Informa o serviço de utilidade pública deste blog: apesar de ser anunciada na capa como um filme estrelado por Jason Statham, 13 - O Jogador, lançado alguns meses atrás em home vídeo, o carequinha inglês é um mero coadjuvante, assim como seu colega de Os Mercenários, Mickey Rourke, e o rap Curtis 50 Cent Jackson. Este filminho com uma premissa interessante, mas que ficou apenas na pretensão é estrelado pelo iluestre desconhecido Sam Riley, que interpreta Sebastian, um jovem eletricista, com o pai no hospital, só aumentando as despesas familiares. Num belo dia de trabalho, o cara bisbolhota a conversa de um cliente sobre algo que vai lhe render muita grana. Mas, antes disso, o cara morre de overdose e Sebastian ocupa o seu lugar no tal lance que dar muita grana a quem participa. O que ele não sabia que se trata de uma surreal roleta russa, onde quem ganha é quem sobrevive. Uma ideia interessante que se perdeu num roteiro fraquíssimo e medíocre que desperdiça um bom elenco que além de Statham, Rourke e 50 Cent, conta também com o recém falecido Ben Gazarra. O mais espantoso é que este lixo é dirigido por Simon West, o mesmo do eletrizante Con Air - A Rota da Fuga e do aguardadíssimo Os Mercenários 2. Não sei o que se passa na cabeça de um astro em ascensão como Statham e um ganhador do Oscar como Rourke em topar fazer uma merda como esta, que só recebe a nota 1,0, pelas sequências de roleta russa. Em síntese: fuja desta merda!
Impossível não falar em Jason Statham sem comentar a trilogia Carga Explosiva, responsável pelo estouro do carequinha inglês como astro de filmes de ação. Produzida por Luc Besson, Statham interpreta o figuraça Frank Martin, um cara que é uma fera no volante, qualidade que o faz sempre requisitado principalmente pela bandidagem para cruzar a Europa transportando as mais diversas cargas impossíveis de enviar pelo correio. De quebra, o cara é bom de briga e sempre mete porrada na bandidagem, principalmente, quando inventam de quebra uma das regras contratuais estipuladas por ele.
No filme de estreia, Carga Explosiva, de 2002, dirigido duplamente pelo coreográfo de lutas Cory Yuen (responsável entre outras produções pelo clássico das artes marciais, Retroceder Nunca... Render-se Jamais!) e por Louis Leterrer (que depois viria a dirigir o ótimo O Incrível Hulk), o transportador Frank Martin inicia sua saga com tudo, dirigindo na fuga de uns assaltantes malas, que acabaram de meter bronca num banco em Nise, na França. Seu próximo serviço é transportar uma misteriosa carga para um tosco traficante. Seria um serviço mole e rotineiro se a tal carga não fosse a estonteante e sensual Lai (interpretada pela lindíssima atriz Qi Shu). Martin até resiste à tentação e entrega a encomenda, mas, a bandidagem inventa de armar para cima dele, explodindo seu brinquedinho e instrumento de trabalho. Puto da vida, Frank arrebenta com os caras, pega de reembolso um carro, descobrindo que a moça veio como veio como acessório imprevisível. A partir daí, o cara luta com todas as forças para salvar a moça e sua própria pele, algo que, aliás, o fodástico transportador tira de letra. Com um ótimo roteiro e um ritmo alucinante o filme tem sequências de ação empolgantes e mirabolantes, que somadas com as ótimas atuações, principalmente de Statham, Shu e François Berléand (único junto com Statham marcando presença nos três filmes, como o figuraça inspertor Tarconi), Carga Explosiva é um filmaço de ação de primeira qualidade. Divertido e empolgante, um filmaço para ser visto e revisto. Nota 9,8.
Com uma estreia excepcional, uma continuação era inevitável, e em 2005, Frank Martin volta com tudo em mais sequências mirabolantes e loucas sequências de ação. Em Carga Explosiva 2, Frank está afastado de sua vida de transportador ilegal, trabalhando nos Estados Unidos como comportado motorista familiar. Mas, a tranquilidade dura pouco, já que um grupo de toscos bandidos inventam de sequestrar justamente o pirralho da família, obrigando o carinha a mais uma vez distribuir porrada para tudo que é lado. Como já comentei este filmaço em outra ocasião (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/05/estreia-tv-aberta-tambem-e-maior.html), limito-me apenas a dizer que Carga Explosiva 2 é um filmaço tão bom quanto o primeiro. Em síntese, outro filmaço de ação imperdível. Nota 9,5.
