este lixo é dirigido por Simon West, o mesmo do eletrizante Con Air - A Rota da Fuga e do aguardadíssimo Os Mercenários 2. Não sei o que se passa na cabeça de um astro em ascensão como Statham e um ganhador do Oscar como Rourke em topar fazer uma merda como esta, que só recebe a nota 1,0, pelas sequências de roleta russa. Em síntese: fuja desta merda!


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

TRILOGIA EXPLOSIVA.

Filmes.
Trilogia explosiva.

Impossível não falar em Jason Statham sem comentar a trilogia Carga Explosiva, responsável pelo estouro do carequinha inglês como astro de filmes de ação. Produzida por Luc Besson, Statham interpreta o figuraça Frank Martin, um cara que é uma fera no volante, qualidade que o faz sempre requisitado principalmente pela bandidagem para cruzar a Europa transportando as mais diversas cargas impossíveis de enviar pelo correio. De quebra, o cara é bom de briga e sempre mete porrada na bandidagem, principalmente, quando inventam de quebra uma das regras contratuais estipuladas por ele.

No filme de estreia, Carga Explosiva, de 2002, dirigido duplamente pelo coreográfo de lutas Cory Yuen (responsável entre outras produções pelo clássico das artes marciais, Retroceder Nunca... Render-se Jamais!) e por Louis Leterrer (que depois viria a dirigir o ótimo O Incrível Hulk), o transportador Frank Martin inicia sua saga com tudo, dirigindo na fuga de uns assaltantes malas, que acabaram de meter bronca num banco em Nise, na França. Seu próximo serviço é transportar uma misteriosa carga para um tosco traficante. Seria um serviço mole e rotineiro se a tal carga não fosse a estonteante e sensual Lai (interpretada pela lindíssima atriz Qi Shu). Martin até resiste à tentação e entrega a encomenda, mas, a bandidagem inventa de armar para cima dele, explodindo seu brinquedinho e instrumento de trabalho. Puto da vida, Frank arrebenta com os caras, pega de reembolso um carro, descobrindo que a moça veio como veio como acessório imprevisível. A partir daí, o cara luta com todas as forças para salvar a moça e sua própria pele, algo que, aliás, o fodástico transportador tira de letra. Com um ótimo roteiro e um ritmo alucinante o filme tem sequências de ação empolgantes e mirabolantes, que somadas com as ótimas atuações, principalmente de Statham, Shu e François Berléand (único junto com Statham marcando presença nos três filmes, como o figuraça inspertor Tarconi), Carga Explosiva é um filmaço de ação de primeira qualidade. Divertido e empolgante, um filmaço para ser visto e revisto. Nota 9,8.


Com uma estreia excepcional, uma continuação era inevitável, e em 2005, Frank Martin volta com tudo em mais sequências mirabolantes e loucas sequências de ação. Em Carga Explosiva 2, Frank está afastado de sua vida de transportador ilegal, trabalhando nos Estados Unidos como comportado motorista familiar. Mas, a tranquilidade dura pouco, já que um grupo de toscos bandidos inventam de sequestrar justamente o pirralho da família, obrigando o carinha a mais uma vez distribuir porrada para tudo que é lado. Como já comentei este filmaço em outra ocasião (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/05/estreia-tv-aberta-tambem-e-maior.html), limito-me apenas a dizer que Carga Explosiva 2 é um filmaço tão bom quanto o primeiro. Em síntese, outro filmaço de ação imperdível. Nota 9,5.


Com dois filmaços de primeiro, a franquia encerra (ao menos por enquanto), em 2008 com Carga Explosiva 3. A trama volta a ser ambientada na Europa, com Frank curtindo sua merecida aposentadoria, gastando o seu tempo em programas lights, como pescar com o seu amigo Tarconi. Tudo ia na mais perfeita tranquilidade até que o transportador que ficou no seu lugar, invade sua casa com carro e tudo, trazendo na bagagem Valentina (Natalya Rudakova), filha de um chefe de Estado, que está sendo chatageado a fazer vistas grossas, deixando a bandidagem a derramar lixo tóxico no mar. Martin é obrigado pela bandidagem a ficar no lugar do falecido transportador, e ainda por cima, ainda é forçado a usar, junto com a moça, um pulseira que pode mandá-los pelo ar em pedacinhos, caso se afastem do carro ou da rota. Evidente que o cara vira o jogo ao seu favor e vai com tudo para cima da bandidagem. Apesar de manter o mesmo pique dos filmes anteriores e assemelha-se ao primeiro filme, Carga Explosiva 3 segue a costumeira regra do terceiro filme ser o mais fraco da franquia. Mas, engana-se que pensa que seja um filme ruim. Muito pelo contrário, já que estamos falando de outro filmaço de ação, com  excelentes sequências de ação e uma química perfeita entre Statham e Rudakova. Um filme que faz jus aos anteriores. Nota 8,0.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

