sábado, 10 de dezembro de 2011

CHRIS EM MAIS UMA IMITAÇÃO DE ESQUECERAM DE MIM.

Filmes.
Chris em mais uma imitação de Esqueceram de Mim.

Alguém desavisado que ligou a TV no SBT, entre 21 e 23 horas da noite deste sábado, pode ter tido a impressão que o seriado Todo Mundo Odeia o Chris mudou de casa, por ver o seu protagonista, o talentoso Tyler James Williams dando as caras na emissora onde o Chaves reina absoluto. Infelizmente, não ocorreu a mudança e o seriado norte-americano continua sendo a única atração que presta da emissora do bispo Macedo. A aparição do figurinha na emissora do patrão Silvio Santos se deu pela comédia infantil Menores Desacompanhados, de 2006, onde ele interpreta uma das crianças que irão viajar sozinhas na noite de natal, mas ficam presas no aeroporto de Chicago, onde, obviamente, arrumam várias confusões e fazem de bobos os seguranças que as perseguem.

O filme é mais uma comédia bobinha infantil sem graça, que segue à risca a cartilha de Esqueceram de Mim, inclusive, se passando na mesma festividade. Não dar para avariar as interpretações, já que o filme foi exibido na versão dublada, mas percebe-se que Williams interpreta um personagem idêntico ao seu mais famoso personagem, só que com um pouquinho mais de dinheiro e ainda mais nerd, com direito a citar Star Wars. Vale apenas pela curiosidade de vê-lo atuando em um longa.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SEU LUNGA VERSÃO DIRTY HARRY.

Filmes.
Seu Lunga versão Dirty Harry.

De astro de faroestes spaghetti e filmes de ação a um diretor prestigiado. Muitos tentam, mas, até agora, apenas Clint Eastwood conseguiu. O veterano ator ao longo dos seus mais de 50 anos de uma considerável carreira, também como diretor fez uma perfeita transição, passando gradativamente de filmes de ação descompromissados à excepcionais dramas, alguns deles verdadeiras obra primas. Gran Torino,  filme de 2008, que acabou de ser exibido no SBT, não chega a ser uma obra prima como alguns filmes dirigidos por Eastwood, mas, também não é nenhuma bomba. Mesmo não sendo um dos melhores filmes do ator e diretor, o filme é um bom exemplo dos múltiplos talentos do eterno Dirty Harry, que além de dirigir e atuar perfeitamente, ainda soltou o gogó nos créditos finais.

Em Gran Torino, Eastwood é o veterano combatente Walt Kowalski que acabou de perder sua esposa. Racista, intolerante, razinza, com respostas curtas e grossas bem ao estilo do cearense Seu Lunga (figura real e atual que acabou entrando no folclore nordestino), que sobram até mesmo para os seus familiares e o jovem padre da Paróquia que a falecida frequentava. Com um temperamento tão rude e insuportável, é natural que o idoso viva sozinho em sua casa, isolado de todo mundo. Uma bela noite, o velho rabugento salva um adolescente asiático, seu vizinho, de levar uma surra de uma gangue liderada pelo primo e, dias depois, é vez da irmã dele, ser salva pelo figuraça rabugento, do assédio de uma outra gangue.  Mesmo com todo jeito grosso de ser, os vizinhos orientais vão se aproximando do "Seu Lunga versão Dirty Harry", conquistando e amansando a fera, que por trás de toda aquela grosseria, na verdade é um bom homem, fragilizado pelos traumas de guerra e por uma doença terminal, e até mesmo com sentimentos.

Erroneamente divulgado pela emissora paulista como um filme de ação, Gran Torino na verdade é um drama muito bem escrito que emociona, empolga e ainda arranca algumas gargalhadas, principalmente nas cenas iniciais, com as respostas grosseiras de Kowalski, personagem que mesmo com seu jeito politicamente incorreto conquista o público, graças a brilhante atuação de Eastwood, que ainda nos brinda com uma direção primorosa que consegue também tirar excelentes atuações dos seus colegas de elenco, todos ilustres desconhecidos, mas melhores atores que muitos astros e estrelas hollywoodianos. Aliás, em se tratando de um filme dirigido por Eastwood, nada disso é novidade.

Com um enredo muito bem conduzido por Eastwood,  Gran Torino é um drama comovente e tocante, com pitadas  de ação e humor na dosagem certa, que envolve e prende atenção do começo ao fim.  Mesmo com elementos e temas de outros filmes e personagens do veterano ator e diretor e um fraco e triste final, que acaba causando uma fustração no público,  ainda  é bom filme que merece ser conferido.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AÇÃO FRENÉTICA NUMA QUASE PARÓDIA.

