quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

SESSÃO NOSTALGIA: TRILOGIA DE VOLTA PARA O FUTURO.

Na madrugada de segunda para terça, tive mais uma noite insônia. Ao invés de pegar na minha DVDteca um filme ruim, como os estrelados atualmente por Steven Seagal e Van Damme,  inventei de assistir ao box da excelente trilogia De Volta para o Futuro. Aí é que o sono foi embora de vez.

Incrível como não se fazem mais filmes como antigamente! E olhe que não tão antigamente assim, já que o primeiro filme desta fantástica trilogia acabou de completar apenas 25 aninhos. Fico com dó desta nova geração que tem tão poucas opções de boas e divertidas séries cinematográficas. Falta de criatividade ou preguiça de queimar neurônios? Com a palavra, os roteiristas e produtores hollywoodianos.

Deixando de lado este presente sombrio, vamos ao passado, comentando esta excepcional trilogia, dirigida pelo competente diretor Robert Zemeckis (que anos depois teve seu talento reconhecido, recebendo o Oscar pelo excelente filme Forrest Gump: O Contador de Histórias), que também assina o roteiro junto com Bob Gale, e tem a produção executiva, de ninguém menos, do mestre Steven Spielberg, na época no auge da sua carreira.

O primeiro De Volta para o Futuro é um show à parte, destes momentos cada vez mais raro na sétima arte. Na trama somos apresentados ao jovem Marty McFly (Michael J. Fox, dando um show de interpretação) e seu amigo, o cientista doidão Emmet Brown (Christhpher Lloyd, simplesmente brilhante), que constrói uma máquina do tempo num Delorean (apenas um dos vários merchandising do filme). Acidentalmente, o jovem McFly viaja no tempo, indo a 1955, onde atrapalha o primeiro encontro dos pais, tendo que fazê-los se encontrarem, ou sua existência neste mundo já era, a tempo que precisa contacta o Dr. Brown, para que ele o envie de volta a 1985.

Excelente em todos os sentidos: interpretações magistrais, roteiro inteligente, ação initerrupta, humor na dose certa, De volta para o futuro é um dos melhores filmes da história do cinema, e que não se esgotou com o tempo. Particularmente, na madrugada passada, me peguei torcendo para que o abestardo do George McFly (interpretado de forma brilhante por Crispin Glover, que foi cortado das duas continuações por exigir um salário mais alto que do protagonista Michael J. Fox) desse um soco no vilão Biff (o carismático Thomas F. Wilson, que infelizmente, depois da série praticamente sumiu) e finalmente beijasse Lorraine Baines (a talentosa Lea Thompson, musa teen dos anos 80, em sua melhor interpretação) no baile Encanto Submarino, e na eletrizante cena da volta para o futuro, onde por pouco raios (literalmente falando) de segundo, não ficaria preso para sempre em 1955, mesmo já tendo assistido várias vezes. 

Em síntese, com elenco de excelentes atores, roteiro criativamente excepcional e um diretor de primeira, De volta para o futuro é um filme excepcional que, com ou sem continuação, marcou para sempre a história do cinema.

Evidente que, com todo sucesso e o excelente material em mãos, a continuação seria inevitável. Três anos após o lançamento, começaram a filmar ao mesmo tempo as duas sequências. Em 1989, De volta para o futuro parte II, estreiou no cinema. A trama, que para muitos é bastante confusa, mas que para mim foi mais um show de criatividade dos roteiristas Zemeckis e Gale, começa onde o primeiro filme terminou. Curiosamente, a cena teve que ser refeita, já que a apagada atriz Claudia Wells, que interpretou Jennifer, a namorada de McFly, por não conseguir uma boa perfomance para atuar como a personagem mais velha, foi substituída pela excelente atriz Elisabeth Shue, outra musa dos anos 80, que antes de entrar na série, tinha atuado em vários filmes, com destaque Karate Kid, onde viveu a Ali, namorada do protagonista Daniel Laruso.

Na história do segundo filme, McFly viaja a 2015, onde precisa evitar que o seu filho caçula, que é a sua cara cagada e cuspida, se meta com uma gangue e cometa um crime, onde será preso. Na viagem, McFly cai na tentação de levar uma lembracinha do futuro, um livro que conta todos os resultados esportivos do século passado, mas é impedido pelo Dr. Brown. Mas o vilão Biff, rouba a ideia e volta a 1955, entregando a si próprio mais novo. Quando a nossa dupla de heróis volta a 1985, encontra a pequena cidade de Hill Valley, mergulhada no caos, tendo Biff, agora trilionário, dominando tudo. Então, precisam voltam a 1955, precisamente no último dia que o herói no primeiro filme estava por lá, para pegar e destruir o tal livro.

A continuação consegue algo impressionante: ser tão boa quanto o original, mantendo a criatividade do roteiro, a ação e o humor. Melhor mesmo que o primeiro são as atuações, já que os excelentes atores a partir deste filme tem a chance de interpretar seus personagens em idade diferentes e também outros parentes do mesmo. Michael J. Fox, neste filme, além de interpretar McFly jovem e aos 47 anos, ainda dar vida aos dois filhos do personagem. Já Lea Thompson tem a chance de interpretar três facetas da sua pesonagem Lorraine, o mesmo feito de Thomas F. Wilson e seu personagem o vilão Biff, e que de quebra, ainda dar vida ao seu truculento neto biônico.

