sábado, 18 de dezembro de 2010

AUSÊNCIA DE CRIATIVIDADE: O INIMIGO MORTAL DO SUPERMAN.


Como fã e admirador apaixonado pela arte de interpretar confeso que não sei o que é pior: péssimos atores ou excelentes atores sendo desperdiçados em produções como péssimos roteiros, como no caso da atual e última temporada de Smallville, minha série favorita.

Quando a série iniciou, no começo da década, precisamente em 2001, fomos presenteados com um produto excelente: bons e carismáticos atores, uma trama que narrava a adolescência do futuro Superman, Clark Kent, em roteiros que prendia a nossa atenção a cada episódio. Sem dúvida, Smalville chegou para ficar e até mesmo conseguiu algo muito raro numa adaptação dos quadrinhos: a aprovação dos fãs mais apaixonados, que inclusive, até aceitaram a presença de personagens que nos quadrinhos o herói só iria encontrar quando adulto (só faltou mesmo o Bruce Wayne/Batman dar as caras). Enfim, uma proeza, que até onde eu saiba, nenhuma outra adaptação, seja para o cinema ou para a TV, conseguiu.

Depois de uma primeira temporada de apresentação da ideia, vieram as outras temporadas, onde tudo melhorou. A série televisiva ganhou status de super-produção cinematográfica, atraindo inclusive a participação de grandes astros do cinema, em especial, os que atuaram nos filmes originais da série Superman. Os efeitos especiais são de primeira, não devendo a nenhuma super-produção do cinema. As interpretações cada vez se aprimorando. E os roteiristas mostraram toda sua criatividade, dando uma nova gênese que criaram ao homem de aço. Evidente, que tiveram alguns episódios ruins, onde a criatividade não foi explorada, mas nenhum destes eventuais episódios baixaram o excelente alto nível da série.

Um ponto de destaque no enredo, sem dúvida é o processo de desenvolvimento da rivalidade entre Superman e o seu arqui-inimigo Lex Luthor, durante as temporadas. Se na primeira temporada, Clark Kent e Lex Luthor eram amiguíssimos, nas temporadas seguintes, gradualmente foram se afastando, até chegar ao ponto de rivalidade que os fãs estavam aguardando ansiosamente. Isso, graças ao excelente roteiro, e a interpretação brilhante de Michael Rosenbaum, que soube trabalhar de forma magistral toda mudança do seu riquíssimo personagem Lex Luthor.

Tom Welling, de forma mais contida, também não ficou atrás, trabalhando de forma competente todas as mudanças que o futuro Superman passava. Os dois protagonistas, somado ao time de também talentosos coadjuvantes, só elevaram o bom nível de interpretações na série, tornando-a, na minha opinião, a melhor série televisiva de todos os tempos. Concordando comigo ou não, todos temos que reconhecer que Smallville é um marco na história da televisão mundial.

Numa destas ironias inexplicáveis, até agora, nenhum destes talentosos atores, avançaram em suas carreiras. Welling desperdiçou o seu talento numa pequena participação nos dois filmes da comédia familiar Doze é Demais. A lindíssima e também talentosa Kristin Kreuk, que interpetava o primeiro grande amor do herói, Lana Lang, fez pequenas participações em comédias adolescentes. A também linda e talentosa Érica Durance, que dar vida a Lois Lane, pagou um micaço no tosco Efeito Borboleta 2.  Já Michael Rosenbaum, provavelmente devida a careca que precisava manter para interpretar Luthor foi o mais prejudicado, e encontramos sua participação no cinema antes da série, também em pequenas participações em comédias teens e no ótimo filme de terro Lendas Urbanas, em todas essas já demonstrando ser um excelente ator. Mais espantoso ainda é o caso da também lindíssima e talentosa Alisson Mack, que até a temporada passada deu vida a simpática melhor amiga do herói, Chloe Sullivan, que simplesmente até agora e onde eu sei, não deu as caras na telona. Afinal, o que se passa na cabeça dos produtores hollywoodianos que não conseguem descobrir jovens promissores talentos diante dos seus olhos?


A série começou a dar sinal de esgotamento na sétima temporada. Curiosamente, a que tinha tudo para ser a melhor da série, pois trazia o embrião da futura Liga da Justiça e a Supergirl, prima do herói, interpretada de forma competente pela lindíssima Laura Vandervoort (aliás,como já perceberam uma das características da série é nos presentear com talentosas e estupidamente lindas atrizes). Porém, já começaram aparecer com mais frequência a falta de criatividade. A Supergirl não foi bem aproveitada, sendo despediçada em boa parte dos episódios. Já a anunciada e aguardada formação da Liga limitou-se apenas a um bom episódio. Não assistir ainda as duas temporadas posteriores, mas por esta última percebo que só piorou.

No começo tive a grata decpção em saber que o vilão Luthor tinha morrido na temporada anterior, sendo substituído por um tosco clone ainda criança. Para constatar que a teoria "Tiriricadiana" de "Pior que está, não fica!" é totalmente errônea, os esgotados roteiristas inventam de dar chá de sumiço a carismática personagem Chloe Sullivan. Talvez tenha sido opção dos próprios atores em sair da série, já prevendo a merda que estava por vim ou estupidez dos roteiristas. O fato é que a saída dos dois personagens (pelo menos até agora), interpretados por excelentes atores só contribuíram para o triste desfecho que a série está se encaminhando.

Como se o desfalque dos excelentes atores e seus interessantes personagens não fosse o bastante para rebaixar o bom nível que até então a série tinha, até agora a temporada não saiu do ponto morto. Com um pouco mais de um mês de exibição em nosso país, assistimos a episódios fracos, com muita falação e quase nenhuma ação, perdendo muito tempo no romance entre os pombinhos Kent e Lane (lembrando a péssima e tosca série dos anos 90 Lois e Clark: As novas aventuras do Superman), enquanto rola uma campanha popular, de defensores e anti-heróis, numa imitação descarada dos primeiros filmes da série X-Men.