Com dois filmaços de primeiro, a franquia encerra (ao menos por enquanto), em 2008 com Carga Explosiva 3. A trama volta a ser ambientada na Europa, com Frank curtindo sua merecida aposentadoria, gastando o seu tempo em programas lights, como pescar com o seu amigo Tarconi. Tudo ia na mais perfeita tranquilidade até que o transportador que ficou no seu lugar, invade sua casa com carro e tudo, trazendo na bagagem Valentina (Natalya Rudakova), filha de um chefe de Estado, que está sendo chatageado a fazer vistas grossas, deixando a bandidagem a derramar lixo tóxico no mar. Martin é obrigado pela bandidagem a ficar no lugar do falecido transportador, e ainda por cima, ainda é forçado a usar, junto com a moça, um pulseira que pode mandá-los pelo ar em pedacinhos, caso se afastem do carro ou da rota. Evidente que o cara vira o jogo ao seu favor e vai com tudo para cima da bandidagem. Apesar de manter o mesmo pique dos filmes anteriores e assemelha-se ao primeiro filme, Carga Explosiva 3 segue a costumeira regra do terceiro filme ser o mais fraco da franquia. Mas, engana-se que pensa que seja um filme ruim. Muito pelo contrário, já que estamos falando de outro filmaço de ação, com excelentes sequências de ação e uma química perfeita entre Statham e Rudakova. Um filme que faz jus aos anteriores. Nota 8,0.
Falando em Jason Statham, impossível não lembrar da franquia Adrenalina que são os dois filmes de ação mais loucos e com ritmo frenético da história do cinema, onde o carequinha, literalmente falando, corre feito um louco e bota para fuder, pelo motivo nobre de salvar a sua vida. Esqueçam qualquer coerência no roteiro de ambos os filmes pois, como já disse acima, os filmes são muito loucos, mas, em compensação, o que não faltam são sequências eletrizantes e surreais, regadas a heavy metal, com muita ação e humor sarcástico, que ganham força com as excepcionais montagem e fotografia. Statham, simplesmente arrebenta, num desempenho, principalmente interpretativo, bem acima do normal e mostra que não é a toa que se firma, cada vez mais, como o autêntico astro de ação do novo milênio.
A louca corrida pela vida do herói que na verdade não é nenhuma flor que se cheire, começou em 2006. Adrenalina já inicia num ritmo frenético, sem nenhuma explicação, com Chev Chelios (Statham), acordando de um desmaio e descobrindo logo de cara que foi envenenado com um toxina que o mata instanteneâmente, caso ele não mantenha ativaço. Para manter o coração batendo no ritmo certo, o cara de nome invocado se vira nos 30, correndo atrás (como já disse acima, literalmente falando) da bandidagem, para pegar o antídoto e, evidentemente, metendo porrada para tudo que é lado. Com um ritmo alucinante e história surreal, Adrenalina é um filmaço nota 10,0, com ação initerrupta e que, além de empolgar, arranca gargalhadas facéis dos absurdos que são apresentados. Criativo e envolvente, disparado é um dos melhores filmes de Statham e de quebra, ainda figura entre na lista do melhores filmes do gênero. Show de bola!
Já o segundo filme, Adrenalina 2 - Alta Voltagem, de 2009, continua no mesmo pique e começa justamente onde o primeiro terminou, com a sobrevivência absurda de Chelios de uma queda livre de um helicóptero, sendo resgatado imediatamente por mafiosos chineses que imediatamente roubam o seu coração para dar ao seu poderoso chefe e colocam num lugar do coração do anti-heróis, pasmen caro internauta, uma bateria. Mais uma vez, literalmente falando, o cara tem que correr bastante e botar para fuder para se safar, se virando nos 30, para dar uma carregadinha no tal aparelho, seja levando choque de alta tensão e até dando uns pegas no meio da rua numa velhota desavisada que cruza o seu caminho. Apesar da ritmo e das loucuras absurdas e surreais permanecerem, o filme dar um pouquinho mais de ênfase ao humor sarcástico, fazendo do filme uma quase uma sátira, o que tirou um pouco o seu brilho. Mesmo assim, o filme é divertídissimo, com Statham ainda mais hilário no personagem, se metendo em situações ainda mais bizarras e absurdas. Em síntese, um filmaço divertido e empolgante. Nota 8,5.
