quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O GAROTO: O CLÁSSICO MAIS EMOCIONANTE DE TODOS OS TEMPOS.

Existem filmes que são verdadeiras obras primas, que conseguem agradar aos critícos e ao público, e ficam para sempre em nossa memória, nos tocando profundamente. Charles Chaplin é um grande mestre da sétima arte, especialista em filmes assim, hoje cada vez mais raros. Várias são essas obras deste gênio que escrevia, dirigia, compunha as trilhas e ainda as estrelava. Para mim a mais inesquecível e melhor de todas é um filme curto (1 hora e oito minutos, apenas), em preto e branco, mudo, mas que tanto fala ao nosso coração, intitulado O Garoto.  

Quem me acompanha aqui no blog já deve ter percebido que eu sou um cinéfilo apaixonado. Seria praticamente impossível dizer quantos filmes eu assistir em minha vida. E de gêneros e gostos variados. Já assistir grandes clássicos, Blockbusters, filminhos classe Z, 3D, trash... Mas esta obra prima de Chaplin, que eu assistir na infância, num Festival Charles Chaplin que a Rede Globo exibia aos domingos à noite, sem dúvida é um dos melhores filmes de todos os tempos e que me emociona até hoje.

O filme, lançado em 1921, conta a história de um bebê que é abandonado pela mãe que não tem condições de criá-lo e que é encontrado e criado pelo vagabundo. Conforme os anos se passam, o garoto e o vagabundo se tornam uma dupla perfeita, bolando diferentes e hilários esquemas para conseguir o dinheiro para seu sustento. Um roteiro simples, mas o suficiente para mexer com os nossos sentimentos mais profundos.

O filme é perfeito em todos os sentidos. Roteiro excepcional que mescla comédia pastelão de primeira, com momentos dramáticos emocionantes,  uma belíssima trilha sonora que desperta a nossa sensibilidade, causionando emoções variadas, e excelentes e inesquecíveis interpretações, em especial de Charles Chaplin e do garotinho Jackie Coogan, que para mim é o melhor ator mirim de todos os tempos. A quimica entre os dois protagonistas é perfeita, a mais perfeita de tantas duplas com química perfeita da história do cinema. E olhem, que não foram poucas: Jerry Lewis e Dean Martin, Terence Hill e Bud Spencer, e mais recentemente Mel Gibson e Danny Glover, Bruce Wills e Haley Joel Osment, entre outras. Mas nenhuma destas duplas é tão perfeita quanto s formada pelo gênio do cinema Charles Chaplin e o garotinho Jackie Coogan. Curiosamente, alguns atribuem esta química perfeita, em virtude de Chaplin ter perdido um filho recém-nascido, falecido no começo das gravações deste clássico. Seja qual for o motivo, o fato é que somos brindados com uma interpretação perfeita, sensível e sincronizada entre Chaplin e Coogan.

O filme é considerado percursor em misturar dois gêneros totalmente opostos: o drama e a comédia. Poucos conseguiram isso e mesmo assim, nenhum deles chegaram perto da perfeição realizada por Chaplin. Particularmente, eu choro feito menino toda vez que assisto e  até mesmo quando lembro, da cena em que a polícia tenta levar o garotinho para o orfanato e Carlitos faz de tudo para impedir. Não sai da minha mente esta tocante cena, em especial, o choro desesperado do menino e a perfeita música que conduz toda cena. Esta cena, junto com o encontro de Jesus e Nossa Senhora no filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson e o rostinho choroso da pequena Drew Barrymore ao ver o ET agonizando e  morrendo no filme homônimo de Steven Spielberg, são as únicas cenas que eu assisto mil vezes e mil vezes eu choro.

Enfim, O Garoto é um clássico perfeito, que o tempo não destrói. A frase de abertura desta obra prima resume-o perfeitamente: "Um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima..."  . Enfim, um filme indispensável em toda videoteca e obrigatoriamente precisa ser visto e revisto, se possível, por todas as pessoas. Se dizem por aí que as lágrimas de Chuck Norris curam o câncer, basta apenas ele assistir  O Garoto, para que esta maldita doença seja dizimada para sempre.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo saudosista do clássico O Garoto.




Duas cenas do clássico O Garoto e uma foto dos bastidores da filmagem.
Química perfeita dentro e fora das telas.


Um clássico e seus cartazes: o primeiro, provavelmente, é original.
O último, a capa do DVD mais recente lançado no Brasil.

domingo, 8 de agosto de 2010

OS PAIZÕES DO CINEMA E DA TV.

Se os pais reclamam porque a data deles está em quarto colocado na venda no comércio (perdendo para Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados), algo que eles não podem reclamar é sobre a presença no cinema e na televisão. Sem dúvida, os pais são maioria em número de personagens marcantes no cinema. Até mesmo a frase mais marcante e supreendente da história do cinema é uma revelação bombástica de paternidade: Eu sou seu pai! (Dath Vader para Luke Skywalker em O Império Contra-Ataca). 
No momento, centenas de pais marcantes me vem em mente, começando por Charles Chaplin e o seu inesquecível personagem Carlitos no filme O Garoto, passando por personagens de ação como Falcão, Jack Bauer e Braddock, até em comédias de troca de identidades, como Tal Pai, Tal Filho, Vice-versa, ambas produções dos anos 80. Alguns nem tão perfeitos, a exemplo do relapso Homer Simpson do seriado Os Simpsons, do louco personagem de Mel Gibson em O Preço de um Resgate e atrapalhados como os nossos queridos e saudosos Os Trapalhões. Uns tendo que dar conta de um montão de filhos, como o personagem de Steven Martin nos dois Doze é demais e outros tendo que dar conta de apenas uma filha que apronta mais do que os doze, como o nosso saudoso Seu Madruga, do seriado mexicano Chaves.