Deste do começo a série convergia para esta anunciada décima e última temporada, e por isso, está sendo uma grande decepção, depois de nove anos acompanhando e ansiando para que Clark Kent finalmente se tornasse o Superman, assistir a episódios medíocres, com roteiros sem criatividade e sem ação, onde é nítido que os atores estão sem ter muito o que fazer, totalmente perdidos, diante do péssimo material. Nem mesmo a participação da Supergirl e do pai da Lois, interpretado pelo excelente ator e sempre vilão coadjuvante Michael Ironside, empolgou e colocou a série no pique de outrora. 

Uma pena mesmo ver que Smallville, o melhor seriado televisivo, ao invés de encerrar com chave de ouro, está se encaminhando para um desfecho tosco, sem sal, totalmente decepcionante e inferior ao status conquistado.
Rick Pinheiro.
Fustrado com a atual temporada de Smallville.

O cartaz está arretado, mas até agora, a série tá uma merda.
Seria um caso de propaganda enganosa?


Romance entre Clark e Lois enche linguiça na nova temporada.
Nem em novela mexicana se perderia tanto tempo.


Laura Vandervoot que interpreta a Supergirl.
Uma das características da série é nos presentear com talentosas e lindas Super-garotas.


Mesmo com o risco de alguém interpretar mal, tenho que admitir:
o careca faz falta em Smallville.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

OUTRA SESSÃO DUPLA DE CINEMA.


Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Pois é galera, exatamente após uma semana do meu retorno ao escurinho do cinema, depois de um pequeno intervalo de um mês e alguns dias, aproveitei a terça-feira, dia que estou um pouco folgado, para encarar outra sessão dupla de cinema: o drama A Rede Social, na tela do Centerplex e a aventura fantasiosa As Crônicas de Narnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada, na tela do Cine Maceió.

E a Sessão Dupla de cinema promete continuar, já que hoje está entrando em cartaz dois filmes que estou ansioso para assistir (Aparecida: O Milagre e Tron: O Legado), só que desta  pertinho da minha casa, já que ambos os filmes estrearam na tela do Cine Maceió. Enquanto a sessão dupla pela terceira semana seguida não acontece, farei um breve comentário dos filmes que assistir esta semana.


O primeiro filme da minha sessão dupla foi A Rede Social.

No ano passado, quando fiquei sabendo que estavam fazendo um filme contando a história recente da criação do Facebook, admito que não dei a mínima, pois achei que seria uma merda. Mas o que me convenceu de pagar para ver uma suposta merda? Simples, a mórbida curiosidade de cinéfilo. A mesma que me faz assistir todos os filmes da série modinha Crepúsculo, os toscos Jogos Mortais, a nova aventura do bruxinho gay Harry Potter, entre outros filmes que particularmente não me atraem.

No caso de A Rede Social, tem o acréscimo de ser um filme, que a imprensa e crítica especializada já está anunciando como forte candidato ao Oscar. Ainda bem que me deixei levar por esta curiosidade, já que A Rede Social, é um bom filme, com excelentes interpretações e que mesmo sem nenhuma ação e nada de extraordinário, consegue atrair a nossa atenção e nos envolver, num enredo simples mas intrigante.

A trama, como já mencionei acima narra a história real da criação do site de relacionamento Facebook. Sem perder muito tempo com explicação e origem dos personagens, a história começa quando o seu criador, Mark Zuckenger, um nerd idiota e até certo ponto irritante que, após levar um merecidochega para lá da sua namorada, faz o que qualquer nerd faria: entra na internet e bloga escracho na sua ex. Na mesma noite, criou o site Facemash, onde quem acessasse poderia julgar as garotas gostosonas da faculdade, o que acabou causando pane no sistema da Faculdade de Havard. Daí, sua ideia se aperfeiçou e graças a ajuda do seu amigo Eduardo Saverin, e baseada numa ideia dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, criou o Facebook que conhecemos hoje. O pró é que o Mané do Zuckenger, movido pela vaidade, não credita os outros idealizadores, o que acabou resultando num processo movido por eles, que o condenou a idenizá-los, algo que não o prejudicou financeiramente já que o nerd, chegou ao topo do mais jovem bilionário.

O filme é muito bem conduzindo, intercalando cenas da audiência, com os fatos que geraram a criação do Facebook e, posteriormente, o processo.  Uma fórmula simples e bastante utilizada em filmes, mas que o consagrado diretor David Fincher, não deixou que o ótimo roteiro cair na mesmice. Os personagens fogem totalmente da velha fórmula heróis e vilões, e são apresentados como realmente são, ou seja, mais humanos, com qualidades e defeitos. As interpretações são excelentes. Impressiona também, o efeito visual utilizado para que o ator Armie Gafield interprete os gêmeos Winklevoss.

Apesar de todas essas qualidades, tenho que admitir que o filme não faz o meu estilo. Não é a merda que eu imaginaria que fosse, mas também não é o melhor filme que já assistir este ano. A Rede Social é uma agradável supresa, com um bom enredo, que merece ser conferido.

Uma prova viva que um filme para ser bom, não é necessário recorrer a explosões e barulheira, muito menos, quando trata-se de narrar fatos reais, recorrer ao exagero dramático.


Após um intervalo de duas horas, tempo que milagrosamente foi suficiente para pegar o busão e retornar do longínuo bairro do Benedito Bentes, em plena hora de trânsito lento, dar um pulo em casa para um necessário banho, fui conferir, na sala 1 do Cine Maceió o terceiro filme da série As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Por incrível que pareça este é o primeiro filme da série que eu assisto, já que a mesma, não estava na lista de filmes que me despertassem o interesse. E porque raios eu fui assistir este terceiro filme? Resposta também simples: apenas uma desculpa para conferir a recém-inaugurada sala 3D de Maceió. E não me arrependi, já que terminei a noite de terça, assistindo a um filmaço.