Curiosamente, somente agora reparei que, desde do primeiro filme, um dos membros da gangue de Biff é o talentoso ator Billy Zane, que após interpretar o vilão de Titanic, não fez nada que valesse a pena assistir, afundando sua carreira em filmes classe "Z". Até nos coadjuvantes, a série manteve o nível de interpretação.

Além das interpretações,  a continuação supera o primeiro filme nos efeitos especiais, montagem e maquiagem, que impressionam bastante, convecendo os espectadores e fazendo-os viajar pelo tempo junto com os personagens. Em síntese: uma continuação digna do original e tão boa quanto o mesmo.

Um ano depois foi a vez da viagem através tempo de McFly e Dr. Brown encerrar, no último filme De Volta Para o Futuro Parte III, que para mim é o mais fraquinho da série. É nitidamente percebível que ação é um pouco reduzida, numa trama que se passa no velho oeste, onde o McFly vai ao encontro do seu amigo Brown, para tentar convencê-lo de voltar com ele. Só que o velhote está bem nesta época, namorando uma professora e tudo. Mas  não sabe que está prestes a se ferrar nas mãos do terrível pistoleiro Buford "Mad Dog" Tannen, ancestral do vilão tradicional da série Biff.

O pró do filme é que se perde muito tempo com o namoro entre o Dr. Brown e a professora sem graça, deixando de lado a ação, que só acontece praticamente nos minutos finais, com um duelo entre Mad Dog e Clint Eastwood (McFly adota no velho oeste o nome do famoso ator/diretor) e na cena da volta para o futuro.

Apesar de inferior as filmes anteriores, este filme consegue dar um bom desfecho a série, com direito a mensagem ("fazemos o nosso futuro"). De forma inteligente, como nunca visto na história do cinema, a série encerrou no auge, completando um círculo, não dando brecha a continuações fajutas, feitas apenas para ganhar dinheiro, como ocorre constantemente no cinemão norte-americano.

A trilogia De Volta Para o Futuro é insuperável, e dificilmente seremos brindados com uma série tão cheia de atributos como esta. Merece ser vista e revista, e com certeza, jamais cansará nenhum espectador. Digo por experiência, já que tive outra noite de insônia, desta empolgado em partilhar e recomendar a vocês que não deixem de ter em sua coleção este marco da história do cinema.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo saudosista de excelentes filmes.


Michael J. Fox e Christopher Lloyd:
Química perfeita nunca vista no cinema.


A dupla de protagonistas em vários momentos da trilogia:
talento dos dois somado ao excelente roteiro e efeitos especiais garantiram o sucesso da série.


A musa dos anos 80 Lea Thompson:
Com o seu talento, provou que não era apenas um rostinho lindo,
sendo  também é responsável pelo sucesso da trilogia.


McFly, as minhas roupas e os meus cabelos são os mesmos, mas o meu rosto...
Claudia Wells foi substituída, no papel de Jennifer Parker,
pela talentosa musa dos anos 80 Elisabeth Shue.


McFly marcou a história da música fundando o Rock.
Já o seu intérprete Michael J. Fox marcou a história do cinema.
Operação Cupido com os próprios pais, antes mesmo de nascer:
McFly é um cupido trapalhão e eficiente, nunca visto na história do cinema.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

UM FILME EMOCIONANTE E REPLETO DE VALORES.

Após semos bombadeados durante todo ano, com produções de temática espírita, terminamos 2010 com um filme que retrata a fé da maioria dos brasileiros. Trata-se de Aparecida - O Milagre, que estreiou no último dia 17 e que eu pude conferir na última quinta-feira.

É percebível claramente que este filme foi feito apenas para agradar a nós católicos, não tendo o merecido cuidado que tiveram com as produções espíritas. A começar pela fraquíssima campanha de divulgação do filme. Enquanto que as produções Chico Xavier e Nosso Lar, da mesma produtora Globo Filmes, tiveram uma ampla divulgação ainda em fase de filmagem, mal ouvimos falar de Aparecida - O Milagre, cabendo a nós católicos atuantes, praticamente fazer a campanha boca a boca. Mesmo com a CNBB e a Diocese de Aparecida divulgando nota recomendando o filme, a divulgação do filme não é comparável com toda estrutura montada pela Globo Filmes, nas suas produções espíritas, e dificilmente, conseguirá bater o recorde de público destas.

Aparecida narra a história de Marcos, um empresário arrogante, de coração duro (interpretado de forma magistral por Murilo Rosa), que se tornou assim ainda criança quando não teve  atendido um pedido feito a Nossa Senhora e que hoje vive em conflito com o seu único filho. Num desses embates entre pai e filho, o jovem sofre um grave acidente, ficando entre a vida e a morte, sendo desenganado pelos médicos. Diante desta situação, Marcos fica entre voltar a ter a fé de outrora ou não.  Um enredo que tinha tudo para produzir um excelente filme, se não tivesse  o roteiro não fosse escrito de forma superficial, deixando a lógica e o aprofundamento dos personagens e da história de lado, caindo no puro sentimentalismo. A curta duração do filme só contribuiu ainda mais para que o público não crie empatia pelos personagens, resultando num produto final   um pouco patético e fora da realidade da fé (o milagre apresentado no filme está mais para mágica de tão absurdo e sem explicação.).