Filmes.
Ação frenética numa quase paródia.

Na noite de ontem, enquanto a Globo e a Band tapavam o buraco do horário do futebol, inexplicavelmente, com bobas e adocicadas comédias românticas, a Record exibia um verdadeiro  "filme para macho ver". Trata-se da divertidíssima produção inglesa Chumbo Grosso, que traz de volta a divertida dupla de atores do sucesso Todo Mundo Quase Morto, (confira comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/11/titulo-horrivel-de-mais-uma-comedia.html ) -  Simon Pegg e Nick Frost - numa comédia de ação que beira a uma paródia aos filmes de ação americano, muitos deles, inclusive, citados no filme.

Na trama o inteligente e impulsivo policial de Londres Nicholas Angel (Pegg) é transferido para trabalhar num pequeno e pacato vilarejo. Tudo ia no maior tédio para ele, quando ocorrem uma série de acidentes que vem vitimando moradores locais. O experiente policial percebe que na verdade trata-se de casos de assassinatos e tenta convencer os inexperientes policiais do que está acontecendo, inclusive, o seu parceiro Danny Buterman (Frost). Como ninguém lhe dar ouvidos e só levando tromba no decorrer das investigações mesmo estando no caminho certo, o carinha chuta o pau da barraca e parte ele mesmo para provar que está certo e detornar com os responsáveis pelos assassinatos, bem ao estilo dos heróis de ação dos filmes hollywoodianos.

O filme tem um ritmo frenético, principalmente na segunda metade, e prende atenção do começo ao fim. O roteiro muito bem escrito, consegue manter o pique do filme e faz divetidas citações dos filmes de ação norte-americanos, principalmente Os Bad Boys. Chumbo Grosso é tão divertido que supera consideravelmente Todo Mundo Quase Morto, filme dos mesmos produtores e dupla de protagonistas. As interpretações são razoáveis com destaque para o ex-James Bond dos final dos anos 80, Timothy Dalton, bem a vontade e visivelmente se divertindo, como o vilão central do filme. Já a dupla de protagonistas, mesmo em personagens um pouco parecidos com aqueles que interpretaram no sucesso de 2004, estão com atuações melhores que naquele filme e cada vez mais entrossados.

Com um ritmo frenético e  hilárias "quase paródias" aos blockbusters de ação hollywoodianos, Chumbo Grosso é uma comédia inglesa bem acima da média, que diverte e empolga graças aos propositais exageros apresentados no decorrer da trama (com na cena totalmente trash, onde um jornalista é assassinado com um torre na cabeça). Em síntese, um filme empolgante que substitue perfeitamente à altura uma partida de futebol das noites de quartas. Que a Globo e a Band sigam o exemplo da emissora do bispo Macedo e nas próximas quartas, exibam filmaços realmente divertidos para macho ver.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

O INÍCIO DE UMA DIVERTIDA FRANQUIA.

Filmes.
O início de uma divertida franquia.

No começo desta semana, o SBT nos brindou com mais uma exibição de A Hora do Rush, de 1998, primeiro e ligeiramente o melhor filme da divertidíssima trilogia (até agora) estrelada pela hilária e carismática dupla Jackie Chan e Chris Trucker, que já neste filme de estreia esbanjavam bom humor e um perfeito entrosamento entre eles. O carisma da dupla junto com uma trama muito bem escrita geraram um filmaço divertídissimo, que por sua vez, deu o ponta-pé inicial de uma divertida franquia.

Bandidos chineses sequestram a filhinha do embaixador chinês recém-chegado aos Estados Unidos. O FBI entra no caso, mas não contava que o embaixador iria importar o competente policial Lee (Chan, bem a vontade, como se estivesse numa produção chinesa), amigo pessoal da família. Achando que o tira chinês só iria atrapalhar os rumos das investigações, convocam o figuraça policial de Los Angeles, Carter (Tucker, hilário) para ser uma espécie de babá de Lee. Como de costume, de cara a dupla se estranha, mas acaba se unido, tornando-se uma das mais divertidas e inesquecíveis parcerias da história do cinema.

O primeiro A Hora do Rush é um filmaço divertidíssimo, que mescla ação e humor na medida certa, graças a um roteiro muito bem escrito, que ganha forças com as interpretações acima da média de um elenco competente, em especial, da dupla de protagonista Chan e Tucker. Uma pena que o filme tenha sido exibido na versão dublada e com um infeliz corte dos créditos finais, onde tradicionalmente nos filmes de Chan, são exibidos os divertidos erros de gravação.