Coincidência ou não, parece que os caras que programam os filmes que são exibidos na Rede Globo vêm visitando este humilde blog. Primeiramente, hora ou hora, vem sendo exibido na sessão Corujão, algumas pérolas dos anos 80 e 90, que andavam sumidíssimos da programação (Curtindo a Vida Adoidado, coincidentemente comentado recentemente neste blog, dias depois, foi exibido na madrugada de quinta para sexta na semana passada). Nos últimos quinze dias, foi a vez da sessão Domingo Maior, resgatar os filmes de ação. Tudo bem que são filmes mais recentes, e aqueles divertidos filmaços "B" estrelados por Bronson, Seagal, Norris e companhia continuam pegando poeira no porão da emissora. Mas convenhamos que ver na sessão o eletrizante policial Os Reis da Rua e o tosco classe Z O Jogador, filme da atual fase decadente, principalmente fisicamente, de Seagal, não deixa de ser um resgate dos bons e velhos tempos, onde a sessão dominical era sinônimo de filmes de ação classe B. Efeito Dominó, exibido na noite de ontem, estrelado pelo astro de ação da atualidade Jason Statham é um policial com enredo bem desenvolvido, com uma boa dosagem de intriga e suspense, e pouca ação. Mesmo assim, só a presença do pouco telha bom de porrada na sessão dominical de final de noite, nos remete aos bons, velhos e saudosos tempos.
Baseado em fatos reais, este filme inglês narra a história de um grupo de ladrões, liderados por Terry Leather (Statham), que em 1971, realizam um audacioso roubo a um banco londrino, bem ao estilo do nosso Assalto ao Banco Central (parece que o filme do diretor Marcos Paulo é bastante influenciado por esta produção inglesa de 2008). O que a bandidagem não sabia é que estava entrando numa roubada pois. além de ter grana, jóias e até uma champanhe, os cofres do banco que foram induzidos a roubar, tinham importantes documentos, que compromentiam bastante o primeiro ministro inglês, policiais corruptos e até uma princesa. Perseguidos por meio mundo de gente poderosa, Leather precisará tomar as rédeas da situação, para tentar salvar sua pele e de seus companheiros.
Os fãs de Statham, acostumados aos ritmos frenéticos dos seus filmes, principalmente as franquias Carga Explosiva e Adrenalina, podem ter se fustrados com este filme, que tem um ritmo lento e com o carequinha correndo e dando uma porradinha de leve apenas no clímax. Mas, o enredo tão bem desenvolvido deste interessante thirley policial, consegue prender a atenção e envolver. Não é o melhor filme do astro, mas também não é nenhuma tranqueira. Nota 7,5.
O filme que deu ponta-pé inicial para o atual modismo das produções hollywoodianas em 3-D, sendo o percursor a ser rodado totalmente no formato (algo que, aliás, 99% dos filmes lançados no formato, infelizmente, não fazem) foi a divertida aventura Viagem ao Centro da Terra - O Filme, segunda adaptação para as telonas do clássico livro homônimo do genial Julio Verne. Produzida em 2008, esta fantástica aventura é estrelada por Brendan Fraser, e acaba de ganhar uma continuação, Viagem 2 - A Ilha Misteriosa, que foi lançada neste final de semana nos cinemas brasileiros, sem o astro no elenco, mas contando de novo com o jovem Josh Hutcherson, e com Dwayne Johnson, o eterno The Rock e a lindíssima Vanesssa Hughes. A trama se passa nos dias atuais e Fraser interpreta Trevor Anderson, um cientista que não é levado a sério pelos seus pares. Ao encontrar anotações do seu irmão desaparecido, no clássico livro homônimo de Verne, Anderson resolve seguir as pistas para tentar reencontrá-lo. Coincidentemente, seu sobrinho Sean (Hutcherson), filho do sumido, vai passar uns dias em sua casa, o que força o cientista aloprado a levá-lo consigo a Islândia. Lá eles contratam o serviço da belíssima guia Hannah (Anita Briem) e o trio acaba se envolvendo numa aventura eletrizante, repleta de perigo, onde descobrirá um mundo primitivo misterioso.
Baseado no clássico de Verne, mantendo a trama original, mas, ao mesmo tempo criando uma nova, fazendo uma respeitosa homenagem ao autor e sua célebre obra, o filme tem um roteiro razoável, bastante interessante, escrito justamente para se aproveitar ao máximo os excepcionais efeitos especiais, o grande mérito do filme. Apesar de não ter assistido em 3-D, mesmo no formato convencional, o filme impressiona pela belíssima fotografia e efeitos especiais de encher os olhos. As atuações são convicentes, nada de extraordinárias, com destaque para Fraser, bem a vontade em mais um personagem aventureiro e meio abobalhado. Uma pena mesmo Fraser ter ficado de fora. O bombadão The Rock, que foi seu colega de elenco em O Retorno da Múmia, terá que suar muito substituí-lo à altura.
Em síntese, Viagem ao Centro da Terra é um filmaço de primeira, para ser assistido com toda família e que, além de divertir e empolgar, conduz o expectador na viagem fantástica de encher os olhos encarada pelo trio de protagonistas, graças aos excepcionais efeitos especiais que impressionam até mesmo quando assistimo o filme na televisão (assistir a mais ou menos dois meses numa emissora a cabo e tive o mesmo impacto). Diversão garantida! Nota 9,3.