Lembro-me também aqueles que não são pais biológicos, mas são verdadeiros paizões  como o Tio Ben de Homem-Aranha,  o Jonanthan Kent de Smallville, que tem a missão de orientar e proteger ninguém menos que o futuro Superman, e treinadores como Sr. Miyagi de Karatê Kid (e provavelmente, o Sr. Han do remake), Mickey, dos três primeiros Rocky e mais recente o Grant Taylor, da produção evangélica e mega-sucesso Desafiando os Gigantes.

Enfim, os pais no cinema e na televisão estão bem representados e não têm o que reclamar.  Abaixo listo alguns exemplos. Evidente que existem muito mais e até melhores e mais marcantes que os que serão citados. Mas esses são os que me vêm em mente agora. Aguardo também sugestão de vocês de outros pais marcantes do cinema e da televisão.


Quando pensei em comentar alguns filmes tendo pais como protagonistas, o primeiro que veio em mente foi Um Ato de Coragem, estrelado pelo excelente ator Denzel Washington, na melhor interpretação da sua carreira, injustamente ignorada pelo Oscar. A história bem que poderia ser passar no Brasil, já que o tema é o caos desumano da saúde pública. Ele é um pai, que tem o filho acometido de uma grave enfermidade, mas o plano de saúde recusa-se a realizar a cirurgia. Como todo e qualquer pai desesperado com o filho entre a vida e a morte, o personagem de Denzel simplesmente faz de refém toda equipe médica para que seu filho seja salvo. Atuação marcante, roteiro interessante, que prende a nossa atenção do começo ao fim, faz deste filme, um dos melhores. Obrigatório em toda videoteca de bom gosto.



Stallone pode ser um brucutu e fazer piadinhas de mal gosto de um país que lhe acolheu tão bem. Mas algo que ninguém pode tirar dele é o mérito de interpretar dois paizões inesquecíveis no cinema: Rocky Balboa e Falcão. O primeiro, na verdade a partir do segundo filme da série. Não sai da minha memória a cena marcante dele lendo toscamente (Rocky era um analfabeto funcional) um livro para sua esposa Adrian, em coma após o parto. Sem falar na promessa de só ver o filho quando ela acordasse. Tocante mesmo. No quinto e pior filme da série, a relação entre pai e filho é mais explorada. Curiosamente, quem interpreta o filho do Rocky neste filme tosco é um dos filhos do Stallone, Sage. Sobre Falcão, por se tratar de um dos meus cinco filmes favoritos, será comentado logo após numa postagem especial.


Charles Chaplin sem dúvida é dos maiores gênios da história do cinema. Em O Garoto, ele emociona sem dizer uma palavra, já que o filme é da época do cinema mudo. Lindo demais este filme. Por também trata-se de um dos meus cinco filmes favoritos, também comentarei numa postagem especial.



Não é novidade nenhuma que Renato Aragão é fã de Charles Chaplin. E nos filmes e programa de TV, ele sempre buscava homenageá-lo, em especial, o personagem Carlitos, através do seu personagem Bonga. Em dois filmes, em especial, dos saudosos Os Trapalhões, temos um clara homenagem ao clássico O Garoto. O primeiro é Os Vagabundos Trapalhões, onde o inesquecível quarteto cuidava de várias crianças de ruas, e armavam para que estes fossem adotados (ao contrário do Carlitos que fazia de tudo para o garoto não ser adotado).
O outro filme é o emocionate A Filha dos Trapalhões, este sim uma homenagem descarada ao clássico de Chaplin, mudando apenas o sexo da criança orfã. A história gira em torno de uma menina sequestrada dos braços da mãe, interpretada pela nossa irmã em Cristo Myriam Rios, que acaba caindo nos braços do saudoso quarteto. Engraçado e emocionante, para mim este é um dos melhores filmes dos Trapalhões. Outro filme obrigatório na videoteca.



Todos nós conhecemos milhares de frases sobre Chuck Norris. Mas poucos conhecem seu lado pai herói no cinema. Sem dúvida, o mais inesquecível foi o Coronel James Braddock, em Braddock III - O Resgate, último filme da trilogia do primo pobre do Rambo. Neste filme da extinta produtora de filmes classe "B" Cannon, 12 anos após o fim da Guerra do Vietnam, o "exército de um homem só" descobre, através de um padre missionário que sua mulher, não somente estava vivinha da Silva, mas tinha um filho, tão feio quanto ela. Se ele destruiu exército inteiros pelo seu país e por sua sobrevivência, vocês já imaginam o que este paizão durão fará para resgatar o seu filho. Um filmaço, clássico dos filmes de ação classe "B", que absurdamente, não foi lançado em DVD no Brasil. E para complicar, a Globo não exibe mais no Domingo Maior, substituindo por super produções recentes, a exemplo do péssimo Sr. e Sra. Smith. Durma com um absurdão deste.