Mesmo sendo exibido várias vezes, o primeiro A Hora do Rush é um filme tão bom que empolga e diverte como se estivéssemos assistindo pelo primeira vez. Um filmaço que abre com chave de ouro uma franquia que tem os melhores filmes estrelados pela dupla de protagonistas, principalmente Chan, já que boa parte dos seus filmes produzidos nos Estados Unidos deixam um pouco a desejar, inferiores ao seu inegável talento. Um filme para ser visto e revisto, sem deixar de ser divertido.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TRIO DA PESADA DETORNANDO EM EMPOLGANTE THIRLLEY DE AÇÃO.

Filmes.
Trio da pesada detornando em empolgante thirlley de ação.

Que Jason Statham é o grande astro de ação dos nossos dias não é novidade nenhuma. E Os Especialistas, excepcional thirlley de ação que acabei de assistir na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió só vem consolidar esta verdade. Do começo ao fim Statham brilha  e detorna, levando a plateia ao delírio, em empolgantes sequências de ação, esbanjando carisma e simpatia. Apesar de oficialmente não está sozinho no protagonismo, o fato é que o resultado final é um filmaço de Statham, com um ritmo frenético, que conta com os coadjuvantes de luxo Clive Owen e Robert  De Niro. Se mesmo com este trio da pesada no elenco alguém tem dúvida se o filme é bom, prepare-se para ir ao cinema e ter uma agradabilíssima supresa.
A trama, baseada em fatos reais, se passa no começo dos anos 80 e já inicia com todo gás. Numa cidade do México, os agentes especiais Danny (Statham) e Hunter (De Niro, um pouco desperdiçado, mas como sempre ótimo) emboscam e matam um figurão. É quando Danny tem crise de consciência, chuta o pau da barraca e se aposenta da profissão de assassino. Um ano depois, recebe a notícia que Hunter foi sequestrado por um xeque, por se recusar a executar um serviço para ele: eliminar membros da SAS, as forças especiais britânicas, que assassinaram os seus filhos. Para salvar a vida de Hunter, Danny é obrigado a sair da aposentadoria e encarar a complicadíssima missão, que ainda ficará mais difícil porque Spike (Owen, ótimo), ex-membro da SAS, defenderá com unhas e dentes, e até a própria vida, seus antigos companheiros.

O filme tem  um ritmo frenético, que só diminue um pouco na segunda metade. Tem um roteiro muito bem escrito, repleto de reviravoltas e as sequências de ação são de tirar o fôlego. Destaque para os confrontos entre os personagens de Statham e Owen, tão empolgantes e memoráveis, que com certeza entram automáticamente para o rol dos grandes e inesquecíveis embates entre astros de filme de ação, a exemplo de Bruce Lee e Chuck Norris em O Vôo do Dragão, entre outros. O primeiro confronto entre os astros ingleses é uma sequência tão empolgante, que este blogueiro e algumas pessoas do público pagamos o micaço de pularmos de nossas cadeiras, vibrando mais que torcedor corintiano na tarde de ontem.

Statham está perfeito com Danny e como já foi dito, conduz de forma bastante eficaz e maestral a ação do filme. Em Os Especialistas, o carequinha simplesmente dar um show e se firma tranquilamente como o grande astro do gênero da atualidade, não ficando atrás dos lendários Stallone, Schwarzenegger e Wills e ainda por cima, entrando pela porta da frente no mesmo nível que eles. Quem também está com uma atuação memorável, e para mim a melhor de sua carreira, é Clive Owen, que quando entra em cena, consegue brilhar tanto quanto Statham, dando um show de interpretação. Mesmo interpretando um personagem pequeno e inferior ao seu inegável talento, De Niro cumpre bem o seu papel e nos brinda com uma ótima atuação, acima do que o personagem de fato exige.

Com ação do começo ao fim, num ritmo eletrizante, conduzida por um carismático astro de ação e atuações acima de média, Os Especialistas é um filmaço que superou expectativas. Uma agradável supresa e um presentaço antecipado de natal para os que curtem um excelente filme de ação, empolgante e envolvente. Imperdível mesmo! Não perca tempo e vá o mais rápido possível ao cinema, conferir este filmaço excepcional.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Primeiro embate entre Statham e Owen:
Já está no rol dos memoráveis embates
de astros de ação da história do cinema.