Na trama, Edmundo e Lúcia, os pirralhos dos dois filmes anteriores que agora estão entrando na adolescência, junto com o seu primo (o personagem mais engraçado do filme), voltam ao mundo imaginário de Nárnia para uma nova aventura, junto com o agora Rei Caspian, para tentar impedir uma nova ameaça das trevas. 

O filme é excelente, com muita ação recheada com excelentes efeitos especiais (o 3D funciona muito bem), interpretações acima da média e belíssimas mensagens.

Não assistir os dois primeiros filmes, mas gostei muito deste filme. Numa época onde as nossas crianças são bombadeadas de figuras nada exemplares como bruxos, personagens violentos dos games, é um alívio que filmes como Nárnia, onde são exaltados valores como a convivência familiar, a amizade e o incentivo à leitura.

Em síntese, um filme que merece ser visto em família e que, com certeza, vai agradar a pais e crianças, um programão, que infelizmente, está cada vez ficando mais raro.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COMANDOS FINALMENTE EM AÇÃO.

Sábado à noite para quem está "reservado" (popularmente chamado de encalhado), não é fácil. É um tédio e tanto. Para isso, a pessoa que se encontra neste estado provisório de vida, precisa diblar a solidão, já que todos os amigos estão curtindo a melhor noite da semana com seus respectivos parceiros, de todo modo possível. No meu caso, como cinéfilo, fui a locadora . Como eu teria um domingo lotado, me vi obrigado a locar apenas um filme. Mais valeu a pena. Depois de cerca de quarenta minutos, escolhendo entre os vários títulos que eu ainda não tinha assistido, optei pela nostalgia dos meus tempos de final de infância e início de pré-adolescência, locando G.I. Joe - A Origem de Cobra, versão cinematográfica do mesmo diretor da série A Múmia, para os meus últimos brinquedos.

Lembro como se fosse hoje que os meus amigos aproveitaram muito mais brincar com os bonecos e acessórios (carros, tanques, submarino, etc.) dos G.I. Joe, que no Brasil recebeu o tosco nome de Comandos em Ação, pois,  como já estava naquela fase de fortalecimento de interesse pelas meninas (sempre fui precoce e desde que me entendo de gente, já tinha interesses românticos. rssss...), já não tinha tanta vontade de brincar. Mesmo assim, foi legal reencontrar hoje, em carne e em osso,  Hawk, Duke, Snake Eyes e Scarlett, que aliás, por ser a única mulher da minha coleção dos Joe, eu costumava treinar o que dizer as minas de verdade. Uma coisa é certa: boa parte das mulheres de hoje, continuam fria e silenciosa comigo, como aquele boneco da Scarlett. rssss...

Nostalgia à parte, G.I. Joe - A Origem de Cobra é um excelente filme de ação. A trama, como na maioria dos filmes deste gênero, é simplória: Num futuro, não muito distante, um milionário fabricante de armas, que negocia e vende para a OTAN uma arma poderossísma de alta tecnologia, para na entrega, roubá-la. Mas ele não contava que a OTAN, tivesse um super-exército ultra-secreto, os G.I. Joe, formada pelos melhores soldados de todo mundo.

Enfim, como já era esperado, o roteiro, que aliás, é muito bem escrito e acima da média dos filmes do gênero, é uma desculpa esfarrapada para um filmaço com ação do começo ao fim, com efeitos especiais de primeira, em bem elaboradas sequências de ação. Destaque para a eletrizante sequência de perseguição pelas ruas de Paris e o climáx, uma empolgante batalha submarina e aérea, que não fica atrás das clássicas batalhas de Star Wars, graças a uma excelente montagem, que intercala as várias batalhas, que vão acontecendo nos últimos minutos de exibição.

Outro embate legal é entre os ninjas Snake Eyes e Storm Shandow, que aliás, foram os únicos personagens que tiveram mais aprofundamento na sua origem, superando até mesmo a origem da facção Cobra, subtítulo deste filme. Pena que, cometeram o mesmo erro de Star Wars - Episódio 1, de matar um interessante personagem, que tinha tudo para crescer no decorrer da série.


O elenco não é dos melhores, mas também não prejudica o produto final, dando conta do recado. Dennis Quaid, provavelmente o mais conhecido, interpretar o General Hawk, líder dos Joe, mas não tem muito o que fazer em cena., já que seu personagem limitou-se apenas a dar ordens, não entrando em ação. Já Marlon Wayans se mostra totalmente perdido e que não está acostumado a fazer personagens menos idiotas, como os que ele fez magistralmente nos dois primeiros Todo Mundo em Pânico, As Branquelas e O Pequenino, todos estes filmes, dirigidos pelo irmão Keenen Ivory Wayans e tendo como parceiro de cena seu outro irmão, Shawn Wayans. Legal também foi encontrar no elenco o sempre vilão coadjuvante Arnold Vosloo (A Múmia) e uma participação especial de Brendan Fraser, que infelizmente não aparecem juntos em cena. Seria interessante que o diretor, no próximo filme da série, repetisse a parceria do seu grande sucesso e colocasse mais uma vez os dois para se enfrentarem. Os fãs da série A Múmia agradeceriam.

Em síntese, G.I. Joe - A Origem de Cobra é um filmaço. Para quem procura uma boa diversão de primeira, com muita ação e efeitos especiais, eu recomendo. Se conseguir manter o nível deste primeiro filme, a série  tem tudo para dar certo e melhorar. É aguardar para conferir, os comandos em ação mais uma vez. Nota 9,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Scarlett ganha vida.
Se tivesse sido na minha pré-adolescência, duvido, se eu estaria só hoje. rsss..
Storm Shandow e Baronesa.
Meus últimos brinquedos ganham vida em super-produção hollywoodiana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

VITÓRIA BRASILEIRA CONTRA A PIRATARIA.