"Chuck Norris é Hunter, um agente da CIA tão implacável como Stallone em Cobra". Esta é a frase, que vinha estampada no poster nacional do filme Invasão U.S.A (exibido na televisão com o título Invasão dos Estados Unidos) na época do seu lançamento e que, com certeza, hoje em dia, devida as famosas e hilárias frases em relação a Norris, só bastaria o nome do astro e, se bobeasse, seria os distribuidores do clássico filme estrelado por Stallone que pegariam carona na fama de fodástico de Norris. O mais incrível é que parece que os distribuidores nacionais estavam fazendo uma profecia sobre a fama que o figuraça e canastrão teria no futuro, graças a criatividade de internautas desocupados, pois, se existe um filme na sua filmografia que justifique toda a fama de fodástico imbatível de Norris, sem sombre de dúvida, é esta produção B da saudosa Cannon, dirigida por Joseph Zito, que dirigiu o astro no mesmo ano, no também clássico da produtora e dos filmes de ação Braddock: O Super Comando.
Esqueça qualquer coerência no roteiro, pois este é típico filme de ação, que a trama é uma apenas uma desculpa esfarrapada para a porrada, explosões, perseguições e tudo que caracteriza o gênero, correrem soltos. Um grupo de terroristas, liderados pelo tosco Mikhail Rostov (o canastrão Richard Lynch, que posteriormente, fez outro vilão tosco em Lambada: A Dança Proibida) resolvem, do nada, invadir os Estados Unidos, levando o caos e o terror. Para salvar a pátria, a CIA recorre ao ex-agente Max Hunter (Norris), que curte tranquilamente sua merecidaaposentadoria caçando jacaré. Sozinho, mas armado até os dentes com seus brinquedinhos, Chuck Norris... digo, Hunter, caça um por um os toscos terroristas, detornando com todos e salvando a pátria.
Invasão U.S.A é filme de ação B, ouso dizer, profético já que, como você pode deduzir apenas por ler a sinopse escrita no parágrafo acima, é um perfeito exemplo prático das famosas verdades sobre Chuck Norris, apesar do astro lutar quase nada, utilizando mais armamentos, como metralhadoras automáticas, bazuca e até uma bomba, para detornar com a bandidagem. Como já disse, o roteiro é fraquíssimo, com mais furos que os adversários de Norris após confrontá-lo, apenas para tentar justificar o injustificável, ou seja, as ótimas sequências de ação, com destaque à perseguição de carro dentro de um shopping e o desfecho, onde Norris detona o líder dos terroristas em menos de um segundo, com sua bazuca.
Com um ritmo frenético e ótimas sequências de ação, mas sem nenhuma coerência no roteiro, muito menos sem nenhuma interpretação, Invasão U.S.A é um filmaço de ação divertídissimo, que não se leva a sério em nenhum momento e por isso provoca algumas risadas dos absurdos que são apresentados. Figura entre os dez melhores do astro e disparado o mais perfeito exemplo prático das verdades sobre Chuck Norris. Um clássico oitentista, do cinemão de ação e dos saudosos tempos da Sessão das Dez do SBT e Domingo Maior da Globo, que é mais um a engrossar a lista dos filmes divertidos das antigas que andam sumidíssimos das grades televisivas nacionais. Diversão boba e descomprometida. Nota 8,5.
Para um cinéfilo, depois de uma semana corrida e estressante, nada como parar na frente da TV e curtir os canais pagos que exibem bons filmes (apesar de ainda falharem em sua maioria, por exibir apenas filmes produzidos no século XXI), sobretudo os que não se renderam a atual e lastimável tendência de exibir toda programação dublada. Caso do Max HD, que na madrugada de sexta para sábado exibiu dois filmes inéditos para este blogueiro e que algum tempo desejava assistir, os quais passo a comentar a partir de agora.
Nos anos 80, os filmes de ação com ninjas eram a coqueluche, principalmente graças a extinta produtora Cannon. Quando achavamos que os ninjas estavam extintos, lembrados apenas na memória dos mais saudosistas, em 2009, os caras responsáveis pela trilogia Matrix, os irmãos Andy e Larry Wachowski, convocaram James McTeigue, diretor do sucesso V de Vingança, e ressuscitaram os sombrios e quase imbatíveis mercenários milenares em Ninja Assassino. A primeira vista parece que o filme é uma tentativa de levar os Ninjas, um pouquinho mais a sério, colocando-os mais sombrios, atacando principalmente no escuro, bem diferente dos ninjas made in Cannon, que atacavam em plena a luz do dia e, apesar de ser fraquinhos, estavam desmaiados no chão ao primeiro golpe do mocinho, seja ele o imbatível Chuck Norris (no tosco Octagon: Escola para Assassinos) ou o "engano bem, mas na verdade não luto p.n" Michael Dudikoff (o American Ninja original).