CASAL EXPLOSIVO EM FILME BOMBÁSTICO.

Filmes.
Casal explosivo em filme bombástico.

No último fim de semana foi lançado em nossos cinemas Os Especialistas, que tem como trio de protagonistas Robert De Niro, Jason Statham e Clive Owen. Só por esta trinca de feras, o filme promete ser, no mínimo, explosivo. Alguns anos antes, precisamente em 1994, um outro filme tão explosivo e com elenco de feras era lançado. Trata-se do homônimo, no singular, O Especialista, encabeçado por um Sylvester Stallone bombando nas bilheterias, após a volta por cima em sua carreira graças aos filmaços Risco Total e O Demolidor, e uma Sharon Stone, ainda gozando (ops! Desculpe o trocadilho!) a fama da sua femme fatale Catherine Tramell, do eletrizante suspense e quase erótico Instinto Selvagem. Completava o elenco um inspiradíssimo James Woods,  o irmão de Júlia Roberts, Eric Roberts (que se reencontrou com Stallone, no ano passado, em Os Mercenários) e o saudoso Rod Steiger.

Na trama,  uma misteriosa e sensual mulher (Stone, numa imitação barata de sua mais famosa personagem) volta a Miami para se vingar dos assassinos dos seus pais. De forma surreal, praticamente encontrando na lista telefônica, contrata o ex-agente da CIA e especialista em explosivos, Ray Quick (Stallone), para ajudá-la no seu plano fatal de vingança. Só que eles não contavam com o ex-companheiro de CIA e desafeto de Quick, Ned Trent (Woods, roubando cena, em mais um show de interpretação), que investiga as fatais brincadeiras com fogo promovidas pelo "Magayver" dos explosivos. Evidente que, entre uma mirabolante explosão e outra, cliente e prestador de serviço se envolvem, com direito a Stallone dar "uns pegas" em Stone, protagonizando a cena de sexo mais forte de sua carreira, depois do mico de fazer um semi-pornô em sua estreia nas telonas, no tosco O Garanhão Italiano  que, ainda bem, pouquíssima pessoa viu este constrangimento que o astro protagonizou. 

O filme tem um roteiro fraquinho (primeiro motivo do "bombástico" no título da postagem), que se salva graças as cenas de ação muito bem conduzidas pelo diretor Luís Llosa, que além de caprichar na fotografia e nas explosões (segundo motivo do "bombástico"), conseguiu também arrancar uma ótima atuação de Woods, que simplesmente conduz o filme. Já o veterano Steiger aparece pouco, mas também rouba cena, numa interpretação contida, enquanto que Eric Roberts está muito canastrão, fazendo um vilão que tanto faz como tanto fez na trama. É dele o maior mico do filme, em relação a maquiagem, já que esqueçeram de envelhecer o seu personagem entre o assassinato dos pais da personagem de Stone e o reeencontro anos depois. O casal de protagonistas "SS duplo" está no piloto automático, mas, em compensação tem uma química perfeita entre eles.

Curiosamente, o filme recebeu cinco indicações ao Framboesa, sobrando indicação injusta para o veterano Steiger, ganhando dois, de pior atriz para Sharon Stone e pior dupla, para ela e Stallone. Tudo bem que as interpretações da loira e do brucutu não são lá grande coisa, mas as indicações e premiações só provam que os caras responsáveis pelo tosco prêmio tem uma marcação cerrada com o eterno Rambo e Rocky Balboa.

Apesar do fraco roteiro que peca pelos exageros nas situações "me engana que eu gosto" e na desnecessária e tosca cena de sexo dos protagonistas, O Especialista é um filmaço explosivo que prende atenção e diverte, e está entre os melhores da carreira dos protagonistas. Agrada principalmente aos fãs do gênero de ação. Para quem ainda não conferiu este filmaço, fique atento que, de vez em quando, ele aparece no canal por assinatura TNT e no SBT. Infelizmente, nas duas emissoras, são exibidos em versão dublada e com cortes absurdos. Mesmo assim, vale a pena conferir já que O Especialista é um filmaço bombástico, seja no bom ou no mal sentido.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

A MAIS FRACA FICÇÃO COM SCHWARZENEGGER.

Filmes.
A mais fraca ficção com Schwarzenegger.