Falando em durões do cinema, outro que se deu bem fazendo papel de pai foi o atual governador da Califórnia e eterno exterminador Arnold Schwarzenegger. O percursor dos filmes de ação "me engana que eu gosto!" e até hoje rei absoluto deste tipo de filme, fez o paizão de familia que era agente secreto no excelente True Lies, um pai vingando a morte do filho em Efeito Colateral e um pai clonado em O 6º Dia. Mas dois pais se sobressaem sobre os outros e são inesquecíveis.
O primeiro é o pai típico brasileiro, que deixar para a última hora para comprar o presente de natal de seu filho, na  divertida comédia Um Herói de Brinquedo, onde ele faz de tudo para presentear o filho com o tal boneco tão desejado, com direito a sair na porrada com anões vestidos de duendes e um final tocante, onde ele mesmo se presenteia ao filho, vestido com o seu herói favorito, ensinando-os que o verdadeiro herói de uma criança é o seu pai.
O outro é o clássico filme dos anos 80 Comando para Matar, onde umas antas, para forçá-lo a matar um presidente de uma replubiqueta fictícia chamada Valverde, inventam de sequestrar a sua filha. Resultado: Schwarzie pula de uma avião, corre contra o tempo para achar a filhinha antes que os caras descubram sua fuga mirabolante, detorna sozinho um exército todo, salva sua filha e "deixa só os corpos", para o exército norte-americano cuidar.
Ainda bem que tanto este clássico tosco, como também os filmes citados neste comentário foram lançados em DVD.


Outro astro de ação que interpretou pai no cinema foi Jean Claude Van Damme. Destaque para o seu personagem na super-produção Morte Súbita, onde o belga interpreta um pai meio ausente, que resolve presentear os filhos com ingressos para a final de um "singela" partida de hóquei (presente que com certeza, os pais de Chuck Norris, Jack Bauer e Rambo deram a eles, quando crianças). Só que terroristas inventam de atacar justamente nesta partida, onde o nosso herói Van Damme sai na porrada até com um pinguim gigante, mascote de um dos times. Com certeza, esses terroristas eram irmãos daqueles do Comando para Matar, pois são tão antas como eles.


Até o pior ator de todos os tempos (depois de Robert Pattinson é claro), o também inexpressivo Steven Seagal já foi pai por várias vezes na ficção. Desde do seus primeiros filmes Nico, acima da lei e Díficil de Matar até os atuais filmes classe "z" como Justiça Urbana (a cena que ele recebe a notícia da morte do filho, nem o Alexandre Nadoni teve tanta frieza e falta de emoção). Destaque para o legalzinho Resgate Sem Limites, onde ele vai até onde o Judas perdeu as botas (calma, ele não foi ao Biu II. Não tinha como a produção ir tão longe assim. rssss...), em busca de salvar sua filha e de quebra a filha de um político, sequestradas por terroristas toscos e também antas. Filminho "b" de ação que chega até a divertir.


Deixando de lado os péssimos atores, vou citar um excelente ator, que no momento passa por sérios problemas pessoais. Mel Gibson já interpretou personagens pais no cinema, inclusive, até os seus mais marcantes personagens, o Max, da série Mad Max e  Riggs de Máquina Mortífera  (apesar de ser pai apenas nos minutos finais do último filme da série). Mas foram outros dois paizões durões, que marcou a sua carreira paterna no cinema.
O primeiro em O Preço de um Resgate, frequentador assíduo das sessões Cine EspertacularTela de Sucesso do SBT. Mel Gibson faz um empresário que não somente nega pagar o resgate do filho, mas dobra o valor para quem pegá-los e detorná-los. Num excelente roteiro, com muito suspense e reviravoltas, este louco pai, não somente salva o seu filho, mas detorna com todos os sequestradores, neste que para mim, é um dos melhores filmes do ator.
O segundo é o excelente épico O Patriota, onde ele interpreta um fazendeiro pacífico que se ver obrigado a participar da Guerra Civil norte-americana para proteger sua família, que tem como filho mais velho, o saudoso Heath Ledger. Em síntese: um filmaço imperdível!


Um paizão marcante do nosso cinema sem dúvida é o Sr. Francisco interpretado perfeitamente pelo excelente ator Angelo Antônio, no mega-sucesso Dois Filhos de Francisco. Mesmo que alguém, assim como eu, não goste da dupla Camargo (e Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho... Camargo! e Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho... Desculpem, não me contive em mencionar a frase tosca, mas marcante do personagem do grande ator José Dumont), tem que reconhecer que o Sr. Francisco é uma paizão e tanto, um simples homem do campo, que não se deixa vencer pelas dificuldades. E o mais tocante: ele é real, não foi criado da imaginação humana, mas por Deus.


Outro pai marcante do nosso cinema também é uma homem simples do campo, interpretado de forma excepcional pelo grande ator Matheus Nachtergalle, no belíssimo filme Tapete Vermelho. Para cumprir a promessa de levar o filho para assistir a um filme do finado Mazzaropi, este pai sai com a família dos canfudós do brecho que mora, em busca de realizar esta promessa. Como sabemos, uma tarefa nada fácil, já que além dos cinemas das cidades do interior terem falido, ainda por cima, não exibem produções nacionais antigas. Um filme cativante, emocionante, com excelentes interpretações, que prende a nossa atenção do começo ao fim. Presença obrigatória numa videoteca, merecendo ser visto e revisto várias vezes.