Desta vez, os ninjas são apresentados como membros de clãs milenares de mercenários, que são treinados desde criança para se tornarem máquinas mortais, que atuam secretamente e são imbatíveis nas missões que lhe são confiadas. Porém, Raizo (o sul coreando Rain), o mais habilidoso e mortal dos ninjas do clã liderado pelo impiedoso Ozunu (a lenda viva dos filmes de ninja, Sho Kosugi), resolve chutar o pau da barraca e desertar do clã, causando a ira do seu "pai" e "irmãos" ninjas, passando a ser perseguido impiedoso por eles, liderados pelo também fodão Takeshi (Rick Yune, conhecido por ser um dos vilões centrais de 007 Um Novo Dia para Morrer). Anos depois, em Berlin, Mika (Naomie Harris), uma agente da interpol, investiga e descobre a existência dos clãs de ninjas, se tornando alvo fácil, motivo para Raizo entrar em cena e acertar as contas com o seu passado.
Ficou apenas na aparência os ninjas serem levados à sério, já que a única diferença entre esta versão, lançada nos cinemas exatos dois anos atrás, e as produções oitentistas limita-se apenas nas retrições orçamentárias, já que Ninja Assassino é uma super-produção, muito bem caprichada visualmente, a ponto de apelar para o exagero sanguinolento, mas com roteiro fraco e repleto de furos, bem à moda antiga, logo, diverte, sem compromisso. As atuações, à exemplo dos clássicos "B" de saudosa memória, são razoáveis, nada de extraordinárias e marcantes. Com certeza a produção merece mérito por ressuscitar o tema e também o grande ícone deste sub-gênero de ação, Sho Kosugi, que estrelou, bem no comecinho dos anos 80, os primeiros filmes sobre ninjas.
Em síntese, com um apelo visual forte, que torna o filme um atrativo perfeito para a nova geração acostumada com games violentos, sequências de ação eletrizantes, Ninja Assassino é um razoável filme de ação, que cumpre direitinho o seu papel e apresenta a velha e batida história com os mesmo furos daquela época (aqui também os imbatíveis e quase imortais ninjas, correm de medo e se ferram, quando um exércitozinho invade seu esconderijo, mandando bala para tudo que é lado), com a cara dos nossos dias. Descartável e previsível, mas, divertido. Nota 7,5.
Logo após o exagero sanguinário dos ninjas, foi a vez do terror Quarentena, versão norte-americana, cagada e cuspida, do espanhol [Rec]. A trama é a mesma daquele (e único) interessante filme da modinha atual de fazer filmes com atores desconhecidos, tentando passar como material real, sub-gênero, que não me agrada. Uma equipe de reportagem, formada absurdamente apenas por uma repórter gostosinha e seu cameraman, está realizando um documentário sobre o Corpo de Bombeiros e acompanha uma dupla destes heróis da vida real numa ocorrência aparentemente rotineira. Mas, chegando no prédio, são confirnados lá dentro e se deparam com uma inexplicável doença, que tornam as pessoas violentamente hostis, comportando-se como se fossem cães raivosos.
Ao contrário do original espanhol, Quarentena é chato, entediante e não convence em nenhum momento como material real, sub-gênero que Hollywood sabe produzi bem (Não é porque não gosto deste tipinho de filmes que não possa reconhecer os méritos de alguns deles.). Em síntese, um filminho nota 1,5. Sem mais comentários.
Entrando no clima da festa do Oscar, que ocorrerá no último domingo deste mês, a partir de hoje, passo a revirar a minha memória e comentar aqui os filmes que, na minha opinião, realmente mereceram ganhar o Oscar na categoria. Como de costume nesta série de postagens onde comento filmes, literalmente falando, do século passado, não perderei tempo com filmes que recentemente ganharam a estatueta careca, muito menos com filmes que na minha opinião não mereceram, como por exemplo ... E o Vento Levou (ganhador na categoria, em 1940. Podem me xingar, mas continuarei achando este clássico, uma merda chata e enfadonha, mesmo admitindo que o filme arrebenta na fotografia e figurino), Entre Dois Amores (1986, um caso histórico da vitória do concorrente mais fraco), Conduzindo Miss Daisy (1990), O Paciente Inglês (1997), Shakespeare Apaixonado (1999), Beleza Americana (2000) e tanta outras tranqueiras que foram escolhidas na categoria, mesmo concorrendo com filmaços bem melhores e infinitamente superiores como O Mágico de Oz (1940), A Cor Púrpura, O Beijo da Mulher-Aranha e A Testemunha (todos concorrentes na categoria em 1986, o que por si só, explicam a afirmação acima), Nascido em 4 de Julho e Sociedade dos Poetas Mortos (1990), Jerry Maguire - A Grande Virada (1997), À Espera de Um Milagre e O Sexto Sentido (2000). E inicio está micro maratona em grande estilo, indo bem fundo no baú e trazendo à torna dois clássicos inesquecíveis, que não apenas fizeram jus à premiação, como também entre as mais bem merecidas das história da famosa premiação.