Em compesação, somos presenteados com um linda e edificante mensagem de fé, que o filme transmite para cada um de nós. Em tempos de filmes que enaltecem a bruxaria, espiritismo e tanto outros contra-valores cristãos, é prazeroso levar a família ao cinema e sair preenchido de valores como fé, família e que enquanto há vida, há esperança de mudança.

Em síntese, Aparecida - O Milagre, apesar de deixar muito a desejar no produto final, é um ótimo filme para se assistir em família, que, mesmo com falhas grosseiras no roteiro, consegue passar uma linda mensagem para todos nós. Peço especialmente que nós católicos nos mobilizemos para prestigiar este filme relacionado a nossa fé.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

TRON: A DECEPÇÃO.

Muito barulho por nada! Esta é a sensação que eu tive ao assistir Tron: O Legado, após meses sendo bombadeado, em  toda sessão de cinema que eu ia, com o trailer desta super-produção da Disney, aguardada ansiosamente pelos fãs de ficção científica.

Quando o original Tron foi lançado no longínuo ano de 1982, foi um marco na história do cinema. Com os seus efeitos especiais bastante avançado para época,  a inovação tecnológica influenciou não somente a indústria do cinema, como também a dos games. Logo, quando uma continuação foi anunciada para este ano, utilizando a tecnologia atual e filmada em 3D, a expectativa que este filme fosse fizesse o mesmo feito do original.

E neste ponto é que Tron: O Legado, é uma decepção, já que não traz nenhuma novidade tecnológica. Mais fustrante é que o 3D é quase impercebível, falha da maiorias das produções neste formato que assistir até agora.

Apesar de não lembrar do primeiro filme, já que o mesmo deve está pegando poeira no porão da Rede Globo, percebi que basicamente a trama é a mesma. Desta vez quem é sugado para o mundo virtual é o filho do personagem de Jeff Bridges, que anos após o pai desaparecer, o reencontra no programa. Enfim, como todo filme do gênero lançado nos últimos anos, o enredo é uma desculpa esfarrapada para utilizar exaustivamente os efeitos especiais.


O filme não é ruim. Muito pelo contrário, tem muita ação, boas interpretações, principalmente de Bridges, que interpreta dois personagens, e efeitos especiais de primeira. A decepção fica mesmo é que foi feito muita divulgação, para um filme de ficção na média da maiorias dos filmes do gênero e que, em comparação ao primeiro filme, não trouxe nenhuma inovação tecnológica.

Em síntese, o filme fica  abaixo da espectativa criada, principalmente, pela própria produtora do filme, a Disney. Mas para quem procura uma diversão descompromissada, com boas sequências de ação, Tron: O Legado é o filme perfeito.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

AUSÊNCIA DE CRIATIVIDADE: O INIMIGO MORTAL DO SUPERMAN.


Como fã e admirador apaixonado pela arte de interpretar confeso que não sei o que é pior: péssimos atores ou excelentes atores sendo desperdiçados em produções como péssimos roteiros, como no caso da atual e última temporada de Smallville, minha série favorita.

Quando a série iniciou, no começo da década, precisamente em 2001, fomos presenteados com um produto excelente: bons e carismáticos atores, uma trama que narrava a adolescência do futuro Superman, Clark Kent, em roteiros que prendia a nossa atenção a cada episódio. Sem dúvida, Smalville chegou para ficar e até mesmo conseguiu algo muito raro numa adaptação dos quadrinhos: a aprovação dos fãs mais apaixonados, que inclusive, até aceitaram a presença de personagens que nos quadrinhos o herói só iria encontrar quando adulto (só faltou mesmo o Bruce Wayne/Batman dar as caras). Enfim, uma proeza, que até onde eu saiba, nenhuma outra adaptação, seja para o cinema ou para a TV, conseguiu.

Depois de uma primeira temporada de apresentação da ideia, vieram as outras temporadas, onde tudo melhorou. A série televisiva ganhou status de super-produção cinematográfica, atraindo inclusive a participação de grandes astros do cinema, em especial, os que atuaram nos filmes originais da série Superman. Os efeitos especiais são de primeira, não devendo a nenhuma super-produção do cinema. As interpretações cada vez se aprimorando. E os roteiristas mostraram toda sua criatividade, dando uma nova gênese que criaram ao homem de aço. Evidente, que tiveram alguns episódios ruins, onde a criatividade não foi explorada, mas nenhum destes eventuais episódios baixaram o excelente alto nível da série.

Um ponto de destaque no enredo, sem dúvida é o processo de desenvolvimento da rivalidade entre Superman e o seu arqui-inimigo Lex Luthor, durante as temporadas. Se na primeira temporada, Clark Kent e Lex Luthor eram amiguíssimos, nas temporadas seguintes, gradualmente foram se afastando, até chegar ao ponto de rivalidade que os fãs estavam aguardando ansiosamente. Isso, graças ao excelente roteiro, e a interpretação brilhante de Michael Rosenbaum, que soube trabalhar de forma magistral toda mudança do seu riquíssimo personagem Lex Luthor.

Tom Welling, de forma mais contida, também não ficou atrás, trabalhando de forma competente todas as mudanças que o futuro Superman passava. Os dois protagonistas, somado ao time de também talentosos coadjuvantes, só elevaram o bom nível de interpretações na série, tornando-a, na minha opinião, a melhor série televisiva de todos os tempos. Concordando comigo ou não, todos temos que reconhecer que Smallville é um marco na história da televisão mundial.