Este pai também é um homem simples e bem que poderia ser brasileiro. Fenômeno em comunidades no Orkut, junto com Chuck Norris e superando até mesmo o outro fenômeno Jack Bauer, o Seu Madruga do saudoso seriado Chaves é um paizão e tanto. Cuida da filha sozinho, leva porrada da antipática vizinha D. Florinda sem revidar, se vira nos trinta para trazer comida para casa, corre do proprietário da Vila, Seu Barriga, para não pagar os eternos fixos quatorze meses de aluguel e ainda arruma tempo para dar conselhos valiosos, como este da foto acima.
Preciso falar mais alguma coisa deste marcante personagem, interpretado brilhantemente pelo saudoso Rámon Valdez?


Falando em interpretação marcante, impossível não lembrar do pai deficiente mental, interpretado brilhantemente por Sean Penn, em Uma Lição de Amor. O filme faz jus ao nome, que narra a luta deste pai para ficar com a guarda da sua filha, interpretada perfeitamente por Dakota Fanning, na época uma atriz mirim talentosa, já que não tinha se contaminado com o vírus da canastrice do elenco da saga Crepúsculo. Comovente, supreendente, é para fazer até mesmo durões como Chuck Norris, Jack Bauer, Rambo e John McLane assisti-lo com um lenço enxugando as lágrimas.


E falando em durão... Encerro a minha lista de pais marcantes do cinema e da TV, com um personagem ímpar, que infelizmente está se despedindo da telinha no próximo dia 24. Todo mundo lembra do Jack Bauer, interpretado brilhantemente por Kiefer Surtheland no seriado 24 horas, como um homem durão, o único capaz de disputar pau a pau com Chuck Norris, quem é mais macho, que não vai ao banheiro, nem come, porque só tem 24 horas para salvar os Estados Unidos.. Mas tem um lado de Jack que ninguém lembra: o paterno.
Quem assistiu as primeiras temporadas deste aclamada série, recordará junto comigo que a danada da filha dele, a Kim, sempre se metia nas maiores roubadas, fazendo Jack arrumar um tempinho no tão corrido dia, para lhe salvar e detornar os idiotas suicidas que se metiam a besta com ela. Ainda bem que nesta oitava e última temporada, não inventaram, até agora, de pegar a sua filha e neta como reféns, porque, como diz a sabedoria popular: "Avô é pai duas vezes!". Tinha que ser esses terroristas, para salvar a fama de burros que eles estavam começando a ter.

Bem, existem outros pais que eu poderia citar aqui. Mas esta postagem já está imensa. Sem falar que eu quero aproveitar o tempo antes de iniciar o jogo Cocôrinthians x Flamengo, para assistir, junto com o meu pai, um dos filmes mencionados nesta postagem.

Espero que vocês tenham gostado. Como disse, não é a lista dos melhores, mas dos que vieram em mente. Façam também a sua lista de pais marcantes da telona e da telinha, e postem nos comentários.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 7 de agosto de 2010

VALE A PENA VER DE NOVO: O GRANDE DRAGÃO BRANCO.

Aí, que saudades das antigas Sessão da Tarde, Temperatura Máxima e Domingo Maior, que exibiam, às vezes exaustivamente, os filmes dos anos 80 e 90! Hoje, infelizmente, somos obrigados a suportar filmecos vagabundos de 18ª categoria, a exemplos dos estrelados pelas irmãs Olsen, pela bad girl e péssima atriz Lindsay Lohan, e pelo péssima elenco de rostinhos bonitinhos sem talento nenhum de High School. Tudo bem que tinha filmes da época que eu mencionei, tão toscos e cheios de péssimos atores como os de hoje, mas convenhamos que sempre tinha algo nos filmes oitentistas e noventistas que tornavam estas pérolas toscas incrivelvemente irrestíveis.

Hoje, tive a grata supresa de ver um destes filmes tecnicamente toscos, mas melhores que a maioria de super-produções atuais que não valem porcaria nenhuma, mesmo que mutilado sutilmente, na telinha da Globo. O filme em questão é O Grande Dragão Branco, que lançou a carreira do competente ator Jean Claude Van Damme ao estrelato. Este filme foi produzido pela extinta produtora de filmes classe "C" oitentista, Cannon (responsável pelos  filmes do Chuck Norris e do saudoso Charles Bronson, como também de outros clássicos toscos como Salsa: o filme quente, Breakdance, American Ninja, As Minas do Rei Salomão estrelado pelo Richard Chambelain e uma atriz iniciante chamada Sharon Stone, entre outros) no ano de 1987, mas chegou ao Brasil apenas em 1990.

Lembro-me que matei aula na antiga ETFAL (atual CEFET), junto com uns colegas, meus companheiros de "gaziadas", para ver um filme de um cara que anunciavam ser melhor que o saudoso Bruce Lee. Assisti no saudoso extinto Cinema São Luiz que ficava no Centro, onde hoje é a Loja Insinuante. Quando vi Van Damme dando seus primeiro golpes e fazendo aquela abertura de perna que fazia doer os meus genitais só de olhar, pensei comigo mesmo: De fato este Van Damme é o segundo melhor ator de filme de ação (só perde para o Stallone, é claro). Além de bom lutador, o cara era um bom ator, algo na época raro neste gênero de filme. Anos depois, este filme virou presença obrigatória na Sessão da Tarde, principalmente, nos dias que tinha jogos olímpicos e de futebol, pela sua curta duração (menos de 90 minutos). Bons tempos aqueles!