O primeiro é o excepcional Ben-Hur, produzido em 1959, que para este blogueiro esta entre os melhores filmes de todos os tempos. Grande vencedor da 32ª edição, realizada em 1960 e o maior recordista do Oscar - com doze indicações, vencendo em onze (perdeu apenas na categoria Melhor Roteiro Adaptado) -, feito que só foi igualado quarenta depois com Titanic e, posteriormente, em 2004, com O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, o filme é o terceiro filme baseado no romance homônimo do escritor Lee Wallace (os dois anteriores são da época do cinema mudo), e se passa na época e lugar onde Jesus Cristo realizava a sua missão, motivo único que fazem muitos comenterem o erro de classificar o filme como bíblico. Conduzido de forma maestral pelo genial e saudoso diretor William Wyler, o filme traz a saga de Judah Ben-Hur (Charlton Heston, na melhor atuação da sua carreira, que só estrelou o filme graças a recusa de Burt Lacaster, Marlon Brandon e Rock Hudson), um rico e bem sucedido comerciante judeu, que ver sua vida e de sua família ir à ruína, quando seu amigo de infância, o romano Messala (Stephen Boyd, excepcional, num papel que quase seria feito pelo saudoso Leslie Nielsen, na época, em início de carreira e muito canastrão), chefe das legiões romanas, o traí, apenas por divergências de opiniões políticas entre eles. Preso, sendo escravo num navio romano, Ben-Hur passa e supera vários desafios para dar uma reviravolta em sua vida e ainda encarar o seu ex-amigo e maior inimigo, responsável por tanto sofrimentos causado a ele e seus familiares.
Sinceramente, as palavras são poucas para definir um filme tão excepcional, que tem um roteiro excepcional, atuações brilhantes e sequências tão inesquecíveis que ficam em nossa memória na sempre, como a eletrizante e marcante sequência da corrida de bigas, e nos encontros rápidos que o personagem tem com Jesus Cristo, tendo o privilégio de ser o único a contemplar a face de Nosso Senhor, nos deixando curiosos e ao mesmo tempo emocionados. Todas estas sequências acompanhadas da excepcional e também inesquecível trilha composta e conduzida pelo maestro Miklos Rózsa. Outro ponto alto do filme é na parte técnica, principalmente na cenografia, figurino e fotografia, algo que inovador na época e que até hoje, por incrível que pareça ainda impressiona pelo realismo.
Com um enredo envolvente e emocionante, que de tão bem conduzido e realizado, nos fazem ignorar que o filme dura mais de quatro horas de duração, Ben-Hur é um filmaço que encabeça a lista dos melhores filmes de todos os tempos, sendo para mim, o melhor vencedor do Oscar, principalmente, na categoria Melhor Filme. Um clássico inesquecível e emocionante, que o tempo jamais apagará. Para ser visto e revisto inúmeras vezes, sem deixar de ser empolgante e envolvente. Nota 10,0 é pouco para este filme inesquecível.
Seis cerimônias após a super-produção Ben-Hur arrastar onze estatuetas, de forma mais modesta, apenas com cinco estatuetas, foi a vez do também inesquecível A Noviça Rebelde entrar para o rol dos melhores filmes de todos os tempos, de acordo com os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Produzido pelos estúdios Fox em 1965 e dirigido por Robert Wise, este divertido musical, com um roteiro muito bem escrito, que mescla perfeitamente comédia, ação e, evidentemente, números musicais, Julie Andrews interpreta de forma leva, mas magistral, a noviça Maria, que não consegue seguir as regras rígidas do convento onde reside e vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer, ótimo). O trabalho seria moleza, se não fosse por um pequeno detalhe: o víuvo tem sete filhos, que são criados como se fosse parte do seu regimento. A jovem governanta leva alegria para aquela mansão tão baixo astral, conquista a pirralhada e de quebra, o coração do durão militar. Mas, o final feliz e com cantoria não virá tão fácil, já que, além do militar está comprometido com uma baronesa, o país onde se passa a trama, a Áustria, está à beira da instauração do nazismo.