Não apenas o Capitão Nascimento foi promovido no filme Tropa de Elite 2. O próprio filme, em apenas nove semanas de exibição foi promovido ao filme brasileiro mais visto da história, tirando o recorde de 34 anos do filme Dona Flor e os seus dois maridos, levando 10.736.995, numero que com certeza hoje é maior, já que o filme continua em cartaz.


O número não apenas é uma vitória do filme em si, mas contra a pirataria, já que o diretor José Padilha e sua equipe, usaram uma estratégia ("O conceito de estratégia, em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie... Os senhores estão anotando?" Vou pedir isso na prova. ...em inglês strategy, Em alemão strategie, em italiano strategia, em espanhol estrategia..." Desculpem, mas não resistir. rssss...) digna de Nascimento, para que, ao contrário do primeiro filme, não fosse lançado nos camêlos antes de chegar as telonas.

Para temos ideia do feito que Padillha e sua equipe conseguiram, do ranking dos dez filmes nacionais mais vistos, apenas Se eu fosse você 2 (4º colocado) e Dois Filhos de Francisco (7º colocado), foram lançados em tempos de piratarias, e mesmo assim, estes dois chegaram aos camêlos antes do lançamento oficial nos cinemas.


José Padilha e sua equipe, além de elevarem o número de público ao um filme nacional, ensinou ao mundo que com organização e ações bem definidas, é possível, vencer a pirataria. Uma briga que Hollywood vem perdendo a mais de uma década, nesta guerra tão injusta e desigual..

O nosso cinema agradece a José Padilha e sua equipe, por colocarr o nosso país, vitorioso numa batalha  contra a pirataria.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, feliz com o desempenho de Tropa de Elite 2.

VALORIZAÇÃO DO NOSSO CINEMA.



Estava ontem no Centerplex, adquirindo os meus ingressos para a minha sessão dupla de cinema, quando na bilheteria ao lado da que eu estava, chega uma senhora e pergunta qual era o próximo filme que estava iniciando. Prontamente, a simpática e gentil funcionária disse que estava iniciando na sala 3 a exibição do filme nacional Muita Calma Nessa Hora. Para o meu espanto, a senhora fechou a cara e disse: "Filme Brasileiro? Sem chances!". Parafraseando o título do filme, mas o fato é que tiver que ter Muita Calma Nessa Hora, para não chegar junto daquela senhora e saber o porquê de tanto ar de desprezo pelo nosso cinema.

Tudo bem que a obra supracitada não é uma das melhores produções do nosso cinema, mas será que só pelo fato de ter sido produzido no nosso país, com artistas talentosos nosso, não merecia sequer uma conferida, ao invés de uma rejeição logo de cara?

Este fato nos mostra que, por mais que a produção nacional, nos últimos vinte anos, tenha evoluído bastante em qualidade, conquistando massacrantemente o público, que cada dia mais, valoriza o nosso cinema na mesma proporção que valoriza o que vem de fora, ainda existirão pessoas como aquela senhora, que terão preconceito com o nosso cinema.


Muitas vezes são as próprias produções do nosso cinema que fazem gerar este e outros preconceitos. Quando o nosso cinema inventa de seguir modismo, produzindo apenas um gênero de filme com a mesma temática, abusar exaustivamente de  alguns atores (caso dos talentosos Selton Melo, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele, que já viraram sinônimo do Cinema Nacional atual, por estrelarem vários filmes durante o ano) e produzir filmes a torta e a direita, sem o melhor cuidado com o roteiro, preocupados apenas com os lucros que podem arrecadar, acaba gerando uma nova intolerância ao nosso cinema.

Nosso cinema está firme e forte. Passou por crises e as superaram. Já era o tempo que o cinema nacional era apenas filmes infantis medíocres da Xuxa ou de sacanagem. Hoje, podemos bater no peito e nos orgulhar do nosso cinema. É necessário esta conscientização por parte dos brasileiros que precisamos valorizar os nossos talentos local, retirando o preconceito que apenas o que é de fora presta.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, orgulhoso do nosso Cinema Nacional.

VOLTA AO CINEMA EM SESSÃO DUPLA.

Depois de exatamente um mês e três dias sem ir ao cinema, uma marca que deve ter estranhado àqueles que me seguem aqui no Blog, finalmente, voltei a minha rotina de cinéfilo, ontem a tarde, na Sala 3, do Centerplex. E desta vez, em sessão dupla.

Seria um volta em grande estilo, se os filmes escolhidos tivessem sido melhores. Mas o importante é que o bom cinéfilo ao cinema retorna.

Faltou mais graça e alguém do Pânico na TV. 

O primeiro foi a comédia brasileira Muita Calma Nessa Hora. De fato, o título foi perfeito a situação que eu vivi, já que peguei o busão para ir ao distante bairro do Benedito Bentes, faltando apenas meia-hora para o ínicio da única sessão deste filme, e por me manter calmo, entregando nas mãos de Deus, Ele providenciou e cheguei pontualmente na hora de início da sessão.

A trama deste filme bobinho e descompromissado gira em torno de três amigas, jovens de classe média alta, portanto furtéis, que, passando por momentos de decisão em suas vidas (algo não aprofundando no roteiro),  resolvem chutar o pau da barraca e curtir um fim de semana em Búzios. No caminho, dão carona a Estrella,  uma jovem hippie, que está indo ao mesmo paraíso localizado no Rio de Janeiro, à procura do pai que não conhece, formando o quarteto de protagonista deste filminho boboca.