Sem sombra de dúvida, o astro de ação com o maior número de filmes de ficção científica atende pelo nome de Arnold Schwarzenegger, estrelando seis produções, entre elas os clássicos modernos O Vingador do Futuro e os dois primeiros O Exterminador do Futuro. O 6º Dia,  produção de 2000 dirigida por Roger Spottiswoode (que tem no currículo alguns bons filmes como os eletrizantes Atirando para Matar, com Sidney Poltier e Tom Berenger,  007 - O Amanhã Nunca Morre e a divertida mas fracassada comédia Pare! Senão Mamãe Atira, com o ex-rival de bilheterias de Schwarzenegger, Sylvester Stallone.)  e que a globo exibiu no final da noite de ontem no Domingo Maior, com certeza é o mais fraquinho filme do gênero estrelado pelo atual ex-governador da Califórnia. Mesmo assim, até que o filme não é tão ruim assim e tem alguns méritos.

A trama se passa num futuro não muito distante, onde é permitido clonar animais de estimação, mas, terminantemente probida a clonagem de seres humanos. Schwarzenegger é Adam Gibson, um piloto que faz vôos fretados, e num desses, após levar um mega-empresário (Tony Goldwyn, que depois de Ghost, geralmente é escalado para fazer vilão) para uma negociação e ao chega em casa, encontra um clone no seu lugar. Começa então uma luta para descobrir a verdade e também pela sua sobrevivência, já que está sendo perseguido pelos capangas do empresário (um deles é interpretado por Terry Crews, conhecido como o pai do Chris do seriado Todo Mundo Odeia o Chris e que também atuou em Os Mercenários).

Apesar de ter um ótimo elenco, que além dos citados acima, conta também com o veterano Robert Duvall e Michael Rooker, o filme tem um roteiro fraco, um pouco entediante e confuso, que mistura elementos de outros filmes do gênero estrelado pelo brucutu austríaco, em especial, O Vingador do Futuro. Apesar do roteiro que deixa muito a desejar, o filme não chega a ser um desastre totaal e até que tem algumas boas sequências de ação. Em síntese, não é o melhor filme do astro, mas pelo menos cumpre seu papel de divertir, sem compromisso.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 3 de dezembro de 2011

CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: SÉRIE AMERICAN NINJA.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: Série American Ninja.

Era uma vez, uma produtora de filmes "B" chamada Cannon Films que fez um enorme sucesso nos saudosos anos 80. Entre os grandes sucessos destes filmes de baixo orçamento estavam meia-dúzia de filmes cujo os personagens eram ninjas, os milenares e fatais assassinos japoneses, que na versões produzidas por Menanhem Golan e Yoran Globus, eram quase indestrutíveis ("Só um ninja pode destruir outro ninja!", nos ensinava o ninja caolo interpretado por Sho Kosugi, antes de encarar a personagem da lindíssima mas sumida Lucinda Dickey, possuída por um ninja assassino em Ninja III - A Dominação, clássico da saudosa sessão televisiva Domingo Maior da Rede Globo). Mesmo sendo toscas já na época que foram produzidos, os filmes estrelados por ninjas eram divertídissimos e fazia a festa dos fãs do gênero. Destaque para franquia American Ninja que no Brasil, recebeu o título de Guerreiro Americano, com cinco filmes, produzidos entre 1985 e 1993.

A Cannon já tinha realizado três filmes da série Ninja, estrelada pelo atualmente sumido Kosugi (o terceiro e último, é  justamente o mencionado acima, que tem a gata possuída, curiosamente o filme da série que fez um estrondoso sucesso nas nossas locadoras), quando em 1985, lançou o primeiro American Ninja/Guerreiro Americano, escalando o talentoso mas que não lutava absolutamente nada, Michael Dudikoff, um ator do segundo escalão hollywoodiano, que até então, tinha como personagem mais memorável um dos amigos de Tom Hanks, na divertida comédia A Ultima Festa de Solteiro. Por ser bom ator e bastante carismático, o cara acabou convencendo o público que não somente era bom de briga, mas que era uma fera nas artes marciais, mesmo que na verdade, nunca  tivesse praticado absolutamente nada.

A trama do filme é simples mas a mais bem elaborada de toda franquia. Joe Amostrong (Dudikoff) é um soldado do exército norte-americano, caladão e sem memória, recém-chegado a companhia. Logo de cara, o comboio militar que transportava armamentos é atacado por ninjas e o estrago só não é maior, porque o misterioso novato detona com os larápios mascarados e acobráticos, e de quebra, ainda salva a lindíssima filha mimadinha de um general (a carismática, mas sumida Judie Aronson), o que causa uma certa hostilidade com os seus colegas de fardas, já que ao contrário da moça, outros quatro soldados partiram para terra do pé-junto. Evidente que os ninjas liderados pelo cruel (e tosco, é claro) Black Star Ninja (Tadashi Yamashita, que já  tinha atuado em diversas produções do gênero, incluindo o clássico memorável Operação Dragão, com o saudoso Bruce Lee e o também clássico, mas tosco, Octagon - Escolas para Assassinos, com Chuck Norris) não gostaram nadinha da interferência do misterioso ninja americano e voltam para terminar o serviço e de quebra, eliminar o pentelho ninja. 