Particularmente, não sou muito fã do gênero musical clássico, onde o desenrolar da trama é interrompido para os personagens cantarolarem. Mas, no caso desta clássico, abro um exceção, já que o filme é muito divertido, prende atenção, graças ao enredo muito bem desenvolvido e um elenco afiadíssimo, com um perfeito entrosamento entre todos os envolvidos, principalmente o casal de protagonistas, Andrews e Plummer, e a pirralhada bastante talentosa (Curiosamente, um dos pirralhos é Nicholas Hammond, que no começo dos anos 80 estrelou a tosca série televisiva do Homem-Aranha, dando vida a versão equivocadíssima de Peter Parker e seu alter-ego cabeça de teia). Até os números musicais me agradam, pois são muito bem interpretados pelo elenco, com destaque para a inesquecível sequência inicial, onde Andrews canta a música que originalmente dar título ao filme e no clímax, famíla Von Trapp realiza uma apresentação, com as malas prontas para fugirem do regime nazista.
Em síntese, A Noviça Rebelde é um clássico inesquecível, que merecidamente está no rol dos melhores filmes de todos os tempos. Divertido, um filmaço nota 10,0, que não envelheceu com o tempo, recomendado para assistir com toda família. Para ser visto e revisto inúmeras vezes e recordar de saudosos tempos, onde produções familiares realmente passavam valores e não eram as bobagens que hoje em dia são produzids, onde se priorizam a ação e a comédia, ignorando-se totalmente o conteúdo. Imperdível!
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
O emocionante primeiro encontro entre Ben-Hur e Jesus.
Uma das cenas mais belas e emocionantes da história do cinema.
Julie Andrews, ontem e hoje, entre seus colegas de cena,
que deram vida as crianças Von Trapper:
Charmian Carr (1), Nicholas Hammond (2), Heather Menzies (3),
Duane Chase (4), Debbie Turner (5), Angela Carwright (6) e
E foi dada largada oficialmente na minha maratona com os filmes indicados deste ao Oscar de Melhor Filme. Disse oficialmente, já que no ano passado já tinha assistido o interessante Meia Noite em Paris, mas, obviamente, não sabia qu veria a ser indicado Faltam assistir os outros indicados, já que acabei de assistir, na sala 4 do Complexo Kinoplex Maceió, o comovente drama Os Descendentes, estrelado por George Clooney, vencedor de dois Globo de Ouro na categorias Melhor Filme - Drama e Melhor Ator para Clooney e que está sendo indicados a cinco Oscar (além de Melhor Filme e Melhor Ator, também concorrem nas categorias Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Diretor para Alexander Payne). A trama é muito interessante e bem conduzida por Payne, que nos apresenta uma Havaí bem mais urbano e comum a qualquer cidade, bastante diferente do paraíso que estamos acostumados a ver nos inúmeros filmes que se passam na ilha do pacífico.
É neste Estado estaduniense que reside o advogado e herdeiro de uma tradicionalíssima família local, Matt King (Clooney), um cara que só vive para o trabalho e ignora totalmente sua esposa e filhas. Tudo começa mudar quando sua esposa Elizabeth (Patrícia Hastie) sofre um gravíssimo acidente, permanecendo em coma, o que lhe obriga não somente a cuidar das filhas, a adolescente Alexandra (Shailene Woodley) e a pirralha Scottie (Amara Miller), mas a repensar toda sua vida, que além deste momento delicado na vida pessoal, ainda sofre com a pressão de qual proposta aceitar na venda de um imenso terreno familiar. Como se tragédia fosse, o cara ainda descobre que a sua esposa não somente mantinha um caso com um tosco corretor de imóvel (interpretado pelo eterno Salsicha dos dois primeiros Scooby-Doo, Matthew Lillard), mas iria lhe dar um belo pé na bunda, entrando na justiça com o pedido de divórcio.
Apesar do tema delicado e barra pesada, que é tratado com um realismo e sensibilidade, em momento nenhum Os Descendentes é um filme triste. Evidente que toda seriedade e emoção que a história pede estão presentes, e graças as excepcionais interpretações e trilha, arrancam fácil as lágrimas dos mais emotivos. Mas, por incrível que pareça, o filme em nenhum momento é melancólico, chato e entediante, mas prende e envolve o espectador na história e ainda por cima consegue arrancar algumas risadas, com diálogos e situações interessantes e impagáveis, com direito a personagens figuraças, como o adolescente sem noção Sid, interpretado por Nick Krause, e do próprio peronagem central, que mesmo passando por tanta pressão emocional, ainda consegue sacar algumas tiradas engraçadas.