A trama, sem profundidade e novidade alguma, e com poucas cenas engraçadas, é apenas desculpa esfarrapada para fazer propaganda dos patrocinadores de modo grosseiro e sem criatividade (por duas vezes uma das personagens diz: "Faz um 21!"), e encher o filme de participações especiais de grandes atores como Laura Cardoso, Louise Cardoso, de comediantes veteranos como Lúcio Mauro e Sérgio Malandro (os quatro totalmente desperdiçados, em personagens curtíssimos e sem graça. Um micão em suas carreiras), e de atuais destaques do humor televisivo como Leandro Hassum, Maria Clara Gueiros, Nelson Freitas (os três do Zorra Total), Lúcio Mauro Filho (A Grande Família), André Mattos (Como em Tropa de Elite 2, roubando a cena em sua pequena aparição, mas na TV totalmente despediçado na Rede Record), Marcelo Adnet (do programa 15 Minutos da MTV, sendo, junto com André Mattos, a participação mais engraçada do filme), Marcelo Tas (do CQC, participação curtíssima e totalmente irreconhecível, mostrando seu talento como ator), Luiz Miranda, Heloísa Périssé (ambos do extinto Sob Nova Direção) e até mesmo do canastrão Marcos Mion (do péssimo e sem graça Legionários).

Mais uma vez, é claramente vísível que existe um panelinha no meio dos atuais comediantes, já que num projeto  anunciado como "a reunião dos melhores nomes do humor nacional", deixaram de fora a galera do Casseta e Planeta e do Pânico na TV, ironicamente, as turmas que fazem os mais engraçados programas de humor da TV brasileira. Seria por inveja do talento deles não os convidarem?

De fato, o filme teria tudo para ser mais divertido, verdadeiramente  uma  grande festa do humor, se tivessem convidado pelo menos alguém dos dois melhores grupos de humor da atual TV, como por exemplo, Eduardo Sterblitch (Pânico na TV) e Helio La Penha (Casseta e Planeta), entre outras feras destes dois hilários humorísticos, e se o roteiro, escrito por Bruno Mazzeo (do programa Junto e Misturado, que também faz uma pequena e sem graça participação), não fosse fraco,  tão  previsível,  repleto de clichês e repetitivo (as personagens viajando em pensamento após fumarem maconha foi exibida exaustivamente por três vezes).

Mas o filme não é totalmente ruim e tem seus momentos engraçados, principalmente, por mostrar a futilidade da juventude da classe média alta brasileira, sem objetivos e valores, como no caso do personagem de Lúcio Mauro Filho, um "chicleteiro" de carteirinha e do hilário grupo de Mauricinhos farristas, que mesmo sendo formado por rostos desconhecidos, roubam a cena, nas curtas aparições. Do quarteto de protagonistas, destaque para Fernanda Souza, que apesar de praticamente repetir o seu personagem do extinto Toma lá, dá cá, é a única que consegue tirar riso da plateia.

Enfim, uma comédia despretensiosa, totalmente descartável, que diverte em algumas cenas. Mas que, pelo elenco de feras do humor que conseguiu reunir, poderia ter sido mais criativa e engraçada. De fato, faltou mais graça e pelo menos alguém do Pânico da TV e um Casseta para ser mais divertida.

Bruxinho mais adulto e sombrio.

Após sair um pouco fustrado da comédia brasileira, dei um pequeno passeio de meia-hora pelo Shoping Pátio Maceió, à espera do início da sessão do segundo filme da tarde: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1. Apesar de detestar a série modinha do bruxinho mais gay do cinema (o cara que fala latim em tom aboiolado mexendo sua varinha e tem um veado como protetor, já diz tudo, né? rssss..), resolvi seguir a sugestão da minha amada amiga Rafinha e fui assistir, pela primeira vez na telona, a um filme desta série, justamente o sétimo filme e a primeira parte do, finalmente, termino da mesma, que na minha humilde opinião, já vai tarde.

Sentir uma enorme diferença entre este filme e os quatro primeiros filmes da série, que eu assistir em DVD, emprestado pela minha amiga Rísinha, fanática pela série. A começar pelo tom mais sombrio e maduro do filme, passando longe da fantasia boboca, enfadonhas e sem nexo dos quatro primeiros filmes. Nítidamente, percebemos que a série cresceu e amadureceu junto com os seus protagonistas, apesar dos mesmos continuarem sendo interpretados por péssimos atores, principalmente Daniel Radcliffe, nada convicente nos seu chato personagem que não me causa empatia.

O filme também me agradou por, ao contrário dos outros da série que eu tinha assistido, ter mais ação, e uma trama consistente, que consegue prender a nossa atenção e também no divertir. Porém, a ideia de dividir em duas partes não foi boa, já que em alguns trechos, o filme perde o pique, para dar espaço a diálogos mornos e descartáveis. As relíquias da morte do título apenas são mencionadas e aparecem no filme  nos últimos trinta minutos, o que deixa a dúvida para pessoas como eu, que não são fãs da série e não leram o livro, se os roteiristas não deram uma esticada, enchendo linguiça, para que o livro fosse filmado em duas partes.

Os efeitos especiais, como sempre, é de primeira, sendo bem aproveitados no filme. O roteiro, apesar de prender atenção e superior aos dos outros filmes da série que eu assistir, tem seus clichês, como no caso do medalhão que provoca pensamentos e atitudes negativas a que usá-lo (Será uma mera coincidência com o "precioso do Smigol"da trilogia O Senhor dos Anéis?).

Em síntese, apesar de ainda ter as bobagens típicas da série (como nomear os não bruxos de trouxas e as frases toscas em latim na hora de mexer a porcaria da varinha), admito que este novo Harry Potter até que é um filme razoável, que chega a divertir, prender atenção e desperta a expectativa para o desfecho da chatíssima série, marcado para maio do próximo ano. Passa longe de excelentes séries épicas como Star Wars, O Senhor dos Anéis, entre outras, mas na falta destas, depois de assistir este novo Harry Potter, afirmo que dar para encarar numa boa esta medíocre série.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AINDA HÁ REGENERAÇÃO À CARREIRA DE VAN DAMME?