Não preciso falar sobre a história do filme, pois todo mundo sabe de cor e salteado a saga do lutador novato, Frank Duxx, que participa do tradicional torneio secreto Kumite, enfrentando vários lutadores, entre eles o temível Chong Li, feito pelo canastrão, mas competente e experiente lutador Bolo Yeung (o cara foi vilão do clássico e para mim melhor filme do saudoso Bruce Lee, Operação Dragão). Curiosamente, este "centenário" ator, que o tempo não envelheceu o seu rosto, se deu bem apenas nos filmes que fazia vilão (além do dois já citados, fez também Duplo Impacto, um dos melhores filmes do Van Damme), tendo se ferrado em todos as tentativas de fazer mocinho. No caso dele, a falta de beleza foi fundamental para a carreira. O roteiro é simplório e a produção é visívelmente com sérias restrições orçamentárias, mas as cenas de ação e a trilha sonora, são inesquecíveis. Sem falar nas frases de efeitos, que até hoje são lembradas, graças a competente dublagem brasileira.

Exemplos de Algumas:
- "Você não é muito novo para o Kumite?"
- "E você não é muito velho para videogame?"
(Jackson e Frank, no seu primeiro encontro, onde jogam um tosco jogo de luta no Fliperama).

- "E quem importa se o shidoshi dele é o Chuck Norris?"
(frase do guia quando os organizadores tentam barrar a inscrição de Frank no torneio).


- " Muito bem, mas tijolo não revida!"
(Chong Li, numa frase que foi dita pelo saudoso Bruce Lee, no clássico Operação Dragão, se eu não me engano ao personagem do mesmo ator Bolo Yeung).

- "Você quebrou o meu recorde. Eu vou quebrar você, como eu quebrei o seu amigo!"
(Chong Li, antes da luta final contra Frank).

Além destas frases toscas, mas inesquecíveis, o filme marca por uma excelente trilha musical, por cenas de lutas criativas, por personagens pitorescos e toscos, em especial, os lutadores, e um excelente ator, como Forrest Whitaker, fazendo um papelzinho pequeno como um dos agentes que perseguem, por uma desculpa rídicula, o personagem do Van Damme. E olhe, que não foi porque estava em começo de carreira, até porque antes deste filme, já tinha sido premiado em Cannes por seu desempenho em Bird, dirigido por Clint Eastwood. Mas por ser um grande ator, sem frescuras, não deixou o prêmio lhe subir a cabeça e aceitou ser um divertido e marcante coadjuvante numa produção de um estúdio pequeno. Um exemplo para vários que são metidos mesmo não sendo grande ator. 

Por mais que os fãs ignorem,
o fato é que estes três filminhos de 15ª categorias
são continuações do clássico O Grande Dragão Branco.
Irônicamente, o filme e o seu protagonista tiveram destinos parecidos. Os direitos do filme, foram vendidos para uma produtora classe "z", mais pobre que a Cannon, gerando três continuações inferiores em todos os sentidos, estreladas pelo sósia barato do Van Damme, o canastrão Daniel Bernhardt, que fora esta pseudo-série, atuou (???) na versão televisiva de Mortal Kombat, que durou apenas uma temporada e foi um dos parceiros do Agente Smith em Matrix Reloard. Sobre estas continuações, que não são aceitas pelos fãs, os dois primeiros tem a presença do saudoso e eterno Sr. Miyagi, Pat Morita, fazendo um personagem inferior ao seu talento. Se esquecemos que trata-se de uma continuação do original, com certeza dar para encarar como bons filmes de artes marciais classe "z", daqueles que eram exibidos na saudosa sessão Força Total, da Band.  Mas o quarto filme, que coincidentemente revi esta semana, trata-se de um dos piores filmes de todos os tempos, pois o roteiro é uma porcaria, que mistura fragmentos clichês de vários filmes de ação, cenas de lutas toscas que fazem as dos Power Rangers serem mais realistas, e ainda destrói a imagem do Kumite, colocando  o torneio sendo organizado por um mafioso tosco, que passa o filme todo fazendo uma ridicula e nada convicente cara de mal, e cercado de mulheres lindas semi-nuas. Tenho na minha videoteca, apenas como coleção, mas que podia já está na lata do lixo a bastante tempo.
  
Já Van Damme, tinha tudo para ter um destino melhor. Depois deste filme, fez outros usando a mesma fórmula (lutador em busca da vitória enfrentando no final um vilão malvadão, e algumas desculpas esfarrapadas no roteiro, só para mostrá-lo em cena fazendo escala e exibindo a sua bunda), e ganhou as graças de Hollywood,  fazendo super produções, em grandes estúdios. Mas no auge da carreira, acha de fazer a estupidez de se envolver com drogas e mesmo livrando-se destas, as drogas hoje  são os seus filmes classe "z", que ao contrário das malditas, não viciam ninguém, e são lançados diretamente em vídeo. E o pior: mesmo com a carreira na merda, ainda se dar ao luxo de negar fazer filmes que poderiam colocá-lo de novo entre os grandes de Hollywood e dar a volta por cima (a exemplo de Robert Downey Jr. e Mickey Rooke), recusando ser o vilão em A Hora do Rush 3, estrelado por Jackie Chan, e também em ser um dos astros de Os Mercenários, aguardado filme de Sylvester Stallone, sendo substituído pelo canastrão, mas esperto Dolph Lundgren. Se continuar orgulhoso assim, jamais o veremos de novo na telona.