Numa destas ironias inexplicáveis, até agora, nenhum destes talentosos atores, avançaram em suas carreiras. Welling desperdiçou o seu talento numa pequena participação nos dois filmes da comédia familiar Doze é Demais. A lindíssima e também talentosa Kristin Kreuk, que interpetava o primeiro grande amor do herói, Lana Lang, fez pequenas participações em comédias adolescentes. A também linda e talentosa Érica Durance, que dar vida a Lois Lane, pagou um micaço no tosco Efeito Borboleta 2.  Já Michael Rosenbaum, provavelmente devida a careca que precisava manter para interpretar Luthor foi o mais prejudicado, e encontramos sua participação no cinema antes da série, também em pequenas participações em comédias teens e no ótimo filme de terro Lendas Urbanas, em todas essas já demonstrando ser um excelente ator. Mais espantoso ainda é o caso da também lindíssima e talentosa Alisson Mack, que até a temporada passada deu vida a simpática melhor amiga do herói, Chloe Sullivan, que simplesmente até agora e onde eu sei, não deu as caras na telona. Afinal, o que se passa na cabeça dos produtores hollywoodianos que não conseguem descobrir jovens promissores talentos diante dos seus olhos?


A série começou a dar sinal de esgotamento na sétima temporada. Curiosamente, a que tinha tudo para ser a melhor da série, pois trazia o embrião da futura Liga da Justiça e a Supergirl, prima do herói, interpretada de forma competente pela lindíssima Laura Vandervoort (aliás,como já perceberam uma das características da série é nos presentear com talentosas e estupidamente lindas atrizes). Porém, já começaram aparecer com mais frequência a falta de criatividade. A Supergirl não foi bem aproveitada, sendo despediçada em boa parte dos episódios. Já a anunciada e aguardada formação da Liga limitou-se apenas a um bom episódio. Não assistir ainda as duas temporadas posteriores, mas por esta última percebo que só piorou.

No começo tive a grata decpção em saber que o vilão Luthor tinha morrido na temporada anterior, sendo substituído por um tosco clone ainda criança. Para constatar que a teoria "Tiriricadiana" de "Pior que está, não fica!" é totalmente errônea, os esgotados roteiristas inventam de dar chá de sumiço a carismática personagem Chloe Sullivan. Talvez tenha sido opção dos próprios atores em sair da série, já prevendo a merda que estava por vim ou estupidez dos roteiristas. O fato é que a saída dos dois personagens (pelo menos até agora), interpretados por excelentes atores só contribuíram para o triste desfecho que a série está se encaminhando.

Como se o desfalque dos excelentes atores e seus interessantes personagens não fosse o bastante para rebaixar o bom nível que até então a série tinha, até agora a temporada não saiu do ponto morto. Com um pouco mais de um mês de exibição em nosso país, assistimos a episódios fracos, com muita falação e quase nenhuma ação, perdendo muito tempo no romance entre os pombinhos Kent e Lane (lembrando a péssima e tosca série dos anos 90 Lois e Clark: As novas aventuras do Superman), enquanto rola uma campanha popular, de defensores e anti-heróis, numa imitação descarada dos primeiros filmes da série X-Men.

Deste do começo a série convergia para esta anunciada décima e última temporada, e por isso, está sendo uma grande decepção, depois de nove anos acompanhando e ansiando para que Clark Kent finalmente se tornasse o Superman, assistir a episódios medíocres, com roteiros sem criatividade e sem ação, onde é nítido que os atores estão sem ter muito o que fazer, totalmente perdidos, diante do péssimo material. Nem mesmo a participação da Supergirl e do pai da Lois, interpretado pelo excelente ator e sempre vilão coadjuvante Michael Ironside, empolgou e colocou a série no pique de outrora. 

Uma pena mesmo ver que Smallville, o melhor seriado televisivo, ao invés de encerrar com chave de ouro, está se encaminhando para um desfecho tosco, sem sal, totalmente decepcionante e inferior ao status conquistado.
Rick Pinheiro.
Fustrado com a atual temporada de Smallville.

O cartaz está arretado, mas até agora, a série tá uma merda.
Seria um caso de propaganda enganosa?


Romance entre Clark e Lois enche linguiça na nova temporada.
Nem em novela mexicana se perderia tanto tempo.


Laura Vandervoot que interpreta a Supergirl.
Uma das características da série é nos presentear com talentosas e lindas Super-garotas.


Mesmo com o risco de alguém interpretar mal, tenho que admitir:
o careca faz falta em Smallville.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

OUTRA SESSÃO DUPLA DE CINEMA.


Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Pois é galera, exatamente após uma semana do meu retorno ao escurinho do cinema, depois de um pequeno intervalo de um mês e alguns dias, aproveitei a terça-feira, dia que estou um pouco folgado, para encarar outra sessão dupla de cinema: o drama A Rede Social, na tela do Centerplex e a aventura fantasiosa As Crônicas de Narnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada, na tela do Cine Maceió.