Antes de ser um tosco trocadilho com o subtítulo deste filme, o titulo desta postagem é uma pergunta que muitos de nós, fãs do ator Jean Claude Van Damme, nos fazemos após assistirmos Soldado Universal 3: Regeneração. Antes de tecer os meus comentários a mais um filme "B" de ação estrelado (?) pelo astro belga, farei um breve comentário sobre sua carreira e sobre a série Soldado Universal.
Podemos comparar a carreira de Jean Claude Van Damme com a de outro astro de filme de ação, Steven Seagal. Ambos surgiram na mesma época, nos últimos três anos da década de 80, tiveram altos e baixos em suas respectivas carreiras, acertaram em algumas escolhas, erraram feio em outras e nos dias de hoje estão fora da lista dos grandes astros hollywoodianos. Seagal iniciou sua carreira tendo um grande estúdio, no caso o Warner Bros, investindo pesado nele. Mas por ser um péssimo ator (fato que não impediu Leonardo Di Caprio, Robert Patinson e outros péssimos atores de terem carreiras sólidas) e ter relaxado na forma física (com certeza o que ferrou verdadeiramente com sua carreira), não alcançou vôos mais altos. Porém, é mais esperto e humilde, aceitando oportunidades para reerguer a sua carreira. Foi assim no começo desta década, ao ensaiar um reerguida no bom e divertido filme policial Rede da Corrupção. Recentemente, mais duas felizes decisões:  aceitou fazer o vilão no filme Machete, do renomado e talentoso diretor Robert Rodriguez e estrela um reality show televisivo, que foca a sua carreira verídica de xerife de uma cidadezinha norte-americana. Mesmo gorducho e canastrão, Seagal ainda está em melhor situação que o seu "rival".

Já Van Damme, iniciou sua carreira fazendo ótimos filmes de baixo orçamento, estourando no mundo inteiro e ganhando moral em Hollywood, fazendo super-produções para grandes estúdios, graças ao seu talento como ator, lutador e simpatia como pessoa. Mas no auge da carreira faz a grande merda de se envolver com drogas, algo que não é novidade nenhuma em Hollywood. Livrou-se das malditas, à exemplo de Robert Downey Jr., mas ao contrário deste, deixa-se levar pelo orgulho, fazendo escolhas erradas e equivocadas. Até que no ínicio de sua carreira, este defeito lhe ajudou quando pulou fora do set de filmagens de O Predador, com Arnold Schwarzennegger, onde ele seria um dos dublês que interpretaria o famoso ET ("Fui contratado como ator e não como dublê", disse Van Damme) e aconselhado pelo seu "padrinho" Chuck Norris, foi estrelar, pela extinta produtora de filmes "B" Cannon, O Grande Dragão Branco. Mas diante da situação carreira atual da sua carreira, negar atuar como vilão em A Hora do Rush 3, estrelado por Jackie Chan e esnobar o convite de Sylvester Stallone de participar de Os Mercenários, alegando não querer mais filmes de ação, foi um verdadeiro tiro no pé. Porém, ainda há uma luz no fim do túnel, já que Van Damme está negociando ser uma das várias estrelas a participar do novo filme infantil dos Muppets (no Brasil, Vila Sessámo), prova que finalmente ele está começando a pensar em como a sua carreira está em queda livre. Espero que desta vez ele acerte na decisão. Tempos difíceis que não lembram sua fase de ouro.

Em 1992, iniciando uma série de super produções de grandes estúdios (a primeira foi o excelente Duplo Impacto no ano anterior), Van Damme estrelou um dos melhores filmes da sua carreira, Soldado Universal, ao lado de Dolph Lundgren em sua melhor atuação e dirigidos por ninguém menos que Roland Emmerich  que graças a este filme, alavancou a sua carreira, dirigindo arrassa-quarteirões como Stargate, Independence Day, Godzilla, O Patriota, O Dia Depois de Amanhã e 2012. Soldado Universal é um filmaço, com um roteiro criativo, repleto de ação e reviravoltas,  excelentes interpretações e uma duelo clássico entre dois astros do gêneros, que chega a se igualar ao duelo  entre o saudoso Bruce Lee e Chuck Norris em O Vôo do Dragão. Em síntese,  Soldado Universal é um filmaço completo, insuperável, logo, não merecia ser rebaixado a uma série tosca de filmes "B".

Mas nem mesmo um excelente filme escapa  de continuações  inferiores  e toscas. No caso de Soldado Universal, tudo começou poucos anos após o lançamento do original, quando os produtores, visando apenas lucro, cheios de merda na cabeça, resolveram lançar para TV dois filmes da série, estrelado pelo astro de filmes de ação classe "Z"  o kickboxing Jeff Wincott e um sei lá quem Matt Battagila (o terceiro teve a participação do veterano Burt Reynolds, que deveria está passando por crise financeira para aceitar pagar este mico). Aliás, Van Damme deveria entrar para o Guiness como o ator que teve mais continuações de filmes não estrelados por ele. Além de Soldado Universal, Kickboxer (quatro filmes), Cyborg (dois filmes), Timecop (apenas um) e até seu maior sucesso O Grande Dragão Branco (três filmes), tiveram a desgraça de ter séries inferiores aos seu originais, graças a ganância dos produtores medíocres e com titica na cabeça.

Soldado Universal tem uma diferença e ligeira superioridade  as outras séries supracitadas, por contar com Van Damme em suas continuações, fato  inédito também para o ator. Depois do mico televisivo, a série volta a ser estrelada por ele no fraquinho Soldado Universal: O Retorno. Ao contrário do primeiro filme, Van Damme simplesmente ligou o piloto automático e não interpretou nada, não conseguindo acertar o tom do personagem que ele mesmo já tinha atuado tão bem. Com certeza o motivo foi o fato do astro ainda está saindo das drogas.  Mas em comparação as outras duas continuações anteriores e a maioria dos atuais filmes do baixinho, até que este filme não é totalmente ruim. Existe um ligação entre o original e este filme, e umas cenas de luta e ação legais. Mas a incoerência do roteiro (um super computador pirado que guarda um corpo de um Soldado Universal para um ataque aos humanos) e a falta de atenção melhor da produção (se os soldados univesais não envelhecem, deveriam pelo menos maquiar melhor as rugas e a aparência de idoso de Van Damme em decorrência das drogas), tornam este filme bastante inferior e indigno do original.