Enfim, resta-nos sempre ver e rever este clássico dos filmes de ação e de artes marciais, sempre que tivemos oportunidade. O mais absurdo é que este inesquecível filme não foi lançado em DVD em nosso país, onde encontramos apenas a versão pirata copiada do VHS (logo, só na versão dublada e com péssima imagem) ou se baixamos pela internet. Uma prova do total descaso desprezível das distribuidoras brasileiras, aos filmes populares dos anos 80.
Mesmo sendo tosco e até bobinho para o público atual, O Grande Dragão Branco nos faz lembrar de uma época que até as pequenas produções hollywoodianas, eram excelentes e inesquecíveis filmes, confirmando uma famosa frase dita pelo  saudoso diretor brasileiro Glauber Rocha : Uma ideia na cabeça e uma camêra na mão.

Van Damme não é sanduíche do Girafas,
logo, não mata a fome, mas humilha, no clássico
O Grande Dragão Branco.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo com saudades dos grandes filmes dos anos 80.

O REINO: UM FILMAÇO QUE EU RECOMENDO.

Ontem, zapeando pela TV, parei no canal de filmes TNT. Este canal fechado tem, na minha opinião, a melhor listagem de filmes deste século (nem mesmo os filmes dos anos 90 e início dos anos 2000 são exibidos), mas tem como erros grosseiros, além do mencionando no parenteses, o fato de exibi-los na versão dublada e cortados. Sem falar que este canal tem uma marcação cerrada contra seios, já que estes são distorcidos, mesmo quando aparecem em cena de fundo. E esses cortes e distorções, são 24 horas por dia, até mesmo quando os filmes são exibidos de madrugada, algo que nem a Rede Globo, um canal aberto, faz (neste exato momento que estou escrevendo este comentário, acabou de ser exibido no filme O Grande Dragão Branco uma cena que o vilão Chong Li, quebra a perna de um adversário, deixando-o com uma fratura exposta). São erros lamentáveis para um canal que tem tudo para ser o melhor canal de filmes da TV Fechada. Mas deixando de lado as eternas críticas que eu faço contra a TNT, vamos ao comentário do excelente filme.

O filme que eu assisti e recomendo é O Reino, estrelado pelo excelente ator Jammie Foxx e a sempre péssima Sra. Ben Afleck, Jennifer Garner, que graças a Deus, mesmo assistindo na versão dublada, percebi que a fraca atuação dela prejudicou este excelente filme, com roteiro que envolve o telespectador do princípio ao fim.

A trama começa com um atentado terrorista num condomínio fechado de norte-americanos, na Arábia Saudita. Quatro agentes do FBI, liderados pelo personagem de Foxx (num típico personagem de outro grande ator, Denzel Washington), viajam até lá, para investigar este atentado, tendo apenas cinco dias para desvendá-lo, junto com alguns policiais sauditas, que são designados por um príncipe  para escoltá-los e protegê-los, nos conduzindo por uma investigação intrigante. Para quem curte muita ação, pode se decepcionar um pouco, pois a mesma só ocorre  nos 20 minutos finais. Mesmo assim, ela está no momento certo, pois o roteiro é empolgante e nem o mais aficcionado por cenas de ação, sentirá falta dela.

Outro ponto interessante do roteiro é justamente a mensagem política anti-guerra implícita no filme. A primeira encontramos logo nos créditos iniciais, onde são exibidas várias notícias reais, fazendo processo histórico mostrando a ajuda, principalmente financeira e bélica, dada pelos EUA aos países muçulmanos detentores do petróleo, que depois  se voltaram depois contra os EUA. A convivência entre o quarteto norte-americano e os policiais sauditas, no decorrer do filme, nos ensina que há sim espaço para a convivência harmoniosa, pacífica e de colaboração entre pessoas de crenças e ideologias diferentes. E no final do filme, a mensagem, que mostra que todos estão em guerra pelos mesmo motivos errados, achando-se, porém, que estes são certos, numa cena, onde paralelamente o personagem de Foxx e um menino árabe, falam exatamente a mesma frase de retaliação e vingança.

Recomendo que não deixem de assistir este filmaço. Para aqueles que tem TV por assinatura, uma dica: O Reino é o filme do mês da TNT, logo, será exibido outras vezes neste mês. Portanto, fiquem atentos a programação. Para quem não tem, passe numa locadora ou adquira este filme para a sua videoteca. Este  filmaço merece ser visto e revisto, e mesmo sendo um filme de ação, que os produtores alegam se baseado em fatos reais,  precisa também ser refletido.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ANGELINA JOLIE DETORNA EM SALT.

Assistir na tarde de hoje, o badalado filme Salt, com a bonitona e razoável atriz Angelina Jolie. Por milagre Divino, sair de casa faltando apenas 40 minutos para o início da sessão no Cine Farol e cheguei faltando 7 minutos. Como demorei para comprar a pipoca, cheguei no final do empolgante trailer de Karatê Kid, com Jackie Chan.  Sobre Salt Não comentarei muito, para não correr o risco de estragar as várias surpresas de um roteiro repleto de reviravoltas. Vou recorrer, então a sinopse oficial.
Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as suas habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA.

Fuga mirabolante da agente Salt.
Nem Schwarzenegger, fez cenas tão espetacularmente mentirosas, que nós, fãs de filmes de ação amamos tanto.