LOUCA ADRENALINA EM DOSE DUPLA.

Filmes.
Louca adrenalina em dose dupla.

Falando em Jason Statham, impossível não lembrar da franquia Adrenalina que são os dois filmes de ação mais loucos e com ritmo frenético da história do cinema, onde o carequinha, literalmente falando, corre  feito um louco e bota para fuder, pelo motivo nobre de salvar a sua vida. Esqueçam qualquer coerência no roteiro de ambos os filmes pois, como já disse acima, os filmes são muito loucos, mas, em compensação, o que não faltam são sequências eletrizantes e surreais, regadas a heavy metal, com muita ação e humor sarcástico, que ganham força com as excepcionais montagem e fotografia.  Statham, simplesmente arrebenta, num desempenho, principalmente interpretativo, bem acima do normal e mostra que não é a toa que se firma, cada vez mais, como o autêntico astro de ação do novo milênio.

A louca corrida pela vida do herói que na verdade não é nenhuma flor que se cheire, começou em 2006. Adrenalina já inicia num ritmo frenético, sem nenhuma explicação, com Chev Chelios (Statham), acordando de um desmaio e descobrindo logo  de cara que foi envenenado com um toxina que o mata instanteneâmente, caso ele não mantenha ativaço. Para manter o coração batendo no ritmo certo, o cara de nome invocado se vira nos 30, correndo atrás (como já disse acima, literalmente falando) da  bandidagem, para pegar o antídoto e, evidentemente, metendo porrada para tudo que é lado. Com um ritmo alucinante e história surreal, Adrenalina é um filmaço nota 10,0, com ação initerrupta e que, além de empolgar, arranca gargalhadas facéis dos absurdos que são apresentados. Criativo e envolvente, disparado é um dos melhores filmes de Statham e de quebra, ainda figura entre na lista do melhores filmes do gênero. Show de bola!

Já o segundo filme, Adrenalina 2 - Alta Voltagem,  de 2009, continua no mesmo pique e começa justamente onde o primeiro terminou, com a sobrevivência absurda de Chelios de uma queda livre de um helicóptero, sendo resgatado imediatamente por mafiosos chineses que imediatamente roubam o seu coração para dar ao seu poderoso chefe e colocam num lugar do coração do anti-heróis, pasmen caro internauta, uma bateria. Mais uma vez, literalmente falando, o cara tem que correr bastante e botar para fuder para se safar, se virando nos 30, para dar uma carregadinha no tal aparelho, seja levando choque de alta tensão e até dando uns pegas no meio da rua numa velhota desavisada que cruza o seu caminho. Apesar da ritmo e das loucuras absurdas e surreais permanecerem, o filme dar um pouquinho mais de ênfase ao humor sarcástico, fazendo do filme uma quase uma sátira, o que tirou um pouco o seu brilho. Mesmo assim, o filme é divertídissimo, com Statham ainda mais hilário no personagem, se metendo em situações ainda mais bizarras e absurdas. Em síntese, um filmaço divertido e empolgante. Nota 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 

LADRÕES QUE ENTRARAM NUMA ROUBADA.

Filmes.
Ladrões que entraram numa roubada.