E a Sessão Dupla de cinema promete continuar, já que hoje está entrando em cartaz dois filmes que estou ansioso para assistir (Aparecida: O Milagre e Tron: O Legado), só que desta  pertinho da minha casa, já que ambos os filmes estrearam na tela do Cine Maceió. Enquanto a sessão dupla pela terceira semana seguida não acontece, farei um breve comentário dos filmes que assistir esta semana.


O primeiro filme da minha sessão dupla foi A Rede Social.

No ano passado, quando fiquei sabendo que estavam fazendo um filme contando a história recente da criação do Facebook, admito que não dei a mínima, pois achei que seria uma merda. Mas o que me convenceu de pagar para ver uma suposta merda? Simples, a mórbida curiosidade de cinéfilo. A mesma que me faz assistir todos os filmes da série modinha Crepúsculo, os toscos Jogos Mortais, a nova aventura do bruxinho gay Harry Potter, entre outros filmes que particularmente não me atraem.

No caso de A Rede Social, tem o acréscimo de ser um filme, que a imprensa e crítica especializada já está anunciando como forte candidato ao Oscar. Ainda bem que me deixei levar por esta curiosidade, já que A Rede Social, é um bom filme, com excelentes interpretações e que mesmo sem nenhuma ação e nada de extraordinário, consegue atrair a nossa atenção e nos envolver, num enredo simples mas intrigante.

A trama, como já mencionei acima narra a história real da criação do site de relacionamento Facebook. Sem perder muito tempo com explicação e origem dos personagens, a história começa quando o seu criador, Mark Zuckenger, um nerd idiota e até certo ponto irritante que, após levar um merecidochega para lá da sua namorada, faz o que qualquer nerd faria: entra na internet e bloga escracho na sua ex. Na mesma noite, criou o site Facemash, onde quem acessasse poderia julgar as garotas gostosonas da faculdade, o que acabou causando pane no sistema da Faculdade de Havard. Daí, sua ideia se aperfeiçou e graças a ajuda do seu amigo Eduardo Saverin, e baseada numa ideia dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, criou o Facebook que conhecemos hoje. O pró é que o Mané do Zuckenger, movido pela vaidade, não credita os outros idealizadores, o que acabou resultando num processo movido por eles, que o condenou a idenizá-los, algo que não o prejudicou financeiramente já que o nerd, chegou ao topo do mais jovem bilionário.

O filme é muito bem conduzindo, intercalando cenas da audiência, com os fatos que geraram a criação do Facebook e, posteriormente, o processo.  Uma fórmula simples e bastante utilizada em filmes, mas que o consagrado diretor David Fincher, não deixou que o ótimo roteiro cair na mesmice. Os personagens fogem totalmente da velha fórmula heróis e vilões, e são apresentados como realmente são, ou seja, mais humanos, com qualidades e defeitos. As interpretações são excelentes. Impressiona também, o efeito visual utilizado para que o ator Armie Gafield interprete os gêmeos Winklevoss.

Apesar de todas essas qualidades, tenho que admitir que o filme não faz o meu estilo. Não é a merda que eu imaginaria que fosse, mas também não é o melhor filme que já assistir este ano. A Rede Social é uma agradável supresa, com um bom enredo, que merece ser conferido.

Uma prova viva que um filme para ser bom, não é necessário recorrer a explosões e barulheira, muito menos, quando trata-se de narrar fatos reais, recorrer ao exagero dramático.


Após um intervalo de duas horas, tempo que milagrosamente foi suficiente para pegar o busão e retornar do longínuo bairro do Benedito Bentes, em plena hora de trânsito lento, dar um pulo em casa para um necessário banho, fui conferir, na sala 1 do Cine Maceió o terceiro filme da série As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Por incrível que pareça este é o primeiro filme da série que eu assisto, já que a mesma, não estava na lista de filmes que me despertassem o interesse. E porque raios eu fui assistir este terceiro filme? Resposta também simples: apenas uma desculpa para conferir a recém-inaugurada sala 3D de Maceió. E não me arrependi, já que terminei a noite de terça, assistindo a um filmaço.

Na trama, Edmundo e Lúcia, os pirralhos dos dois filmes anteriores que agora estão entrando na adolescência, junto com o seu primo (o personagem mais engraçado do filme), voltam ao mundo imaginário de Nárnia para uma nova aventura, junto com o agora Rei Caspian, para tentar impedir uma nova ameaça das trevas. 

O filme é excelente, com muita ação recheada com excelentes efeitos especiais (o 3D funciona muito bem), interpretações acima da média e belíssimas mensagens.

Não assistir os dois primeiros filmes, mas gostei muito deste filme. Numa época onde as nossas crianças são bombadeadas de figuras nada exemplares como bruxos, personagens violentos dos games, é um alívio que filmes como Nárnia, onde são exaltados valores como a convivência familiar, a amizade e o incentivo à leitura.

Em síntese, um filme que merece ser visto em família e que, com certeza, vai agradar a pais e crianças, um programão, que infelizmente, está cada vez ficando mais raro.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COMANDOS FINALMENTE EM AÇÃO.

Sábado à noite para quem está "reservado" (popularmente chamado de encalhado), não é fácil. É um tédio e tanto. Para isso, a pessoa que se encontra neste estado provisório de vida, precisa diblar a solidão, já que todos os amigos estão curtindo a melhor noite da semana com seus respectivos parceiros, de todo modo possível. No meu caso, como cinéfilo, fui a locadora . Como eu teria um domingo lotado, me vi obrigado a locar apenas um filme. Mais valeu a pena. Depois de cerca de quarenta minutos, escolhendo entre os vários títulos que eu ainda não tinha assistido, optei pela nostalgia dos meus tempos de final de infância e início de pré-adolescência, locando G.I. Joe - A Origem de Cobra, versão cinematográfica do mesmo diretor da série A Múmia, para os meus últimos brinquedos.