O filme é repleto de cenas de ação mirabolantes, onde a personagem de Angelina lembra vários durões conhecidos como o Jack Bauer da série 24 Horas, com uma dose de Jason Bourne, de Ethan Hunter da trilogia Missão Impossível, da Trinity da trilogia Matrix e até do Magayver da extinta série televisiva Profissão: Perigo. Falando na, até agora, trilogia Missão Impossível, uma curiosidade que eu acabei de  descobrir quando buscava fotos para ilustrar esta postagem: Angelina assumiu este personagem após Tom Cruise recusar, alegando que o personagem era muito parecido com da citada trilogia. E fez bem, pois ia ficar uma cópia fiel deste personagem. Quem se deu bem fomos nós, já que Angelina nos brinda com um personagem interessante e supreendente, que não fica atrás de nenhum desses durões do cinema e televisão.

Angelina em seu momento Magayver.
A história em si é um pouco sem nexo, já que traz a torna um tema, que a série  007 abandonou desde do começo dos anos 80: a extinta Guerra Fria, entre o capitalismo dos EUA e o socialismo da Rússia, sendo este, "para variar", o grande vilão da história. Este tema, de fato, só combina com filmes passados na época, ficando até patético para os dias de hoje, apesar que o filme, ganhou um publicidade gratuita, graças aos espiões russos descobertos algumas semanas atrás, nos EUA. Mas, quem se importa com tema fora de moda, tendo Angelina Jolie, num filme repleto de cenas de ação mirabolantes? Particularmente, eu mesmo não. E vocês?

Não é a Trinity de Matrix, nem a noiva vingativa de Kill Bill.
É Salt, em um dos vários visuais utilizados no filme.
Enfim, Salt é um filme divertidissimo, empolgante e supreendente, com um final descaradamente aberto para uma continuação, que só existirá se o filme for bem nas bilheterias. Algo praticamente quase certo, pois quem for assisti-lo, vai gostar e recomendar a outras pessoas. Eu mesmo recomendo. Não percam!
 
Em tempo: para a galera de Maceió uma dica: assistam Salt, no Cine Farol, já que o Centerplex mais uma vez, faz a presepada de exibir um filme apenas na versão dublada.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ASSISTIR ECLIPSE.

Como comentei anteriormente,  não sou fã da Saga Crepúsculo e se assisto aos filmes desta modinha teen, apesar de ter gostado do primeiro filme. Praticamente, um mês após o seu lançamento e tomada exagerada de várias salas de cinema da nossa Maceió, nos impedindo de assistir outros lançamentos bons de verdade (a exemplo de Kick Ass, que não veremos nas telonas alagoanas), finalmente, devidamente acompanhado da minha amiga Dani, encarei o terceiro filme da saga modinha teen: A Saga Crepúsculo: Eclipse.

Na sequência inicial, uma promessa de renovação: um cena de ação, de um rapaz sendo atacado por algo. Como entrei após o início da projeção dos trailers, achei que se tratava de um. Mas era mesmo uma cena do filme. Mas após a empolgante cena, voltamos a programação normal da série, com o casalzinho sem graça Edward e Bella, no meio das flores, com o vampiro brilhando feito destaque de escola de samba, debatendo sobre casamento. Ele, tradicional, ou melhor, das antigas, como foi dito no filme, pedindo a mocinha em casamento e ela relutando, dizendo todas aquelas frustrantes frases clichês anti-casamento, incasavelmente divulgada pela mídia e por casais fustrados que sofreram um divórcio.

Depois de uma sequência inicial de ação, tome morgação.
A partir daí, são mais de duas horas de projeção de puro tédio e romancinho de décima oitava categoria, que faria vergonha aquelas revisitinhas toscas de romance com nome de mulher, com cenas românticas muito açucaradas, fora da realidade e um triângulo amoroso muito mal criado, já que a idiota da Bella, não sabe o que quer da vida (se fosse comigo, eu já tinha mandado a Bella a merda e tinha partido para outra mulher muito mais interessante e decidida de si. rssss...). Ao menos as pouquíssimas cenas de ação (tática adotada para agradar e atrair os rapazes ao cinema) agradam, e os efeitos especiais, em especiais dos Lobisomens são excelentes e mais caprichados que o filme anterior. Mas para chegar a essas cenas, tome muito melodrama mexicano, envolvendo o triângulo amoroso, formado por um ator talentoso apenas, uma mocinha sem sal e canastrona, e um Robert Pattinson, tão ruim que supera até mesmo o pior ator que já apareceu no cinema: Steven Seagal.

A cena da tentação do sexo antes do casamento. 
Infelizmente foi encarada pelo público como cena cômica . 
Uma cena em particular chamou a nossa atenção pela reação da plateia. Em certo momento, a moderninha Bella, seduz o Edward para finalmente eles transarem, mas na hora "h", ele não cede a pressão, e faz um interessante discurso sobre castidade, culminando com o pedido de casamento, finalmente aceito pela fogosa namorada. Neste momento, a plateia, exceto eu e a Dani, ria copiosamente da cena, achando-a totalmente rídicula. Na verdade, por incrível que pareça, não era a cena que era rídicula, mas a opinião da maioria da plateia predominantemente feminina, que acham que a castidade é algo patético e sem lógica nos dias de hoje. Tenho que admitir que esta cena em particular, foi bem interessante e real, pois reune o confronto valores x tentação. Mas a maioria a viu como se fosse uma cena de comédia pastelão. E ainda dizem é que nós homens é que somos safados.