Coincidência ou não, parece que os caras que programam os filmes que são exibidos na Rede Globo vêm visitando este humilde blog. Primeiramente, hora ou hora, vem sendo exibido na sessão Corujão, algumas pérolas dos anos 80 e 90, que andavam sumidíssimos da programação (Curtindo a Vida Adoidado, coincidentemente comentado recentemente neste blog, dias depois, foi exibido na madrugada de quinta para sexta na semana passada). Nos últimos quinze dias, foi a vez da sessão Domingo Maior, resgatar os filmes de ação. Tudo bem que são filmes mais recentes, e aqueles divertidos filmaços "B" estrelados por Bronson, Seagal, Norris e companhia continuam pegando poeira no porão da emissora. Mas convenhamos que ver na sessão o eletrizante policial Os Reis da Rua e o tosco classe Z O Jogador, filme da atual fase decadente, principalmente fisicamente, de Seagal, não deixa de ser um resgate dos bons e velhos tempos, onde a sessão dominical era sinônimo de filmes de ação classe B. Efeito Dominó, exibido na noite de ontem, estrelado pelo astro de ação da atualidade Jason Statham é um  policial com enredo bem desenvolvido, com uma boa dosagem de intriga e suspense, e pouca ação. Mesmo assim, só a presença do pouco telha bom de porrada na sessão dominical de final de noite, nos remete aos bons, velhos e saudosos tempos.

Baseado em fatos reais, este filme inglês narra a história de um grupo de ladrões, liderados por Terry Leather (Statham), que em 1971, realizam um audacioso roubo a um banco londrino, bem ao estilo do nosso Assalto ao Banco Central (parece que o filme do diretor Marcos Paulo é bastante influenciado por esta produção inglesa de 2008). O que a bandidagem não sabia é que estava entrando numa roubada pois. além de ter grana, jóias e até uma champanhe, os cofres do banco que foram induzidos a roubar, tinham importantes documentos, que compromentiam bastante o primeiro ministro inglês, policiais corruptos e até uma princesa. Perseguidos por meio mundo de gente poderosa, Leather precisará tomar as rédeas da situação, para tentar salvar sua pele e de seus companheiros.

Os fãs de Statham, acostumados aos ritmos frenéticos dos seus filmes, principalmente as franquias Carga Explosiva e Adrenalina, podem ter se fustrados com este filme, que tem um ritmo lento e com o carequinha correndo e dando  uma porradinha de leve apenas no clímax. Mas, o enredo tão bem desenvolvido deste interessante thirley policial, consegue prender a atenção e envolver. Não é o melhor filme do astro, mas também não é nenhuma tranqueira. Nota 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

VIAGEM FANTÁSTICA DE ENCHER OS OLHOS.

Filmes.
Viagem fantástica de encher os olhos.

O filme que deu ponta-pé inicial para o atual modismo das produções hollywoodianas em 3-D, sendo o percursor a ser rodado totalmente no formato (algo que, aliás, 99% dos filmes lançados no formato, infelizmente, não fazem) foi a divertida aventura Viagem ao Centro da Terra - O Filme, segunda adaptação para as telonas do clássico livro homônimo do genial Julio Verne. Produzida em 2008, esta fantástica aventura é estrelada por Brendan Fraser, e  acaba de ganhar uma continuação, Viagem 2 - A Ilha Misteriosa, que foi lançada neste final de semana nos cinemas brasileiros, sem o astro no elenco, mas contando de novo com o jovem Josh Hutcherson, e com Dwayne Johnson, o eterno The Rock e a lindíssima Vanesssa Hughes. A trama se passa nos dias atuais e Fraser interpreta Trevor Anderson, um cientista que não é levado a sério pelos seus pares. Ao encontrar anotações do seu irmão desaparecido, no clássico livro homônimo de Verne, Anderson resolve seguir as pistas para tentar reencontrá-lo. Coincidentemente, seu sobrinho Sean (Hutcherson), filho do sumido, vai passar uns dias em sua casa, o que força o cientista aloprado a levá-lo consigo a Islândia. Lá eles contratam o serviço da belíssima guia Hannah (Anita Briem) e o trio acaba se envolvendo numa aventura eletrizante, repleta de perigo, onde descobrirá um mundo primitivo misterioso.

Baseado no clássico de Verne, mantendo a trama original, mas, ao mesmo tempo criando uma nova, fazendo uma respeitosa homenagem ao autor e sua célebre obra, o filme tem um roteiro razoável, bastante interessante, escrito justamente para se aproveitar ao máximo os excepcionais efeitos especiais, o grande mérito do filme. Apesar de não ter assistido em 3-D, mesmo no formato convencional, o filme impressiona pela belíssima fotografia e efeitos especiais de encher os olhos. As atuações são convicentes, nada de extraordinárias, com destaque para Fraser, bem a vontade em mais um personagem aventureiro e meio abobalhado. Uma pena mesmo Fraser ter ficado de fora. O bombadão The Rock, que foi seu colega de elenco em O Retorno da Múmia, terá que suar muito substituí-lo à altura.