Lembro como se fosse hoje que os meus amigos aproveitaram muito mais brincar com os bonecos e acessórios (carros, tanques, submarino, etc.) dos G.I. Joe, que no Brasil recebeu o tosco nome de Comandos em Ação, pois,  como já estava naquela fase de fortalecimento de interesse pelas meninas (sempre fui precoce e desde que me entendo de gente, já tinha interesses românticos. rssss...), já não tinha tanta vontade de brincar. Mesmo assim, foi legal reencontrar hoje, em carne e em osso,  Hawk, Duke, Snake Eyes e Scarlett, que aliás, por ser a única mulher da minha coleção dos Joe, eu costumava treinar o que dizer as minas de verdade. Uma coisa é certa: boa parte das mulheres de hoje, continuam fria e silenciosa comigo, como aquele boneco da Scarlett. rssss...

Nostalgia à parte, G.I. Joe - A Origem de Cobra é um excelente filme de ação. A trama, como na maioria dos filmes deste gênero, é simplória: Num futuro, não muito distante, um milionário fabricante de armas, que negocia e vende para a OTAN uma arma poderossísma de alta tecnologia, para na entrega, roubá-la. Mas ele não contava que a OTAN, tivesse um super-exército ultra-secreto, os G.I. Joe, formada pelos melhores soldados de todo mundo.

Enfim, como já era esperado, o roteiro, que aliás, é muito bem escrito e acima da média dos filmes do gênero, é uma desculpa esfarrapada para um filmaço com ação do começo ao fim, com efeitos especiais de primeira, em bem elaboradas sequências de ação. Destaque para a eletrizante sequência de perseguição pelas ruas de Paris e o climáx, uma empolgante batalha submarina e aérea, que não fica atrás das clássicas batalhas de Star Wars, graças a uma excelente montagem, que intercala as várias batalhas, que vão acontecendo nos últimos minutos de exibição.

Outro embate legal é entre os ninjas Snake Eyes e Storm Shandow, que aliás, foram os únicos personagens que tiveram mais aprofundamento na sua origem, superando até mesmo a origem da facção Cobra, subtítulo deste filme. Pena que, cometeram o mesmo erro de Star Wars - Episódio 1, de matar um interessante personagem, que tinha tudo para crescer no decorrer da série.


O elenco não é dos melhores, mas também não prejudica o produto final, dando conta do recado. Dennis Quaid, provavelmente o mais conhecido, interpretar o General Hawk, líder dos Joe, mas não tem muito o que fazer em cena., já que seu personagem limitou-se apenas a dar ordens, não entrando em ação. Já Marlon Wayans se mostra totalmente perdido e que não está acostumado a fazer personagens menos idiotas, como os que ele fez magistralmente nos dois primeiros Todo Mundo em Pânico, As Branquelas e O Pequenino, todos estes filmes, dirigidos pelo irmão Keenen Ivory Wayans e tendo como parceiro de cena seu outro irmão, Shawn Wayans. Legal também foi encontrar no elenco o sempre vilão coadjuvante Arnold Vosloo (A Múmia) e uma participação especial de Brendan Fraser, que infelizmente não aparecem juntos em cena. Seria interessante que o diretor, no próximo filme da série, repetisse a parceria do seu grande sucesso e colocasse mais uma vez os dois para se enfrentarem. Os fãs da série A Múmia agradeceriam.

Em síntese, G.I. Joe - A Origem de Cobra é um filmaço. Para quem procura uma boa diversão de primeira, com muita ação e efeitos especiais, eu recomendo. Se conseguir manter o nível deste primeiro filme, a série  tem tudo para dar certo e melhorar. É aguardar para conferir, os comandos em ação mais uma vez. Nota 9,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Scarlett ganha vida.
Se tivesse sido na minha pré-adolescência, duvido, se eu estaria só hoje. rsss..
Storm Shandow e Baronesa.
Meus últimos brinquedos ganham vida em super-produção hollywoodiana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

VITÓRIA BRASILEIRA CONTRA A PIRATARIA.


Não apenas o Capitão Nascimento foi promovido no filme Tropa de Elite 2. O próprio filme, em apenas nove semanas de exibição foi promovido ao filme brasileiro mais visto da história, tirando o recorde de 34 anos do filme Dona Flor e os seus dois maridos, levando 10.736.995, numero que com certeza hoje é maior, já que o filme continua em cartaz.


O número não apenas é uma vitória do filme em si, mas contra a pirataria, já que o diretor José Padilha e sua equipe, usaram uma estratégia ("O conceito de estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie... Os senhores estão anotando?" Vou pedir isso na prova. ...em inglês strategy, Em alemão strategie, em italiano strategia, em espanhol estrategia..." Desculpem, mas não resistir. rssss...) digna de Nascimento, para que, ao contrário do primeiro filme, não fosse lançado nos camêlos antes de chegar as telonas.