Aliás, falando em Clooney, o astro está perfeito e, merecidamente, merece todas as indicações e premiações, deixando de lado o costumeiro piloto automático dos grandes astros hollywoodianos e realmente interpreta de forma brilhante, como um ator de verdade deve fazer. Sua atuação é impressionante, dosando perfeitamente toda carga emocional que o personagem carrega, de forma sensível, despindo-se de toda vaidade de um astro hollywoodiano. Mérito e destaque também para seus colegas de elenco, que ão ficam atrás e nos brindam com ótimas atuações, em especial, as quase novatas Woodley e Miller, que interpretam as filhas do seu personagem, que não somente tão todo suporte para Clooney brilhar com uma atuação impecável, como também atuam no mesmo nível que ele.
Sensível, envolvente e comovente, sem ser melancólico, Os Descendentes é um excelente drama familiar, bem acima da média. que . Na minha opinião, até agora, disputa de igual para igual com Meia Noite em Paris como melhor filme indicado ao Oscar deste ano. Merece ser conferido, mas sugiro principalmente aos mais emotivos que além da pipoca e o refrigerante, levem também, uma boa quantida de lenço de papel, pois as lágrimas correrão fácil. Imperdível! Nota 9,5.
Outra quarta-feira este blogueiro cinéfilo encara mais uma sessão dupla (seria tripla se o esgotamento físico e mental das poucas horas dormidas nos últimos dias, devido ao estressante preenchimento de diários escolar,não me fizesse adiar para amanhã assistir o concorrente ao Oscar Os Descendentes). A sessão dupla começou às 14:10, na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió, com Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, suspense dirigido pelo mestre David Fincher, remake do sueco Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de 2009, super aguardado pelos fãs. Baseado no primeiro livro homônio da trilogia de livros Millenium, escrito pelo saudoso escritor sueco Stieg Larsson, a trama do filme é bastante interessante e envolvente, que nos prende atenção e faz passar rapidinho as mais de duas horas e meia de duração. O jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig, convicente) está passando por uma fase ruim, onde acaba de ser condenado por calúnia, por uma reportagem como denúncias contra um poderoso empresário. Neste tumbilhão, ele é contratado pelo milionário sueco Herik Vanger (o veterano Christopher Plummer, como sempre ótimo), para que investigue a fundo o desaparecimento de sua neta Harriet, que desapareceu misteriosamente nos meados dos anos 60 e provavelmente foi assassinada por um dos membros de sua própria família. À medida que vai se aprofundando nas suas investigações, Mikael vai descobrindo uma intrigrante série de assassinatos, baseados no Livro Bíblico do Levítico, e contará com a ajuda da estranhíssima hacker investigativa Lisbeth Salander (Rooney Mara, merecidamente indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar, por sua brilhante atuação).
O livro caiu com uma luva para Fincher, que nos presenteou com mais um filmaço de suspense envolvente e com um roteiro muito bem desenvolvido, repleto de reviravoltas, e onde somos apresentadosva dupla de personagens centrais. Particularmente, o filme tem um enredo tão bem conduzido pelo diretor, que me empolgou a adquirir e ler a trilogia Millenium. Sendo um filmaço tão bom, temos aqui uma das injustiças do Oscar deste ano, já que Millenium recebeu apenas cinco indicações (além de Rooney o filme recebeu indicação pela fotografia, edição, mixagem e edição de som) e nenhuma delas para o roteiro, Fincher e Filme, que na minha opinião, três indicações que seriam justíssimas. Como cinéfilo, acredito que nunca vou entender o que se passa na cabeça oca dos membros da Academia, para pisarem tanto na bola e cometer tantas injustiças. Em síntese, Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um suspense de primeira, que recebe deste blogueiro a nota 9,5. Mais uma filmaço na carreira de Fincher.
Depois de um intervalo de duas horas e dez minutos, tempo suficiente para vim em casa escrever os parágrafos acima, tomar um bom banho e jantar, foi a vez de voltaR ao escurinho do cinema, para desta vez conferi na sala 2 o thirlley À Beira do Abismo, estrelado por Sam Worthington, que interpreta Nick Cassidy, um ex-policial, foragido de um presídio, que resolve se pendurar no 21º andar de um hotel luxuoso em Nova York, ameaçando cometer suícidio. O À medida desesperada, na verdade, é apenas uma distração, para que o seu irmão e cunhada, possam invadir um cofre contendo a prova inequívoca da sua inocência. O filme começa bem e em alguns momentos prende a atenção, lembrando vagamente o excepcional Por um Fio. Mas, o roteiro fraco, repleto de furos, acaba estragando todo clima inicial, apelando para as sequências mirabolantes de roubo e as situações "me engana que eu gosto".
No elenco, que conta tanbém com Elizabeth Banks, Edward Burns e Ed Harris, todos desperdiçados, destaque apenas para a lindíssima e desconhecida Genesis Rodrigues, que rouba a cena como a namorada do irmão do personagem central. Em síntese, apesar de uma boa ideia que se perdeu no roteiro, o filme não é ruim, por isso que ganha a nota 7,0.