Em suma, admito que Eclipse não chega a ser um filme tão péssimo. Chega até mesmo ser melhor que o segundo, sendo superado pelo primeiro. Mas é como eu já disse em outra postagem, a série Crepúsculo não merece esta atenção toda que é dada. É uma série de filminhos bonitinhos, que até ensina valores como a castidade, que infelizmente, são levados como ficção pela maioria das adolescentes. Mas fora isso, é algo descartável, que nada tem a contribuir com a história do cinema, exceto para o bolso dos produtores, dos pseudo-atores e de sua escritora.

Que venha o(s) último(s) filme(s)  da série (querem dividir o quarto livro em dois filmes) e espero está devidamente acompanhado para assistir mais uma série descartável, que me desperta curiosidade.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo que não é fã da série Crepúsculo.
Os dois mocinhos se estranham pelo amor da mocinha.
Se fosse num filme normal, resolviam a diferença na porrada.
Mas como trata-se da série Crepúsculo, até ensaiaram uma amizade dentro da barraca.

PREDADORES: REPETINDO A VELHA FÓRMULA.

Antes de comentar o filme, quero deixar registrado o meu protesto e nota zero dupla ao Centerplex, único cinema de Maceió a exibir Predadores, pois além de exibi-lo apenas na versão dublada, o som estava absurdamente baixo, o que tirou e muito o impacto do filme. Isso sem falar que por três vezes a exibição do filme foi interrompida para mudança de rolo. Será que o moderno Centerplex está voltando ao tempo da manivela? Mais cuidado ou vai acabar espantando muitos clientes.

Quando ouvir falar que o criativo diretor Robert Rodriguez estaria na produção do terceiro filme da franquia Predador (os dois Aliens X Predador não contam), fiquei ansioso, pois pensei que daria uma cara nova série.  Os meses de espera terminaram e ontem fui assistir Predadores.

Sinceramente, me decepcionei um pouco, pois não vimos ali o humor sacástico e o ritmo acelerado típico de Rodriguez, mas apenas uma cópia da fórmula dos dois primeiros filmes, principalmente, do primeiro estrelado pelo atual governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. Do segundo temos apenas  a reunião de um elenco de bons atores do 2º escalão hollywoodiano. Se naquele tivemos Danny Glover, Bill Paxton e outros astros do segundo e até terceiro escalão hollywoodiano, neste novo filme temos o ganhador do oscar Adrian Boyne, o primo do diretor e presença em todos os seus filmes Danny Trejo, um Laurence Fishburne numa participação pequena, mas estranhamente marcante, Topher Grace, praticamente repetindo o seu papel de cara bonzinho e inonfesivo, que se revela vilão no final, com em Homem Aranha 3, e a nossa Alice Braga, fazendo bonito no filme, dividindo o protagonismo com Adrian. E para agradar a nova geração, fãs dos dois bobinhos Alien vs Predador, temos uma cena de luta entre dois predadores.

A nossa Alice Braga fazendo bonito em Predadores.
O interessante do roteiro foi trazer a ação de volta a selva e reunir um grupo de personagens diferentes: um mercenário, uma israelense (a nossa Alice), um membro da Yakuza, um soldado russo, um rebelde de algum país africano, um prisioneiro condenado a morte, um traficante colombiano e um médico, que no final revela-se ser um porra-louca psicótico. Mesmo assim, faltou mais ousadia e criatividade, resumindo este novo filme a uma cópia genérica do filme de 87 estrelado por Arnoldão, com direito até cenas descaradamente copiadas, como a do membro da Yakuza que fica para trás por conta própria para enfrentar o bichano (no primeiro filme temos o índio com o mesmo ato de coragem), do protagonista melado de lama chamando e saindo no braço com o bichano no final do filme (mesmo sendo um magricela em comparação ao brucutu bombadão do original) e a música do James Brown, só que tocada nos créditos finais, já que no primeiro filme, é tocada quando o grupo das Forças Especiais estão indo à selva. Ah, ainda tem o personagem de Laurence, um lunático que aparece no meio do filme, como um sobrevivente de dez anos naquele planeta reserva de caça, passando pouco menos de quinze minutos em cena, nem influindo, nem contribuindo em nada na história.

Estão pagando mal em CSI, para Laurence pagar este micaço.
Em síntese, não é um filme ruim, chegando até empatar tecnicamente com o segundo filme, que eu também gosto (o primeiro é melhor por alguns pontos). O que faltou foi a marca de Robert Rodriguez, com sua criatividade na produção. Predadores não lembra em nada ser um filme produzido por  ele. Prevaleceu a automatização de um diretor iniciante, daqueles que ligam o piloto automático e seguem uma cartilha hollywoodiana pronta, sem ousar em criatividade e inovação. Nota 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DUAS NOTAS ZERO PARA O CENTERPLEX MACEIÓ.


Os Cinemas Centerplex têm pouco tempo em Maceió, mas nesta semana deu duas pisadas de bola.
A primeira foi passar uma semana tendo a Sala 2, com a tarde sem exibir filme nenhum. Poderia ter aproveitado para exibir filmes que há semanas estão em cartaz em todo país, menos em Maceió.
Como se isso não bastasse, hoje foi lançado nacionalmente o filme Predadores e o Centerplex é o único que está exibindo este aguardado filme, que ressuscita a franquia Predador. O problema é que só está exibindo Predadores em versão dublada.
Duas pisadas de bola feia, em apenas uma semana, que merece duas notas zero.