Tudo isso mera desculpa para muita ação, do começo ao fim, que ganhou forças e agrada graças ao carisma de Dudikoff. Ele e Aronson, formam um divertido casal e têm um química perfeita tão boa quanto  a dele com o saudoso Steve James (que também atuou em filmes de Chuck Norris, com destaque para Comando Delta), que deu vida ao figuraça Curtis Jackson, o mais divertido personagem da franquia, que deu as caras em mais duas continuações.

Dirigido pelo especialista em filmes de ninja Sam Firstenberg, com ação na medida certa e um protagonista bastante carismático, American Ninja/Guerreiro Americano é um filmaço "B", muito divertido, que dar um banho em muitas super-produções, principalmente, de hoje em dia. Um clássico dos anos 80, que fez a nossa alegria nas noites de domingos. Bons tempos que, infelizmente, os programadores televisivos insistem que não voltem mais.



Com o baixo orçamento e um protagonista que enganava muito bem, American Ninja fez um enorme sucesso e dois anos depois, em 1987, a dupla carismática Dudikoff e James voltam a encarar perigosos e acobráticos ninjas em American Ninja 2 - O Confronto, que no Brasil recebeu o título de A Volta do Guerreiro Americano, e fez um estrondoso sucesso nos cinemas e nas video locadoras. Desta vez, a dupla figuraça é enviada a uma ilha do Caribe para investigar o frequente  sumiço misterioso de fuzileiros. Descobrem que por trás do desaparecimento, está um perigoso traficante de drogas que tem um exército particular de ninjas. O destaque tosco vai para um patético e frouxo fuzileiro traidor, que fica roendo unhas quase todo filme.

Mesmo com uma trama bastante inferior a do do primeiro filme e o afastamento da talentosa Judie Aronson, substituída por uma sem graça e canastrona atriz, o filme é supreendentemente  divertido, graças ao número maior de sequências de ação, embaladas por uma animada e inesquecível trilha latina e o humor elevado ao extremo, que prende atenção e arranca gargalhadas facéis, graças, principalmente a James, ainda mais a vontade no personagem e na parceria com Dudikoff.

O segundo filme da franquia consegue a proeza de superar o seu fraco roteiro e  ser uma continuação tão boa quanto o original, superando-a ligeiramente. Em síntese, mesmo com os sérios limites orçamentários, A Volta do Guerreiro Americano é um filmaço divertidíssimo e envolvente, o mais divertido da franquia,  que infelizmente anda sumido tanto das emissoras televisivas quanto das prateleiras das locadoras e lojas. Um clássico filme "B" que precisa ser descoberto.



Com o sucesso, vem as cobranças de salários mais altos e/ou as recusas em voltar a fazer um filme de uma franquia. Acredito que um destes deve ter sido o motivo para o diretor  Firstenberg e o protagonista Dudikoff darem adeus a franquia. Em seu lugar, entra o estreante David Bradley, que ganhou o papel após a recusa de Kurt McKinney, o jovem protagonista de Retroceder Nunca... Render-se Jamais!. Em 1989, American Ninja  3- Caçada de Sangue, que aqui ganhou o exageradamente extenso título de American Ninja 3 - O Dragão Americano - Caçada de Sangue (a Globo foi mais esperta e simplificou para Guerreiro Americano 3), motivado pelo estouro de O Grande Dragão Branco, chega as locadoras, com Bradley interpretando Sean Davidson, um lutador profissional de artes marciais, que quando criança, após ver o pai, também lutador, ser assassinado, é levado pelo seu mestre ao Japão. Anos depois, já adulto, irá participar de um torneio numa ilha caribenha, e junto com seu colega de competição, Curtis Jackson (James, de volta ainda mais hilário), acabam descobrindo que o patrocinador do evento é um criminoso megalomaníaco, que produz um vírus letal e tem seu próprio exército de ninjas.