Para temos ideia do feito que Padillha e sua equipe conseguiram, do ranking dos dez filmes nacionais mais vistos, apenas Se eu fosse você 2 (4º colocado) e Dois Filhos de Francisco (7º colocado), foram lançados em tempos de piratarias, e mesmo assim, estes dois chegaram aos camêlos antes do lançamento oficial nos cinemas.


José Padilha e sua equipe, além de elevarem o número de público ao um filme nacional, ensinou ao mundo que com organização e ações bem definidas, é possível, vencer a pirataria. Uma briga que Hollywood vem perdendo a mais de uma década, nesta guerra tão injusta e desigual..

O nosso cinema agradece a José Padilha e sua equipe, por colocarr o nosso país, vitorioso numa batalha  contra a pirataria.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, feliz com o desempenho de Tropa de Elite 2.

VALORIZAÇÃO DO NOSSO CINEMA.



Estava ontem no Centerplex, adquirindo os meus ingressos para a minha sessão dupla de cinema, quando na bilheteria ao lado da que eu estava, chega uma senhora e pergunta qual era o próximo filme que estava iniciando. Prontamente, a simpática e gentil funcionária disse que estava iniciando na sala 3 a exibição do filme nacional Muita Calma Nessa Hora. Para o meu espanto, a senhora fechou a cara e disse: "Filme Brasileiro? Sem chances!". Parafraseando o título do filme, mas o fato é que tiver que ter Muita Calma Nessa Hora, para não chegar junto daquela senhora e saber o porquê de tanto ar de desprezo pelo nosso cinema.

Tudo bem que a obra supracitada não é uma das melhores produções do nosso cinema, mas será que só pelo fato de ter sido produzido no nosso país, com artistas talentosos nosso, não merecia sequer uma conferida, ao invés de uma rejeição logo de cara?

Este fato nos mostra que, por mais que a produção nacional, nos últimos vinte anos, tenha evoluído bastante em qualidade, conquistando massacrantemente o público, que cada dia mais, valoriza o nosso cinema na mesma proporção que valoriza o que vem de fora, ainda existirão pessoas como aquela senhora, que terão preconceito com o nosso cinema.


Muitas vezes são as próprias produções do nosso cinema que fazem gerar este e outros preconceitos. Quando o nosso cinema inventa de seguir modismo, produzindo apenas um gênero de filme com a mesma temática, abusar exaustivamente de  alguns atores (caso dos talentosos Selton Melo, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele, que já viraram sinônimo do Cinema Nacional atual, por estrelarem vários filmes durante o ano) e produzir filmes a torta e a direita, sem o melhor cuidado com o roteiro, preocupados apenas com os lucros que podem arrecadar, acaba gerando uma nova intolerância ao nosso cinema.

Nosso cinema está firme e forte. Passou por crises e as superaram. Já era o tempo que o cinema nacional era apenas filmes infantis medíocres da Xuxa ou de sacanagem. Hoje, podemos bater no peito e nos orgulhar do nosso cinema. É necessário esta conscientização por parte dos brasileiros que precisamos valorizar os nossos talentos local, retirando o preconceito que apenas o que é de fora presta.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, orgulhoso do nosso Cinema Nacional.

VOLTA AO CINEMA EM SESSÃO DUPLA.

Depois de exatamente um mês e três dias sem ir ao cinema, uma marca que deve ter estranhado àqueles que me seguem aqui no Blog, finalmente, voltei a minha rotina de cinéfilo, ontem a tarde, na Sala 3, do Centerplex. E desta vez, em sessão dupla.

Seria um volta em grande estilo, se os filmes escolhidos tivessem sido melhores. Mas o importante é que o bom cinéfilo ao cinema retorna.

Faltou mais graça e alguém do Pânico na TV. 

O primeiro foi a comédia brasileira Muita Calma Nessa Hora. De fato, o título foi perfeito a situação que eu vivi, já que peguei o busão para ir ao distante bairro do Benedito Bentes, faltando apenas meia-hora para o ínicio da única sessão deste filme, e por me manter calmo, entregando nas mãos de Deus, Ele providenciou e cheguei pontualmente na hora de início da sessão.

A trama deste filme bobinho e descompromissado gira em torno de três amigas, jovens de classe média alta, portanto furtéis, que, passando por momentos de decisão em suas vidas (algo não aprofundando no roteiro),  resolvem chutar o pau da barraca e curtir um fim de semana em Búzios. No caminho, dão carona a Estrella,  uma jovem hippie, que está indo ao mesmo paraíso localizado no Rio de Janeiro, à procura do pai que não conhece, formando o quarteto de protagonista deste filminho boboca.

A trama, sem profundidade e novidade alguma, e com poucas cenas engraçadas, é apenas desculpa esfarrapada para fazer propaganda dos patrocinadores de modo grosseiro e sem criatividade (por duas vezes uma das personagens diz: "Faz um 21!"), e encher o filme de participações especiais de grandes atores como Laura Cardoso, Louise Cardoso, de comediantes veteranos como Lúcio Mauro e Sérgio Malandro (os quatro totalmente desperdiçados, em personagens curtíssimos e sem graça. Um micão em suas carreiras), e de atuais destaques do humor televisivo como Leandro Hassum, Maria Clara Gueiros, Nelson Freitas (os três do Zorra Total), Lúcio Mauro Filho (A Grande Família), André Mattos (Como em Tropa de Elite 2, roubando a cena em sua pequena aparição, mas na TV totalmente despediçado na Rede Record), Marcelo Adnet (do programa 15 Minutos da MTV, sendo, junto com André Mattos, a participação mais engraçada do filme), Marcelo Tas (do CQC, participação curtíssima e totalmente irreconhecível, mostrando seu talento como ator), Luiz Miranda, Heloísa Périssé (ambos do extinto Sob Nova Direção) e até mesmo do canastrão Marcos Mion (do péssimo e sem graça Legionários).