Em síntese, Viagem ao Centro da Terra é um filmaço de primeira, para ser assistido com toda família e que, além de divertir e empolgar, conduz o expectador na viagem fantástica de encher os olhos encarada pelo trio de protagonistas,  graças aos excepcionais efeitos especiais que impressionam até mesmo quando assistimo o filme na televisão (assistir a mais ou menos dois meses numa emissora a cabo e tive o mesmo impacto). Diversão garantida! Nota 9,3.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: INVASÃO U.S.A.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: Invasão U.S.A.

"Chuck Norris é Hunter, um agente da CIA tão implacável como Stallone em Cobra". Esta é a frase, que vinha estampada no poster nacional do filme Invasão U.S.A (exibido na televisão com o título Invasão dos Estados Unidos) na época do seu lançamento e que, com certeza, hoje em dia, devida as  famosas e hilárias frases em relação a Norris, só bastaria o nome do astro e, se bobeasse, seria os distribuidores do clássico filme estrelado por Stallone que pegariam carona na fama de fodástico de Norris. O mais incrível é que parece que os distribuidores nacionais estavam fazendo uma profecia sobre a fama que o figuraça e canastrão teria no futuro, graças a criatividade de internautas desocupados, pois, se existe um filme na sua filmografia que justifique toda a fama de fodástico imbatível de Norris, sem sombre de dúvida, é esta produção B da saudosa Cannon, dirigida por Joseph Zito, que dirigiu o astro no mesmo ano, no também clássico da produtora e dos filmes de ação Braddock: O Super Comando.  

Esqueça qualquer coerência no roteiro, pois este é típico filme de ação, que a trama é uma apenas uma desculpa esfarrapada para a porrada, explosões, perseguições e tudo que caracteriza o gênero, correrem soltos. Um grupo de terroristas, liderados pelo tosco Mikhail Rostov (o canastrão Richard Lynch, que posteriormente, fez outro vilão tosco em Lambada: A Dança Proibida) resolvem, do nada, invadir os Estados Unidos, levando o caos e o terror. Para salvar a pátria, a CIA recorre ao ex-agente Max Hunter (Norris), que curte tranquilamente sua merecidaaposentadoria caçando jacaré. Sozinho, mas armado até os dentes com seus brinquedinhos, Chuck Norris... digo, Hunter, caça um por um os toscos terroristas, detornando com todos e salvando a pátria.

Invasão U.S.A é filme de ação B, ouso dizer, profético já que, como você pode deduzir apenas por ler a sinopse escrita no parágrafo acima, é um perfeito exemplo prático das famosas verdades sobre Chuck Norris, apesar do astro lutar quase nada, utilizando mais armamentos, como metralhadoras automáticas, bazuca e até uma bomba, para detornar com a bandidagem. Como já disse, o roteiro é fraquíssimo, com mais furos que os adversários de Norris após confrontá-lo, apenas para tentar justificar o injustificável, ou seja, as ótimas sequências de ação, com destaque à perseguição de carro dentro de um shopping e o desfecho, onde Norris detona o líder dos terroristas em menos de um segundo, com sua bazuca.

Com um ritmo frenético e ótimas sequências de ação, mas sem nenhuma coerência no roteiro, muito menos sem nenhuma interpretação, Invasão U.S.A é um filmaço de ação divertídissimo, que não se leva a sério em nenhum momento e por isso provoca algumas risadas dos absurdos que são apresentados. Figura entre os dez melhores do astro e disparado o mais perfeito exemplo prático das verdades sobre Chuck Norris. Um clássico oitentista, do cinemão de ação e dos saudosos tempos da Sessão das Dez do SBT e Domingo Maior da Globo, que é mais um a engrossar a lista dos filmes divertidos das antigas que andam sumidíssimos das grades televisivas nacionais. Diversão boba e descomprometida. Nota 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.