Mais uma vez é comprovado que a frase "Pior que tá não fica!", dita pelo palhaço Tiririca na sua vitoriosa campanha à Câmara Federal, é inverídica, com este Soldado Universal: Regeneração (o 3 no título foi colocado pelos distribuidores brasileiros, já que como vimos este filme na verdade é o quinto da série). O roteiro é incoerente, cheio de furos, confuso e não se explica (a filha do personagem do Van Damme que aparece no filme anterior sequer é mecionada). Apesar do cartaz anunciar três nomes, não temos aqui um protagonista (por isso o sinal gráfico de interrogação utilzado no primeiro parágrafo) e sem nenhuma chances dos três brilharem.

Como em todo filme "B" de ação a trama é simplória e só desculpa esfarrapada para a porrada. No caso de Soldado Universal: Regeneração, um grupo terroristas, separatistas de um país fitcticio, invade a antiga instalação da Usina de Chenobyl e ameaça explodir tudo, tendo como um dos guardas costas um novo modelo de Soldado Univesal, interpretado (?) pelo ex-lutador de luta livre Andrei. O governo então resolve enviar quatro soldados universais das antigas, que evidentemente falham, para que finalmente, possam recorer ao velho e obsoleto Luc Deveraux (Van Damme). Paralelamente, o louco cientista contratado pelo tosco chefe dos terroristas, levar na "mala de viagem", o clone de um antigo soldado universal, já prevendo tentar dominar a situação. Enfim, tudo desculpa esfarrapada para muita explosão e tiroteio, e lutas toscas.

O tal do Andrei The Pitbull Arlovski aparece um pouco  mais que Van Damme e Lundgren (este filmou em apenas 05 dias, enquanto que Van Damme em 20 dias, numa produção que demorou três meses para ser realizada) , que só entram em ação depois de exatamente uma hora de filme (tendo menos meia-hora para dar o ar da graça), o que justifica seu nome aparecer primeiro nos créditos. Provavelmente ele será o "novo astro" da série, já que o péssimo final tosco, que dar um gancho descarado para continuação, demonstra claramente a vontade dos produtores em manter a franquia. Pelo roteiro preocupado apenas em tiros e explosões desnecessárias, o ex-lutador de luta livre, como seus colegas de elenco mais conhecidos, não teve muita chance de mostrar se é ou não bom ator. Nem mesmo sabemos se ele é um bom lutador, já que a tosca coreografia de luta  também não ajudou. Com certeza, ao contrário dos também ex-lutadores de luta livre The Rock, Steven Austin e Randy Coulture, este Pitbull terá muita mais dificuldade em se firmar com astro de filme de ação.

Sem dúvida a pergunta que não queria calar, desde do anúncio deste novo filme, foi o que Dolph Lundgren está fazendo no elenco, já que o seu personagem Andrew Scott, literalmente virou picadinho na luta final do filme original. A desculpa do roteiro é que este na verdade é um clone do original, só que menos lunático e com crise existêncial, outra prova clara da incoerência do roteiro e da falta de criatividade dos quem o escreveram. Lundgren ainda tenta dar um pouco de dignidade a este filminho "B" em suas primeiras cenas, mas a tosca interpretação da crise existêncial do personagem e sua passagem relampago no filme, que sequer lhe dar tempo de sair na porrada com o Pitbull, só provam que sua presença foi desnecessária.

O esperado novo duelo entre Van Damme e Lundgren decepciona bastante, sendo rápido e sem sal, não lembrando em nada os clássicos embates entre os dois no primeiro filme. Em alguns momentos, é possível ver que ambos são dublados, o que fustra  ainda mais quem desejava rever o reencontro destas duas feras das artes marciais. Pior que o embate entre os dois só mesmo o duelo final entre Van Damme e The Pitbull, que resume-se apenas a um soquinho e corre-corre repetidamente, e os dois aguarradinhos atravessando paredes, onde também é notável a presença dos dublês. Em época que o cinema norte-americano importa coreografos de luta de Hong-Kong chega a ser ridículas e patéticas as lutas deste filme.

Em síntese, Soldado Universal: Regeneração é mais um filminho classe "z" da atual carreira de Jean Claude Van Damme. Incomparável e inferior ao original, mas que até se sobressai em relação as toscas versões televisivas, empatando com Soldado Universal: O Retorno, o título de "menos ruins", do triste e tosco caminho que a série tomou .

A série saiu do luxo ao lixo,  e parece não terminar já que os produtores anunciaram e está em fase de pré-produção mais um filme da franquia, Soldado Universal 4 - 3D, que será filmado neste formato e contará com Van Damme e Lundgren (do jeito que está, Scott vai bater o recorde de ressurgimento dos mortos do Jason da série Sexta-Feira 13). Surge a questão: se os filmes tanto da série, quanto os atuais de Van Damme são lançados diretamente em vídeo, será que os produtores pensam em inovar e lançar um filme 3D diretamente para ser assistido em nossos lares? Se de fato a ideia é essa, é mais um comprovação que o slogan do Tiririca: "Pior que tá não fica!", é pura mentira.

Em relação a Van Damme a pergunta que dar título a esta postagem e se passa em nossa cabeça, permanece. Chega a ser incompreensível ver sua carreira na merda, já que o cara é talentoso, ótimo ator, ainda está em forma para cenas de ação e é uma simpatia como pessoa, atitudes que vão de encontro  com suas péssimas escolhas que não ajudam em nada a alavancar sua carreira. Como fãs, resta-nos apenas rezar para que ele reconheça o seu valor, seja mais humilde e não desperdiçe mais as oportunidades de reerguer a sua carreira, que cada vez se tornam raras.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O LIVRO DE ELI: UM FILME QUE SUPREENDE E NOS FAZ PENSAR.