Mais uma vez, é claramente vísível que existe um panelinha no meio dos atuais comediantes, já que num projeto  anunciado como "a reunião dos melhores nomes do humor nacional", deixaram de fora a galera do Casseta e Planeta e do Pânico na TV, ironicamente, as turmas que fazem os mais engraçados programas de humor da TV brasileira. Seria por inveja do talento deles não os convidarem?

De fato, o filme teria tudo para ser mais divertido, verdadeiramente  uma  grande festa do humor, se tivessem convidado pelo menos alguém dos dois melhores grupos de humor da atual TV, como por exemplo, Eduardo Sterblitch (Pânico na TV) e Helio La Penha (Casseta e Planeta), entre outras feras destes dois hilários humorísticos, e se o roteiro, escrito por Bruno Mazzeo (do programa Junto e Misturado, que também faz uma pequena e sem graça participação), não fosse fraco,  tão  previsível,  repleto de clichês e repetitivo (as personagens viajando em pensamento após fumarem maconha foi exibida exaustivamente por três vezes).

Mas o filme não é totalmente ruim e tem seus momentos engraçados, principalmente, por mostrar a futilidade da juventude da classe média alta brasileira, sem objetivos e valores, como no caso do personagem de Lúcio Mauro Filho, um "chicleteiro" de carteirinha e do hilário grupo de Mauricinhos farristas, que mesmo sendo formado por rostos desconhecidos, roubam a cena, nas curtas aparições. Do quarteto de protagonistas, destaque para Fernanda Souza, que apesar de praticamente repetir o seu personagem do extinto Toma lá, dá cá, é a única que consegue tirar riso da plateia.

Enfim, uma comédia despretensiosa, totalmente descartável, que diverte em algumas cenas. Mas que, pelo elenco de feras do humor que conseguiu reunir, poderia ter sido mais criativa e engraçada. De fato, faltou mais graça e pelo menos alguém do Pânico da TV e um Casseta para ser mais divertida.

Bruxinho mais adulto e sombrio.

Após sair um pouco fustrado da comédia brasileira, dei um pequeno passeio de meia-hora pelo Shoping Pátio Maceió, à espera do início da sessão do segundo filme da tarde: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1. Apesar de detestar a série modinha do bruxinho mais gay do cinema (o cara que fala latim em tom aboiolado mexendo sua varinha e tem um veado como protetor, já diz tudo, né? rssss..), resolvi seguir a sugestão da minha amada amiga Rafinha e fui assistir, pela primeira vez na telona, a um filme desta série, justamente o sétimo filme e a primeira parte do, finalmente, termino da mesma, que na minha humilde opinião, já vai tarde.

Sentir uma enorme diferença entre este filme e os quatro primeiros filmes da série, que eu assistir em DVD, emprestado pela minha amiga Rísinha, fanática pela série. A começar pelo tom mais sombrio e maduro do filme, passando longe da fantasia boboca, enfadonhas e sem nexo dos quatro primeiros filmes. Nítidamente, percebemos que a série cresceu e amadureceu junto com os seus protagonistas, apesar dos mesmos continuarem sendo interpretados por péssimos atores, principalmente Daniel Radcliffe, nada convicente nos seu chato personagem que não me causa empatia.

O filme também me agradou por, ao contrário dos outros da série que eu tinha assistido, ter mais ação, e uma trama consistente, que consegue prender a nossa atenção e também no divertir. Porém, a ideia de dividir em duas partes não foi boa, já que em alguns trechos, o filme perde o pique, para dar espaço a diálogos mornos e descartáveis. As relíquias da morte do título apenas são mencionadas e aparecem no filme  nos últimos trinta minutos, o que deixa a dúvida para pessoas como eu, que não são fãs da série e não leram o livro, se os roteiristas não deram uma esticada, enchendo linguiça, para que o livro fosse filmado em duas partes.

Os efeitos especiais, como sempre, é de primeira, sendo bem aproveitados no filme. O roteiro, apesar de prender atenção e superior aos dos outros filmes da série que eu assistir, tem seus clichês, como no caso do medalhão que provoca pensamentos e atitudes negativas a que usá-lo (Será uma mera coincidência com o "precioso do Smigol"da trilogia O Senhor dos Anéis?).

Em síntese, apesar de ainda ter as bobagens típicas da série (como nomear os não bruxos de trouxas e as frases toscas em latim na hora de mexer a porcaria da varinha), admito que este novo Harry Potter até que é um filme razoável, que chega a divertir, prender atenção e desperta a expectativa para o desfecho da chatíssima série, marcado para maio do próximo ano. Passa longe de excelentes séries épicas como Star Wars, O Senhor dos Anéis, entre outras, mas na falta destas, depois de assistir este novo Harry Potter, afirmo que dar para encarar numa boa esta medíocre série.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.