A série ganha um protagonista que realmente luta, mas que como ator deixa um pouco a desejar. Bradley, que após a sua participação na série, fez uma curtíssima carreira como ator de filmes de ação "B", até convence, mas não tem o mesmo carisma de Dudikoff. E a tosca trama, que peca pelos exageros de furos e incoerências ridículos de um péssimo roteiro, só complicou a estreia de Bradley na franquia e nas telonas. A presença de James é deslocada e claramente o personagem só está no filme, para garantir a autenticidade da série (rapidamente, Jackson menciona Joe, protagonista dos filmes anteriores), que já tinha uma meia-dúzia de imitação. Com toda deficiência, o terceiro filme da franquia consegue divertir, mas não por ser bom, pelo contrário, por ser tão pateticamente ruim. Diversão boba e esquecível, que não faz jus a franquia.


Com um novo protagonista mais fraco que o original,  a série deveria ter encerrado no terceiro filme. Mas, um ano depois, um novo filme da franquia é produzido. A premissa era interessantíssima e tinha tudo para gerar um filmaço, já que tiveram a brilhante ideia de unir os dois American ninja, Dudikoff e Bradley. Mas, o resultado é frustante, já que American Ninja 4 - A Aniquilição, que no Brasil recebeu o título de O Grande Kickboxer Americano - A Aniquilação dos Ninjas, é uma porcaria em todos os sentidos. A trama é patética, sem nexo nenhum, que pessimamente divide o filme no meio entre os dois protagonistas, e resume-se em Sean (Bradley), numa imitação tosca e patética de  James Bond, enviado em missão,  mas acaba sendo capturado e os caras recorrem ao seu melhor amigo, mas aposentado agente Joe (Dudikoff), para resgatá-lo. Tudo dar errado nesta trama tosca, que gerou uma merda de filme.

Curiosamente, os dois atuam pouquíssimo juntos (será que existia na vida real uma rivalidade entre eles?), resumindo a uma tosca e mal editada sequência de  embate e os dois detonando os ninjas, também numa mal editada na sequência final do filme. O roteiro é muito mal escrito, que manchou por completo uma franquia que não tinha lá bons roteiros, mas que ao menos divertia.  Afastar o personagem Jackson (provavelmente pelo ator Steve James encontra-se doente, pois faleceu em 1993), único elo de ligação entre os american ninja, tornou-se uma falha mínima diante de tantos furos grosseiros do roteiro.

Em síntese, uma excelente ideia, jogada no lixo por um péssimo roteiro e que acabou gerando não somente o pior filme da franquia, como de todos os tempos. Curiosamente, até onde me lembro, o filme é o único da franquia que não apareceu na telinha da Globo ou de outra emissora aberta. Este sim, merecidamente, é um filme para ser esquecido e banido da face da terra.


Após um péssimo e tosco filme, acreditava-se que a franquia American Ninja estava morta e enterrada para sempre. Mas, em 1993, já com a Cannon em processo da falência, Bradley estrela o quinto e último filme da franquia, tendo como colega de cena, o saudoso Pat Morita, o eterno Sr. Miyagi, numa trama bastante infatlizada, já que a série, como muitas outras dos anos 80, tinha conquistado também fãs mirins. Em American Ninja 5 - O Pequeno Ninja (único filme da série distribuído pela Warner Home Vídeo e não pela América Vídeo), Bradley interpreta Joe Kastle (não me pergunte o porquê da mudança de personagem), lutador americano de passagem pela Colômbia, que junto com um pirralho parente de um mestre amigo de Joe (Pat Morita, totalmente desperdiçado), tentam salvar um cientista e sua filha, das garras de um tosco vilão, que tem como guardas-costas um exército de... Advinha, galera? Quem pensou ninjas, acertou em cheio. A caracterização carnavalesca do líder dos ninjas metido a Power Ranger é risível de tão tosca.

O filme consegue recuperar a franquia do estrago do filme anterior, mas em comparação aos três primeiros é bastante fraquinho, principalmente, pela trama ter sido adaptada para o público em geral. Nem mesmo a presença do saudoso Pat Morita, que pouco aparece e acrescenta a trama, consegue salvar o filme da mediocridade. Em síntese, um filme bonitinho, bem típico para ser exibido na Sessão da Tarde, e nada mais do que isso. Nem influi, nem contribui com a franquia, que na verdade deveria ter parado no segundo filme.


Mesmo com roteiros mal escritos, repletos de furos absurdos e produções com orçamento claramente limitados, é inegável que os filmes da franquia American Ninja (com exceção do quarto) são bastante divertidos. São clássicos trashões que chegam a ser superiores a muita super-produção atual e hoje consegue a grande proeza de nos deixar na saudades.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

ESTREIA: CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO.