De tempos em tempos, Hollywood nos surpreende com um filme estrelado por um grande astro e que nos leva a refletir sobre a nossa própria fé, sem necessariamente ser um filme religioso, sem blá, blá, blá, muito menos citações exageradas de versículos bíblicos. Este é o caso de O Livro de Eli, ficção estrelada pelo grande ator Denzel Washington, também um dos produtores do filme, e que traz no elenco o sempre ótimo Gary Oldman.

A trama se passa num futuro pós-apocalíptico, onde num Estados Unidos destruído por um guerra nuclear, Eli, interpretado magistralmente por Denzel Washington, peregrina solitariamente. Ele sabe que tem uma missão, que nem ele mesmo entende de  levar um único exemplar de um Livro ao Oeste.

Sem querer estragar a supresa, mas este Livro é o último exemplar da Bíblia, que também é cobiçado por Carnegie, interpretado brilhantemente pelo também excelente ator Gary Oldman, que sempre é escalado para fazer vilões. Ao contrário de Eli, cuja a motivação é fazer o Livro ser difundido e assim, levar esperança a humanidade, Carnegie ambiciona utilizá-Lo para dominar o mundo pós-guerra.

O roteiro do filme é envolvente, prendendo a nossa atenção do começo ao fim, repleto de reviravoltas, nos supreendendo quando menos esperamos. Em contra partida, o filme pode decepcionar um pouco quem curte muita ação, ao estilo Mad Max e cia. Mesmo assim, o roteiro compensa e até mesmo os mais aficcionados por ação não sentirão falta, pois ação, apesar de pouca, é suficiente para o filme que tem como atrativo o roteiro.

Apesar de se passar num futuro pessimista e no caos, em momento nenhum o filme passa uma mensagem negativa. Muito pelo contrário, a mensagem de esperança está explícita durante todo filme, principalmente através do personagem de Denzel, que está disposto a dar vida, para cumprir a suz missão de proteger e fazer conhecer a Palavra de Deus. Até mesmo quem não é religioso, vai gostar deste filme, graças ao  carisma de Denzel Washington roteiro que não faz discurso religioso e  traz grandes lições que nos fazem refletir, principalmente, que a esperança para o caos que a humanidade anda mergulhada está exclusivamente em Deus e em Sua Palavra. Todas estas lições passadas de forma surtil e envolvente, sem apelar para o sentimentalismo e conversão instantânea diante do sofrimento, características típicas dos filmes protestantes norte-americanos.

Em síntese, O Livro de Eli é um excelente filme, um dos melhores estrelados por Denzel Washington. Recomendado principalmente para aqueles que como eu, acredita que a Palavra de Deus é o tesouro que pode salvar toda a humanidade. Mas  para isso, precisamos  fazer com Eli e assumir a nossa missão de defende-La e propaga-La.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

domingo, 7 de novembro de 2010

UM FILME MARCANTE E DIFERENTE.

Há mais de quinze anos, é realizada, no Cine Maceió, a Sessão de Artes. Particularmente, nunca tinha ido, já sou povão,  logo, prefiro as porradas e barulheira dos filmes de ação, as gargalhadas soltas das comédias e os sustos dos filmes de terror e suspense, aos filmes, digamos, mais íntelectuais e artísticos.

Ontem quebrei este longo jejum. E não foi por ser o meu aniversário e não tivesse opção melhor para ir assistir, até porque este fim de semana está recheado de lançamentos. O motivo foi o próprio filme, O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, que marca a última aparição do talentoso e saudoso ator Heath Ledger, antes da sua trágica e prematura morte.

Na trama,  o Dr. Parnassus, interpretado pelo veterano excelente ator Christopher Plummer e sua trupe mambembe, percorre as ruas da atual Londres, oferecendo ao público a possibilidade de, através de um espelho, entrar em um mundo de ilimitada imaginação, controlado pela mente do estranho Doutor. Ambicionando a imortalidade, o personagem, alguns séculos atrás, faz um aposta com o encardido, na qual se ele perdesse, iria dar o seu filho mais velho ao chifrudo, quando completasse 16 anos. Arrependido e às vésperas da sua única filha, Valentina, completar a idade que o chifrudo vem resgatar a sua aposta, Parnassus faz uma última aposta com ele. Mas o aparecimento do misterioso e charmoso forasteiro Tony, vivido na maioria do filme por Heath Ledger, mudará o rumo da vida de todos.

O filme é supreendentemente brilhante, com um visual excepcional e excelentes interpretações, com destaque a Christopher Plummer e Heath Ledger, que simplesmente rouba a cena, com uma interpretação tão inesquecível quanto a do Coringa em Cavaleiro das Trevas.  Se não fosse pela sua trágica morte prematura com certeza seríamos presenteados com mais interpretações brilhantes. Uma triste ironia a partida dele, justamente quando começava a mostrar o seu talento.

Supreendente é como o diretor Terry Gillam, sobre contornar a tragédia da vida real, substituindo Ledger por excelentes atores. Numa das soluções mais brilhantes e nunca vista em casos como esse de atores que morrem em meio a realização de uma obra, toda vez que o personagem atravessa o tal espelho muda de face. Impressionante como Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel que assumiram o papel do forasteiro Tony, conseguiram manter a mesma interpretação de Ledger, convencendo o público que eram a mesma personagem. Mais brilhante que isso, só a atitude dos três, que na vida real eram amigos de Ledger, doarem seus cachês a filha do saudoso ator, a pequena Matilda.

Em síntese, um filme de fantasia perfeito, que não é apenas um tributo a Heath Ledger, mas também uma prova que ainda existe criatividade e originariedade no cinema norte-americano.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.