Estamos iniciando o último mês de 2011, ano em que o nosso blog passou por várias mudanças, sendo a mais significativa torna-se um blog light de entretenimento, mas precisamente sobre cinema e, eventualmente, televisão. O ano não terminou e as mudanças deste blog, que a partir de 2012, inclusive, irá mudar de nome,  não param de acontecer. Afinal, assim como nós, seres humanos, este humilde e  despretensioso instrumento virtual também passa por transformações no decorrer da sua existência. De um blog pessoal, com assuntos dos mais variados, tornou-se um meio deste blogueiro extravasar seu amor pela sétima arte, comentando bons e péssimos filmes, sem o rigor e grau de instrução de um crítico especializado, mas com a mais completa liberdade de um cinéfilo do povão, sem papas na língua.

Ao longo deste ano, de forma natural aumentaram as postagens sobre filmes dos mais variados. O que antes era um relato de lançamentos assistidos no escurinho do cinema, passou a comentários de franquias inteiras, passando por filmes exibidos na televisão, até a grande descoberta deste cinéfilo, um pouco tardia em comparação a outros cinéfilos, de assistir filmes pela grande rede, o que poupou e muito, o bolso e o tempo, que seriam gastos com péssimos filmes. E no decorrer desta transformação, surgiu uma nostálgica série de postagens  que recentemente passei a chamar de "Recordar é Rever", onde comento filmes antigos, a maioria de um passado não tão distante (leia-se os anos 80 e 90), sobretudo àqueles que sofrem com o descaso dos programadores das emissoras televisivas, abertas e por assinaturas, que inexplicavelmente, exibem apenas filmes recentes, produzidos já no nosso século XXI.

Neste clima de flashback, estamos inaugurando este mês uma pequena série intitulada Clássicos da América Vídeo. Quem, assim como este blogueiro, era criança e adolescente nos últimos anos da década de 80 e comecinho de 90, época que o VHS e as videolocadoras estavam bombando como nunca, a ponto de alguns pessimistas afirmarem que seria o fim das boas e velhas salas de cinema, deve lembrar-se da distribuidora do Grupo Paris Filmes, que tinha uma capinha tosca com as cores da bandeira dos Estados Unidos e que lançavam ótimos filmes, na maioria, produções classe "B" e "C", da extinta e saudosa produtora Cannon.

A história da América Vídeo se confunde com a da produtora que tinha como garotos propaganda os não tão jovens Chuck Norris e o saudoso Charles Bronson, um ninja americano que na vida real não sabia sequer dar um soco e que foi responsável por revelar para o mundo um certo baixinho belga chamado Jean Claude Van Damme, apontando na época como o novo Bruce Lee. Mas, não só de porrada dos filmes "B" de ação vivia a produtora dos israelenses Menahem Golan e Yoran Globus. Aventureiro da literatura que virou clone de Indiana Jones, comédias adolescentes um pouco picantes, musicais divertidos no ritmo do break e da salsa, e raríssimas superproduções, fazem parte da história da mais saudosa e, provavelmente, mais rentável produtora de filmes "B" da história do cinema. Nem Superman  escapou de está na lista do saudoso estúdio, estrelando a sua mais tosca produção cinematográfica. Sobrou até para Shakespeare, ter um das suas obras, na versão made in Cannon.

Falcão, O Campeão dos Campeões, as franquias Braddock e Comando Delta e as primeiras produções norte-americanas estreladas por Van Damme, todos filmes da saudosa produtora distribuídos aqui pela América Vídeo,  já foram comentados neste blog, logo, não irão fazer parte desta pequena série de postagens. Outros, por serem franquias, tiveram alguns filmes, principalmente os últimos, lançados por outras distribuidoras, portanto, excepcionalmente, também  serão comentados nesta série de postagem.

Outra novidade é sobre a organização do nosso blog. Com uma quantidade de filmes comentados crescendo a cada postagem está sendo preparado um índice numérico e alfabético com links de todas as postagens sobre filmes e que será sempre atualizado à medida que novos filmes forem comentados postados. Portanto, ainda este mês, todos que nos visitarem, terão à disposição a lista completa dos filmes comentados neste blog, e apenas com clique irá direto a postagem do filme que deseja ver o comentário deste blogueiro mala.

Enfim, esperamos que vocês curtam estas novidades, e assim como este blogueiro, possam reviver uma época, não tão distante, que éramos felizes e não sabíamos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo e blogueiro.